Narradora:

- Passa a sacola. – Roberta pegou a sacola e havia três testes de gravidez. – Quem mais acha que esta grávida aqui? – Perguntou irônica.

- Ah Roberta, agente não sabia…

- Agente uma vírgula, eu avisei. – Carla se defendeu.

- Robs, EU não sabia qual era a melhor marca, então troce mais de uma. – Alice se defendeu.

- E ela ia comprar mais. – Carla contou.

- Gente isso não importa agora. – Disse Diego.

- Meninas, podem vir me ajudar? – Roberta entrou no banheiro e Roberta e Carla foram em seguida.

Minutos depois…

Roberta e as meninas saíram do banheiro.

- Iae? – Diego perguntou apreensivo.

- Tem que esperar 5 minutos. – Roberta avisou e em seguida se “jogou” na cama, e ficou olhando o teste, Diego sentou ao seu lado e apertou sua mão. – Por favor, não fica rosa. – Roberta pensou alto.

- Eu gosto de rosa. – Disse Alice.

- Rosa é positivo sua anta. – Roberta falou irritada.

- Ai, foi mal.

- Foi péssimo. – Diego e Roberta disseram em uníssono.

- Oh, Roberta eu acho que ta ficando vermelho. – Carla avisou.

- To vendo. – Roberta tremeu.

- Eu acho que ta ficando… — Disse Carla.

- Rosa. – Roberta terminou com os olhos lacrimejados.

- Droga! – Murmurou Alice.

Roberta começou a chorar e foi amparada por Diego e as amigas.

Continua…

Narradora:

Três dias depois:

- Aonde você esta indo? – Diego esbarrou com Roberta no jardim do colégio.

- Eu vou dar uma volta. – Roberta disse.

- Você vai pular o muro? Ta maluca?

- Por quê?

- Roberta você ta grávida, esqueceu? Não pode fazer esse tipo de esforço. – Diego argumentou.

- É claro que eu não esqueci, você não deixa esquecer. – Roberta virou as costas.

- Hey, eu não acabei.

- Mas eu acabei. – Roberta seguiu em direção ao muro.

- Você não vai pular. – Diego segurou em seu braço.

- Me larga! Diego eu tenho uma coisa importante pra fazer.

- O que você tem de tão importante pra fazer que possa colocar em risco a vida do nosso filho? – Perguntou.

- Sem drama, please. – Roberta revirou os olhos.

- Me fala! O que você tem de tão importante pra fazer?

- Quer cuidar da minha vida? E eu que achava que ela era chata demais pra ter tanta gente querendo tomar conta dela. – Revirou os olhos.

- Se você continuar agindo como criança, eu terei que cuidar conta da sua vida mesmo. – Ele disse e ela revirou os olhos.

- Diego da licença. – Saiu andando.

- Você não vai a lugar nenhum. – A puxou pela cintura.

- O que você quer? – Perguntou grossa.

- Só saber aonde você quer ir, simples.

- Aonde eu VOU.

- Você vai se me contar, isso se for importante mesmo. – Diego disse.

- Eu vou a uma clínica. – Colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.

- Sério? – Ele perguntou surpreso e ela consentiu. – Por que não me falou antes? Eu vou com você.

- Diego, não é esse tipo de clínica que você ta pensando. – Roberta encarou o chão.

- Como assim?

- É uma clínica clandestina, uma clínica de aborto.

- O QUE? Você ta maluca? – Perguntou irado.

- Diego, me entende, eu não to pronta pra ser mãe. – Abaixou a cabeça.

- Roberta, você vai tirar uma vida? Eu não vou deixar. Esse filho também é meu. – Afirmou.

- Me desculpe.

- Eu to decepcionado com você. – Afirmou angustiado. – Qual é o endereço da clínica?

- É esse. – Pegou um pedaço de papel de dentro do seu bolso. – Pra que você quer?

- Você vai ver. – Pegou seu celular e digitou alguns números e levou o celular ao ouvido. – É da polícia? – Roberta arregalou os olhos. – Eu gostaria de fazer uma denúncia.

Continua…