O Criminoso Perfeito

3 Capítulo 3 - O cativeiro


Notas iniciais
AE POARR )o) Enfim, o capítulo não saiu como eu imaginava, porque precisei modificar tudo para encaixar o que vai acontecer com o Eren, mas espero que gostem. Também saiu maior do que eu esperava :O

Eren finalmente acordou, horas depois de ter sido capturado.

A primeira coisa que notou foi que seus pés estavam acorrentados. Mesmo que estivesse em um local um pouco escuro e abafado, sem nenhuma janela ou algo do tipo para entrar alguma ventilação, o lugar onde ele estava era bem mobiliado e confortável. Uma cama, uma mesa pequena com uma cadeira, até mesmo um ventilador, que ele teve que se esticar para ligar. Ao olhar ao redor em busca de algo que o ajudasse a sair dali, ou mandar algum sinal para os outros, não encontrou nada. Tudo que ele estava usando foi tirado: relógio, celular, uma corrente com um pingente em formato de chave, até mesmo suas roupas. Sim, Eren agora só estava de cueca, acorrentado em uma parede, podendo andar apenas alguns metros ao redor dele, nem mesmo na porta conseguia chegar. Não havia como fugir dali. Na melhor das hipóteses, Levi o esperava lá fora para matá-lo. Na pior, ele seria mantido ali e torturado.

Foi quando ele começou a ouvir passos.

O garoto de olhos verdes sentiu um arrepio ao ver a porta abrir e uma sombra aparecer, mas logo se acalmou ao ver que quem entrava não era Levi.

– Que bom que acordou, meu mestre vai ficar contente em ver você – Começou o rapaz ruivo.

Eren o observou entrar na sala e ir em direção à mesa. Não sabia quem ele era, mas sentia que não era Levi. Ele não parecia ser um assassino profissional, e se vestia como um mordomo, ou um criado.

“Se ele realmente trabalhar para Levi, preciso arrancar dele alguma informação que possa ser importante.” Pensou.

– Você trabalha para o Levi? Cúmplice dele?

– Na verdade, ele não me leva quando sai para trabalhar, então não sou cúmplice, apenas ajudei a arrumar esse lugar para você, espero que se sinta confortável – Continuou o rapaz colocando uma bandeja com um prato de comida e alguns doces em cima da mesa.

– Trabalhar? É isso que você chama de “trabalhar”? Matar pessoas?

– Pessoas ruins, diga-se de passagem.

– Ruins? E os pais de família que ele matou, só porque deviam a Don Valentino?

– Se eles deviam a Don Valentino, tenha certeza que não eram boas pessoas – Respondeu uma voz vinda da porta.

Foi então que Eren sentiu todo seu corpo congelar. Toda a coragem e raiva que usou para perguntar e recolher o máximo de informação possível do garoto ruivo se foi. Quando se virou para ver quem estava na porta, viu uma silhueta pequena, mas forte, e mesmo nunca tendo visto, nem mesmo em um retrato-falado (já que ninguém o via nas cenas do crime), soube que era Levi.

– Não fique com pena deles, pirralho, se os matei é porque mereciam – Continuou Levi, enquanto se aproximava de Eren.

– Eu não sou “pirralho”, tenho um nome!

– Eu sei garoto. Sei tudo sobre você, Eren – Respondeu Levi, segurando o rosto do garoto com uma mão — Acha que o traria aqui se não soubesse nada sobre você? Transferido faz pouco tempo para a força-tarefa do Erwin. Tirou notas boas o suficiente para sair da Academia de Polícia já com um emprego garantido. Mora com o irmão que o deseja, mas você é tão desatento que nunca percebeu.

– Como você...

– Como sei de tudo isso? – Levi se afastou ficando na frente de Eren, e cruzou os braços – Depois de saber tudo que eu fiz, ainda acha que sou um amador? Sei tudo sobre meus alvos, observei vocês por um bom tempo, desde quando entraram na força-tarefa. Eu precisava de uma brecha para atingir o Erwin, e finalmente consegui. Os mais antigos já estão acostumados com esse mundo, andam bem atentos e não vacilariam em uma rua escura como você fez. Nem mesmo seu irmão seria tão estúpido. Pegar você foi mais fácil do que eu esperava.

