O Criminoso Perfeito

21 Capítulo 21 - O Criminoso Perfeito


Notas iniciais
Antes de mais nada, obrigada por chegar até aqui. Se você está lendo isso, significa que leu toda a fanfic e que agora finalmente chegou ao final. Achei que não ficaria triste, mas a verdade é que só não sinto um vazio maior, porque já comecei outra fic para substituir essa em meu coração. Se quiserem dar uma olhada, também é de Shingeki e segue o mesmo modelo multiship dela (http://fanfiction.com.br/historia/597384/Coracoes_de_Ferro/). Outra coisa que queria dizer é para vocês lembrarem que o Mikael é meio irmão do Eren, são irmãos de mães diferentes... Lembrem apenas disso quando lerem sobre os Ackermans. Ah sim, Levi é um Ackerman, no mangá explica toda a treta, mas aqui vamos imaginar que são uma família da máfia. No mais, boa leitura. Aproveitem o final.

– Sinto muito Levi, mas sua moral comigo sumiu no dia em que deixou a família Ackerman. –Kenney abriu ainda mais o sorriso sórdido – Perdi não só um grande soldado, como meu antigo filho.

– Não faço muita questão disso, mas tentar me matar várias vezes depois disso... Eu não esperava que guardasse tanta mágoa. – Respondeu Levi, apontando a arma da sua mão em direção ao outro.

– Não guardo mágoa, mas coisas desnecessárias devem ser jogadas fora apropriadamente.

– Me comove o seu amor.

– Achei que tivesse se acostumado.

– Há muito tempo. – Concluiu o menor disparando a pistola, mas o tiro atingiu o telhado onde Kenny deveria estar.

– Não acha que será fácil me matar, não é?

– Nunca pensei isso.

Antes que Levi pudesse dar outro tiro, Kenny entrou por uma janela no sótão desaparecendo dentro da casa. Levi passou a mão no cabelo molhado e entrou correndo na casa, trocando o cartucho de balas já vazio por um cheio. Minutos depois tinha esvaziado o mesmo cartucho, mas não se deixou abater por isso, havia se preparado bem. Puxou a metralhadora que trazia nas costas e posicionou-se para não cair enquanto matava os homens que o cercavam; no lado de fora sons de tiros misturavam-se com os de gritos agonizantes e ordens dadas às pressas.

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– Ann! – Gritou Mikael ao vê-lo cercado por quatro homens, abatendo-os sem se abalar.

– O que aconteceu? – Perguntou o loiro recarregando a arma.

– Nada... Eu só esqueci que você era tão bom com uma arma.

– Não é a toa que sou um traficante de armas, Mikael. – O menor sorriu – Talvez isso venha por parte da minha mãe russa.

– Cadê o rifle?

– Deve estar no carro.

– Vou ficar com ele e pegar esses canalhas que estão se escondendo.

– Beleza. – Antonnie puxou Mikael pela gravata e deu-lhe um beijo rápido – Tome cuidado.

– Você também. – Respondeu o moreno, antes de ver o loiro entrar correndo na casa, descarregando as pistolas que usava em ambas as mãos.

– O que estão esperando? – Gritou Mikael se aproximando de um dos picapes onde estavam alguns homens observando-o – Andem logo com esses molotovs! – Concluiu pegando um rifle de longo alcance e posicionando-se em cima de uma das árvores que circuncidavam o local.

A chuva havia se transformando em apenas um chuvisco leve, mas ninguém no momento pareceu perceber, estavam ocupados demais tentando não morrer em meio a um caos de balas e corpos.

– LEVI! – Gritou Antonnie para o moreno que tinha acabado de esfaquear um homem no segundo andar da casa.

– O que foi?

– Se achar o Kenny, quero saber onde estão minhas armas.

– Ah sim, vou lembrar disso enquanto tento fazer ele não enfiar uma bala em minha cabeça.

– Sim, lembre mesmo.

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Enquanto todos corriam desesperados em meio ao ataque, Erwin seguiu em direção a um dos escritórios de Kenny, procurando entre os papeis pista de onde seriam os próximos ataques ou entregas de armas. Se iam atacá-lo não podiam sair de mãos vazias apenas com mortes nas costas. Ao contrario dos outros três, o loiro mais alto não gostava de conflitos assim, não se sentia bem com o sangue em suas mãos, já bastava as pessoas que precisou matar enquanto ajudava Levi anteriormente.

