O Diário de Um Vencedor

3 Capítulo 3 - A história que os livros não contam


Minha mãe sempre acreditou em mim, semanalmente ela ligava para mim e conversava comigo. Me dava apoio e dizia como andavam as coisas em casa, mas sempre me pedia uma coisa, para eu tomar cuidado.

Cuidado com o que? Com aquele que sempre planejou me destruir e que ela sempre soube que um dia sairia de seu covil maligno para tentar por fim me derrotar, ele, aquele filho da mãe que sempre comandou tudo, Giovanne.

Aposto que todos o conhecem ele é (ou era, não tenho certeza como andam as coisas por lá após a grande guerra, na verdade nem sei se a Equipe Rocket ainda existe, tenho apenas certeza da Jessy e do James, aqueles que por anos tentaram me destruir hoje são meus melhores amigos), líder supremo da Equipe Rocket, que comandava tudo, no fundo o Japão era dominado por ele, mas ninguém tinha coragem de admitir isso e poucos tinham coragem de desafia-lo, como eu, EU... Agora entendem por que todo esse orgulho? Eu desafiei o maior líder que já existiu na história de humanidade...

Enfim, pelo formidavel apoio que minha mãe me deu, eu resolvi voltar para casa e mostrar-lhe o incrível brasão que dizia 'O maior Mestre é aquele que nunca desiste', quando ela viu caiu em lágrimas e me abraçou com tanta força dizendo 'Seja bem-vindo meu amor'. E eu finalmente estava em casa, para jamais voltar às estradas.

Após alguns meses me bateu saudades de uma garota que não via há cerca de oito anos, Misty. Fui até seu ginásio para matar essa saudade estranha.

Chegando em sua cidade a avistei, com seus cabelos ruivos e sua costumeira camiseta amarela. Logo no primeiro troque de olhares corremos um aos braços do outro, nos abraçamos, meu coração desparou e minha respiração começou a parar, eu sabia que algo estranho e especial havia entre nós. E já com nossos corpos ligados, olhamos nos olhos um do outro, e, finalmente, após todos esses anos, nos beijamos. Jamais pensei que isso iria acontecer, afinal ela foi meu primeiro, e último, amor.

No mesmo momento perguntei se ela queria vir para casa comigo, começar uma família nova, ela aceitou o convite e veio se juntar à mim e à minha mãe.

Passaram-se quatro anos, tudo estava em paz, nos casamos e ela engravidou, os Pokémons estavam bem, Squirtle tinha evoluido já para sua última evolução, o Blastoise, e já pretendiamos ter um filho para cuidar-mos e ama-lo.

Mas nem tudo era alegria, em uma noite de inverno acordei e ví um bilhete sobre minha cama 'Depois de quatorze anos, ele finalmente é meu'. Olhei para os lados e percebi que faltava algo, continuei procurando e, quando me toquei, já era tarde. Pikachu havia sumido.