Notas iniciais
Passaram-se 12 meses. Será que Saphyre superou a partida de Nevra? E o que Leiftan irá fazer para deixar claro que Nevra partiu por que quis?

“Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to gray
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on” – Bad Day – Daniel Powter

Um ano depois... Tudo ainda estar no mesmo lugar. Ao menos para Saphyre. Depois que ela perdeu Nevra, ainda havia aquele coração partido, rasgado... Triturado. Como poderia se apaixonar tão fácil? Aquele um mês de relação parecia a eternidade. Como se as almas estivessem grudadas para nunca mais se afastarem. Mas não foi isto que havia acontecido. Cada vez mais nesse passar de ano, Saphyre se fechava. Agora era uma mulher mais fria e determinada... Mas mal sabem, que no fundo ainda era apaixonada por aquele homem que prometeu o amor eterno, e que se explode de tristeza. Todos que a conheciam acompanhavam esta evolução, e compreendiam, pois todos encaravam a perca de Nevra como se fosse a morte.

Por outro lado estava Leiftan, observando Saphyre quieta sentada no jardim da sede. Ele seria capaz de esperar o tempo que fosse necessário. Não perdeu uma gota de amor por ela. Muito pelo contrário: aprendeu a admirar mais, a respeitar... Aos poucos a conhecia ainda mais. Era cruel ele não ter tido alguma oportunidade de aproximá-la e de talvez... Dizer que a ama. Ao mesmo tempo se sentia mal se entrasse na vida daquela mulher da maneira tão oportunista. Ele então decidiu respeitar e sofrer calado. Uma coisa para ele era fato: Saphyre se tornou uma mulher mais linda, por mais que ela tenha emagrecido alguns quilos por ter perdido Nevra. Por mais que a aparência dela fosse ainda abatida, nunca viu a beleza daqueles olhos. Como se a luz ofuscasse a escuridão. Era radiante ainda vê-la, por mais que poucos sorrisos fossem esboçados, e por mais que tenha enfrentado uma vida dura durante todo aquele tempo anterior de ter entrado em Eldarya, parecia que ela não era capaz de enfrentar mais essa. Saphyre ainda era tudo que ele queria alcançar algum dia. Mas nos últimos meses ele tinha mostrado muita frieza, que todos faziam concluir que ele havia superado aquela paixão.

Eldarya se encontrava em um bom estado. Saphyre havia conseguido achar todos os cristais que podiam... O que fazia ser admirada por muitos, apesar de fechada e reservada para o mundo, não deixou ninguém na mão. O restante está com Darkmond que permaneceu calado e quieto, vendo aos poucos o sofrimento dos Eldaryanos. Não era somente este o motivo, pois Nevra e Reyd vigiavam Eldarya secretamente.

– Saphyre. – Chamou Leiftan, se aproximando dela que ficou surpresa e pouco assustada.

– Oi. – Disse friamente.

– A Miiko... Ela quer falar com você. – Ambos se olharam por alguns segundos. Saphyre queria saber logo o que ela queria.

[...]

– Me chamou? – Disse Saphyre. Sua beleza ainda era estonteante. Seus cabelos haviam crescido, largando a perfeita franja que caía até seu queixo. Eram mais ondulados nas pontas e despenteados. Era um charme quando ela passou a jogar seu cabelo de lado. Ela havia mudado o seu traje. Estava com uma calça preta colada e um corset e capa com capuz da mesma cor.

– Sente-se, Saphyre. – Disse Miiko ao lado de Kero. Ela entra na sala geral dos guardas e senta na cadeira.

– Passou um ano, e... Está difícil para Eldarya. Não conseguimos fazer nenhum feito... E... – Kero disse muito calmo.

– Queremos que você entre na nossa guarda. Gostamos muito do seu trabalho na guarda sombra. Confesso que fez um feito melhor que Nevra. – Disse Miiko. O nome de Nevra sendo citado era o ponto fraco dela. Ela olhou cabisbaixo.

– Eu entendo. – Saphyre suspirou.

– O que nos diz? Aceita este desafio? – Kero pressionava-a. Leiftan olhava para ela com ar de imploração assim que chegou na sala.

– Eu... – Saphyre olhava alheio para ao redor da sala. – Eu aceito... Por mais que eu não me sinta preparada para poder governar tudo com vocês. – Respondeu um tanto desanimada e sem pespectiva.

