O Círculo Secreto Da Alvorada

2 A visão de Mellody Zuckerman


Notas iniciais
Segundo capítulo postado...Espero que gostem pessoas!

Aos poucos os alunos foram chegando na escola. Sra Karry estava em frente a porta do ônibus fazendo a chamada. A primeira a chegar foi Kyara, ela estava usando uma blusa manga única e um short jeans, acompanhado de sua mochila e de sua sandália. Depois apareceu Melissa e Giovanni. Os dois desceram do ônibus e foram ficar próximos a Sra Karry. Melissa estava usando seu short branco de pano leve e uma camiseta que dizia: Tente ou morra tentando! Giovanni estava usando um bermudão preto e uma camisa branca. O próximo a chegar foi Luke. Logo depois chegou Mellody em seu carro e arrancou risadas ao descer de vestido e maquiada, além de suas malas totalmente rosas. Raphael chegou logo assim que Mellody se junto ao grupo. O garoto estava com uma bermuda preta e camisa preta e como de costume seus óculos de sol no rosto. Sra Karry fez as chamadas e logo um por um foi entrando no veículo. Melissa e Giovanni escolheram os lugares no fundo, enquanto Luke e Raphael estavam na frente. Kyara tentava bajular a professora, enquanto Mellody estava sentada no meio do ônibus ao lado de um aluno chamado Fellipe Lima. O motorista subiu ao ônibus e depois de explicar as normas de segurança, deu partida. A escola logo foi ficando pra trás e a cidade de Los Angeles foi surgindo.

Giovanni estava ouvindo suas músicas através de um fone de ouvido, enquanto Melissa conversava com uma aluna chamada Jully Klark. Os alunos agora estavam todos sentados nos seus assentos, quando o ônibus entrou numa pista feita de terra. A poeira entrou e alguns alunos espirraram inclusive Mellody que citou a Fellipe sobre suas séries de alergias. O garoto fingia que ouvia, porém estava visível o seu tédio. Luke estava sentado olhando pela janela e constantemente ele olhava para trás para olhar Melissa. Raphael jogou as pernas para o auto e jogava no celular, porém estava evidente que ele não estava sastifeito. Uma aluna também do segundo, Juliette Petrova se levantou e começou a cantar e logo quase todo o ônibus estava lhe acompanhando:

♫♫ I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night ♫♫

♫♫ Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get on ♫♫

Estava todos cantando e se divertindo, quando Mellody se levantou e deu seu primeito ataque de hysteria.

— Não consigo entender, isso é um passeio ou algum programa estilo The X Factor? Já pisaram no meu pé duas vezes e eu tenho quase certeza que a qualquer momento, vou ser jogada pela janela. – A loira gesticulava.
— Pronto tinha que começar a oxigenada a envenenar nossa brincadeira. – Giovanni dizia no seu canto.
— Oxigenada não meu querido, apenas uma pessoa que tem ouvidos sensíveis e não pode ficar ouvindo essa merda que vocês chamam de música. – Mellody Rebateu.
— Eu não sei se eu torço para você ser devorada por algum bicho ou pra você ficar na mesma barraca que eu. Juro que não sei qual vai ser o mais triste pra você. – Melissa já dizia olhando diretamente na cara da loira. Luke olhou para trás ao ouvir a voz da garota, porém em seguida fingiu que nada acontecia lá atrás. Raphael já fingia que nada ouvia. Ele ainda não havia esquecido o que a loira havia lhe dito mais cedo.
— Melichinho não tenho medo de você. Meus pais são advogados, toca um dedo em mim e você vai ter que vender aquele chiqueiro que você chama de casa para pagar sua multa do processo. – Mellody sabia ser ameaçadora quando queria.
— Eu quero todos em silêncio exatamente, agora! – Sra Karry havia aparecido na parte de traz. – Isso está parecendo um zoológico.
— Concordo professora e já temos a galinha! – Disse Giovanni lançando um olhar disfarçado para Mellody.
— E também temos a gazela. – Retrucou Mellody ainda olhando para fora do ônibus.
— Não me importa que espécie tenha aqui agora. Quero silêncio e harmonia. – Dizia a professora.
— Concordo senhora professora! Acho que somos todos alunos educados e não devemos ficar mostrando nossas rivalidades ou caindo nas provocações baratas de outros alunos. – Kyara dizia na parte da frente, enquanto mexia nas unhas.
— Senhorita Kyara eu disse todo mundo e você que eu saiba não me foge a regra. – Muitos alunos prenderam a risada, quando a professora de biologia disse tal palavras.

