Era uma máscara.

Uma camuflagem.

Seu sorriso era uma máscara para se camuflar no meio de tantas outras pessoas cujos sorrisos eram genuínos.

Mas não o dele; e por mais que odiasse seu sorriso, e odiasse ainda mais ter de usá-lo com tanta frequência, ele simplesmente sabia que era necessário colocá-lo no rosto. E ai de você se reclamar.

Infelizmente ele não podia escolher qual máscara usar; como toda a camuflagem, ele tinha de se adaptar ao ambiente para passar despercebido. Sim, esse era seu real objetivo: passar despercebido.

Mal sabia ele que sua máscara tinha dias contados para cair.