O Cãozinho da Ordem
3 O reencontro
3. O reecontro Jok se dirigiu rapidamente a uma pequena cidade do interior do Brasil próxima a que foi atacada. Obteve algumas informações como a que aquela cidade havia sido abandonada pelos Akumas e que estavam se direcionando a Argentina. Ele conseguiu por sorte pegar um trem para Argentina. Queria destruir todos aqueles malditos akumas e seja qual fosse o Noah. Ele destruiria.Lenalee e Allen foram para o Brasil e lá tiveram a informação de que a pouco mais de três dias um jovem pouco mais velho que eles havia passado por ali com a mesma roupa de Allen. — Jok. Senhora para onde ele foi ? — Allen perguntou educadamente, em inglês. — Ora meu jovem, ele me perguntou sobre uns monstros que atacaram uma cidade próxima e eu disse que foram para Argentina. Ele falou que ia, mas eu pedi que dormisse um pouco, ele estava com uma cara horrível. — A senhora que cuidava de uma pequenina rosa disse em um inglês muito notável.
Allen sorriu e com Lenalee foram para Argentina, mas antes agradeceram a educada senhora.Jok chegou muito próximo do destino, mas não para chegar, pois os trilhos acabavam ali. Com um sorriso triste ele desceu do trem e correu para o rumo de Buenos Aires. Ao chegar na bela cidade, a mesma ainda estava sendo destruida. Ele sorriu e começou a destroir Akuma, por Akuma.— Allen. — Lenalee chamou. — Diga. — Allen disse enquanto iam para Argentina usando suas inocences. — Eu acho que tem um motivo especial para Jok-kun querer ir sozinho. — Eu sei. Eu acho que é sobre o Noah que pode estar lá. — Se for Road... — Ela é louca. — Allen disse se lembrando da primeira vez em que encontrou Road no mundo dos \'sonhos\'. — Mas se não for... também será um problema. Allen se lembrou dos outros Noah, cada um em uma situação diferente. Skin, na arca. Lullubell no QG quando a mesma roubou o ovo. Jasdevi quando lutaram contra Krory. E ele sabia que haviam mais outros Noah\'s pois as lembranças do 14° mostravam isso.Faltavam apenas poucos que ele podia contar nos dedos. Quando estava prestes a continuar o ataque abriu um sorriso de orelha a orelha quando viu uma porta surgir do \'nada\', próxima aos Akumas. — Então... quem está ai ? Tiky ? Lulu ? Skin ? — Ele perguntou com um sorriso sádico. A única Noah que ele não queria ver não havia sido comentada, pois ele ainda tinha esperanças de que o Conde do Milênio seria generoso com o jovem e pouparia o coração do jovem de sofrer. Mas as esperanças de Jok sumiram e o sorriso também, quando ouviu a voz vinda da porta. — Não, meu irmãozinho... — Então uma jovem de cabelos azuis atrevessou a porta com Lelo, o guarda-chuva. — Road. — As pernas de Jok estremeceram e ele quase caiu. Sua respiração ficará pesada. - Ei Road. — Jok disse alegremente, ele tinha uns 11 ou 12 no maxímo. Ele já deicidira que as nuvens não eram tão belas quanto Road, e para de fitar o céu para fitar a amiga que se encontrava deitada na grama, como ele. — O que foi, irmãozinho ? — Road perguntou enquanto fitava o céu. — Não me chame assim. Sabe que não gosto. — Mas após um suspiro, o sorriso voltou ao rosto de Jok. — Acha que poderei ficar com Otou-san para sempre ? — Acho sim. E... — Ela disse finalmente fitando-o. E isso deixou-o levemente corado. -... se não quer que eu ti chame de irmãozinho, não chame meu pai de \'Otou-san\'. — Ela disse com um sorriso. — Você sabe porque eu não gosto que me chame de irmãozinho melhor do que ninguém — Ele disse com o rosto triste. — Jok. — Road sussurrou dessa vez também triste. Jok colocou o dedo indicador levemente nos lábios de Road. — Por favor. — Ele pediu gentilmente. Mas para sua tristeza Road balançara lentamente a cabeça num sinal de \'não\' e se levantou, retirando-se. Uma lágrima solitária escorreu no rosto de Jok ao lembrar do passado. Do passado que iria esquecer. Balançou violentamente a cabeça tentando esquecer aquelas imavens da mente. — Você ainda se lembra ? — Road perguntou triste. — Não importa! Já passou. Agora sou um exorcista. — Ele disse com raiva mostrando o simbolo da Ordem Negra na roupa. O olhar de Road ficou chocado e depois mais triste que nunca. Abaixou a cabeça lentamente. Sentindo os olhos ficarem marejados. Ela chorou baixo, mas embora fosse baixo, Jok podia ouvir, pois a sua inocencia também lhe dava o benefício de uma incrível super-audição e super velocidade, além de o deixar mais perto do seu lado \'animal\'. — É uma pena. — Road sussurrou — Road-sama. Temos que acabar com esse exorcista. Foi a ordem de Conde-sama.~lelo — Lelo disse. — Você está certo Lelo. Temos que acabar com isso. Foi uma ordem do Conde. Ela levantou a cabeça e olhou para Jok com um meio sorriso triste. — Você se lembra ? Quando seguia as ordens do Conde... Como se sentia após cumprir suas ordens ? — Ela perguntou tristemente. E viu um olhar torturado de Jok. Ele queria voltar. — Vou lhe dar mais uma chance Jok — Road disse descendo do telhado e caminhando até Jok. Estendeu a mão diante dele. — Volte para casa. Para mim. Jok fitava Road nos olhos, e quando estava prestes a colocar sua mão junto a dela. Teve um \'flashback\' de quando foi rejeitado por ela. Quando ela disse que não o queria.
