O Criminoso Perfeito

20 Capítulo 20 - Ataque


Notas iniciais
E chegamos ao penúltimo capítulo de OCP! Espero que aproveitem. bjs :*

– Eu não vou trabalhar com aquele cara. – O moreno foi taxativo, sentando-se na cadeira acolchoada em frente à mesa do loiro.

– Mikael... Precisamos... – Tentou intervir o outro.

– Sem chance.

– Então não vá. Pronto, não vou te forçar a porra nenhuma. – Respondeu por fim Antonnie; sua cabeça latejava. Pegou um comprimido na gaveta da mesa e foi em direção à cozinha, sendo seguido por Mikael.

– Ann... Eu só não...

– Eu sei – Colocou o comprimido na boca e engoliu com ajuda da água que saía da jarra que virou na boca; passou a mão para limpar o resto do liquido que escorria – que ele fez merda com seu irmão. Eu sei, acredite. Se dependesse eu nem falaria com esse cara, é tão podre que trabalhava com o escroto do meu pai. Mas entenda, ele é um assassino incrível, eu tenho que admitir isso.

– Se você vai, eu terei que ir.

– Não tem essa de “se você vai, eu terei que ir”, já disse que não te forçarei a nada.

– Sim, eu sei.

– Então pode cuidar das coisas por aqui, eu cuido disso.

– Eu não vou deixar você ir sozinho, se você vai, eu também vou.

– Mikael, eu já...

– Eu vou porque quero ir, só isso.

– Então, por favor, não faça nada com ele. – O loiro suspirou – Sei que será tentador, mas temos que pegar esse cara. Se tirarmos Kenny da jogada, o nome e o prestigio da família Leonhardt irá crescer e uma pedra do nosso sapato sairá.

– Eu sei. Não vou matá-lo. Não enquanto estivermos em acordo.

– Me prometa.

– Prometo.

Antonnie aproximou-se de Mikael e passou mão pelo rosto do namorado, que a segurou, intensificando o contato.

– Só não prometo que não farei nada depois.

– Faça o que quiser com ele depois, mas por enquanto confie em mim.

– Eu confio. Confio minha vida a você, Ann.

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***

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Os pingos de chuva caiam em uma tarde cinzenta e fria. Parecia que a frente fria que se instalara naquela área tinha escolhido o momento certo para chegar. Armin sentiu vontade de fechar o guarda-chuva colorido que segurava, não lhe parecia certo deixar algo tão alegre e cheio de cores no meio de tanta gente triste e chorando. O loiro desejou chorar, mas a única coisa que sentia era um vazio, como se tivesse perdido parte de algo dentro de si.

Armin viu a mãe de Jean chorar descontroladamente enquanto era consolada pela de Marco. As duas se conheciam e aceitavam o relacionamento dos filhos, e em menos de uma semana já compartilhavam da mesma dor de perdê-los. Não desconfiavam o motivo pelo qual acontecera tal tragédia, e mesmo que soubessem não se importariam com isso desde que eles continuassem bem e com saúde.

O menor sentiu como se algo começasse a preencher o vazio que sentia quando a mão do rapaz que o acompanhava envolveu a sua. Apertou-a, seu coração começou a bater mais forte e as lágrimas começaram a cair silenciosamente. Eren colocou a mão em cima da cabeça do menor e o trouxe para perto de si, abraçando-o; fechou o guarda-chuva alegre do loiro e posicionou o seu para que ambos não se molhassem.

– Quer que eu te leve para casa? – Perguntou Eren em um sussurro.

– Sim. – Respondeu o outro, ainda com o rosto enterrado no casaco escuro do mais velho.

Eren passou o braço pelo ombro do loiro e o guiou até o carro, onde ficaram silenciosos até o mais velho parar na garagem do prédio de Armin.

– Você vai ficar bem?

– Eu vou tentar. – O loiro ainda continuava com a cabeça baixa, observando algo entre os dedos que só ele conseguia ver.