– Mas e sobre Mikael... Como você...

– Como sei que ele quer comer você? – O moreno começou a rir – Qualquer idiota perceberia como ele olha para você. Eu me perguntava se você fingia que não percebia, ou era inocente mesmo. Acabei confirmando que você é cego mesmo.

– O que pretende fazer comigo? Como você quer atingir o detetive Erwin? Por que quer fazer isso?

– Opa, opa. Quantas perguntas! Primeiro você até que não é de se jogar fora, talvez eu possa me divertir com você enquanto esperamos seu resgate aparecer – Levi olhou para Eren como se o avaliasse — Tenho certo interesse no seu amado comandante, sei que ele virá te buscar. E o motivo de tudo isso? Simples, estou fazendo isso porque eu quero.

Levi tirou um celular do bolso e mostrou para Eren. O garoto de olhos verdes achou que ele já tinha se livrado do celular, já que poderiam rastreá-lo, então se surpreendeu ao vê-lo.

– Parece que você não esperava que eu ainda estivesse com isso, não é? O que você acha que estou fazendo? Qual meu objetivo? – Levi sorriu e entregou o celular ao rapaz ruivo que estava encostado na parede, apenas observando a conversa – Tome Patrick, leve para algum lugar distante e jogue em qualquer lugar, vamos deixá-los confusos.

Patrick pegou o celular e saiu da sala, enquanto Eren observava a única esperança dele ser resgatado, ir por água abaixo.

– Não adianta! Eles vão me achar!

Levi se aproximou de Eren e sussurrou no ouvido do garoto:

– O objetivo é esse – Ele se afastou e foi em direção à porta – Agora coma, isso irá atrasá-los, e teremos tempo de sobra para nos conhecermos.

E então a porta se fechou.

***

Mikael tremia enquanto segurava o bilhete deixado por Levi na porta do apartamento dele e de Eren. Depois de comprar tudo que precisava para o jantar, ele seguiu em direção ao apartamento, esperando encontrar a porta destrancada e Eren sentado no sofá da sala assistindo TV, ainda enrolado na toalha, mas o que encontrou foi a chave encaixada na porta e um bilhete:

Venha buscar seu precioso irmãozinho, Mikael Ackerman, mas não se esqueça de trazer seu amado comandante Erwin Smith.”

Levi

A vontade que ele tinha era de sair correndo atrás do Eren, mas sabia que não conseguiria encontrá-lo sozinho. Antes que pudesse se descontrolar e deixar sua raiva dominar, ele ligou para Erwin.

Agora estava ali, sentado, enquanto a delegacia ficava em polvorosa e Eren estava em algum lugar com o maldito que vinha matando várias pessoas pela cidade. O que ele pretendia com Eren? Por que pegá-lo? Ele não queria descobrir, a única coisa que importava era trazer o irmão de volta, e ele faria isso a qualquer custo.

***

Erwin nunca sentiu tanta raiva como agora.

Desde que pegou aquele bilhete das mãos de Mikael, ele percebeu que aquilo era obra de Levi. Como se não bastasse provocá-lo com ligações, nunca deixar pistas em seus crimes, sempre sendo impecável e fazendo a polícia dar voltar sem chegar a lugar algum, agora tinha seqüestrado um dos seus homens. Levi tinha ido longe demais, mas finalmente ele teria a chance de pegá-lo, e assim o faria.

– Já conseguiu alguma coisa, Hanji? – Perguntou ele pela milésima vez.

– Sim, consegui rastrear o celular do Eren, mas tem um problema.

– Diga logo.

– Mesmo tirando a bateria, dá pra rastreá-lo, mas ele está em movimento. Talvez estejam levando ele para outro lugar.