Erwin se surpreendeu em saber que realmente estava certo ao cogitar que ele era um dos alvos de Kenny, e mais ainda ao ver que ele não era o único a ser caçado pelo homem em questão. Junto a uma lista com riscos nos nomes de pessoas que já haviam morrido, também estava as pessoas com quem havia trabalhado na delegacia. Saírem vitoriosos daquele conflito já não era questão de sobrevivência, mas também de manter seus ex-companheiros a salvo.

Suspirou com a constatação de que já havia encontrado tudo de importante por ali, e teria que voltar ao conflito. Talvez se não tivesse sido tão estúpido ao se envolver com Levi, ele não estivesse naquela situação. Olhou para sua arma e, depois de se certificar de que estava carregada, saiu em direção ao tiroteio.

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Levi viu os tiros atingirem a parede da casa antes de constatar que Kenny não jogaria limpo.

– Um silenciador? – Murmurou Levi para si mesmo – Filho da puta.

Um dos motivos que o levaram a deixar a família Ackerman era justamente esse, o fato de serem ensinados desde pequenos a serem soldados, mas quando as coisas apertavam, simplesmente agiam de forma covarde e sorrateira. Não era o primeiro a deixar a família e querer mudar de vida, lembrava-se de uma mulher que era uma excelente atiradora, mas depois de ver a forma sórdida que Kenny agia, decidiu abandonar tudo. Depois de dois anos longe, morreu em um acidente de carro arranjado por Kenny logo após dar a luz a uma criança. Levi não fazia ideia de quem era o pai e nem o destino da criança, mas logo após isso decidiu largar tudo e seguir em uma carreira freelancer de assassino, passando a fazer serviços para Valentino.

Levi forçou-se a manter a mente concentrada e seguiu procurando Kenny por entre os quartos espalhados do segundo andar da casa, mas logo quando estava chegando na porta de um deles, quase foi nocauteado por um murro.

– Nunca joga limpo? – Perguntou o menor.

– Sabe como eu trabalho.

– Sim, infelizmente eu sei.

Pulando para trás, Levi tentou atirar com a única pistola que ainda tinha na mão, já que todas suas outras armas haviam ficado sem bala e agora estavam espalhadas pelo carpete vermelho do segundo andar, mas foi desarmado com um chute de Kenny. Caiu fortemente de costas no chão e rapidamente procurou a arma, mas apenas viu o maior chutá-la escada abaixo.

– Que patético – Começou Kenny – ser desarmado dessa forma.

Kenny ajoelhou-se em cima de Levi pressionando-lhe as costelas. Estavam no topo das escadas e Levi só pensava em uma forma de atacar o outro e jogá-lo degraus abaixo.

– Pra você não dizer que sou um pai ruim – Continuou Kenny colocando o cano da arma na cabeça do menor – Vou acabar com isso com apenas um tiro. Rápido e prático.

Antes que o outro pudesse puxar o gatilho, Levi conseguiu pegar uma faca pequena que sempre levava consigo por precaução e golpeou as costas do outro rapidamente. Quando Kenny afastou-se por impulso, recebeu-a com força em seu estômago, antes de ser chutado escada abaixo.

– Achou mesmo que ia me matar, velho? – Levi sentiu que ele havia quebrado-lhe uma costela – Não fode.

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Já não havia mais nenhum inimigo a vista quando Mikael desceu de onde havia se posicionado e deu a ordem a alguns homens para começarem a jogar os molotovs. A frente da casa já estava começando a queimar quando ele avistou o namorado sair arrastando uma perna.

– O que aconteceu? – Correu rapidamente até ele.

– Um tiro de raspão na perna, nada tão grave.

– Como assim ‘nada tão grave’? Temos que cuidar disso agora!

– Não. Tem vários homens com ferimentos piores que os meus, levaremos todos de uma vez só. Procure o filho da puta do Erwin ou do Levi, um deles deve ter pegado os papeis do Kenny dizendo onde estão os carregamentos de armas. Depois saia logo, vamos tacar fogo nessa merda e acabar com isso.

– Tudo bem.

Acatando as ordens de Antonnie, entrou na casa que começava a pegar fogo. Alguns sobreviventes da família Leonhardt saiam ajudando uns aos outros, quase todos com ferimentos e sangrando. Naquele momento o moreno entendeu o que o menor havia dito e percebeu que seria egoísmo da parte dele ser o único a receber cuidados médicos. Viu o corpo de Kenny jogado no começo das escadas enquanto Levi as descia abraçando o tronco com um braço procurando algo nos degraus. Avistou a arma que ele procurava antes de ver o homem que achava estar morto levantar a mão e mirar no moreno que se abaixava para pegar a pistola que havia sido chutada escada abaixo.

