O Cristal e o Diamante
28 A praia deserta
Notas iniciais
“I know it's not a game to play
Your eyes they show no fear
I burn inside and cannot wait to be
The man that feels your body close
is here to set you free
To hold you near and satisfy your needs”
Saphyre se sentia insegura por estar em um lugar nada privado. Porém havia mais ninguém a não serem eles dois. Leiftan estava disposto a tudo. Ele puxou a Saphyre consigo, deixando-a por cima de seu corpo quente. Ambos se beijavam como nunca havia feito antes. Era um beijo que libertava as almas, que abria caminhos. Saphyre pode sentir o tesão que ele tinha por aquele momento.A energia de Leiftan a contagiava. Ela ainda sentia supresa, como um homem tão discreto e calmo daquele tinha desejos tão estranhos, que é totalmente diferente de Nevra que era um homem cheio de cerimônias para chegar ao ato final além de ser reservado para isto.
Leiftan fazia questão de fomentar o seu órgão sexual com a de Saphyre, que gemia. As suas mãos deslizavam pelas coxas e glúteos dela, que era fácil acessar por estar usando um vestido branco rodado. O seu toque era totalmente diferente do romântico de seu ex, sendo o Leiftan mais intenso e direto no que quer, não importando em qual lugar esteja. Saphyre desabotoava a camisa verde que Leiftan vestia, diferente do seu uniforme usual, enquanto ele, deitado, mexia no zíper de sua calça preta.
You shiver as I touch your neck
And slowly close your eyes
I can't resist you even if I try
We both surrender to the touch
As we lay there side by side
And everything around us disappears
Após isso, Saphyre beijava-o com as suas duas mãos envolvidas no rosto dele. Leiftan pegava nas duas mãos dela com as suas, e guiou uma delas para entre as pernas dele, deixando-a surpresa. Ela acabava gostando da ousadia de seu novo amor, esquecendo de vez de onde estavam. Ele largava a mão dela enquanto ele mexia na calcinha da loura, a fim de penetrá-la. E assim ele fez, provocando um leve gemido de dor por parte dela. Ele não se preocupava com a dor que ela sentia, pois ele tinha certeza de que aquilo seria eliminado pelo tamanho prazer que proporcionaria. Enquanto Saphyre encostava ainda mais seu tronco ao dele e deixava suas mãos e cotovelos no chão da praia, Leiftan aproveitava que seu rosto estava a altura dos seios de Saphyre, abaixando a blusa do vestido da loura a fim de vê-los desnudos. A luz azulada daquela noite não deixava muito nítida a sua pele, mas via o quanto eram lindos, ele ergueu-se com a ajuda de um de seus braços dando o suporte, beijando entre eles e com a outra mão ele abaixava ainda mais a sua calça e cueca, até seu tornozelo. Aos poucos ele se erguia, porém se inclinava com o apoio de suas duas mãos enquanto Saphyre fazia o mesmo, mas seus quadris ainda se chocavam com o púbis dele. Ela abria mais suas pernas e dava seus movimentos enquanto com uma das mãos, Leiftan levantava o vestido de Saphyre a fim de visualizar aquele ato que faziam.
“If you believe in love tonight
I'm gonna show you one more time
If you believe and let it out
No need to worry there's no doubt
If you believe, if you believe,
if you believe, then let it out”
Leiftan matava a sua vontade de muito tempo, quando ele nutria em seus sonhos noturnos um momento como aquele. Não esperava que Saphyre se soltasse ao ponto de dominar os movimentos. A sua profecia estava certa, ela não se sentia incomoda. Ele se sentia nas nuvens e ainda mais amado ao ser correspondido naquela noite enluarada.
[...]
Enquanto isso, Darkmond estava paciente jogando xadrez com Nevra, enquanto Reyd olhava irônico para ambos.
– Como vocês são caretas. – Disse Reyd, rindo de leve com resquícios de sarcasmo. – Vão ficar a vida inteira jogando esta porcaria. – Continuou.