– Bem, se quiser eu-

– Fique mais um pouco comigo, Eren. – Os olhos azuis encontraram os verdes em um pedido desesperado – Por favor, não me deixe sozinho agora.

– Tudo bem. Eu fico o quanto você quiser.

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***

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Levi terminou de assinar e passou a caneta para que o loiro também o fizesse. Depois que o assistente do advogado que chamaram assinou também o papel, Erwin quebrou o silencio.

– Tem certeza?

– Sim. Se eu morrer, pelo menos alguém terá que ficar com tudo que juntei durante todo esse tempo.

– E por que esse interesse todo por fazer um testamento?

– Eu estava a fim de fazer e agora que vendemos a entrega de armas que havíamos roubado, poderemos fazer muito dinheiro. Quando matarmos Kenny, podemos pegar umas coisas dele também. – Levi acenou com a cabeça para os dois homens, que pegaram o papel e o colocaram em um envelope antes de saírem.

– Você me parece bem confiante de que vai matar o Kenny.

– Ele pode ser forte, mas atacaremos com tudo. Por que acha que pedi ajuda ao filho de Valentino?

– Porque ele tem homens ao seu dispor, e você não.

– Justamente.

– Mas o quê ele vai querer em troca?

– O estoque de armas que Kenny tiver, além das armas que ele roubou.

– Ele roubou a família Valentino?

– O nome da família não é mais esse, agora é Leonhardt. E sim, ele roubou um carregamento importante que eles mandariam para um traficante russo.

– Por que mudou de nome?

– Porque Valentino era um merda escroto e o filho matou ele. Leonhardt é o sobrenome por parte de mãe do Antonnie, que por sinal também é uma família da máfia lá na Rússia. Embora o garoto não saiba.

– E como você sabe?

– Ah Erwin – O moreno riu – eu tenho meus contatos.

– Quando será o ataque?

– Daqui a dois dias.

– E se eles estiverem bem armados?

– Não tem essa de “e se...”, eles estarão bem armados. Mas lembre-se do que está em jogo aqui. Kenny tem homens fieis, mas poucos. Ele tem a mania de não confiar muito nas pessoas, então não tem tanta gente assim trabalhando pra ele.

– Você parece conhecê-lo bem.

– Eu não já disse que fazia parte do grupo de elite dele?

– Há algo ainda envolvido nisso... Sinto que esconde algo.

– Se escondo algo, então não é pra você saber.

– Mas vou descobrir.

– Boa sorte.

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***

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Trancar aquela porta pareceu mais fácil do que Patrick imaginava. Lembrou-se da carta que havia recebido de Levi uma vez, onde dizia que ele podia vender a casa e morar em uma menor, já que ele não pretendia voltar. Querendo ou não, sair daquela casa foi quase um alivio que ele não sabia que poderia sentir.

– Nem se atreva a desistir. – Começou Auruo colocando a ultima mala do menor em seu carro simples.

– E se eu desistisse?

– Eu não vou deixar você fazer isso.

– Por quê?

– Já conversamos sobre isso.

– Mas...

– Se o seu próprio chefe disse que não vai voltar e que pode vender a casa, o que você ainda faz aqui?

– São muitas lembranças...

– Que você deve deixar para trás.

– Tudo bem, tudo bem. Vamos logo.

Patrick seguiu em direção ao carro, contornando-o e entrando pelo lado do carona. Auruo entrou logo após, esperando alguns segundos antes de dar partida.

– Tem certeza?

– Não faça com que eu me arrependa disso, Auruo.

– Você já se arrependeu de algo que fez em relação a mim?

– Ainda não.

– E não vai.

– Como sabe disso?

– Porque sou o que você quer e precisa.

– Dessa eu não sabia.

– Na verdade sabia sim, só não queria admitir. – Concluiu sorrindo enquanto ligava o carro – Seremos felizes, Patrick. Eu garanto.

