O Deus de Sempre.

4 Fisher Vs. Miguel


Notas iniciais
Eu falei que não iria demorar né? EU MINTO! ...q

–Miguel? Quem é esse? — Disse Birth com uma expressão curiosa.

–Ah...Você conhece.

–Não conheço, não.

–Achei que ele era mencionado na Bíblia...Ué.

Birth não entendeu o que Fisher tinha dito, afinal, ele nunca havia lido a Bíblia, nunca se interessou por esse tipo de coisa.

–Eu nunca lí a Bíblia.

–Ué, Miguel é um arcanjo, e os arcanjos são tipo...A coisa mais forte que o seu Deus fez. Uma pena serem a coisa mais poderosa que ELE fez, logo não passam de formiguinhas...É engraçado e repugnante como eles gostam de querer impor autoridade.

–Tá, mas por que um deles está vindo atrás de você?

–Longa história...(Ele chegou...) — Fisher estala o dedo e tudo parece ficar meio destorcido e sem cor.

–Pera, o que tá acontecendo? — Disse Birth assustado.

–É uma dimensão alternativa. Sabe, o Miguel é meio hostil, não quero danificar nada na sua dimensão. Se esconda em algum lugar...Ele já está perto.

Birth corre pra dentro de um beco ali perto e começa a observar o que iria acontecer. Logo Fisher olha para cima bem sério, e começa a falar com Miguel que já estava parado no ar com suas grandes asas brancas e reluzentes abertas, era como olhar diretamente ao sol, você poderia ficar cego se olhasse por muito tempo. Mas Fisher não parecia se abalar nem um pouco com a visão à sua frente.

–Então...Você veio atrás de mim de novo Miguel? — Disse Fisher com um sorriso de raiva no rosto.

–Você não sairá impune ao que você causou ao meu Senhor, seu pequeno Deus insolente. — Disse Miguel com uma expressão de extrema raiva no rosto.

–Sempre com seu palavreado gentil não é? Mas antes de tudo, você faria o favor de apagar essa sua bunda brilhante? Seu vagalume de merda. — Fisher deu um sorriso provocante.

–Como ousa se referir a mim assim? — Miguel agora parecia mais furioso do que antes, ele vai para cima de Fisher com uma velocidade tão absurda que nem a sua luz conseguia o acompanhar, ele, num milésimo de segundo, prepara seu punho para atravessar o peito de Fisher num ataque fatal, mas quando se aproxima perto o suficiente de Fisher para desferir o ataque ele leva um simples peteleco no rosto dado por Fisher, ele é arremessado brutalmente para a direita, acertando e demolindo completamente uns prédios que haviam a uns 10 metros dali, uma grande cortina de fumaça aparece por causa dos prédios, ela chegava até Fisher, só que já muito fraca.

Birth não estava acreditando no que ele acabou de ver, ou melhor, no que ele não viu, pois simplesmente Miguel tinha sumido do lugar onde antes estava parado e no mesmo segundo uns prédios desabam um pouco longe dali.

–Qual é Miguel, você sabe que não é páreo pra mim, por que ainda tenta? Eu matei o seu Deus com tanta facilidade e na sua frente, como você ainda acha que tem chances de me superar? Eu prevejo cada movimento seu, você simplesmente...- Fisher se vira pra trás rapidamente, Miguel aparece atrás dele bem na hora e leva um soco que atravessou a sua face. — Não tem chances.

Miguel segura o braço de Fisher com uma mão e a outra ele coloca em um lugar um pouco abaixo da axila de Fisher, -mesmo com um braço atravessado no seu rosto ele ainda estava vivo- e arranca o braço de Fisher. Fisher pareceu não sentir nada com aquilo, mas ele ficou enfurecido. Fisher, com seu outro braço, pega Miguel e o joga pra frente. Miguel consegue se estabilizar, e tira o braço de Fisher de seu rosto, deixando assim sua face se regenerar.

–Miguel, já cansei de você vindo atrás de mim em todo lugar...Você quer vingar o seu Deus? Dane-se, você sempre soube que nunca seria forte o suficiente pra me derrotar. Você só vem atrás de mim para que eu possa acabar com a sua droga de vida, por que você não consegue viver sem alguém maior te dando ordens por aí, já que deseja tanto morrer...Tome um presente. — Fisher estende seu braço na direção de Miguel com o punho fechado, logo depois seu punho começa a brilhar, um brilho negro junto de um brilho branco. — Birth, tape bem os ouvidos, ou se não você pode ficar surdo...- Birth imediatamente tapa os ouvidos e olha aterrorizado para o que acontece a seguir, Fisher abre seu punho e dele uma onde de energia desproporcionalmente grande sai de sua mão, parecendo com um raio laser negro e branco, Miguel ainda atordoado pelo soco em seu rosto, mal viu que tinha algo vindo em sua direção, só percebeu que havia algo de errado quando um barulho absurdamente alto começa a chegar mais perto dele, quando ele se dá conta do que está acontecendo já é tarde demais, aquela onda de poder engole ele e dizima sua existência em décimos de segundos, e a onda de poder continua a percorrer pra frente sem rumo destruindo o chão e tudo que há pela frente até sair da Terra, mas some logo depois que Fisher fecha seu punho.

Birth estava completamente imóvel, paralisado de horror pelo que acabou de ver.

–Acabou...-Disse Fisher meio cansado. — Você está bem Birth?

–Por incrível que pareça...Sim. — Disse Birth enquanto saia do beco, ainda muito impressionado, o que ele viu ali nunca iria sair da sua mente.

