O Diário de Sarah

2 Show Interrompido - Preocupações - Notícias


Notas iniciais
''Um trabalho quando começado, não deve ser deixado para trás.'' Mesmo que não tenha recebido nenhum review, alguém gostou e pediu para continuar. Micaely, aqui está o segundo capítulo do ''O Diário de Sarah'', espero que goste. E mais uma coisa... Resolvi prolongar um pouco a história. Então, pra quem pensou que acabaria agora, pode ir ''segurando o forninho''.

Show interrompido — Preocupações

''Se pudesse ser um animal, escolheria um pássaro...''

–Patrick, eu não to me sentindo bem...
–Tu não vai inventar de passar mal aqui, né, vei?! Espera, Sarah, espera! Valentinna, ai meu Deus!
–Chamem uma ambulância! Chamem uma ambulância!
–Sarah?! Sarah!!!
–O que houve com ela?!
–Saiam da frente!!!

As vozes das pessoas na plateia ficavam cada vez mais longe. Uma figura de pele branca e cabelos castanhos estava na minha frente, tentando me reanimar enquanto eu estava completamente tonta, sem quaisquer movimentos e muito fraca.

–An...? É você Samuel...?
–Sarah, você tomou alguma coisa, garota?! -a voz de Samantha estava ríspida.
–Caramba, mano! Ela tá pálida! -gritava Patrick preocupado.

Simplesmente não consegui responder... Em seguida, percebi que estava nos braços do Patrick. Esse que estava correndo muito desesperado em direção aos paramédicos que ficam para ajudar algum fã que esteja bêbado, ou muito emocionado.

–Por favor, vocês têm que levá-la para o hospital! -ele falava com lágrimas nos olhos, voz de choro e muito desespero.
–O que houve?! -um médico perguntou surpreso.
–Ela tá passando mal, cara! Vamo logo, ajuda aí!
–Foi alguma coisa que bebeu?
–Puta que pariu, tio! Dá pra você parar de fazer perguntas e tentar ajudar?! Não vê que ela tá desmaiada, caralho?! -Valentinna já sem paciência e muito preocupada se intrometeu no meio da conversa.
–Tá o que querem que eu faça? -o enfermeiro pareceu não se importar.
–Seu filho da puta, saia da frente dessa porta! -Samuel já se irritava também. -Oh Clécio? Chega mais, irmão. Tu ainda sabe dirigir?
–Sei sim. Nem precisa terminar, já vou mexer essa lata velha. -o menino alto de pele parda subiu no banco do motorista e ligou a ambulância.

Samantha e Samuel, empurraram o enfermeiro idiota da frente da porta e Patrick me colocou deitada em uma maca que estava no centro do carro. Logo Clécio deu a partida e seguiu para o hospital, este que não era perto, para piorar o desespero de todos.

–Não, tia, a gente não sabe o que aconteceu, ela simplesmente disse que se sentiu tonta e apagou. -Trick ligou para minha mãe e tentou explicar o ocorrido.
–Minha filha?! Ai meu Deus! Em qual hospital vocês estão?! -essa que já estava nervosa.
–Matias Santa Cruz.
–Okay! Já estou indo! -ela desligou.
–O que houve, amor? Quem está no hospital? -meu pai surgiu, curioso.
–A Sarah. Vamos, no caminho te explico!

* * *

Algumas horas depois, acordei com a visão ainda falha, mas forcei o suficiente e reconheci que aquilo era um quarto de hospital. Mas, por Deus, o que estava fazendo aqui?! Eu não estava em um show do Metallica?! Olhei para o relógio e ele estava marcando uma e meia da madrugada. Mas que diabos havia acontecido?!

–Sarah?! -uma mulher de meia idade, com cabelos castanho escuro e pele branca, entrou na sala, era a minha mãe.
–O que aconteceu comigo? -a perguntei assustada.
–Essa é a mesma pergunta que tenho para você, meu bem. -ela se sentou na cama ao meu lado e sorriu.
–Mãe, eu juro que não tomei nada, apenas me senti mal! -a olhei com voz de choro.
–Está tudo bem, filha, eu acredito em você. O médico disse que foi apenas uma queda de pressão, talvez você estivesse emocionada demais. -mentiu para tentar me acalmar.
–Talvez... -sorri de lado. -Quando recebo alta?
–Amanhã cedo já estará em casa. É bom que tome mais um pouco de soro. -ela falou com voz doce. -Descanse filha. -e saiu.

* * *

Terminei o café da manhã que uma enfermeira havia trazido para mim, até que comida hospital não é ruim. (Só que não!) Em seguida, ela voltou para coletar um pouco do meu sangue e, então, a mesma me acompanhou até a sala de visitas, esta que estava com a presença de Patrick, Valentinna e minha mãe.