– Garanta apenas que vai ligar essa droga de carro e que vamos chegar antes da chuva engrossar. Apenas isso está ótimo. – Respondeu o outro a contragosto, virando o rosto para não encarar Auruo e admitir que ele estava certo.

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***

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Eren estava sentado no sofá ouvindo os trovões soarem por causa da chuva que começara a cair fortemente. Segurava uma xícara de café entre as mãos, observando Armin se aproximar com uma caneca com chá. Olhou em volta, só via livros espalhados por toda a sala.

– Desculpa a bagunça... – Disse Armin.

– Não, tudo bem. Acredite, está mais arrumado que minha casa. – Riu timidamente antes de tomar um gole do liquido quente.

– Seu irmão não te visita mais? – Continuou o loiro sentando-se ao lado do outro no sofá.

– Não. Manda umas mensagens a cada três dias perguntando se estou bem e perguntando se estou comendo direito. Todo final de semana liga, mas ainda assim é solitário ficar naquela casa sozinho.

– Eu sinto muito.

– Não sinta, eu meio que mereci isso...

– Com aquela história do Levi?

– Sim, mas já passou. Ele me perdoou e finalmente pôde seguir a vida dele sem mim, uma hora isso tinha que acontecer.

– Também me sinto sozinho aqui de vez em quando.

– Acho que sua situação é pior, já que não tem um irmão para te mandar mensagens e te ligar.

– Pois é. – O loiro abaixou a cabeça observando o liquido fumegante em sua xícara – Por isso que sair com você esses dias foi tão importante pra mim. – Concluiu, enrubescendo levemente.

– Bem... – Pigarreou para disfarçar o embaraço, agradecendo por Armin estar com a cabeça baixa para não ver que ele também ficara com o rosto vermelho – Também é importante pra mim... Muito importante...

– Eren.

– Hmn?

– Por que naquele dia você me beijou?

– Eu... Porque... Bem... – Algo gritava para que Eren fosse sincero, mesmo que o medo de ser rejeitado estivesse presente – Eu me apaixonei por você, Armin.

– O quê?! – A voz do loiro saiu mais aguda do que ele gostaria; o rosto ficando tão vermelho quanto o acolchoado do sofá.

– Desde aquele dia te achei interessante, mas... Quando passamos as nos encontrar todo dia, bem... Isso foi ficando mais forte.

– Mas eu...

– Eu sei que tem pouco tempo que a gente se conhece, eu sei. Sei que você vai falar que sou um cara impulsivo, você agora deve estar assustado com o que eu disse, eu sei.

– Não Eren... Eu... – Os olhos verdes finalmente se encontraram com os azuis, antes de Armin abaixar a cabeça para continuar – Não é isso... É só que... Eu não esperava.

– Desculpa.

– Não se desculpe, você não tem que fazer isso.

– Acho melhor eu te deixar agora. – Eren levantou-se, colocando a xícara pela metade na mesinha de centro – Esqueça o que eu disse.

– Eren – Armin levantou-se rapidamente, o alcançando no corredor e segurando seu braço – eu não disse que não aceitava, nem que não gostava de você. Só disse que é... inesperado. Ninguém nunca tinha se apaixonado por mim antes.

– Não?

– Não.

– Bem... não vou te forçar a gostar de mim também...

– Mas... eu meio que... já gosto. – Completou o loiro abaixando o rosto e olhando para os pés descalços.

Reunindo qualquer resquício de coragem que ainda existia dentro de si, Eren colocou a mão no rosto do menor, fazendo com que ele levantasse a cabeça e o encarasse. As bochechas rosadas de Armin pareciam tão fofas que ele quase riu ao imaginar como seria a reação do loiro se ele as apertasse. Armin abriu a boca para falar algo, mas fosse lá o que ele iria dizer, as palavras não saíram quando os lábios de Eren beijaram os seus. O beijo era como o que o rapaz havia lhe dado anteriormente, até o maior apoiar o loiro na parede, adentrando sua boca e intensificando a ação.