– Então temos que segui-lo – Erwin pegou as chaves da viatura e chamou o resto da sua equipe que tinha sido chama às pressas, e mesmo cansados de mais um dia de trabalho, fariam de tudo para encontrar seu mais novo companheiro – Hanji, Moblit, vocês ficam aqui rastreando o celular do Eren, e nos avise de qualquer movimentação. Mikael, você vem comigo. O resto de vocês, peguem as viaturas e me sigam. Sem sirenes.

O loiro se sentia mal por Mikael. Saber que seu irmão estava nas mãos de um assassino profissional não seria uma coisa boa, e era justamente por isso que ele evitava se envolver com qualquer pessoa, porque sabia que uma hora poderia colocá-la em perigo. Desejou dizer alguma coisa para animar o rapaz, mas sabia que apenas ter o irmão de volta o animaria. Decidiu então entrar no carro e continuar calado enquanto dirigia.

***

Eren não sabia quanto tempo tinha passado ali, mas podia ter certeza que não era muito. Depois de perceber que se Levi o quisesse morto, ele nem se daria ao trabalho de mandar servir o jantar, o garoto decidiu comer, e desde então estava pensando em como sairia dali. Mesmo sabendo que era praticamente impossível, ele pensou em diversas formas de fugir, a começar por aquela maldita corrente que o prendia a parede. Depois de bater, tentar entortar, e até improvisar uma chave com a ponta da colher, ele decidiu desistir e deitou-se na cama. Seja lá o que Levi estivesse planejando, queria sair logo dali.

Ele estava começando a se arrepender de não ter dado ouvidos a Mikael e a sua precaução excessiva, quando ouviu a porta abrir. Nem precisaria sentar e olhar para porta para ver que era Levi.

– Já está cansado? Decidiu desistir?

– Estou apenas de cueca, em um lugar abafado e fechado, com um assassino e seu mordomo à espreita, como posso pensar em fugir?

– Você pensou, aquela colher torta jogada no chão me diz isso.

– Seria mais fácil se fosse um garfo.

– Por que acha que mandei uma colher?

– Muito esperto da sua parte.

– Eu sei.

O garoto endireitou-se e percebeu que Levi tinha trazido algo nas mãos.

– O que é isso?

– Coisas pra você.

– Pra mim? Espero que sejam roupas.

– Ah não, gosto dessa visão. Eu pensei em deixá-lo apenas aqui embaixo, até nossos amiguinhos chegarem, mas estou entediado e o Patrick não está aqui, decidi testar algumas coisas em você.

– O que você pensa que vai fazer?

– Na verdade já pensei, agora vou fazer. Percebi como ficou tenso quando cheguei perto de você. Está com medo de mim? – perguntou Levi aproximando-se de Eren.

– Você é um assassino profissional da máfia, como posso não ter medo?

– Sincero. Gostei disso. Mas não é apenas medo, não é?

– Como assim?

Levi puxou a cadeira e a colocou no meio da sala.

– Sente aqui.

– Pra que? O que vai fazer?

– Não me faça ir aí buscar você.

– Não vou fazer nada até saber o que você está planejando.

– Então você vai resistir... Isso deixa tudo mais interessante...

Ele foi em direção a Eren e o puxou pelo cabelo, fazendo-o quase tropeçar nos lençóis.

– Quando eu disser pra fazer uma coisa, não pergunte, apenas faça – Continuou enquanto empurrava Eren pra a cadeira, fazendo-o sentar – Vejamos, o que farei agora? Hmn... Ah, sim, as algemas!

– Algemas? Pra que você vai me algemar? Já estou acorrentado aqui! Não tem como fugir!

– Não é por medo de que você fuja, é apenas para não resistir.

– Resistir a quê?

– Você vai ver...

Levi pegou as algemas e foi para trás da cadeira de Eren, onde pegou os braços do garoto e os prendeu.

– Pronto – sussurrou ele no ouvido de Eren – Melhor assim, não acha?

– N-Não...

– Por que se arrepiou? E está gaguejando?