– Xadrez estimula o raciocínio, Reyd. Deveria jogar mais. Você é muito bom quando jogava comigo. – Disse Darkmond, sereno e pensativo, após a jogada de Nevra.
– Eu prefiro ir atrás das garotas. – Reyd se levantou da cadeira.
– Idiota mesmo. Ele terá quantas ele quiser depois de dominarmos Eldarya. – Darkmond deu uma leve risada.
– Teremos a Saphyre e Taiga ao menos? – Reyd virou para seu chefe.
– Se você quiser as duas... – Nevra disse ainda concentrado.
– Nossa, chefinho... É isso que eu estou ouvindo? – Surpreso ao ouvir de Nevra que não faz questão de ter Saphyre de volta. Darkmond franziu o cenho, pedindo pra não dizer livremente o golpe que fez nele.
– Você realmente quer saber o que faremos? – Darkmond mexia com mais uma peça no tabuleiro.
– Eu quero saber, desde que tenha muitas explosões. – Reyd voltou até a cadeira e sentou-se.
– Lembra-se dos Tríades, Iluminatis... ? – Darkmond disse sereno, despertando um sorriso sarcástico de Reyd.
– Sim. Tríades e Iluminatis foram os primeiros grupos que guerreou com os Eldaryanos, feriu-os, mas acabou perdendo a batalha. – Reyd disse, achando uma besteira eles terem perdido a batalha.
– E se eu disser que... Estou fazendo de tudo para reviver-os? – Darkmond esperava por uma jogada de Nevra, que estava totalmente calado e alheio.
– Interessante este papo, chefe. – Reyd se inclinava.
– Queria poder voltar ao tempo para poder tirar-os de lá e travar uma revanche. Mas não preciso disso, felizmente até... E quando reativarmos o Grande Diamante, Reyd... O mundo estará aos nossos pés. – Darkmond mantia-se sereno, com os cotovelos na mesa e seu queixo apoiada em uma de suas mãos.
– Você é bem lerdinho de causar. Se eu fosse você, Eldarya já estaria dominada. –
– Tudo requer tempo. Eu tenho todo o tempo do mundo. Sou imortal. Pra quê tempo? Tempo não é meu inimigo, o tempo sempre esteve ao meu favor. O tempo para os Eldaryanos é tudo, para mim é nada. É por isto justamente que na batalha eu tenho um atalho a favor: o tempo. – Filosofou. – Com o Grande Diamante montado, não haverá nada, nenhum Eldaryano pra contar a história. – completou, parecendo muito seguro.
– Eu quero a sua imortalidade. – Disse Reyd, levantando-se, mas aproximando mais de seu chefe.
– Terá... Se o seu trabalho for muito bom. – Darkmond disse sem olhar para seu súdito.
– Eu farei o melhor trabalho, tudo o que for me mandar... Eu quero viver pra sempre. – Reyd disse determinado.
[...]
– Você não tem jeito mesmo! – Disse Taiga, discutindo com Valkyon que havia invadido seu quarto.
– Qual é. Eu só estava ajudando você a treinar as garotas. – Respondeu de braços cruzados.
– Ajudar, é? Você é um estúpido! Não consegue ensinar ninguém! – Exclamou muito brava com o moreno.
– Eu só acho que você tem uma... Implicanciazinha comigo, só pelo fato de eu ser chef mor, e você apenas minha suplente. – Valkyon dava a entender que ele sempre estaria no topo e ela nas sobras.
– Você é um babaca! Precisou da minha mãozinha pra ver a nossa equipe estar onde está agora. – Taiga dizia com muita arrogância, mas com muita razão.
– Chega! Eu não entendo esta briga boba por causa de cargo, ou quem manda mais ou quem manda menos. Você tem que parar de ser infantil. – Valkyon disse mais firme, aproximando mais dela.
– Como? Me chamou do quê? – Taiga estava possessa com a agressividade e estupidez de Valkyon.