– Eren... – Sussurrou Armin – não podemos...

– Por que não?

– Nós... Eu... sou uma pessoa cheia de problemas, não quero que...

– Eu também, Armin. Você sabe disso. Somos duas pessoas com bagagens complicadas, eu não me importaria de te ajudar a suportar a sua, se puder aceitar a minha.

Os olhos azuis do loiro se suavizaram e se fecharam quando Eren voltou a beijá-lo, puxando-o para mais perto pela cintura. O menor passou a mão pelo rosto de Eren, indo em direção ao seu cabelo castanho, segurando-o. Eren passou a mão para dentro da camisa do menor, sentindo a pele quente da sua cintura, fazendo com que ele se arrepiasse. Seus lábios saíram dos de Armin para seu rosto, beijando-lhe a bochecha, as pálpebras fechadas, o nariz; parou apoiando a testa na do menor.

– Onde é seu quarto?

– Nessa porta atrás de você. – Respondeu o loiro sorrindo.

– Eu não vou fazer nada que não queira.

– Eu sei. Confio em você.

Eren envolveu a mão de Armin e o levou até o quarto, fechando a porta atrás de si. A luz que vinha da sala limitou-se apenas a iluminar embaixo da porta, a única fonte de iluminação vinha do poste de luz da rua, que clareava um pouco o quarto; o som da chuva era a única coisa que ouviam no momento. O mais velho voltou a beijar o loiro, parando apenas para ajudá-lo a tirar a camisa. Armin colocou as mãos nos ombros do moreno enquanto ele beijava seus ombros, dando leves chupões. Eren andou em direção à cama sentando-se, tirando sua própria camisa e ajudando o outro a retirar sua calça, ficando apenas de cueca. Puxou-o para seu colo.

– Isso é... – O menor riu – embaraçoso.

– O quê?

– Sentar no seu colo apenas... de cueca.

– Se quiser eu fico de cueca também e resolvemos isso.

– Acho que não iria adiantar muito. Seria mais embaraçoso.

– Você acha?

– Sim.

– Acho que você está envergonhado porque já tem algo desperto aqui, olha. – Eren passou a mão pelo baixo ventre de Armin, descendo em direção ao volume que começava a ficar evidente – Já está assim, Armin?

– P-P-Pare de falar essas coisas, Eren! – Respondeu o outro sentindo seu rosto esquentar.

O maior segurou o rosto de Armin e o beijou, trazendo-o consigo quando deitou de costas na cama. Virou-se ficando em cima dele, sorrindo ao ver o biquinho que o loiro ainda fazia.

– Você fica falando essas coisas...

– E você fica envergonhado por besteira.

– Fico nada!

– Fica sim.

– Não é justo que só eu fique de cueca.

– Tudo bem. – Respondeu levantando-se e tirando a calça rapidamente, para então voltar a ficar em cima do loiro, apoiando-se com os cotovelos. Encaixou-se entre as pernas de Armin, sentindo a ereção do outro em seu ventre – Melhor agora?

– Ainda não.

– O que quer que eu faça agora?

– Tire ela também.

– Como quiser. – Disse Eren por fim, puxando para baixo a própria cueca e empurrando-a para fora da cama com os pés. Repetiu o mesmo movimento com a roupa de baixo de Armin, que tratou de livrar-se dela da mesma forma – E então?

– Agora sim.

Armin abraçou o pescoço de Eren quando ele passou a beijar-lhe o pescoço, sentindo seu membro friccionar no meio dos dois; a ereção do outro passava por entre suas pernas.

– Tenho uma camisinha em minha carteira. – Avisou Eren.

– Na calça?

– Não, no meu casaco. ‘Pera só um pouco que vou pegar.

– Não. Não precisa.

– Mas...

– Pegue... – O loiro pareceu pensar e olhar rapidamente pelo quarto tentando achar algo para ajudá-los – ali em cima tem uma vaselina.