Mikael pensou em ajudar matando Kenny, mas lembrou-se de tudo que o outro havia feito ao irmão e apenas esperou que o tiro fosse disparado, para então ouvir o som do corpo sem vida de Levi caindo escada abaixo. Deu um ultimo tiro em Kenny, apenas para se certificar de que realmente havia morrido, e ignorou a morte de Levi, seguindo em direção a onde deveria ser o escritório da casa. Encontrou Erwin recarregando sua arma, além de estar com alguns papeis na mão. Ao redor dele alguns corpos jaziam no chão.

– Conseguiu achar os lugares onde Kenny estoca as armas? – Perguntou o moreno.

– Sim, aqui estão. – Respondeu o outro estendendo os papeis que trazia na mão – Em que confusão acabamos nos metendo, não é Mikael?

– Sim. – Sorriu – Nisso que dá se envolver com a máfia...

– Pois é.

– Agora vamos sair daqui, os homens tem ordens de tocar fogo em tudo e já começaram com isso.

– Tudo bem.

Erwin seguiu Mikael pelos corredores até lembrar-se de perguntar algo importante.

– Sobreviveram muitos homens?

– Apenas metade dos que vieram conosco, mas pelo menos toda a família Ackerman foi dizimada.

– Seu sobrenome também não é Ackerman?

– Coincidência. Apenas isso.

– É... Deve ser. – O loiro pigarreou – Bem, e como está Antonnie?

– Tomou um tiro de raspão na perna, mas está bem.

– E Levi?

– Levi está morto.

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Dez anos depois

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O loiro mais velho não sabia como lidar com aquilo. Ali estava vendo o esposo conversar com uma garotinha que comia rapidamente o lanchinho que havia sido servido, fazendo uma nota mental de nunca mais concordar com nada quando estivesse com muito sono e Nanaba estivesse lhe perguntando algo continuadamente. Depois de alguns minutos Nanaba voltou a aproximar-se de Mike, sussurrando enquanto sorria.

– Vamos levá-la.

– Foi ela que a assistente escolheu para nos apresentar?

– Sim. – Nanaba olhou para frente enquanto a garota chupava um pirulito grande que ele havia levado – Não é fofa?

– Tem certeza Nanaba? Sabe... Essa coisa de adotar e tudo mais...

– Você concordou! Já nos inscrevemos, fomos entrevistados, fizemos tudo que precisava para a adoção e agora você vai dar para trás? Sem chance, Mike!

– Mas...

– Sem ‘mas’! Gostou dela? Vamos levá-la!

Mike suspirou concordando, não adiantava discutir já que ele havia aceitado. Na hora achou que o outro não levaria adiante, até estar frente a frente com uma garota de quatro anos com cabelos castanho avermelhados. A verdade é que não sabia se poderia cuidar de uma criança, sentia-se inseguro ao imaginar-se como pai.

– Não fique com medo – Continuou Nanaba envolvendo a mão do esposo com a sua ao perceber o estado de nervosismo em que ele se encontrava – vamos nos sair bem! Conseguimos segurar as pontas naquela delegacia, conseguiremos cuidar fácil de uma criança.

– Lidar com pessoas crescidas é mais fácil do que com crianças.

– É aí que se engana, querido. – Respondeu sorrindo.

Minutos depois os dois estavam dentro do carro com uma garotinha sorridente no banco de trás.

– Agora que parei para pensar – Começou Mike olhando para a garotinha pelo retrovisor – se a Hanji conseguiu cuidar de gêmeos, nós também podemos.

– Sim. – Nanaba sorriu – Se bem que os filhos dela se tornaram dois imãs de problemas, não conseguem parar quietos em um lugar!

– Verdade.

– Lembro do dia em que ela descobriu que não teria apenas um filho, mas sim dois... A cara do Moblit foi impagável!

– Foi mais engraçada do que quando descobriram que ela estava grávida.

– Pois é.

– Como é o nome dela? – Perguntou Mike indicando com a cabeça a garota atrás de si.

– Por que não tenta perguntar diretamente?

– Oi querida, serei seu outro papai. – Mike tentou sorrir de forma afetuosa enquanto parava em um semáforo – Quando o seu nome?