– Isso mesmo! – Disse ele, mais firme ainda.
– Seu... Seu... Sai daqui agora! – Taiga expulsava-o a força.
– Só por eu estar muito... Empolgado com esta briga? – Valkyon disse com um olhar mais sedutor, agarrando a Taiga após ter trancado a porta do quarto dela.
– Ei! – Taiga ficava surpresa.
– Uma vez foi no meu quarto. Quero agora no seu. – Disse ao jogá-la na cama.
– Eu não sou seu brinquedo! – Taiga esperneava.
– Você gosta de fazer de mim um fantoche. Não há nada demais nisso. – Valkyon procurava uma maneira de beijá-la.
– Se toca! – Disse, mas ela pode parar para olhar nos olhos dele, o olhar que ela tanto gosta, pois ela sentia que no fundo ele a amava.
– Cala a boca e me beija. — Disse ele, beijando-a. Pela primeira vez aquele beijo transmitia delicadeza, pois ele não gostava muito daquelas brigas sem motivo algum, mas ao mesmo tempo ele fazia daquele ódio transformar em amor. Taiga podia sentir, mas não era o que ela queria. Como se a trégua que eles estavam tendo das carícias fosse a despedida. Ela necessitava de gritar, morder, bater, arranhar... Tudo que demonstrasse ao contrário.
O amor inverso só fazia se divertir. Era a graça, o motivo de viver. E aquela essência não deveria ser perdida.
[...]
Saphyre e Leiftan respiram ofegantes com seus rostos próximos, aproximando seus lábios para leves beijos. Ele vestia a parte de baixo de seu traje, ainda deitado, enquanto ela deitava ao seu lado, suada como ele, por ter tido um ato tão intenso.
– Uau, eu não esperava que fariamos isso que fizemos ao ar livre. – Disse sorrindo. Sentia-se muito bem depois daquelas carícias intensas.
– Acha que eu iria resistir? Nós dois sozinhos em uma praia tão linda como esta, uma noite tão agradável... – Leiftan dava um rápido beijo profundo em Saphyre. – Você me fez ser um homem incrível nesta noite. – Sussurrava, roçando seus lábios no pescoço dela.
– Eu que te amo demais. – Ela disse com o seu olhar totalmente vivo, deixando Leiftan mais acalorado. Ele sorria bobo.
– Eu pude perceber. Você assim me amando eu preciso de mais nada pra ser feliz. – Se sentia ainda extasiado pela entrega daquela mulher. Estava entorpecido, fora de sua realidade. Ou aquela era a sua nova realidade? Leiftan estava cada vez mais vivo, aberto, entregue a natureza, ao destino... Ao amor.
"As you run your fingers through my hair
Your lips come close to mine
The tension becomes more than I can bear
Then you wrap your arms around me
And I feel your every move
This feeling could now lead us anywhere
Now we leave the world behind us
This moment we both share,
just you and me, that's how it's meant to be
I never wanted you so much
I feel your every breath
as you gently whisper in my ear"
O amor para ele era a descoberta, a construção perfeita que requer muito cuidado para ser construída, estruturada para que nunca desabe. Para se estruturar é necessário ter repertório, autoconhecimento, a confiança sem limites. O amor é um caminho curioso sem fim, que a cada dia te acrescenta, te alimenta, e também te consome. O amor com a Saphyre presente e sendo o pivô, a musa inspiradora daquela palavra tão simples, era um livro sem ter nada escrito, mas pra ser escrito.
– Quando eu vejo teus olhos verdes, penso em tantas coisas boas... Cada vez mais que olho pra eles, mais eu te conheço. – Saphyre acariciava com suas duas mãos o rosto dele, que olhava intensamente para os olhos azuis dela, que cada vez clareavam.
