O Diário de Sarah

9 Descobertas part 2


Notas iniciais
Olá. Como estão?! Bom, primeiramente gostaria de dedicar esse capítulo aos meus amigos que estão lendo. E ao Feffs que saiu mostrando pra todo mundo. E... tem uma pessoinha que tá lendo também, ele é um dos personagens e no final da história vocês vão saber quem é. Boa leitura.

Descobertas part 2

Autora: Atençao, história sendo narrada pelo Patrick!

Flash Back — 2012 — 15 anos — Escola

Um dia antes de começar as aulas, Valentinna me ligou no meio da noite toda eufórica.

—Vai Patrick, atende, atente... -ansiosa, a morena me esperava do outro lado da linha.
—Alô?
—Patrick! -ela praticamente gritou me deixando surdo. -Como você tá? Tudo bem?
—É...
—Ah, que bom! Amanhã vai começar as aulas e você vai conhecer a Sarah! -ela disse aquilo como se estivesse me dando uma ordem.
—É a menina que você falou? Aquele que tem um cabelo loiro comprido?
—Sim, sim, sim! Você vai amar ela! Até amanhã, Trick! Vai bem gostosão! -e desligou sem me deixar falar nada.
—Alô? Tinna?! Mas que menina doida, meu Deus... -falei comigo mesmo.

No outro dia de manhã, tentei não ficar ansioso para conhecer a tal garota, mas era impossível. Valentinna, sua cabelo de feno, vou lhe dar umas porradas quando chegar na escola! Dei um jeito na touquinha... -Vamos lá! -falei e, por fim, e saí.

Meia hora depois, na entrada da escola.

—Amigo, seu louco, pensei que você não iria vim hoje! -ela correu ao meu encontro ainda no portão da escola.
—É... mas, eu to aqui, Tinna. Com All Star e tudo. -falando a verdade, eu não estava muito empolgado.
—Vem, moço! Vamo entrar, tenho que te apresentar umas pessoas. E a menina... -ela puxou meu braço e saiu me arrastando.

Na sala de aula.

—E aí galera! Como estão?! -ela entrou cumprimentando uma galerinha de três pessoas que estavam sentadas.
—E aí, Tinna! -eles responderam em coro.
—Quem é seu amigo? -uma menina de cabelo ruivo meio cacheado, perguntou.
—Esse é o Patrick, nosso novo companheiro. -quando ela disse essa palavra, eu simplesmente fiquei pálido e tímido.
—E aí gato, eu sou a Samantha. -a mesma me cumprimentou simpática, mas na boa, achei ela um pouco feia.
—Prazer, eu sou Patrick. -e, por fim, a cumprimentei e, também, os outros dois meninos, Clécio e Samuel, que estavam com seus PSP's e nós começamos a interagir. Logo gostei deles e eles de mim.
—Mas cadê a Sarah?! -perguntou Tinna olhando para o redor da sala, que estava lotada e muito barulhenta.
—Deve tá... Ah, ela chegou. -Clécio apontou para porta.

Sam e Tinna correram para o encontro da garota loira, que quando as viu, deu um largo sorriso mostrando seus dentes muito bem brancos e alinhados.
Valentina falou algo em seu ouvido, mas não consegui ouvir, e, em seguida, vi que a menina de longos cabelos sedosos, estava vindo na minha direção.
Tentei desviar os olhos daquela figura de pelo bronzeada, mas era impossível! Seus olhos... suas íris verdes estavam me hipnotizando. Seu corpo era bem definido e ela ficava muito bem com aquela calça justa. E sua boca, ai meu caralho, sua boca carnuda cercada por um batom vermelho, me causava desejo!
Meu Deus, estou parecendo uma criança, boba apaixonada!

—Oiii... Você deve ser o Patrick! A Tinna me falou muito sobre você. Prazer, sou a Sarah! -ela abriu um sorriso largo, mas eu estava tão nas nuvens, que nem percebi.
—Patrick? Patrick? Acorda, cara! -Samantha flutuava a mão para cima e para baixo na frente do meu rosto.
—Acorda pow! -Samuca deu um tapa na minha cabeça.
—Ai viado! -passei a mão pela minha nuca.
—Aê Sarah... Tu chamou atenção do cara, hein? -disse Clécio, com um sorriso malicioso nos lábios e aquilo me faz ficar vermelho. E as risadas de todos, só pioraram a situação.
—Patrick, Sarah. Sarah, Patrick. -Valentinna nos apresentou.
—E aí gato. Tudo bem? -ela cumprimentou, me abraçando e beijando minha bochecha.

Confesso, que valeu apena não ter matado a Valentinna com um golpe de capoeira. Ela ficou me infernizando a semana toda, só me falando daquela menina e, agora, pude ver o ''avião'' que ela é! Pela primeira vez em toda minha vida, eu estava acreditando em amor a primeira vista. Sarah... que menina era essa, cara?

E de acordo com que o tempo ia passando, a minha amizade com ela e os demais só ia aumentando. Logo nos tornamos uma família, compartilhando tudo que acontecia sendo bom ou sendo ruim. Mas eu não olhava para a loira como apenas um amigo, queria ter algo mais com ela.

Durante todo aquele tempo no ensino médio, não deixava nenhum filho da puta encostar perto dela. Nunca amei ninguém assim! Ah Sarah...