– Oi papai dois! – A garotinha abriu um sorriso que fez o coração do barbudo se derreter – Meu nome é Sasha!

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O cheiro da fumaça tomou conta da casa antes que o menor pudesse chegar à cozinha.

– Que porra você está fazendo ai? – Perguntou Patrick.

– O almoço.

– Ah, então vamos almoçar frango carbonizado? Onde aprendeu essa receita que eu nunca vi?

– Muito engraçado, Patrick. Estou tentando aprender, okay?

– Tentando aprender há anos e ainda não conseguiu.

– Se me ensinasse, ficaria mais fácil.

– Já tentei te ensinar milhares de vezes e nunca aprendeu.

– Acontece nas melhores famílias.

– Sim, imagino. – Patrick virou-se para pegar o telefone que estava em cima da bancada da cozinha – Vou pedir comida.

– Precisamos parar de ficar comendo comida de fora.

– Faremos isso até você aprender a fazer algo decente.

– Então venha preparar o almoço.

– Já estou com fome, assim é mais rápido.

– Mas já gastamos dinheiro demais com isso, precisamos economizar!

– Temos dinheiro de sobra, Auruo.

– Sim, graças ao seu patrãozinho.

– Não cuspa no prato em que come.

– Já falei que esse dinheiro foi ganho de forma suja.

– Foda-se a forma como foi ganho, Levi deixou para mim como uma forma de pagar pelos meus serviços, simples.

– Ele deixou pra você porque não tinha mais pra quem deixar.

– Ah foda-se, não vou discutir com você de novo sobre isso. – Concluiu o menor enquanto andava em direção à sala e colocava o telefone no ouvido – Alô? Queremos duas quentinhas com... – Colocou a mão no telefone para responder a Auruo que continuava a falar com ele – Dá pra calar a boca? Estou tentando pedir algo comestível pelo telefone, se você deixar é claro. – Voltou-se para a atendente – Desculpa, mas voltando, quero duas quentinhas com churrasco, por favor.

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Armin estava sentado em uma manta estendida na areia da praia enquanto lia um livro calmamente. Usava um chapéu grande que não o protegia do sol, já que o sombreiro fazia esse papel. Sorria distraidamente com a fala de um personagem quando sentiu braços molhados abraçá-lo por trás.

– Ah não, Eren! Você está todo molhado, vai molhar meu livro. – Reclamou.

– Se você não largar esse livro idiota aí e vir comigo até a água por bem, vou arrastá-lo até lá por mal.

– Já disse que não sei nadar.

– Eu te ensino.

– Mas eu quero ficar lendo! – Murmurou o loiro fechando o livro.

– Ninguém vai pra praia no aniversário de cinco anos de casamento para ler, Armin!

– Casamento não, união civil.

– Foda-se, pra mim é casamento. Tá vendo essa aliança aqui – Continuou Eren pegando a mão de Armin, mostrando-lhe uma aliança de ouro simples na mão dele – diz que está casado comigo. E que vai para a água sim senhor.

– Ei, ela não tá dizendo isso!

– Está sim. – Eren puxou o loiro pelo braço, levantando-o. Armin colocou o livro em cima da bolsa que haviam trazido – Vamos para água agora.

– Mas...

– Não me obrigue a fazer isso, Armin...

– Isso o quê?

Antes que pudesse falar mais alguma coisa, Armin sentiu Eren começar a carregá-lo nos ombros. Tentou se debater ao saber o que o outro iria fazer, mas foi inútil e logo estava sendo arrastado para dentro da água com roupa e tudo.

– Ah não, Eren! Estou todo molhado agora!

– Trocamos de roupa no hotel, aproveite a água.

– Mas...

– Sem ‘mas’ – Respondeu o outro voltando a abraçá-lo por trás.

– Se eu morrer afogado a culpa é sua. – Murmurou o loiro.

– Ninguém morre afogado com a água batendo no peito, Armin.

– Espero mesmo que não...

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***

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Antonnie tentava fazer com que Mikael não o despisse no elevador. Estavam separados há dois meses por causa de uma viagem de negócios que Antonnie havia feito, e quando finalmente o loiro chegou de viagem, mal se falaram antes do moreno simplesmente agarrá-lo beijando-o com veemência.

– Aqui não Mikael – Conseguiu dizer Antonnie quando se separaram – Podem nos ver.

– Estava com saudades.

– Eu sei, eu também.

– Você demorou muito.

