O Culpado é o Destino

14 Plano em Ação


No dia seguinte, Andrew e Mariely se encontram.

Andrew: E aí, conseguiu alguma coisa pra incriminar ela?

Mariely: Sim, consegui pegar essa luva do armário dela...

Andrew: Sabe o que eu vou fazer?

Mariely: Não...

Andrew: Pedir pra ela pegar a chave pra mim! Vai ficar mais óbvio ainda que foi ela!

Mariely: Legal, vai lá!

Andrew se aproxima de Mônica como quem não quer nada.

Andrew: Mônica!

Mônica: Sim!

Andrew: Você não me faz um favor?

Mônica: Fala.

Andrew: Pega a chave do laboratório de informática com a dona Isaura?

Mônica: Ih, duvido que ela entregue...

Andrew: Diz que é urgente, pra fazer um trabalho!

Mônica: Porque você mesmo não vai lá e pede?

Andrew: Ah, Mônica, faz isso pra mim, é só um favor!

Mônica: Ta.

Andrew: Não demora!

Ela vai até a cozinha pegar a chave.

Mônica: Dona Isaura, me empresta a chave do laboratório de informática?

Dona Isaura: Posso saber pra que?

Mônica: É que tenho que fazer uma pesquisa urgente!

Dona Isaura: Ta, pega aqui, mas depois traz de volta...

Mônica: Ta ok.

Ela entrega a chave para Andrew. Ele entra na sala e tranca a porta. Também não se esqueceu de colocar alguma coisa na mão para não deixar digitais. Pegou a luva de Mônica, colocou no chão, perto da porta, foi até os computadores, tirou – os da tomada, deu uma marretada em cada um. Depois ainda jogou tinta por cima. Antes de sair, manchou a luva de Mônica com um pouco da tinta. Espiou na porta para certificar – se de que não tinha ninguém. Quando estava seguro, saiu e deu de cara com Mariely.

Mariely: Bu!

Andrew: Ai, que é isso, garota, quer me matar do coração?!

Mariely: Ai, deixa de ser besta! Fez o serviço?

Andrew: Sim!

Mariely: Beleza... Dá a chave pra Mônica entregar porque vamos ter que ir pra sala daqui a pouco.

Andrew: Sorte que deu tempo!

Ele se dirige mais uma vez até Mônica.

Andrew: Pode devolver a chave?

Mônica: Ai, que abusado que é você... Dá logo essa chave!

Andrew: Valeu, to indo pra sala!

Ela entrega a chave de volta e também vai pra sala, pois o sinal havia tocado. Mais tarde, a professora de Educação Física pede para levar os alunos do terceiro ano para o laboratório.

Professora de Educação Física: Dona Sílvia, posso levar os alunos no laboratório para fazer uma pesquisa?

Dona Sílvia: Pode sim. Pega a chave com a Dona Isaura que a minha sumiu!

Professora de Educação Física: Ah, eu tenho uma chave. Depois eu posso te emprestar.

Dona Sílvia: Ok!
A professora leva os alunos para o laboratório. Quando abre a porta, se depara com todos aqueles computadores quebrados e manchados com tinta.

Professora de Educação Física: Nossa, o que aconteceu aqui? Saiam todos, saiam, eu vou fechar a sala!

Ninguém entra na sala. A professora fecha a porta e, mais uma vez, vai falar com Dona Sílvia.

Professora de Educação Física: Dona Sílvia, a senhora não imagina o que aconteceu!

Dona Sílvia: E se você não me disser eu não vou saber o que aconteceu!

Professora de Educação Física: No laboratório, todos os computadores estão quebrados e manchados com tinta!

Dona Sílvia: Que?

Professora de Educação Física: Isso mesmo que você ouviu!

Dona Sílvia: Vamos até lá!

Professora de Educação Física: Vamos!

Elas entram no laboratório. Dona Sílvia não acredita no que vê.

Dona Sílvia: Meu Deus do céu, o que aconteceu aqui?!

Professora de Educação Física: Isso é o que eu quero saber!

Dona Sílvia: Olha, uma luva! Com certeza é da pessoa que fez isso, pois está manchada de tinta!

Professora de Educação Física: Vamos sair nas salas perguntando de quem é!

Dona Sílvia: É lógico que a pessoa não vai dizer que a luva é dela!

Professora de Educação Física: Mas talvez alguém saiba de quem é!

Dona Sílvia: Bem, para o começo da investigação você está certa.

Professora de Educação Física: Eu geralmente estou certa!

Dona Sílvia: Não exagere! Vamos começar pelo terceirão!

Na sala do terceiro ano ninguém sabe de nada. Na do segundo ano também não. Na do primeiro ano, a situação é diferente.

Dona Sílvia: Bem, achei essa luva aqui na escola! Algum de vocês sabe de quem é?

Beatrice: Não é a sua, Mô?

Mônica: É sim!

Dona Sílvia: Ótimo, então, me acompanhe!

Mônica segue a diretora, que a leva para o seu carro.

Mônica: Pra onde estamos indo, Dona Sílvia?

Dona Sílvia: Para a delegacia.