– Que ótimo. – Leiftan se animou. Ele pensava que poderia ter sido assim desde o dia que ela pisou em Eldarya.

– Agora você precisa nomear o novo líder. – Disse Miiko. – E tem que ser agora. – Continuou.

– Tudo bem. Eu já sei quem vai ser o novo líder. Acho que ele tem merecido, até mais que eu. – Disse, enquanto se levantava.

– E quem será? – Kero questionou.

[...]

– Você. – Disse Saphyre para Zark.

– Eu? – Zark ficava feliz e surpreso.

– Sim. Você que vai me suceder. Na verdade, eu nem deveria ter assumido. Eu estava há pouco tempo na época, não sei como vocês insistiram para eu assumir o lugar do... – Saphyre não conseguia pronunciar o nome de Nevra.

– Eu entendo. Mas você foi a melhor líder! Vai fazer falta. – Disse Kayron.

– E você... Ah, você... Será o Vice. Eu devo muito a vocês. Vocês me fizeram muito bem quando eu me tornei líder. Agora se precisarem de mim, estarei lá com eles na Guarda Iluminada. – Saphyre sorriu levemente.

– Isto parece despedida. Que horror! – Disse Jhade, uma das novas integrantes da Guarda. Ela tinha cabelos brancos curtos e olhos vermelhos. Ela estava toda de preto, com uma capa da mesma cor para combinar.

– Sim... Parece... Poxa, fiquei um ano. É muito tempo pra mim. Nunca poderia imaginar que eu superaria tudo isso. Graça a vocês, rapazes. Muito obrigada. – Saphyre disse muito grata.

– Você que fez muito por nós todos. Que isso. – Disse Zark, desconsiderando a gratidão por ela.

– Você que me acolheu muito bem aqui, Saph. Muito obrigada também. – Respondeu Jhade.

– Tudo seria mais fácil se Nevra estivesse aqui. – Naoki soltou, mas se arrependia de ter dito. Saphyre sem dizer mais nada saiu da sala da guarda das sombras. A sua vontade de chorar era enorme... A casca grossa que ela havia formado para se proteger se quebrava. Era em vão. Taiga via Saphyre chorando passando pelo corredor. Ela corria logo atrás para saber o que houve.

– Hey! O que foi? – Taiga se preocupava. Era fato que o passar dos meses o clima de amizade entre as duas aumentavam. Uma necessidade de ter uma a outra para se protegerem.

– As vezes sinto uma dor enorme no meu peito. Não consigo aguentar mais esta angústia... – Saphyre desabafava enquanto sentava na sua cama.

– Você se lembrou do Nevra, né? – Taiga questionou, deixando Saphyre responder balançando a cabeça positivamente.

– Dói dizer que foi um erro ter me apaixonado. – A frieza era quebrada.

– Nunca vi você assim... Pensei que você tinha se superado, parecia tão bem, e mais... Fria, dona de si mesma... Surpreendo que você tá desabando desse jeito. – Taiga sentava na cama ao lado dela. Saphyre passou a deitar no colo dela, após ela puxá-la pra si.

– Se fosse fácil esquecer... Todo santo dia quando descia e fazia as missões eu pensava nele. Eu aprendi muito com ele, aprendi tudo que eu necessitava. Eu não me conformo que ele nos deixou, e fez pouco caso com a gente, sabe? – Saphyre desabafava ainda mais, chegando a molhar a perna de Taiga de tanta lágrima.

– Você precisa esquecer! Seja forte, seja bruta. Pare de pensar que um dia ele vai voltar salvo, dizendo pra você que foi vítima de poção do mal. Acho que ele não vai voltar. Todo mundo tem certeza que ele se foi por querer, pois o Reyd fez a mesma coisa. – Disse Taiga, tentando jogar a Saphyre para o mundo real sem dor.

– Eu não sei o que eu faço com o que eu ainda sinto. 12 meses para mim não foram fáceis. — Saphyre limpava suas lágrimas.

– Faz bem chorar. Tire este dia pra chorar muito, chore até acabar com a água do seu corpo. Chore, descarrega tudo que tem do Nevra em você. Elimine-o das suas lembranças. Viva o hoje, Saphyre. Seja bruta, seja forte, não se abale por qualquer homem! – Taiga dava seus conselhos, de maneira muito sábia, choacoalhando o ombro de Saphyre.

