Narradora:

Roberta olhava Diego nadar, a loira não estava a fim de ir ao mar, pelo menos ela tentava se auto-convencer que não queria, mas ela só estava com medo de chegar perto do amigo, depois daquela declaração nas entrelinhas Roberta voltou a se acovardar, voltou a sentir o medo de amar, de se entregar, de sentir a medo melancolia que esse grande amor poderia trazer.

- Diego! – Roberta o chamou da areia e ele rapidamente a ouviu e se aproximou até ela.

- Que foi? – Ele disse enrolando uma toalha em volta do seu corpo.

- Vamos almoçar? – Roberta perguntou.

- Agora? – Diego fez uma careta.

- Agora sim, peixinho. – Roberta tocou a ponta de seu nariz e ele sorriu. – Tem um restaurante aqui perto, um restaurante de frutos do mar, a comida é uma delicia, vamos?

- Vamos né. – Diego vestiu seu calção.

- Ai peixinho o que foi, não quer comer seu irmãos é? – Roberta brincou.

- Ah, engraçadinha.

Os dois caminharam até o restaurante e lá:

- Diego, vamos dividir uma porção de camarão? Não vou aguentar comer tudo sozinha. – Roberta perguntou olhando o cardápio.

- Ok. – Diego chamou o garçom e fizeram o pedido, até a porção de camarão chegar ficaram conversando.

- Diego aquela ali não é Alice, a amiga da sua irmã? – Roberta apontou para a mesa que Alice se sentava com um rapaz moreno.

- É – Diego falou assim que a viu. – Espera ai aquela ali não é o Pedro? – Diego perguntou assim que viu seu amigo.

- Pedro?

- Aquele que estava no quarto comigo, no dia da festa, sabe?

- Ah, agora eu estou lembrando, parece que eles estão em um encontro né?

- É – Diego parou um pouco — eu já desconfiava que eles tivessem alguma coisa. – Diego sorriu.

- Desconfiava como? – Roberta perguntou curiosa.

- Ah, rolava um clima entre eles. – Diego explicou – Não deixa eles verem agente. – Diego pediu.

- Por quê? – Roberta perguntou.

- Porque eles podem pensar que estamos fazendo o mesmo que eles. – Diego falou e Roberta arregalou os olhos e consentiu, mas isso não impediu de disfarçadamente ficar sem graça.

Continua…