– Impressão sua.

– Ah não, bem como eu pensei, você gosta disso – Continuou Levi enquanto passava a mão pelo peitoral de Eren – Percebi que ficou tenso quando eu cheguei, mas foi diferente, você se arrepiou quando falei perto de você e nem tentou me agredir – Ele desceu mais a mão, até chegar na virilha do garoto – Você é masoquista, Eren?

– Não diga idiotices!

– Não parece idiotice, já que você acabou de ficar duro... – Levi continuou a passar a mão pelas pernas de Eren – Olhe só como você ficou, só porque eu te algemei e passei a mão em você.

Eren sentiu seu corpo se arrepiar de novo e seu rosto começar a queimar. Não era possível que estivesse gostando daquilo. Ele pensou em responder, quando ouviu a porta abrir e Patrick aparecer.

– Ora Patrick, já fez o serviço?

– Sim mestre.

– O que você fez com o celular?

– Coloquei em uma bolsa impermeável e joguei no córrego. Se não forem muito espertos, correrão atrás da bolsa até perceber que foi tempo perdido.

– Ótimo.

– O que está fazendo mestre? – Perguntou Patrick, enquanto observava Levi apoiado nas costas da cadeira de Eren.

– Estou testando umas coisinhas. Eu ia fazer com você, mas me cansei de esperar, então decidi começar com o Eren. Vocês são parecidos, isso ajuda bastante.

– Parecidos? Como?

– São masoquistas, sentem prazer sendo dominados. Mas não se preocupe, chegará sua vez, afinal, é isso que você sempre quis, não é?

Patrick sentiu seu rosto começar a corar. Nunca imaginou que Levi sabia como ele se sentia em relação ao mestre.

– Bem... Eu...

– Não fique aí parado, passe essa coleira pra cá.

– Sim mestre.

Saber que Levi havia notado ele o deixou feliz, mas ele estava começando a sentir uma certa inveja de Eren.

– Vamos ver como você fica com isso, Eren – Continuou Levi colocando a coleira presa a uma corrente no garoto – Perfeito – Virou-se para Patrick — Vai querer participar ou vai ficar só olhando?

– Se o senhor deixar... E-Eu...

– Tire logo as roupas e venha aqui – Patrick obedeceu, e depois de tirar as roupas, aproximou-se – Pronto, agora se ajoelhe, e comece a chupar o Eren.

– C-Chupar?

– Não se faça de besta, Patrick, sabe do que estou falando.

O rapaz ruivo sentiu que seu rosto esquentava ainda mais, mas fez o que Levi mandava. Abaixou um pouco a cueca de Eren, e puxou o membro já ereto do garoto para fora.

– Isso mesmo, continue, faça o que der vontade. Pra te ajudar, imagine como se fosse o meu pau – Continuou Levi, que observada tudo e se animava com a visão.

Patrick decidiu seguir a orientação de Levi e imaginou que aquele fosse o pênis do mestre e não do Eren. Ele o segurou e começou lambe-lo, enquanto massageava os testículos.

– O que você est- Tentou protestar Eren, mas Levi puxou a corrente presa na coleira, fazendo com que ele fosse para trás – Alguém permitiu que você falasse?

Mesmo que fosse forçado, Eren sentia que ficava cada vez mais excitado com aquilo. Patrick engoliu todo o membro de Eren fazendo-o suspirar.

– Não tão rápido Patrick – Interveio Levi.

Ele olhou para o mestre e decidiu não apressar as coisas. Depois passou a língua pelo pênis de Eren e desceu até os testículos do garoto, enquanto massageava sua glande. Levi percebeu que ver Patrcik fazendo aquilo e a expressão de prazer do Eren o estava deixando excitado, mas decidiu apenas continuar observando.

– Nossa, você é bom nisso, não é Patrick. Ou está fazendo tudo isso imaginando que é em mim?

Patrick olhou para cima em direção a Levi. Naquele momento percebeu o que fazia, e se sentiu incomodado e com o rosto quente.