– É fácil falar assim, mandar nossos corações pararem de chorar. – Saphyre chorava mais ainda.

– Somos jovens... Você pode passar por isso várias outras vezes, até se firmar em um amor verdadeiro. – Disse Taiga muito incomoda por ver sua amiga triste.

[...]

Enquanto isso, Leiftan ía até Kero, que estava muito distraído. Seu propósito era perguntar por Saphyre.

– Kero, a Saphyre passou aqui? – Perguntou.

– Passou derrumando rios. – Respondeu.

– Como assim? – Não entendia.

– Passou chorando que nem uma condenada. Eu ía até perguntar o que aconteceu, mas a Taiga foi rápida e foi logo atrás dela. – Explicou.

– O que será que aconteceu? – Questionou muito preocupado.

– Talvez ela não tenha superado. – Kero se referia ao Nevra.

– Isto é algo que me tortura. – Desabafou, sem enconder.

– Ela parecia ter ficado tão firme, mais segura, disposta... Mas no fundo do fundo, não se passava de aparências. Por mais que queira disfarçar, o seu físico denunciava. – Ele analisava.

– Cadê a Taiga? – Valkyon chegava, procurando ela ao redor.

– Foi com Saphyre. Ela estava chorando, e então ela foi lá. – Disse Kero, explicando a mesma coisa que havia explicado para Leiftan.

– Como assim, Saphyre chorando? O que deu nela? E o que a Taiga tem que ir até ela? – Perguntou Valkyon, sentindo ciúmes.

– Taiga e Saphyre se aproximaram muito nesses últimos tempos. É a pessoa que mais se preocupou e fez questão dela levantar a cabeça dela. – Kero explicou. – Talvez o motivo do choro seja o Nevra. Agora se me der licença, eu preciso ir até a biblioteca. – Continuou, saindo do Hall do Cristal. Leiftan e Valkyon se olham. O guerreiro parecia entender o que se passava na cabeça de seu amigo.

– Você tanto se incomodou nesse tempo todo... E não aguenta mais isso, né? – Disse Valkyon, se aproximando de Leiftan.

– É... Um ano parecia uma década pra mim. Valkyon, eu não aguento mais. Eu tentei me aproximar da Saphyre, mas ela me bloqueia, ela andou bloqueando todo mundo. Todos se aproximaram dela, mas ela que se recuava cada vez mais. Ela não deve se sentir culpada por uma escolha equivocada. Eu não aguento ver ela se ferindo ainda mais, ela se condena por algo que não tem culpa dela. Ela precisa entender que Nevra não há nenhum jeito. – Ele disse com ar de cansado, exausto de esperar.

– Confesso que me parece que ela ainda persiste na ideia que Nevra foi envenenado, usado por Darkmond. Ela mesma sabe também que não tem como provar isto, apesar de que ela tenha um bom argumento que reconhecemos. O Nevra mudou de água para o vinho, num estalar de dedos. Apenas eu e ela pensamos assim também. E isto é um desafio pra ela, pois ela pensa totalmente diferente dos demais. – Disse analisando o comportamento de sua amiga.

– Ela precisa parar de pensar assim. Este pensamento se prendendo ao passado vai fazer com que ela não viva mais. Ela precisa encarar a realidade. Não adianta ela dizer que está tudo bem se ela esconde o quê pensa, o que sente. Eu estou de saco cheio. Pois a cada dia eu tento não amá-la mais e o amor que sinto por ela se empurra ainda mais dentro de mim. – Disse, fazendo Valkyon surpreso.

– Eu não sabia que você ainda continuava sofrendo calado assim. Você estava também frio com ela, pensei que a paixão havia acabado. – Disse, incrédulo.

– Tudo mentira. Não superei coisa alguma. – Murmurou.

– Então se fez de frio e calculista nesse tempo todo? Uau, você me surpreendeu. Aliás, não. Você é calmo, mas nunca poderia imaginar que fosse tanto. – Disse enquanto balançava a cabeça negativamente. – Acho que... Você deveria... Revelar este amor de uma vez. Antes que você se exploda pelos cantos. Ezarel disse que havia feito perícia com alguns pertences de Nevra antes dele ter partido. Me pergunto como ele conseguiu tirar algum vestígio. Aí saberemos se ele foi envenenado ou não. – Explicou.

