POV. Diego.

– Roberta. Roberta. – Cheguei a casa e não encontrei Roberta, comecei a olhar os cômodos e me desesperei ao encontrar sangue no chão do banheiro.

Liguei para o seu telefone, mas foi em vão, seu telefone estava encima do sofá, comecei a andar de um lado pro outro. Então liguei para Sra. Rachel, nossa professora, mas seu celular estava desligado.

Resolvi ir até a portaria para ver se alguém sabia de algo, mas ao chegar ao elevador encontrei Roberta apoiada a Sra. Rachel.

– Roberta está tudo bem? – A abracei.

– Está. – Disse com a voz fraca, ela estava pálida, com o rosto inchado, a apoiei no meu ombro e a levei junto com a Sra. Rachel para casa.

– Deita aqui. – Disse assim que chegamos ao quarto, ela se acomodou e encarou meus olhos e de repente vi seus olhos lacrimejarem. – O que foi linda? – Ela colocou as mãos no rosto e começou a chorar. – Roberta? O que aconteceu?

– Foi só um sangramento. – A Sra. Rachel respondeu pela Roberta. – Eu vou indo embora, quinta-feira eu recompenso vocês. Tchau.

– Tchau. – Eu me despedi, Roberta continuará a chorar.

– Roberta, foi só um sangramento, eu tenho certeza que nosso bebê está bem fica tranquila. – Acariciei seu rosto.

– Diego, minha gravidez agora é de alto risco, eu tenho que ficar em repouso absoluto, e mesmo de repouso eu posso perder nosso bebê, eu estou com muito medo. – Soluçou.

– Shiu, vai ficar tudo bem. – Aconcheguei Roberta em meus braços. – Feche os olhos, e imagine... Daqui a alguns anos, nosso filho ou filha correndo por ai, fazendo bagunça, colocando agente louco, — Rimos baixinho. – mas agente do mesmo jeito o amando e o mimando muito. – Ri.

– Continua.

– Ou daqui a muito tempo, mais muito tempo mesmo, nós dois velhinhos, cheios de rugas, com nossos netos em volta. – Ri. – Eu quero ficar velhinho do seu lado. – Beijei o topo de sua cabeça.

– Eu também, quero ficar velhinha do seu lado. – Entrelaçamos nossas mãos. – Obrigada.

– Por quê? – Perguntei.

– Por existir.

Continua...