– E-Eu... Preferia que fosse em você, mestre – Respondeu desviando o olhar.

– Ah, não se preocupe, teremos um tempo pra você fazer isso. Apenas continue, parece que nosso amigo está gostando bastante disso.

O rapaz ruivo abaixou a cabeça e voltou a prestar atenção no que fazia. O pré-gozo já começava a sair e Patrick começou a sentir sua mão ficar viscosa, logo percebeu que assim seria mais fácil de continuar a masturbar Eren. Ele passou a chupar delicadamente a glande enquanto masturbava avidamente o resto no membro do garoto.

Eren não conseguia agüentar mais. Apoiou a cabeça nas costas da cadeira e mordeu o lábio reprimindo os gemidos quando Patrick começou a masturbá-lo. Sentia que logo chegaria ao orgasmo, mas não queria dar razão a Levi, confirmando que ele realmente estava gostando de estar acorrentado, com uma coleira e preso entre um assassino e seu mordomo. Suas tentativas falharam quando Patrick passou a chupá-lo com mais rapidez, e ele não pôde evitar chegar ao clímax.

– Engula Patrick – Falou Levi ao perceber que Eren havia chegado ao orgasmo — Então eu realmente estava certo, você gostou disso, não é Eren? Que garoto pervertido você é, mas não me lembro de você ter pedido permissão para gozar – Um sorriso apareceu no rosto do moreno – Você merece uma punição.

Com um movimento rápido Levi chutou a cadeira onde Eren estava sentado, fazendo com que ele caísse de joelhos. Patrick afastou-se e se encostou à parede observando a cena, tentando esconder sua ereção com as mãos.

– O que você pensa que vai fazer!? – Gritou Eren.

– O que? Simples, vou punir você.

***

Demorou certo tempo para Erwin perceber que não chegaria a lugar nenhum.

Depois de sair em disparada atrás do rastro do celular de Eren, eles chegaram a um córrego, e foi então que o loiro percebeu que tinha feito papel de idiota.

– AQUELE FILHO DA PUTA! – Gritou ele enquanto voltava para o carro – E agora? O que vamos fazer? Enquanto andamos em círculos, ele faz o que bem quer com Eren!

– Você acha que ele pode estar torturando Eren? Ou talvez ele matou o Eren e jogou junto com o celular no córrego – Indagou Mikael.

– Não sei. Ele não tem motivo para torturá-lo, e também não acho que ele matou o Eren. Ele é novo na força-tarefa, então nem pode dar informações confidencias que ele não tem. Mas Levi não age se baseando em lógica, se ele quiser torturar Eren, ele vai fazer.

– Então temos que achá-lo logo!

– Eu sei disso Mikael. Acredite, eu estou tão preocupado quanto você, ou talvez até mais, porque sei que isso pode ser culpa minha, talvez ele esteja fazendo isso para me atingir, ou então...

Foi então que tudo ficou claro. Levi não estava fazendo aquilo porque queria informações, ou somente para atingir Erwin, ele estava fazendo aquilo para fazê-lo ir atrás dele. Erwin se lembrou das palavras de Levi no bilhete, e se entendeu que durante todo esse tempo Levi queria que eles o encontrassem, e sabia que isso aconteceria.

“Venha buscar seu precioso irmãozinho, Mikael Ackerman, mas não se esqueça de trazer seu amado comandante Erwin Smith.”

Levi

Erwin não sabia se deveria ficar animado ou preocupado com isso, mas teve uma idéia.

– CLARO! COMO NÃO PENSEI NISSO?

– Tem alguma idéia de onde ele possa estar capitão?

– Sim Mikael, tenho sim – Erwin pegou o celular e ligou para a delegacia – Hanji? Não, não conseguimos nada, aquele filho da puta deve ter jogado o celular no córrego e nos fez vir aqui para nada, mas você disse que o celular passou um tempo parado em um lugar, onde foi?

Hanji viu nos registros o endereço e passou para Erwin.