– Ocorreram alguns problemas, precisei resolver pessoalmente.

– Da próxima vez me leve.

– Você tinha que cuidar das coisas por aqui, sabe que só confio inteiramente em você. Precisa se acostumar com sua posição de comando. – Concluiu o loiro envolvendo o rosto do outro com uma mão.

– Você é que sempre estará no comando.

– Todos sabem que estamos juntos, Mikael. Respeitam tanto a você como a mim.

– Pra mim você sempre será o chefe.

– Esqueça essa coisa de ‘chefe’, você é meu companheiro agora.

– É meio difícil deixar certas coisas de lado.

– Sim, mas acostume-se logo.

– Estou com saudades de cada parte sua. – Continuou o moreno abraçando Antonnie e enterrando o rosto em seu ombro, sentindo seu cheiro.

– Pelo menos espere até que estejamos no meu quarto para arrancar minhas roupas.

– Mas eu... – Tentou intervir, mas ouviu o som da porta do elevador abrindo-se.

Mikael puxou o loiro pelo braço ignorando qualquer palavra vinda dos seus subordinados que enchiam o andar do prédio onde haviam se instalado. Antonnie agora era dono de uma rede de hotéis que se espalhava pela cidade e escolhera o mais luxuoso para montar o Quartel General da Família Leonhardt. Normalmente era lá onde ocorriam as reuniões de negociação quando outros chefes de famílias da máfia iam visitá-lo. Agora ele apenas era arrastado por Mikael que fechou a porta com rapidez assim que entraram no quarto.

– Pronto, estamos em seu quarto. Sem desculpas agora. – Mikael foi taxativo, seus olhos negros pareciam mais determinados que o normal.

– Sim. Agora sim.

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***

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O loiro olhou mais uma vez para o corpo que agora estava sem vida no chão e não sentiu nada. Nem pena, nem nojo, nem nada. Na verdade o homem nem se lembrava de quando fora a ultima vez que sentira algo. Era bem verdade que agora sua vida era mais agitada do que há dez anos antes, mas isso não servia de consolo, algo ainda faltava para si. Algo não, alguém. Não se lembrava de ter chorado na morte dele, apenas deixou que as chamas queimassem até o ultimo dos Ackerman, apagando a história de toda uma família. Até o ultimo não, ainda havia sobrado um, mas ele nem fazia ideia da força do nome que carregava e já trabalhava para outra família da máfia.

O homem sorriu com a ironia do destino, apenas há alguns anos antes ele estava investigando uma cena de assassinato, agora ele que o cometia. Pensava como seus antigos colegas de trabalho investigariam aquela cena, já que ela estava milimetricamente limpa. Pegou uma caneta e escreveu a quantia em dinheiro, o ano da dívida e os juros do homem que agora jazia no chão. Era só isso que deixava nas cenas. E era só isso que precisavam para saber quem tinha feito o serviço.

Mandou uma mensagem para o celular do traficante que havia solicitado seus serviços e tão silenciosamente quanto entrou, o homem alto saiu. Ninguém sabia seu primeiro nome, nem sabiam se o sobrenome que ele usava realmente era dele, mas era nisso que estava seu grande charme. Sorriu para os homens que o observavam do outro lado da rua para certificar de que ele realmente havia feito o serviço. Entrou em um carro preto sem placa e partiu, sem dizer uma palavra.

– Ele é assustador. – Começou um dos homens.

– Realmente, olhar para ele me dá calafrios, mas o chefe nos mandou aqui, então a gente precisava vir.

– Verdade. Mas por que o chefe contrataria ele?

– Porque quando contratam os serviços dele, é como ter certeza de que será feito.

– O chefe poderia mandar qualquer um de nós fazer isso.

– Mas o serviço não seria feito corretamente.

– Por que não?

– Porque nenhum de nós é como ele. Nenhum de nós é um criminoso perfeito.

FIM

Notas finais
Af, agora to sad. Eu estava tão animada pra postar esse capítulo logo, mas agora estou triste porque acabou... ~suspira~ Mas enfim, obrigada a todos que acompanharam, favoritaram, comentaram. Obrigada a todxs xs lindxs que conheci graças a essa fic, a todas as amizades que fortaleci graças à ela. Aos fantasminhas: espero que comentem, nem que seja para me xingar por causa do final, mas realmente gostaria de saber o que acharam da estória. Espero que possamos nos ver na minha outra fic, até lá. Beijos no coração de todos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!