Luisiana.

Novembro de 2000.

O sol se põe com sua luz e então tudo escurece, os anjos tomam seu leito. A lua aparece com a escuridão, trazendo todos os demônios para atormentar a superfície da terra.

Um jovem casal sai do hospital com seu recém-nascido nos braços enrolado com uma manta azul de bichinhos.

— Taxi – Grita o jovem pai. O taxi para, e, o casal entra no carro.

-Pra onde? – O taxista pergunta. A mulher abre um papel, escrito de letras quase invisíveis.

- Fazenda Meat death, por favor — A mulher estava com um olhar inseguro, e apertava a mão de seu esposo, enquanto ele sussurrava coisas em seu ouvido — Agente prometeu, vai dar tudo certo, vamos ter uma vida melhor, daqui pra frente vamos esquecer isto...

O carro estacionou no meio do nada, literalmente no meio do nada, era rodeado por arvores, e mato alto.

-Espere por nós não demoraremos – Disse a mulher.

Eles seguiram por um caminho que levava para a casa, era uma casa enorme, branca de madeira antiga, já acabada, tinha janelas estreitas, azuis celeste, A porta era branca de madeira com apenas um pequeno quadrado de vidro, que fazia com que se percebesse uma cortina em poeirada do lado de dentro.

Eles caminharam olhando para todos os lados, não sabiam o que esperar, chegaram frente a porta e ficaram observando , certamente eles pensaram em voltar, mas não o fizeram.

Eles permaneciam frente à porta, quando uma neblina espessa começou a pairar sobre a fazenda, estava anoitecendo.

O homem junta toda sua coragem e caminha em direção à porta e a empurra, como já esperava ela estava aberta, então lentamente caminharam para dentro, com os olhos arregalados, estava escuro só conseguiam ver com a luz refletida pela lua, estava tudo silencioso, nenhum sinal de ninguém.

Tropeçaram em uma mesa antiga de madeira, entalhada algumas escrituras antigas, havia alguns desenhos, que não faziam sentido.

-Coloquem a criança em cima da mesa, e saíam – Disse uma voz grossa e comprometedora, ele não estava brincando, ninguém seria capaz de desafia-lo.

A mãe começou a mexer na manta de seu filho provavelmente para velo mais uma vez,a ultima vez, seu pequeno garoto, seria levado embora, para longe dela e de seus cuidados.

Ela colocou o bebê em cima da mesa, só se via a manta clara em cima da mesa, imóvel, eles se encaminharam para a porta, a mulher permanecia com o braço preso ao peito, a mulher se virou e sussurrou algumas palavras para o homem.

-Ele está aqui, em meus braços não fui capaz, quando fecharmos a porta, nos corremos para o taxi tudo bem?

O homem não respondeu.

-Entendeu? É nosso filho nosso menino, não podemos abandonar ele.

O homem fez que sim com a cabeça. Saíram e fechou, a porta a mulher deu a criança para o homem para que pudessem correr mais rápido.

Então começaram a correr.

A porta se abriu brutalmente, dois homens saíram correndo de dentro da casa atrás da criança e de seus pais, a mãe mesmo sem a criança corria mais devagar, eles estavam quase avistando o taxi, mas ela percebeu que não daria tempo os dois homens corriam mais rápido que ela e o marido, ela então gritou para o marido – Corra! Salve nosso bebê cuide dele por mim, Amo você.

Ele olhou para traz com lagrimas nos olhos, ela fazia gestos com a mão dizendo para correr o mais rápido possível.

Então ela pós as mãos por baixo de suas roupas largas e fingiu ter uma criança nos braços, Então começou a correr por entre a mata alta, ela era lenta e começou a correr mais rápido possível, Então os dois homens começaram a persegui-la, ela lutava para não parar, ela queria dar o Maximo de tempo para seu marido, era uma mãe lutando pelo filho, Pela sobrevivência de seu menininho. Os dois homens a cercaram ela então finalmente desistiu e desabou no chão, Ela sabia que seu fim estava próximo, mas não estava abalada nem com medo.

Um dos homens abaixou do seu lado, e puxou suas mãos debaixo de sua roupa e perceberam que não havia bebê algum. Ela deitou no chão e fechou seus olhos, Não sentia peso algum, sentia a brisa gelada entrar em seus pulmões, o mundo perdia foco, então ela desmaiou.

Notas finais
É so uma introdução acompanhe a Historia de nosso ''Menininho''
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.