– Faz sentido, é uma área fora de suspeitas e não muito longe daqui. Obrigado. Fique atenta para o caso de mandar reforços, talvez a gente precise. – Depois de desligar, ele virou para Mikael — Vamos, já sei onde Eren está.

***

Eren demorou a entender o que estava acontecendo. Uma hora estava recebendo sexo oral de um rapaz que nunca tinha visto na vida, na outra estava com a cueca nos joelhos e de quatro. Quando percebeu, já era tarde demais.

– O que você va- Começou o garoto, mas foi obrigado a se calar quando Levi puxou a corrente presa na coleira, fazendo sua cabeça ir para trás. Ele não teve como reagir, já que estava com as mãos algemadas para trás, e caiu sobre os ombros.

– Não já disse que irei punir você? Apenas cale a boca.

Levi abriu o zíper da calça e puxou seu membro já ereto para fora.

– Talvez isso seja um pouco incômodo no começo – Ele se virou para Patrick – Pegue um creme corporal que está no banheiro e traga. Rápido.

Patrick saiu apressado do porão e voltou correndo com o creme nas mãos. Depois de entregar o frasco para Levi, este despejou um pouco na mão e passou ao redor do pênis. Naquele momento ele entendeu que o creme serviria de lubrificante, para que entrasse com mais facilidade e não machucasse tanto Eren.

– Pronto. Agora podemos começar.

Segurando as nádegas do garoto com as duas mãos, Levi o penetrou com força e sem cerimônia, fazendo o garoto gritar.

– Pare com isso! Tire agora isso de mim!

– Você fala isso agora? Depois de eu já ter entrado em você? Ah não, agora vamos continuar.

Levi puxou um pouco o membro para fora, sem sair de dentro de Eren, e depois voltou a penetrá-lo. Começou lentamente e com força, e foi aumentando gradativamente o ritmo das estocadas enquanto ouvia os gemidos e os protestos de Eren. Ao perceber que Patrick se encolhia na parede e observava atentamente enquanto tentava esconder o fato de que estava excitado, decidiu chamar o seu mordomo para participar.

– Patrick, você está duro, não é? Pode vir também.

– E-Eu... Tudo bem?

– Claro. Você não fez um oral nele? Hora de retribuir, não acha? Antes disso, pegue a chave das algemas em cima da mesa e tire dele.

Patrick aproximou-se e se ajoelhou na frente do garoto. Por um momento ficou com pena de Eren, mas ela sumiu quando percebeu o esforço que ele fazia para esconder o fato de também estar extremamente excitado com aquilo. Depois de tirar as algemas de Eren, este se apoiou com as duas mãos no chão, enquanto Levi continuava a penetrá-lo. O ruivo segurou o cabelo de Eren e colocou seu membro na boca dele.

Eren pensou em protestar, mas decidiu se render, não fazia sentido continuar tentando lutar contra duas pessoas. Enquanto esperava que o esquadrão chegasse logo, ele não podia acreditar que estava excitado enquanto era violentado por Levi, e fazia um oral em Patrick.

– Você gosta disso, não é seu pirralho pervertido? – Disse Levi antes de segurar o pênis de Eren e começar a masturbá-lo – Mesmo depois de receber um oral do Patrick, já está duro de novo. Vamos ver quanto tempo você demora pra gozar outra vez.

Levi continuou com o ritmo rápido das estocadas enquanto masturbava Eren. Ele percebeu que o garoto havia parado de protestar e parecia estar a ponto de chegar ao clímax.

– Mestre... Eu... Já... – Começou Patrick.

– Tudo bem, vá em frente. Parece que nosso amigo gozou antes da gente – Respondeu Levi tirando a mão de Eren e mostrando para Patrick o esperma que estava nela – Acho que só está faltando eu... E já...

O moreno sentiu que chegava ao orgasmo e segurou as nádegas de Eren antes de jorrar dentro dele. Depois de sair de dentro do garoto, ele sentou, enquanto Eren desabava no chão.