Todos ficaram como anjos após a bronca da professora. A viagem seguinte estava rolando muito bem, quando Mellody avistou o ônibus parando e uma senhora entrando. Era era baixa, gorducha e tinha apenas um olho, no lugar do outro, havia um buraco onde saia vários bichos. A garota se espremeu no seu assento. O cheiro de flores de cemitério começou a se espalhar por todo o veículo. A mulher se aproximou de Raphael e logo depois de Luke, porém eles pareceram não vê-la. Ela logo depois foi até Kyara e Mellody percebeu uma substancia gasosa que saia da sua prima até a mulher. Não satisfeita, a senhora foi até Giovanni e Melissa e por fim se virou até ela, porém nada aconteceu. A mulher parecia não poder enxergar Mellody. Aconteceu tudo muito rápido, pois após isso um garoto entrou no ônibus também. Ele era alto, moreno e forte, e tinha um cabelo longo e liso até a cintura. Ele estava usando uma calça preta simples e nos seus ombros, um arco com uma aljava cheia de flechas pontudas. A mulher notou sua presença e logo se virando para o rapaz, virou fumaça. A fumaça foi até aonde a loira estava e logo Mellody entrou em pânico.

Mellody estava de pé no ônibus e chorava. Seu olhar estava perdido e descia lágrimas dos seus olhos. Os outros alunos estavam sem entender nada. O aluno Fellipe Lima, estava com as mãos nos ombros da garota e tentava despertá-la do transe. Quando Mellody retornou a sua realidade, ela estava em choque e logo seus joelhos tombaram lhe permitindo a queda. Seu vestido se levantou e logo sua calcinha estava a mostra. Alguns alunos não perderam a chance de observar o corpo da garota. Melissa se levantou e foi até a loira e lhe tampou:
— Insuportável eu até entendo, mas débil mental é demais pra mim Mellody! – A garota lhe dizia abaixada na sua altura. Giovanni estava do outro lado também muito abalado e curioso para saber o que houve. Kyara, Luke e Raphael também foram para trás da garota e quando por coincidência os cinco tocaram nela, todos tiveram a mesma visão que ela. Kyara caiu sentada no chão, enquanto Melissa estava sem palavras. Sra Karry obrigou todos a voltarem por seu lugar e após 15 minutos quando todos descansarão e voltou ao normal, a viagem prosseguiu, porém ninguém comentou sobre o que houve. Nem mesmo Giovanni e Melissa. Todos ficaram o resto da viagem calados e quando o ônibus entrou na área da florestal de Los Angeles, Giovanni observou algo que fez seu coração acelerar. Ele estava na janela observando a paisagem, quando ele teve o relance do garoto moreno da visão entre as árvores. O garoto parecia seguir o veículo. Giovanni olhou para Melissa, porém vendo que a garota nada percebeu, ele resolveu ficar quieto. Quando o ônibus chegou no destino, os alunos aos poucos foram descendo com suas malas. Giovanni ajudou Melissa a descer com as delas, enquanto Luke ajudou Kyara. Mellody teve que empurrar sozinha as suas séries de malas, porque nem Raphael quis ajuda-la. A professora de biologia deu ordem a todos os alunos começarem a montar suas barracas. Mellody terminou primeiro, pois a sua era automática. Kyara teve a ajuda de Fellipe Lima e os dois ficaram algum tempo conversando. Algumas alunas estavam fazendo apostas se daria para ouvir quando Fellipe começasse a “socar” na morena. Após todas as barracas montadas, Sra Karry juntou todos os alunos:
— Bom, amanhã vamos começar nossos estudos. Ahhh eu estou tão animada! – Desnecessário ela ter feito a cara de animação e o pulinho seguido do gritinho. Os alunos não fizeram exceto se dispensarem em grupo. Luke buscou junto com Alexander Ludwing as madeiras para fazer a fogueira à noite. Melissa, Kyara e Giovanni separaram as comidas para assar a noite. Quando a noite caiu, eles se sentaram em frente a fogueira e cantaram por longas horas e contaram histórias de terror. Mellody havia esquecido-se da sua visão e conversava com sua prima Kyara sobre os produtos de beleza que ela havia trago para o passeio.