– E eu quando vejo teus olhos... Parece que tudo isto aqui é um paraíso. E é um paraíso. – Disse lentamente, totalmente apaixonado, entregue. Saphyre se lembrava que após uma noite romântica e íntima com Nevra, o dia seguinte se tornou um pesadelo. Aos poucos ela caía em depressão, um pouco insegura do que aconteceria. – O que foi? – Leiftan perguntava preocupado, levantando o rosto de Saphyre que cada vez mais ficava cabisbaixo. Ela engolia seco.
– Eu me sinto tão feliz agora... Tenho medo que amanhã você faça a mesma coisa que Nevra fez comigo. Eu sei que é besteira minha, é que eu fico... – Saphyre foi interrompida pelo dedo de Leiftan tocando seus lábios.
– Eu entendo que você tenha medo. Eu também tenho medo de perder você. De um dia você... Sei lá. Mas dependendo de mim, isto não vai acontecer. Só a morte que pode nos separar, ou talvez nem isto. Eu te amo, eu faria de tudo pra não te perder, Saphyre. A não ser que você queira partir. – Ele sorria, enchendo-a de beijos.
– Eu te amo, te amo muito. Eu... – Dizia enquanto era beijada várias vezes.
– Você... – Leiftan parava para olhar sério para sua amada.
– Eu estou entregando minha vida, meu coração... Estou me entregando de corpo inteiro a você, como prova do meu imenso amor que eu sinto. – Dizia enquanto balançava a sua cabeça levemente para um lado e para o outro, segurando o rosto de Leiftan que estava radiante com a declaração dela, antes de depositar um beijo apaixonado que selaria aquela noite mágica que eles passaram juntos.
[...]
O raio de sol da manhã iluminava o quarto de Leiftan. Ele havia levado Saphyre para que dormisse com ele, abraçados. Ele havia acordado primeiro, e observava o sono leve da loura, que abria os olhos aos poucos, e voltava aos seus sentidos. Sentia o calor daquele homem, e o aconchego do encaixe de seus corpos, ele abraçando-a por trás demonstrando proteção. Ela vira para ele, com a sua cara ainda de sono, mas pra ele era a melhor coisa daquele momento.
– Acordado faz tempo? – Saphyre acariciava o rosto dele e deu um beijo rápido em seus lábios.
– Faz pouco tempo só. – Respondeu, olhando nos olhos dela, sorrindo.
– Que horas são? – Levantou-se apenas inclinando seu corpo, olhando para a janela, que permitia entrar alguns feixes de luz.
– Muito cedo. Deve ser umas 6 horas. Mas fique, deve estar ainda muito cansada. Dormimos bem pouco. – Leiftan a puxava de leve para si, acomodando o corpo dela ao seu.
– Isso que dá eu ser impedida de dormir no meu quarto! – Saphyre passou o dedo indicador na ponta do nariz do louro.
– Acha mesmo que eu dormiria tranquilamente depois do que fizemos na praia? E também saber que você vai estar no seu quarto dormindo sozinha? A minha cama é grande e você é sempre bem vinda a dormir ao meu lado. É muito bom, muito bom. – Ele beijava o ombro dela e o pescoço diversas vezes enquanto dizia. Saphyre se sentia completa e muito feliz ao estar com alguém que dava amor, carinho, atenção... Eram sentimentos de amor que se doavam um ao outro.
– Confesso que eu não resistiria não. Dormir assim com você é a melhor sensação que existe. – Sorriu, acariciando o braço dele que lhe envolvia pela cintura ao corpo forte daquele rapaz.
[...]
– A minha dona precisa saber! Ela tem que saber que aquela garota é uma traíra! – A sabali Taiga estava furiosa.
– Você está muito obsessiva por esta garota. – A dalafa Saphyre ficava preocupada com a sua amiga, enquanto comia frutos de mel.
– Eu quando teimo com alguém, é por que este alguém não presta! Eu estou te falando, ela precisa saber, que a Mariana é traíra! – Taiga dizia enfática, irritada.
– Mas calminha, muita calminha. Coma frutos de mel, vai te ajudar. – Disse Saphyre, que estava com sua fuça lambuzada, por conta dos frutos que comia constantemente.