–E, então, senhora roqueira, melhor?! -ele me abraçou e beijou-me na testa.
–Claro que sim! -retribui o abraço.
–Você deu um susto e tanto na gente, hein, menina?! -Tinna me deu um soco de leve no braço, em seguida me abraçou.
–Hahaha... sabe como é, né? Às vezes, é bom pregar peça nos amigos. -sorrimos.

Minha mãe era a única que ficou neutra no meio daqueles abraços e resenha. Ela sabia de alguma coisa, e isso já estava me deixando perturbada, odiava ver a minha mãe pensativa, me escondendo alguma coisa.

Chegamos em casa e, rapidamente, fui para o chuveiro tirar aquele odor de hospital do corpo. Enquanto a água caia, fiquei meditando sobre a noite passada. Mesmo que foi interrompida pela suposta ''queda de pressão''... o show foi incrível! Já estava planejando o próximo. Haha... E esse iria ser do Avenged Sevenfold!

–Nossa, até tomando banho, a Sam não me deixa em paz! -falei em um tom brincalhão enquanto olhava para tela do celular, era Samantha que estava me ligando. -Oi ferrugem.
–Olha o preconceito contra os ruivos, sua loira burra! -ela não se intimidou, mas em seguida sorriu. -Como você tá, Sarinha?
–Já estou melhor, Sam. To tamanho banho, quer vim?
–Eu hein... Sai pra lá! -dessa vez, eu sorri.
–Aí... vem pra cá mais tarde com os meninos, amo ficar na companhia de vocês.
–Tá bom, loira bizarra. Até mais tarde!

Sai do banheiro com aquele efeito de fumaça para todo lado. Adorava fazer aquilo, me sentia uma Rockstar (risos). Fui para o quarto e optei por vestir uma roupa leve: uma blusa dos Simpsons, um short de malha preto parecendo jens e em meus pés coloquei meias, amo meias! Sim, eu era anormal.

Andei em direção à minha mãe, que estava na grande sala sentada em um sofá de couro verde.

–E aê coroa.
–Começa com suas gírias! -ela me deu um olhar severo, mas sabia que eu estava brincando e, em seguida, sorriu. -Como está se sentindo?
–To bem, mãe. Afinal, foi apenas ''uma queda de pressão'' -gesticulei um sinal de aspas com as mãos.
–Ah, sim... é mesmo. -ela desviou o olhar. -Mãe, desde de ontem a senhora está agindo diferente.
–Diferente?!
–Sim, está pensativa, ''brisando''.
–Não filha... é... apenas preocupação com o trabalho. Ser corretora de móveis não é fácil, sabia. -''DIM DONG'' neste exato momento, meus amigos chegaram para animar aquela tarde.
–E aí maninhos, vamo entrando! Trouxeram o PS3? -falei animada cumprimentando meus "irmãos".
–Claro! -respondeu Samuel. -Liga esse Mortal Kombat aí, Keu!

Mesmo estando animada com os jogos, não deixei de pensar em minha mãe e no jeito estranho dela. Assim que meus amigos chegaram, ela foi para cozinha. Depois quando fui atrás dela, vi que a Dona Célia tinha saído pelos fundos!
Fiquei parada na porta de vidro da cozinha, que dá a vista para o quintal e observei o pôr do sol. A brisa estava morna e isso me acalmava. Porém, onde minha mãe havia ido?! Porque ela está tão pensativa desde a minha volta do hospital?! O quê será que ela tá escondendo?!

–Sah, vem jogar. -Patrick veio em minha direção, mas logo se assustou com meu ''pensamento longe''. -O que foi?
–An? An? Own, desculpa, Trick... É que to meio longe, sabe? -sacudi a cabeça para sair daqueles pensamentos perturbadores.
–O que houve pra você ficar viajando assim? -ele passou a mão pelos meus fios loiros de seda.
–Minha mãe tá me escondendo alguma coisa. -falei com um tom preocupante, admirando o pôr.
–Tipo o quê? -ele mirou as vistas no pôr também.
–Sabe que não sei, maninho... Ela só está muito estranha. Tá dando raiva, vei! -bufei.
–Vai lá ver... o James te deixou alucinada, não? -ele tentou descontrair.
–Hahaha... piada engraçada. Faça cócegas, talvez eu dê risada.
–Tá okay! -atendendo o meu ''pedido'', Patrick me imobilizou e me fez cócegas.

Enquanto estava sorrindo, sendo atacada pelo meu melhor amigo, pude esquecer um pouco sobre a tal ''preocupação''. Era bom saber que tinha amigos que queriam me ver sorrindo e animada. Muito bom saber que poderia compartilhar momentos tristes e tudo iria acabar com risadas e brincadeiras. Simplesmente, amo minha vida e aqueles que nela estão presentes.

* * *

''Sala de resultados''

Notícias...

–Não, você só pode estar mentindo, Doutor Carlos! Minha filha, ela...
–Sim... lamento.

Continua...

Notas finais
Não importa a quantidade de pessoas que estejam te assistindo, sempre dê o seu melhor! Gostaram? E você, Mica, o que achou? ^^