– Nossa, isso realmente foi bom – Suspirou — Mas nossos outros amigos devem estar chegando daqui a pouco. Leve Eren para tomar um banho, e dê aquelas roupas novas que eu comprei para ele.

Patrick ajudou Eren a se levantar e tirou a coleira dele. O garoto não ofereceu resistência e o seguiu em direção ao banheiro sem problemas. Depois de deixá-lo junto com suas novas roupas, ele foi em direção ao seu quarto tomar um banho e vestir roupas limpas, antes de voltar para limpar o porão. Ele mal podia acreditar no que tinha acabado de fazer, mas sabia que assim que os policiais chegassem, tanto ele quanto Levi estariam com problemas, não apenas por terem seqüestrado Eren, como também por terem violentado ele. Decidiu não pensar nisso e confiar em seu mestre, ele sabia que Levi tinha um plano, e com certeza não esqueceria ele.

Depois de tomar um banho e vestir roupas novas, Eren foi levado para uma sala de estar. Levi estava sentado em uma poltrona de pernas cruzadas e fumando. Depois de alguns minutos Patrick apareceu, com roupas limpas e novas, com uma bandeja de café com algumas torradas.

Naquele momento ele tentou juntar e tentar entender tudo que havia acontecido: ele foi seqüestrado por um assassino profissional da máfia, mantido em cativeiro, foi violentado e agora estava sentado em uma sala tomando café com o homem que tinha arquitetado tudo isso. Com certeza sua noite não tinha sido das melhores. Mas o que o preocupava mesmo foi o fato de ter gozado duas vezes no processo. Não era possível que ele tivesse gostado daquilo, pelo menos era nisso que queria acreditar. O que o tirou de seu devaneio foram os gritos do lado de fora da casa.

– LEVI, VOCÊ ESTÁ CERCADO, SE RENDA AGORA!

Eren sentiu seu coração ficar mais leve e uma onda de alívio passou pelo seu corpo, o que ele não entendeu foi a reação de Levi.

– Finalmente – Disse Levi – Achei que nunca chegariam. Vamos Patrick, temos algumas pessoas para recepcionar.

***

O sol começava a dar sinais de que ia nascer, e finalmente eles tinham encontrado Eren. Erwin não sabia se sentia alivio ou raiva quando Levi apareceu na porta, junto com um garoto ruivo e Eren atrás deles.

– ACHEI QUE NUNCA CHEGARIAM, ESTAVA ENTEDIADO NOVAMENTE. PELO MENOS BRINCAR UM POUCO COM O EREN, FEZ TUDO VALER A PENA! – Gritou Levi de onde estava, para que conseguissem ouvir de onde estavam.

Ao ouvir aquilo a primeira reação de Mikael pegar sua arma e apontar para Levi.

– O QUE VOCÊ FEZ COM ELE?

– Nada demais. Aliás, nada que ele não tenha gostado.

O dedo de Mikael já estava no gatilho quando Erwin colocou as mãos sobre as dele.

– Não escute a provocação dele, ainda precisamos de Levi para encontrar Don Valentino.

– Mas ele...

– Sim, eu sei, mas não atire nele.

Erwin começou a andar em direção à casa de Levi.

– Não ofereça resistência Levi, você está cercado!

– Ah não, meu objetivo foi trazer você aqui, e eu consegui. Uma pena você não ter chegado a tempo da minha festinha com Eren e Patrick – Levi sorriu e disse mais baixo – Teria sido bem mais interessante, principalmente depois de todas aquelas ligaç-

Levi não continuou a frase. Toda raiva que Erwin sentia foi desferida naquele golpe. Ao perceber que Levi realmente não reagiria, Erwin se aproximou o suficiente de Levi para ouvi-lo falar baixo daquele jeito. E também de golpeá-lo

A ultima coisa que Levi sentiu foi o punho de Erwin em seu rosto.

E então tudo escureceu.

Notas finais
Pronto! Até o próximo. Para vocês que comentam minha fic, tanto aqui quanto no Facebook : amo vocês