Deu um tapa na mão de Road que se assustou. — PARA ME JOGAR FORA NOVAMENTE ? PARA SER SEU BRINQUEDINHO ? SEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO ? — Jok disse e as lágrimas deceram por seus olhos, o que assustou ainda mais Road, a jovem teve vontade de acalmar o amigo, o irmão. — Eu ti conheço Road... não quero sofrer mais. Estou tentando encontrar novos amigos, uma nova família. Mas para isso... tenho que esquecer a antiga. Não faça isso comigo de novo. Não me deixe indeciso novamente. Não-- Jok foi interrompido por algo inesperado... Um beijo... de Road. - Road. — Jok chamou-a no quintal. Era o aniversário de 14 de Jok. — O que foi ? — Road havia concordado com Tiky que não iria estressar Jok naquele dia. — Posso lhe pedir uma coisa ? — Ele disse com os olhos distantes. — O que quiser o aniversário é seu. Ele olhou a com um meio sorriso sem jeito e então pediu-lhe o \'presente\'. — Um beijo... — Jok disse e Road se espantou. — Eu quero apenas esse presente de você. Um beijo seu. Apenas, os outros presentes não me importam apenas me dê um beijo. É tudo o que quero desde que te conhece. Road pensou por alguns segundos e olhou nos olhos vermelhos suplicantes de Jok. — Está bem. Só um. — Ela disse. — Palavra de Jok. — Ele disse com um sorriso, depois de tantos anos finalmente conseguiria um beijo de Road. Só um. Já era o suficiente por uma vida inteira. Aquele beijo era diferente era apaixonado, não obrigado. Era quente e não morno. Ele retribuiu o beijo. Ele segurou o pescoço e a cintura de Road, para que ela não fugisse do beijo como da última vez. Esqueceram de tudo, do Conde, dos Exorcistas, da Ordem, de Lelo, dos Akumas, dos Noahs. Eram apenas eles. Em um beijo intenso e profundo. Road parou de beijar Jok e o abraçou, pousando a cabeça no ombro do rapaz de cabelos vermelhos sangue. Lágrimas cairam dos olhos de Road, sujando a camisa da Ordem Negra. Jok também pousou a cabeça no ombro de Road. — Me desculpe. Eu não devia ter te usado, eu sei, mas... — Ela sussurrou. — Você não podia ir embora sem que antes eu descobrisse o que sinto por você... e acabou que Conde me mandou fazer tudo que fiz... ou quase tudo que fiz. — Você vai ter que me matar não é ? — Ele perguntou triste. O choro de Road ficou um pouco mais alto, agora soluços escapavam de sua boca. — Eu não quero, mas... — Foi uma ordem... eu entendo... Mas antes de me matar posso lhe pedir que me beije novamente. Não como no meu aniversário. Como agora mesmo. Com paixão. Road sorriu e sussurrou. — O que quiser \'meu\' Jok. A citação da palavra \'meu\' fez com que o coração de Jok acelerasse, ainda mais. O beijo deles dessa vez foi mais demorado. Como um beijo de uma despedida que nem um dos dois quer... uma despedida indesejada.tApós o beijo, Jok não chorava, não implorava perdão. Pelo contrário. Ele sorria. Por que tudo que ele mais queria antes de morrer era um beijo de despedida de Road. E para completar ele morreria pelas mãos dela de sua amada.tEle agradeceu a Deus pela bondade do mesmo. Road pegou uma espada e enfiou a abaixo da costela de Jok.tOs olhos da menina trasbordaram, ao ver os olhos de doloridos de Jok e ao ver o sangue escorrer pela boca do amado.tEla soltou a espada e sentiu o corpo de Jok tombar. Ela deitou o jovem no chão e se ajoelhou próxima a ele. Jok sorriu ao sentir as mão dela acaricinhando os seus cabelos. Como um dono e um cachorro.tMas era isso que eles eram agora... Road a dona do coração e da existência de Jok e Jok o cachorrinho que faria tudo que Road mandasse.tEle ouviu ao longe um barulho insurdecedor para sua audição super aguçada. Ele gritou de dor. Algo que espantou Road, já que nem quando ela o ferirá ele havia gritado.tLentamente o grito se tornou um gemido. E a inocence foi desativada. E Road suspirou de alívio.tRoad beijou-lhe a testa e se levantou, segurando a mão de Jok. Finalmente Jok voltou a abrir os olhos agora preocupados.t- Tenho que ir... Adeus... — Ela disse soltando a mão de Jok que tentou se levantar e com grande esforço conseguiu. Nesse exato momento Allen e Lenalee chegou no local.t- Road!!! — O grito de Jok estava meio rouco então era difícil saber se era um grito de raiva ou um pedido.tDerrepente após mais um cuspido de sangue tudo escureceu na mente de Jok e ele caiu no chão. E o barulho do corpo batendo o chão quase fez Road voltar.
Notas finais
Morreu ou não morreu. Eis a questão. HEHE!
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