– Tudo bem.

Entendendo o recado, Eren levantou-se rapidamente e pegou a vaselina indicada por Armin. Jogou um pouco na mão e passou no próprio membro, antes de lubrificar a entrada do loiro com os dedos lambuzados. Penetrou-o lentamente, observando Armin arfar com a invasão.

– Tudo bem?

– Sim... Continue.

Armin apoiou as mãos nos ombros de Eren quando ele começou a se movimentar. O maior voltou a deitar em cima do loiro, trazendo a cabeça de Armin para mais perto com um braço enquanto apoiava-se com o outro. Voltou a beijá-lo, sentindo-o abraçar sua cintura com as pernas. O menor gemeu baixo quando Eren findou o beijo e passou a observar as reações de Armin, que o agarrava com os braços, arranhando-lhe as costas.

Eren se movimentava com rapidez, apoiando a cabeça nos lençóis da cama ao lado do rosto de Armin, que passou a gemer mais alto quando sentiu sua próstata ser atingida e seu membro ser estimulado entre os corpos colados. Armin chegou ao clímax em um gemido alto antes do outro, que não parou de estocá-lo.

– Armin... – Sussurrou Eren aumentando a velocidade até se derramar dentro do menor.

Abraçaram-se mais forte sentindo espasmos em suas pernas, suspirando após o orgasmo. Eren saiu de dentro do loiro e apoiou a cabeça em seu ombro.

– Eren... – Chamou o loiro, não obtendo resposta – Eren?

A resposta não veio, mas o corpo do outro se relaxou e sua respiração passou a ficar mais calma; percebeu que ele havia dormido.

– Sério que você caiu no sono? – Riu Armin, tirando Eren de cima de si e deitando-o a seu lado na cama. Pegou um lençol e o cobriu, sentando na cama e procurando onde sua cueca havia caído. Sentiu alguém abraçá-lo por trás.

– Armin.

– Achei que estivesse dormindo. – Respondeu, segurando o braço do outro e deitando a cabeça em seu ombro.

– Lembrei de uma coisa antes de dormir.

– O quê?

– Namore comigo Armin, por favor.

– Tudo bem. – Respondeu rindo levemente. Segundos depois sentiu o outro soltar-lhe.

– Agora sim eu posso dormir. – Puxou o loiro para trás – Vamos, está uma noite fria, quero dormir com você.

–Deixa só eu pegar minha cueca.

– Não, eu ‘tô nu, fique também.

– Mas...

Armin deitou-se sentindo Eren abraçar-lhe por trás; o som da chuva se intensificando. Adormeceu sorrindo, sentindo que não ficaria mais sozinho.

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***

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– Ah maravilha, a chuva veio para foder com tudo. – Resmungou o moreno mais baixo escondido atrás de uma arvore. Atrás dele se posicionavam vários homens.

– Reclamar não adianta de porra nenhuma agora. — Respondeu Mikael.

– Parem vocês dois com essa merda de briga imbecil! – Interveio Antonnie – Vamos, ataquem! – Continuou para os homens atrás de si.

Minutos depois a grande mansão iluminada era atacada por vários homens fortemente armados. Um carro chegou logo após com uma metralhadora embutida na parte de cima, intensificando ainda mais o ataque. Tudo parecia a favor dos atacantes quando tiros começaram a partir de cima do telhado, fazendo com que todos olhassem para cima.

– Acharam mesmo que seriamos pegos de surpresa? – Uma voz grossa e intensa foi ouvida do telhado.

– A ideia era essa, mas também esperávamos que previsse nosso ataque. – Respondeu Levi.

– Esperto como sempre, Levi. – O homem barbudo que finalmente deixou-se ser visto abriu um sorriso de escárnio – Parece que te ensinei bem, filho.

– Parece que sim, pai.

Notas finais
Esse capítulo não ficou uma fofura com esses dois? Ficou, eu sei que ficou... Beijos e até o próximo ;*