–Você não tá ouvindo nem um zumbido ou algo assim?

–Não, por que?

–Ué...Mesmo com os ouvidos tampados era pra você ouvir algo...

–Na verdade, quando você disse que eu ficaria surdo, também achei que ouviria algo, mas não ouvi nada, logo eu destampei meus ouvidos pra ouvir algo, mas não ouvi nada, só o grito de agonia do Miguel...

–Que estranho, isso é raro de acontecer, aquela onde de poder emite um som diferente pra cada pessoa. Ele emite o som da coisa que mais lhe dá medo. Achei que você ouviria pelo menos os latidos do Cérberus.

–Na verdade, eu perdi todo o medo dele quando vi ele correr amedrontado depois que perdeu os dentes e as unhas.

–Então foi por isso...Entendo.

***

Miguel era um anjo muito fechado, ele nunca emitia sua opinião sobre nada, sempre foi o mais quieto dos anjos, e o mais leal ao seu Senhor, mas curiosamente, na hora de sua morte, quando ele ouviu o poder de Fisher vindo na sua direção, a única coisa que ele ouviu foi a voz de Deus. Ele ficou horrorizado por alguns segundos, mas depois, feliz, pois conseguiu ouvir a voz de seu senhor mais uma vez antes de deixar de existir.

***

Tudo volta ao normal, as cores, parecia que nada foi destruído, como se tudo que aconteceu ali agora não passasse de um sonho muito lúcido.

–Ah sim...Quando eu coloquei a gente naquela dimensão com o estalar de dedos, todas pessoas a uns cem metros de mim também entraram. Por aqui no momento não havia ninguém. Exceto por uma pessoa que estava nos seguindo desde que saímos da sua casa.

–Quem?

–A sua amiga, a Lily.

Naquele momento, Birth ficou completamente sem reação, ele congelou olhando pro Fisher com os olhos arregalados.

–P-por que você não me falou nada?

–Achei que era irrelevante.

–É CLARO QUE NÃO É!(Droga, agora ela sabe que eu não sou pobre...)

–Ei, ei, ei, pode parar, não tem que gritar com ele. Você que tem que me explicar as coisas. — Disse Lily parecendo que tinha saído do nada cheia de raiva colocando sua mão sobre o ombro de Birth.

–Oh merda...

–Por que você não me disse...

–O-olha, eu tenho uma explicação perfeitamente lógica...

–Então pode me explicar o porque de você não ter me contado que...O Fisher era um Deus?!

–Espera, é só isso? Ah então tá tudo bem. Não, pera...Droga...

–Então, Fisher, o que você sabe sobre os Deuses da Morte?

–Você não disse...Merda, vai começar... — Disse Birth com uma cara de repugnância (Nota do autor lindo e cheiroso: Acho que "repugnância" é uma palavra muito forte pra representar a expressão dele agora, mas não consegui achar uma palavra melhor pra representar. Só isso mesmo.)

O Fisher por um momento olhou pro rosto de Lily seriamente, revirou os olhos, parecendo ter desistido de achar alguém que dissesse corretamente "Shinigamis, Grim Reapers e 'Mortes'."

–Olha, não são "Deuses da Morte", por favor, nunca repita isso. São Shinigamis, Gream Reapers e "Mortes".

–Pera, Shinigamis que nem os de Death Note, Grim Reapers como aquela imagem super estereotipada de entidades com um tipo de manto negro cobrindo elas carregando uma foice e os "Mortes" no caso, seriam como o Morte de Supernatural?

–...Birth.

–Sim?

–Gostei dessa garota.

–Eu disse que ela é fissurada por esse tipo de coisa.

***

–Então Fisher, você é namorado do Birth? – Perguntou Lily com um sorrisinho no rosto.

–Espera, que? Claro que ele não é meu namorado! Você fumou ou algo assim? – Disse Birth meio corado e desesperado.

–É assim que você fala do nosso relacionamento pro outros? Estou muito decepcionado com você Birth... – Disse Fisher com um tom dramático, mesmo que por dentro estivesse gargalhando com isso tudo.

–Mas eu pensei que...Na cafeteria...Ah, entendi, Fisher, ele tá fazendo cu doce né?

–Tipo isso. – Fisher no momento estava se segurando ao máximo pra não sair rolando o chão de tanto rir.

–M-MAS QUE PORRA VOCÊ TÁ FALANDO?! – Gritou Birth muito corado e irritado.

–Eita, mas não era você que não gostava de falar palavrões? – Disse Fisher com um sorrisinho irônico no rosto.

–Cala a boca você também Fisher! Essa sua brincadeira idiota já tá passando dos limites! – Birth agora estava arfando, como ele nunca fazia exercícios de verdade, um grito pra ele já o suficiente para deixar ele cansado.

–Tá bom, tá bom...Não precisa ficar estressado, olha Lily, era só uma brincadeira, por causa daquela velhinha da padaria que achava que o Birth era gay, incrivelmente eu fiz mais alguém cair nessa.

–Entendo...(Tarde demais! Agora já estou shippando!)

–Não se esqueça que eu sou um Deus e que posso ler seus pensamentos.

–Ah é...

–No que ela pensou Fisher? – Perguntou Birth
–Nada não.

–Não acredito em você.

–Ótimo, agora eu poderia até falar o que ela pensou mas você não acreditaria.

–...Touche.

Notas finais
Agora a Lily shippa-qqq Sem muita coisa pra ver aqui...que Até o próximo capítulo. o/