Meu nome é Cornéllius Vander Deck, meu pai, Dr. Henri Vander Deck, sempre esteve relacionado com os experimentos que deram origem aos Clones. Sinto-me parcialmente culpado pela Grande Guerra. Sou invisível para minha família. Só sirvo como cobaia humana. Para eles só existe a santa e pura Ciência. Deve ser por isso que fui a cobaia quando eles criaram sangue de semideus, com algumas mudanças. Esse sangue tem um controlado mais forte e mais amplo, do que tinha no DNA dos Clones.

Não fiquem assustados. Ser cobaia humana em meu tempo é como uma honra. É dito pelos governadores, que as cobaias humanas contribuem para a Ciência e assim, contribuem para o progresso.

Era um dia frio, o sol estava tampado por várias nuvens escuras de fumaça. Já se passava do meio dia. O ar estava pesado e tínhamos dificuldade para respirar.

Estávamos no laboratório do meu pai. Era um lugar amplo e todo branco. Deitei na maca, e fitei o teto, havia uma rachadura. O cheiro era levemente de alfazema, e o silencio mortal predominava.

Olhei para o lado e vi os longos cachos loiros de minha irmã que está na maca ao lado.

-Você está pronto? –Pergunta meu pai com a cabeça baixa. Percebo que ele não está feliz.

Confirmo com a cabeça. Compartilho essa estranha sensação com ele. Sei que é muito arriscado. Muitas pessoas não resistem ao DNA superior.

A operação começa. Primeiro a esterilização. Após ela, meu pai prende uma borracha na parte superior do meu braço. Pega uma seringa na mesa ao lado da maca em que estou. A agulha é grande e fina, e no interior da seringa contem um sangue diferente, com certos pontos dourados.

-Seu novo DNA foi extraído de Steve Jobs, um filho de Atena, a deusa grega da sabedoria. É provável que você fique inteligente após a operação, isso é, se der tudo certo... – Ele abaixa a cabeça e injeta a mortífera agulha em meu antebraço. A agulha é gélida e quando penetra causa uma dor imensa. A vontade é de arrancar meu braço. Sinto um formigamento, é como se meu sangue estivesse pegando fogo. Sou tomado por uma sensação estranha, e minha cabeça começa a latejar. Minha visão escurece, os ouvidos começam a zunir, a língua fica dormente, os dentes ficam cerrados e imóveis, a respiração pesa.

Tenho certeza de algo: Vou morrer.

Notas finais
Continued ...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.