Quando a hora de se recolher chegou, o tempo já estava fechando. Era normal naquela região forte chuva durante a noite e madrugada. Quando todos estavam dormindo, Luke se levantou e foi até a barraca de Raphael. O garoto Schneider convidou Luke para entrar na sua barraca:
— Muito estranho a visão que Mellody teve hoje mais cedo. – Luke cochichava.
— Eu também achei, mas tenho certeza que é a profecia se cumprindo. – Raphael pegava um livro velho e procurava alguma página importante.
— Nossos aniversários são daqui a algumas horas e ainda nada de diferente aconteceu. Tem certeza Raphael que você não errou na sua precisão?
— Luke eu sei dessas histórias desde quando eu era criança. Meus pais antes de morrerem, me contaram a história por completo e aquelas velhas da visão não têm dúvidas, é uma puritana.
— Puri o que? Eles não eram cristãos? – Luke parecia confuso.
— Eram! Tirar vidas inocentes levam as pessoas a uma grande condenação. Agora não passam de demônios que vivem entre o mundo dos mortos e dos vivos, vagando sem paz a fim de encontrar alguns de nós para sugar nossas vitalidades. – Raphael dizia a Luke e logo abriu a porta da barraca. Northon já estava na porta e se preparava para chamar a atenção dos dois. O garoto agora estava com os cabelos longos presos numa trança e sua aljava de flechas estava nas mãos.
— Faltam poucas horas para o solstício de verão e por isso não é mais seguro ficar aqui. – O garoto dizia olhando para Luke e Raphael.
— Temos mesmo que ir? – Luke perguntava. – Tenho dois irmãos e não posso me ausentar, eles dependem de mim.
— Luke não é? – O garoto perguntou e Luke confirmou com a cabeça. – Luke, é mais fácil você partir agora e depois voltar, do que ficar e partir para sempre. – Enquanto Northon dizia, a tempestade começou. A chuva batia violentamente do lado de fora e o vento sacudia as árvores.
— Mas como vamos levar os outros? Eles não fazem ideia! – Raphael perguntava.

Na outra barraca, Melissa dormia calmamente. Tampada pelo seu lençol a garota mal imaginava o que estava do lado de fora da sua barraca. A sombra estava passando e caçando o lugar para abrir e pega a garota. Melissa se virou para o outro lado e continuou no seu sono profundo. As garras do homem abriu a porta e se agachou a frente da menina. Ele começou a sugar a substância. Melissa então passou de um sono leve, para algo assustador. Os pesadelos começaram a tomar conta do sono da garota. Os pesadelos começaram a vir sobre a mente. O homem foi se aproximando e quando ele tocou no rosto da garota, ele sentiu uma mão lhe puxando para fora. Era Kyara! A garota havia visto um movimento estranho nas sombras e logo depois observou aquele homem estranho olhar para Melissa. Achando estranho, ela foi vagarosamente até ele e lhe puxou pelo pescoço. Eles caíram e logo o barulho chamou a atenção de Luke e Raphael que estavam na barraca próxima. Melissa também acordou. Rapidamente, antes que fizesse outro barulho, Northon pegou a sua flecha e colocando no arco, atirou duas vezes. A flecha acertou o alvo e logo uma explosão de pó foi vista. Kyara e Melissa estavam em choque, enquanto Raphael e Luke se aproximavam. Kyara iria começar a gritar quando Giovanni veio por trás e tampou a boca da garota.
— Não sei o que vocês estão fazendo, mas seja o que for, não vamos acordar a professora bruxa! – Giovanni disse prestando a atenção em sua volta.
— Precisamos partir agora, estou sentindo mais deles se aproximando! – Northon dizia enquanto se encaminhava até a barraca de Mellody. – Vamos acorda-la e partir.