O Desastre - repostagem
4 Capítulo 4 - Por que ele acha que pode fazer o que quer? – parte 1
Notas iniciais
Música: Not Strong Enough — Apocalyptica
– Não, eu não vou! Por que acha que pode fazer o que quer? – disse Sam seca.
– Olha aqui mocinha, eu faço o que eu quero com quem eu quero. E é por isso que você irá junto conosco! – Matt falou, começando a se irritar.
– E se eu não quiser?? – Sam disse, provocando-o.
– Irá conosco, querendo ou não!
Sam, percebendo que não tinha outra escolha, (já que Matt tinha agarrado-lhe o braço), decidiu ir embora com eles. Saíram para fora da lanchonete e pararam de frente para uma caminhonete, onde Matt largou (empurrou) Sam para dentro. Todos os garotos que ali estavam sentaram-se confortavelmente, enquanto Sam, tentava inutilmente se sentir confortável em um carro cheio de garotos, ou tentar afastar a dor que sentia, que foi causada por acidente quando o delicado Matt a segurou e quando ele delicadamente a colocou dentro do veículo.
Todos os garotos pareciam surpresos por Sam estar ali, mas nenhum deles ousou perguntar algo para Matt, que parecia estar furioso. “Que saco! Por que essas garotas acham que podem dizer ‘não’ para mim?? Quem elas pensam que são?!”, pensava Matt, enquanto dirigia tão rápido, que parecia que estavam viajando a velocidade da luz! Mal dava para ver as coisas passarem ao seu redor, tudo passava em borrões (e mesmo se quisessem não daria, não tinha nada e era de noite!).
Então, o pequeno grupo se dirigia ao orfanato com uma velocidade incrível, em silêncio, ninguém queria falar na presença de Sam. Pensavam que se falassem alguma besteira, ela poderia voar em seu pescoços, e eles não queriam apanhar de uma garota menor do que eles.
Sam podia se ver levemente pelo retrovisor, e começou a pensar sobre si mesma, era como se sentisse que não voltaria mais para o orfanato, mesmo que estivessem quase chegando. Começou a pensar sobre como as pessoas a viam. Quem olhava para ela não pensaria que era uma pessoa, bem, inteligente. O jeito que se vestia contradizia isso. Geralmente usava preto e vermelho ou vermelho e preto. Sempre uma blusa vermelha com um colete por cima, um jeans rasgado com um cinto cheio de caveiras com olhos vermelhos, um all star vermelho ou preto, um anel (também de caveira) e seus cabelos castanhos geralmente soltos, com as pontas avermelhadas, e é claro, não podemos esquecer de seus óculos, um acessório muito útil, que mostrava para todos que era uma nerd (também, ninguém usaria óculos quadrados). Só de olhar para ela, ninguém diria que era uma pessoa muito braba, já que sempre estava com um livro nas mãos. Importava-se sobre o que as pessoas falavam dela, mesmo não demonstrando. Não gostava de dar sinal de fraqueza, então se fingia de durona, batendo então, em pessoas que a irritavam ou magoavam.
Até que, de repente, o carro ao fazer uma curva fechada, não consegue virar a tempo e cai no penhasco, capotando umas três vezes antes de parar, caindo inteiramente em pé (magia). Todos que estavam no carro desmaiam, ou pelo menos quase todos. Sam, ainda estava acordada, com os olhos abertos, tentando focalizar alguma imagem, já que seus óculos caíram para longe na queda. Infelizmente seu cinto de segurança emperrou, impedindo assim que ela saísse do lugar onde estava. Não podia ver se os outros rapazes estavam bem, e não conseguia falar, estava querendo se entregar ao cansaço do dia, quando, de repente, ouviu um barulho. Pareciam barulhos de algum tipo de veículo que andava sobre algum tipo de trilho. O que seria? Até que Sam se apavorou. Caíram nos trilhos do trem, e não conseguia se mexer. Logo, logo, o trem chegaria, e mataria todos esmagados. Mas não se Sam pudesse evitar.
Então ela pensou. Não tinha muitas alternativas no momento e sabia que se desesperar não adiantaria em nada, mas precisava chamar a atenção dos garotos. Então Sam juntou forças sabe-se lá da onde e simplesmente gritou. Para o mundo todo ouvir. Era o suficiente para acordar um...dragão.
Os garotos deram um pulo e ficaram olhando para os lados apavorados, como se estivem próximos de morrer afogados por um tsunami. Até que...
– Quem ousa me despertar do mundo dos mortos??? Só meu pai, Hades pode fazer isso!!! – esbraveja Matt, que ao ver que estava dentro do carro e sentindo os olhares de seus amigos sobre ele, apenas dá um sorriso forçado – sabem como é né? O-o-o sono, faz isso conosco.
– Gente, LEVANTEM IMEDIATAMENTE E SAIM DO CARRO!! — gritou Sam (N/A: não diga...)
– Calma, me diga o porquê dessa gritaria! – disse Matt
– Estamos pres..não importa!! Só saia AGORA do carro ou eu vou até aí e mato você – disse Sam, não tendo nem esperanças de que sairia do carro.
Todos começaram a sair, e quando estavam em segurança viram que Sam ainda estava dentro do carro.
– Que ótimo!! – disse Tom – por que você não saiu daí ainda garota??
– Bem é que eu...eu...euestoupresa!
– Pare de se fingir e saia logo daí, não temos a noite toda!
TUNCHTUNCHTUNCH
Todos olharam para o túnel e puderam perceber que algo bem grande estava vindo.
– Me tirem logo daqui seus des..
– Olha a boca! Ou deixaremos você aí dentro e iremos embora – disse Matt friamente com um sorriso macabro no rosto. Sam se calou — agora, peça educadamente para eu ir aí te salvar – suspirou – e peça desculpas ao Tom por ter batido nele
Todos os garotos riram.
– obrigado, Matt. – disse Tom furioso, acabara de ser humilhado.
TUNCHTUNCHTUNCH
O barulho estava cada vez mais perto.
– Tudo bem, tudo bem eu falo! Desculpe-me Tom por ter te batido, me desculpa. Matt me tira daqui...por favor. – a voz de Sam saiu suplicante, nem parecia aquela garota durona que batia em todo mundo.
TUNCHTUNCHTUNCH
O tempo estava se abreviando. Matt pareceu notar isso, pois correu até o carro, puxou a porta, não abria.”Droga” pensou Matt “ o que estou fazendo?”. Matt já estava começando a suar, tinha que sair dali imediatamente! O garoto parou por um minuto tudo o que estava fazendo. Para ele, o tempo parecia ter parado. Ele olhou para Sam e viu sua cara de puro medo, mas não ligou. Estava virando de costas, até que todos perceberam isso. Matt seria tão frio a esse ponto? Ele deixaria Sam morrer? Talvez. Ele se virou, o barulho do trem cada vez mais alto, e antes que ele pudesse dar o primeiro passo, algo o tirou de seus devaneios...
"Isso é tão errado, mas parece tão certo..."
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