– Mas como? E logo agora virá o resultado? – Leiftan estava interessado. Seria a solução para quebrar os pensamentos que Saphyre nutria por tempos.

– Ezarel não deu muita importância, ele ainda tá averiguando a peça do Grande Diamante, mas ele está para concluir os estudos sobre Nevra. – Disse. Leiftan ficava pensativo. Ele então decide largar seu amigo.

– Então eu vou lá falar com ele. – Disse Leiftan. Enquanto isso, Valkyon decide ver Saphyre e Taiga.

[...]

– Ezarel! – Disse Leiftan, sem bater na porta.

– Que susto. – Respondeu Ezarel, que estava totalmente concentrado.

– Eu preciso ter uma palavrinha com você. Posso? Desculpe eu entrar desse jeito, mas... – Disse ele, um pouco sem jeito.

– Pode. Senta aí. O que quer? Poção pra não engravidar a mulherada? – Ezarel cruzou os braços e sorriu.

– Claro que não. O assunto é outro. É sobre o Nevra. – Leiftan disse enquanto se sentava.

– Ah... Ele pegou uma poção comigo uma vez, antes dele pirar. Creio que ele usou com a Saphyre, não é? – Ezarel provocava-o. Leiftan encarou-o inexpressivamente.

– Você não tem jeito mesmo, né? É sobre a tal perícia que você fez, se ele pirou mesmo ou tomou alguma poção pra ficar daquele jeito. – Leiftan se estressava um pouco.

– Ah, sim... É uma pesquisa que eu fiquei com ela por esses meses que passaram. Fiquei analisando e analisando... E... – Ezarel começava a contar sua história

– Como você conseguiu algum vestígio dele? – Leiftan interrompeu-o, pegando ele pelos braços.

– Simples: Ele foi pegar água quando eu estava junto, e já que ele tava meio piradinho, peguei o copo e me mandei. Eu fiquei pensativo com o que a Saphyre disse, e quis logo tentar averiguar o que aconteceu de errado. Mas, ele partiu, e antes disso a Saphyre conseguiu o diamante e fiquei ocupado estudando mais coisas sobre esta pedra. Por isso que andei quase morando aqui nessa sala... – Ezarel contava a história, enrolando um pouco com o que Leiftan queria.

– Tá. Tá... Agora me diz: o quê conseguiu provar? – Leiftan interrompeu. Ezarel respirou fundo.

– Pode ser que eu esteja errado, equivocado, ou ter deixado algo escapar. DNA de alguém ou vestígio não some assim por segundos... E não vi nenhuma anormalidade. Vi nada de especial. Por isso que até desisti do estudo. Ainda tenho o copo que ele usou... Se eu verificar terá nada, absolutamente nada. – Ezarel disse, deixando Leiftan feliz e triste ao mesmo tempo.

– Caraca... Mas por que você não falou isso pra gente? – Leiftan ficava surpreso

– É em vão. Todos já sabem que ele pirou por que ele pirou. – Ezarel não via sentido algum no que Leiftan perguntou.

– Mas a Saphyre não! Você não sabe que ela está confusa, cheios de sentimentos. Ela tenta resistir, mas não consegue digerir o que aconteceu. – Leiftan começava a discutir.

– Eu pensei que ela tivesse superado. Ela aparentava estar fria e calma... E até... Rebelde. – Ezarel respondeu alheio e pensativo.

– Mas se queimando e se destruindo por dentro! – Leiftan exclamou impaciente. Ezarel ficava calado e cabisbaixo... Muito pensativo. – Ela precisa saber disso. – Completou decidido no que ia fazer.

[...]

Valkyon ficava enciumado ao ver Saphyre deitado nas pernas de Taiga, que a acariciava. Não se conforma que a sua amiga conseguiu uma amizade tão carinhosa com a sua amada. Taiga se surpreende com a presença dele.

– O que foi? Quer também dar conselho pra ela? – Taiga ironizava.

– Vim saber o que aconteceu. – Valkyon entrou e se ajoelhou em frente a cama.