Em um dia de sábado, a galera marcou de acampar acampar no gramado do jardim da casa dela. Nós arrumamos as barracas e ficamos até tarde falando sobre assuntos diversos, enquanto olhávamos o céu. Até que Samantha teve a brilhante ideia de brincar do Jogo da Garrafa. Menina, eu te acho feia, mas de hoje em diante, vou te considerar um anjo de cabelo enferrujado!
Teve beijo da Valentinna e do Clécio, da Samantha e do Samuel, e, se hoje fosse meu dia de sorte, aquela garrafa iria apontar para mim beijar a Sarah!

—Tua vez, loira, gira aí! -disse Keu.

Então, ela girou a garrafa e advinha... Sim, parou apontando para mim. Tentei não demonstrar a minha cara surpresa, mas meu coração estava a quase trezentos quilômetros por hora. Ela ficou me observando por uns minutos e, logo em seguida, veio do meu lado. Fiquei encarando seus olhos verdes com cara de garoto bobo apaixonado. E foi em uma noite com o céu estrelado, que, finalmente, beijei a menina por quem eu era e ainda sou... perdidamente apaixonado.

* * *

Autora: Saindo do passando, voltando pro presente, quarto de hospital, Sarah narrando. Tomada dois, sena nove. E... ação!

—Eu te amo, Sarah! -disse ele, ainda com seus lábios nos meus.

Seu beijo, apesar de estar sendo apenas um selo colado, eu estava podendo sentir o quanto ele gostava de mim, o quando me queria, o quanto... me amava. Dá última vez que nos beijamos, foi em um jogo da garrafa e, pra falar a verdade, seus lábios ainda continuam quentes e excitantes como sempre.

Quem me ama estava embaixo do meu nariz, do meu lado o tempo todo! Meu verdadeiro verdadeiro amor é o meu melhor amigo! E eu ainda estou lutando para encontrar um garoto que sabe onde é o meu endereço e, simplesmente, não veio me ver. Será que ele sabe que estou com câncer?! Foda-se Lucas!

Rapidamente, pedi permissão para a passagem da minha língua. E, logo, as duas, começaram a travar uma briga calma e sensual, penetrando a boca adversária. Nosso beijo se tornou intenso e quente, mas nossos pulmões começaram a implorar ar e tivemos que parar por ali.

—Sarah...? -Marcela bateu na porta.
—Pode entrar, Marcela!
—A sua Quimioterapia é agora. Vamos lá! -disse ela, caminhando até a cama e me estendeu a mão.
—Sim, claro... A...
—Sua mãe também vai acompanhar o exame, mas seu amigo não poderá entrar.
—Sem problemas, eu já tava de saída. -Patrick se levantou e colocou alguns fios para dentro da touquinha. Mas antes de sair, veio do meu lado e me deu um selinho. -Até depois, minha linda! -e, por fim, saiu deixando Marcela meio que boquiaberta.
—Vamo, Cela, me ajuda. -cortei o silêncio.

* * *

—Bora Sam! Você não vai casar! -Keu gritava por sua amiga.
—Já vou, já vou!
—Samantha demora não sei quantas horas pra se arrumar e, ainda sim, sai feia. -disse Patrick entrando na sala e observando a amiga que descia as escadas.
—Puta merda, Patrick! Não assusta a gente assim! -disse Samuel jogando uma almofada nele.
—Onde você tava, criatura? -perguntou Tinna.
—Ah, eu... tava no hospital... vendo a Sarah. -respondeu ele, gaguejando na fala.
—E não chamou a gente? Que egoísmo, hein? Sei que você gosta da loira, mas, também, não precisa querer ela só pra você! -disse Clécio fingindo estar indignado e, também, atirou uma almofada no amigo.

Ele não queria demonstrar, mas estava muito tenso com tudo que havia acontecido. Mas, lembrando do que iria acontecer, caiu em lágrimas, jogando a atenção de seus amigos para ele. Esses que já entendiam a situação.

—Calma irmão... -Keu correu para o seu lado e tentou acalmar o amigo, esse que chorava ao ponto de seu rosto ficar vermelho.
—Cara... vamos fazer com que isso termine em sorrisos. -disse, mais uma vez, Valentinna. -Ela não ia querer isso, Trick... -mas era impossível acalma-lo, então, deixaram que seu amigo colocasse para fora aquela dor que estava sentindo.

Quando suas lágrimas, finalmente, se cessaram eles sentaram para planejar o que iam fazer.

—Olha só... eu sai de lá e ela ia fazer uma quimioterapia. -disse Trick, ainda com a voz meio falha, por causa do choro.
—Quantas pessoas ficam na recepção? -perguntou Valentinna.
—Ficam duas mulheres, mas acho que a gente pode distraí-las. -respondeu Samuel.
—Bom... Sam, Tia e Samuca, vocês cuidam de distrair elas. Eu e o Keu, entramos lá e pegamos ela, beleza? -disse Patrick.
—Mas vem cá... a Sarah tá podendo andar? -perguntou Keu preocupado.
—Pra isso você é grande desse jeito, irmão! Se ela se cansar, você joga ela nas suas costas, mas esse final... como disse a Tinna, tem que acabar em sorrisos!

Continua...

Notas finais
E aí? Gostaram?