– Eu só quero avisar a minha dona. Me pergunto como que eu vou avisá-la, por que ela não me entende muito. – Taiga ficava pensativa, enquanto Saphyre engolia seco.
– Calma, ainda é cedo. Ela deve estar dormindo ainda. – Saphyre pegou mais frutos de Mel e colocou-os em sua boca de uma vez só, lambuzando-se mais ainda.
– É... Vou esperar mais um pouco, era pra eu estar feliz agora por que a minha dona está com o Leiftan, mas eu tenho que quebrar a minha cuca com aquela loura cabelo de palha! – Dizia de mal humor, deitando-se ao lado de Saphyre.
– Eu acho que aquele ninho de amor está esquentando. – a pequena dalafa Saphyre olhava pra cima, assanhada.
– Tomara que Leiftan faça muitos filhos nela, e que o Nevra veja a linda família se formando! – Exclamou a Taiga.
– Pena que a minha dona não quer ter filhos. – Disse Saphyre, lamentando.
[...]
– Hm... – Gemia Saphyre, agarrada ao Leiftan que estava por baixo. Ambos faziam movimentos com seus quadris, se entregando a mais um momento intimo. Saphyre balança sua cabeça, virando todo seu cabelo para um lado, enquanto sorria para Leiftan que adorava aquele momento. Ele se erguia, ainda com seu membro dentro dela, invertendo a posição. Ele coloca seus cotovelos sobre a cama e as mãos agarrando as de Saphyre que estava a altura dos cabelos louros dela. Ele fazia movimentos mais rápidos, perto do seu ápice matinal. Por fim eles trocam um longo beijo aprofundado.
– Eu te amo. – Disse Saphyre, sorrindo para Leiftan que estava ofegante.
– Eu também te amo. Amo mais e mais. – Declarou ainda um pouco ofegante.
– Mas infelizmente temos que nos levantar, tomar um bom banho e encarar o trabalho. Apesar de Eldarya ter melhorado um pouco, parecemos ter tantos problemas ainda, sobretudo com Darkmond que está desaparecido. – Disse ela.
– Ah, a Miko contou durante a noite, antes de nós sairmos. Só agora que eu estou processando tudo, acredita? Depois que ficamos juntos adeus todos os problemas e notícias de Eldarya. – Levantou-se da cama, nu. Saphyre fazia o mesmo.
– Complicado. Aqui neste quarto esquecemos tudo, mas só de abrir a porta e sair eu já me conecto com o que está acontecendo. – Ela riu, Leiftan parava para admirar o corpo da loura, que procurava por suas roupas.
– Ei. Aqui tem uma boa banheira. Tome banho aqui. – Disse parado e sério, com a mão na cintura. Saphyre voltava a fitá-lo, e entendia o intuito daquele convite.
– Assim vamos demorar. – Se fazia de inocente.
– Enquanto você estiver tomando banho eu pego a sua roupa. – Preparava a banheira.
– E eu sei o que isso vai dar... E eu não consigo negar mais nada olhando pra sua cara. – Disse, muito feliz.
– Então fique... Está cedo ainda, quero curtir ainda mais você, aí eu terei um bom empenho hoje. Não pensa nisso? – Disse, enquanto Saphyre se aproximava. Ela assentia com a cabeça, enquanto ele agarrava-a para mais um beijo.
[...]
– A minha dona precisa saber, precisa saber e precisa saber!!! – Disse Taiga, muito estressada. Ela abanava o rabo de tanta agitação.
– Calma, mas temos que ver como vamos poder comunicar com ela. – Disse Saphyre, pensativa enquanto comia frutos de Mel.
– Eu não sei como fazer. Ela não vai entender. – Respondeu, desapontada.
– Claro que vai entender! Ela vai entender, vamos tentar pelo menos. – A dalafa Saphyre fazia com que Taiga não perdesse a fé.
– Assim que a minha dona sair do quarto do Leiftan, eu tento falar com ela. – Disse Taiga, decidida.
