O Culpado é o Destino

1 Como contar pra ela?


Notas iniciais
Acho que vocês irão gostar. Postei na antiga comunidade "FanFics - TMJ" e fez o maior sucesso!

Seu Sousa: Olha, eu sinceramente não sei.

Dona Luisa: Mas a gente tem que convencer ela.

Seu Sousa: Pois é, não podemos perder essa oportunidade.

Dona Luisa: O problema é, como contar pra ela? Nós sempre moramos no Bairro do Limoeiro, ela tem todos os amigos aqui, a escola, tudo, vai ser difícil largar tudo, assim, deixar tudo pra trás!

Seu Sousa: Sem essa, ela já é bem grandinha. Se você não quer falar com ela, falo eu.

Dona Luisa: Tudo bem. Então fale você mesmo, ela não demora a chegar.

Seu Sousa: Tudo bem.

Uns vinte minutos depois, Mônica chega do colégio.

Mônica: Oi, pai, oi mãe.

Seu Sousa: Olá, filha. Eu preciso falar com você.

Dona Luisa: Calma, querido.

Mônica: O que você quer falar, pai? Rápido que eu marquei um encontro com a galera.

Seu Sousa: Ok, serei bem direto. Eu fui transferido do meu emprego, pro Rio Grande do Sul.

Mônica: Sim.

Seu Sousa: E eu achei que, seria bom, porque, eu ia ganhar mais, e ia poder te dar as coisas que você sempre sonhou e eu não pude dar.

Dona Luisa: Pois é, filhinha. Só que, pra isso, a gente precisa se mudar pra essa outra Porto Alegre, que, infelizmente, fica muito longe.

Mônica: O que? Eu, eu ouvi direito?

Seu Sousa: Infelizmente.

Mônica: Eu não acredito. Eu moro desde pequena aqui em São Paulo, no Bairro do Limoeiro, e vocês estão dizendo que eu tenho que sair daqui?

Seu Sousa: É.

Mônica começa a chorar, vai pro quarto e bate a porta.

Dona Luisa: Ai, você não precisava ser tão duro com ela!

Seu Sousa: Olha, eu não quero nem saber. Já disse que ela é bem grandinha. Vai ter que entender.

Dona Luisa:Ai, eu sei, mas...

Seu Sousa: Nem mas, nem meio mas...

Dona Luisa: Eu vou lá falar com ela, ver se ela fica mais calma.

Dona Luisa bate na porta do quarto de Mônica.

Mônica (grita): Sai daqui! Me deixa sozinha!

Dona Luisa: Filha, abre a porta, acho que a gente tem que conversar.

Mônica, de muita má vontade, abre a porta.

Dona Luisa: Filha, você tem que entender que a gente só vai mudar pro seu bem. Se isso fosse fazer mal pra você, a gente ficava aqui.

Mônica (grita): Isso vai fazer mal, caramba!

Dona Luisa: Olha, o seu pai já aceitou a transferência. Acho melhor você se despedir dos seus amigos, porque iremos sair daqui no domingo, segunda ele começa a trabalhar.

Mônica: Mas hoje é sexta-feira!

Dona Luisa: Eu sei!

Mônica: Mãe, você tem que me entender. Eu sempre morei aqui, tenho meus amigos aqui, tudo aqui. Não é fácil mudar, assim, de uma hora pra outra...

Dona Luisa: Eu sei, filha, eu também, vivi a minha infância e a minha adolescência aqui, mas isso é necessário.

Mônica: Mãe, a gente tem que ir mesmo?

Dona Luisa: Eu já te disse que sim.

Mônica: Ta bom. Vai ser difícil, mas, eu não posso fazer nada.

Dona Luisa: Isso, pensa positivo, filha, lá você vai ter uma casa nova com um quarto novo, uma nova escola, novos amigos, a talvez até um namoradinho...

Mônica: Mãe!

Dona Luisa: Ta bom, ta bom, nada de namoradinho, hihi!

Mônica: Ok, agora deixa eu ficar um pouco sozinha.

Dona Luisa: Ok!

Notas finais
Gostaram?
Espero que sim! Deixem reviews, eles serão muito bem recebidos. Valeu!