– Eu estou bem, só tive uma crise idiota. Preciso parar com isso. A vida tá lá fora, o tempo tá correndo e estou aqui chorando por um sofrimento que venho guardado por meses. – Disse Saphyre, levantando-se para sentar na cama, apoiando suas mãos na coxa de Taiga.

– Isso! Tem que erguer a cabeça! Você enfrentou muita coisa, loura. No fundo dessa magreza há uma giganta! – Disse Valkyon encorajando-a, mas ficava enciumado com a aproximação tão grande entre as duas.

– Ela é sim. Vem cá, Saphyre. Fica mais um pouquinho. – Taiga deitava a Saphyre de volta, para fazer mais intriga pra ele.

– Pior que eu tenho que... Bem, iniciar meu trabalho. – Saphyre retomava a rotina de seu dia.

– É. Fiquei sabendo. Parabéns, você foi muito competente com seu trabalho. Difícil foi acreditar que alguém como você fosse ir tão longe. Por isto, Sah, Você não deve abaixar a cabeça pra ninguém. Se ele não for o homem da sua vida, o Leiftan vai ser... Ops. – Valkyon deixou escapar.

– O quê? – Saphyre não entendeu. Taiga ficou boquiaberta.

– Entregou o ouro, cachorro! – Pensou ela consigo mesma.

– Saphyre. – Leiftan chamou-a. Ela levantou-se, surpresa.

– Leiftan. Eu já ia procurar por vo... – Foi interrompida.

– Preciso falar com você. – Respondeu, se sentindo muito ansioso.

– Vamos dar um pé daqui, vem. – Taiga se levantou e levou Valkyon consigo. O moreno sorriu feliz para seu amigo, que retribuía. A Taiga fechou a porta e deixou os dois sozinhos. Saphyre e Leiftan se silenciavam.

– O que quer falar comigo? – Saphyre ficava ansiosa. Ele olhava para os olhos dela, profundamente. Depois mirou para seus lábios... A sua vontade compulsiva de beijá-la era controlado.

– É sobre o Nevra. – Ele disse calmo. Saphyre se surpreendeu.

– O que tem ele? – Se sentou na cama, tentando ser indiferente.

– Bem, é que o Ezarel tinha feito um teste com um material coletado, de uso intimo dele... Então ele comprovou que o Nevra não havia tomado substancia alguma, não há indícios que ele tinha alguma substância a mais que alterava o humor dele. – Explicou, enquanto se sentava ao lado dela. Saphyre levantou-se, aflita.

– Então quer dizer que ele... Não pode ser. Deve ter sido algum engano...É muito confuso pra mim, eu tento de alguma maneira de esquecê-lo, mas em outro momento eu quero defender. É uma guerra dentro de mim. Eu não aceito o que ele fez comigo, como eu não aceito que ele seja daquele jeito. Agora vem uma dessas... – Saphyre foi até a sua cômoda, se olhando no espelho. Ele via Leiftan se levantar e ir atrás dela.

– É difícil, eu sei, eu entendo. Mas acho que você não deve se crucificar. Você apenas fez uma má escolha. – Leiftan colocou sua mão no ombro dela.

– Agora todos falam isso praticamente, como se vocês não dissessem pra mim que eu fiz uma boa escolha. Todo mundo deu força! Todo mundo dizia que o Nevra era santo, um amor de homem, por que agora vocês metem o dedo na minha cara e fala que eu fiz uma péssima escolha? – Saphyre virou-se para ele, muito nervosa.

– De fato não falamos tudo sobre ele, antes ele era uma pessoa ruim, isso há uns.. 3 anos atrás. Todos nós confiamos na mudança dele, e virou líder da Guarda Sombra. Mas tem uma coisa que você diz que não é verdade. – Leiftan aproximava mais dela.

– No quê? – Saphyre estava um pouco agressiva.

– Nem todos apoiaram isso. Eu digo isso por que eu não apoiei em algum momento. – Leiftan encarava o olhar confuso de Saphyre.

– Por que não? – Saphyre questionava encarando-o, mas no fundo sabia o que ele queria dizer.

“This time, This place
Misused, Mistakes
Too long, Too late
Who was I to make you wait?
Just one chance
Just one breath
Just in case there's just one left
'Cause you know,
you know, you know

That I love you
I have loved you all along
And I miss you
Been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if
I don't see you anymore
“– Nickelback – Far Away