– Eu vou com você! – Exclamou.
– Mas enquanto isso, vou ficar vigiando aquela megera. – Taiga farejava pela Mariana.
– Eu vou com você! – Exclamou mais uma vez.
– Vontade de dar um empurrão nela com meu chifre. – Ela grunhia.
– Vai lá. Fura ela todinha, Taiga. Mostre que seus chifres são eficientes! – Saphyre queria participar da confusão.
– Você segura e eu empurro! É! Assim que se faz! – Taiga bateu a sua patinha no chão, ainda furiosa.
– Agora eu me pergunto o que a minha xarazinha anda tanto fazendo lá no quarto do Leiftan. – Disse de um jeito malicioso.
– Será que eles estão fazendo bebês? – Perguntou, enquanto olhava para o teto.
– Vai saber. Se fizer é ótimo, assim eles não se separam. Dizem que os filhotinhos unem relacionamentos para toda a vida. – Disse Taiga, pensativa.
– Que façam muitos! Quero muitos bebês dos dois! – Exclamou.
– Eu também quero! Deve ser fofo. Mas eu acho que... – Taiga foi interrompida por Leiftan que passava de roupão até o quarto de Saphyre.
– Meu deus... Que homem lindo... – A dalafa olhava sem piscar para Leiftan.
– Ai se eu fosse como a minha dona. Eu brigaria com ela por causa dele, isso sim... Que homem maravilhoso, que homem bem feito... – Taiga chegava a babar.
– Minha xará é sortuda... Olha, o que ele está fazendo com as roupas da Saphyre na mão? Ela tava sem? – Arregalou os olhos.
– Meu deus... Ela vai ter bebês! – Taiga ia longe com a sua imaginação.
...
– Eu peguei a sua roupa. – Disse Leiftan ao chegar ao seu quarto.
– Obrigada. – Sorriu, enquanto secava o cabelo em frente ao espelho. Leiftan colocava a roupa de Saphyre sobre a cômoda. Ele parava para admirá-la e agarrava-a por trás enquanto ela via o reflexo dele no espelho. O silêncio tomava conta do ambiente. De repente o semblante de preocupado deixava Saphyre apreensiva.
– Aconteceu alguma coisa? – Ela virou para ele, preocupada.
– Eu... Estou bem. – Respondeu, mas com uma voz que anunciava que era ao contrário do que dizia.
– Eu acho que não. O que houve? – Saphyre pressionava-o.
–Eu estou preocupado. Estas três relações que tivemos agora... Eu não confio na poção, ela é falha muitas vezes... – Não conseguia dizer o resto.
– Acha que corro risco de ficar grávida? Eu não me preocupo com isso. – Surpreendeu o Leiftan com a resposta... Saphyre realmente não se importava, pois acreditava que o amor que ambos sentiam era verdadeiro, e que teriam todas as condições possíveis para criar uma família.
– Mas você não tem medo? Eu não digo das responsabilidades, mas eu tenho medo. Eu não me sinto seguro, você correria risco com o Darkmond e companhia. Esta criança... – Disse ainda preocupado.
– Eu daria a minha vida pra esta criança sobreviver, e isto se eu estiver grávida. Calma, estamos alimentando algo que não é provável. Se quiser eu arrumo algum teste com Ezarel, ele deve ter estas coisas. Agora deixa eu colocar a roupa e temos que ir agora. – Saphyre deu um beijo em Leiftan, que se despreocupava. Afinal, Saphyre tinha razão. Não havia como comprovar a possível gestação. Era paranoia.
[...]
Mariana estava se preparando para se encontrar com Darkmond ou seus discípulos. Estava disposta a fazer tudo que a mandassem, a sua recompensa era tudo que ela mais queria. Taiga e Saphyre a vigiavam discretamente.
– Eu sei pra onde ela vai. – Taiga disse para Saphyre.
– Eu também sei. – Disse a dalafa, totalmente atenta.
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