O Criminoso Perfeito
15 Capítulo 15 - Volta
Notas iniciais
– Isso cansa. –Reclamou o loiro, que a essa altura ofegava com suas roupas cheias de sangue e duas armas descarregadas nas mãos.
– Não Erwin, não cansa. Você que tá enferrujando e virando um velho fodido. – Interveio Levi – Agora venha logo me ajudar com esses corpos.
Depois de matarem o chefe da família pequena da máfia, os dois pensaram que seria fácil subir ao comando, mas não pensaram que talvez os outros que trabalhavam para o antigo mafioso, iriam querer o lugar que agora estava vazio. Desistiram de tentar comandar uma família que não conheciam e decidiram apenas roubar as armas do armazém.
Mas muito sangue ainda precisou ser derramado para que isso acontecesse.
– Não achei que teria tantos guardas.
– Pois é, um certo assassino me disse que depois de matar o chefão, estaríamos livres.
– Não começa Erwin. Dessa vez que matou eles fui eu.
– Eu sei, mas sou cúmplice.
– Porra Erwin, você ainda está com essa sua pose de policial? Esquece isso, você está legalmente morto, entenda isso.
– Acha que é fácil pra mim, Levi? Pois não é.
– Foda-se se não é fácil pra você, tentaram te matar, quer descobrir quem foi ou não?
– Claro que quero! Mas pra quê isso?
– Se queremos chegar perto do cara, temos que nos tornar da máfia também.
– Traficantes de armas?
– Sim, traficantes de armas. Alguns já me conhecem, conseguir homens que trabalhem pra gente vai ser fácil.
– E por que justo armas?
– Porque aquele cara compra muitas armas, já que lidera um grupo de extermínio.
– Por que um cara que lidera um grupo de extermínio ia querer nos matar?
– Você eu não sei, mas eu não tenho uma boa reputação com ele.
– Por quê?
Levi continuou arrastando mais um dos oitos corpos que jaziam no chão, colocando pedras nas roupas para que ficassem pesados, e jogando-os no mar perto do cais, onde ficavam os armazéns. Sempre odiava a parte em que tinha que se livrar dos corpos, porque àquela altura já estava suado, cansado e com a roupa cheia de sangue.
– Porque eu era o Ás do grupo.
***
Antonnie ficara em choque com a fala do homem a sua frente. Sabia que ele e Mikael eram ruidosos quando transavam, por isso sempre davam um jeito de fazê-lo quando a casa estava vazia, ou com ninguém por perto, não esperava que alguém os estivesse espionando.
– Estava nos espionando? – Começou, tentando camuflar o medo e a raiva que crescia dentro de si.
– Não. – O homem contornou o menor que agora estava de pé, e sentou-se em sua cadeira. – Se fosse proposital, eu não conseguiria essas belas imagens.
– O que você quer? – Antonnie se virou para fitá-lo ao seu lado. A voz saia baixa, dessa vez sem medo, apenas raiva.
– Podemos começar com dinheiro, algumas casas. Talvez eu queria até experimentar como é comer um chefe da máfia. – Respondeu, passando a mão nas nádegas do loiro, fazendo-o se arrepiar.
– Não toque em mim! – Antonnie deu um tapa na mão do homem, afastando-o. – Diga logo seu preço e me deixe em paz!
– Agora sente nojo de mim? – O homem se levantou, pondo-se a alguns centímetros do loiro – Mas dar a bunda para seu guarda-costas você quer, não é?
– Não se compare a ele.
– Por que não? Quem dá pra um, não pode dar pra outro? Ou ele vai ficar com ciuminho?
– Quem me garante de que, assim que eu te pagar, você me deixará em paz?
– Ninguém, apenas minha palavra.
– Apenas ela não vale. Assim que eu te pagar, quero o celular.
– Ah não, as fotos ficam comigo, caso o dinheiro não chegue na minha conta. E talvez eu queira mais.
–Não vou negociar com um ser asqueroso como você.
– Você negocia com pessoas piores do que eu.
– Mas elas não me ficam me extorquindo.
– Tanto faz. Para começo, eu quero quinze milhões na minha conta ainda hoje.
– Não acho que seu silencio valha tanto.
– Então posso falar pra todo mundo que vo- O homem não completou a frase, apenas tombou para o lado, com sangue espalhando-se pelo carpete da sala.
Antonnie não ouviu o tiro, que muito provavelmente saíra de uma arma com silenciador, estava tão concentrado em negociar com o homem a sua frente que nem viu, ou ouviu Mikael entrar na sala.
– Quanto você ouviu? – Perguntou, vendo o amante se aproximar.
– O suficiente.
– E se ele tiver cúmplices com cópias?
– Não tem.
– Quem garante?
– Se ele tivesse, não estaria tão interessado em continuar com o celular. Ele o entregaria sem reclamar.
O loiro suspirou e apoiou-se na mesa. Estava cansado, e depois dessa, estava receoso de quem mais poderia ter ouvido-os.
– Será que ele foi o único a nos ouvir?
– Acho que sim, ou outros estariam fazendo a mesma coisa que ele.
– Acho que devemos parar um pouco, Mikael...
– Como assim?
– Estamos sendo imprudentes, apenas isso.
– Então, por causa disso quer me separar de você? — Perguntou Mikael, ficando na frente do menor e o encarando. – Está com medo de nos descobrirem?
– Sim. Sabe que tenho que manter uma imag-
– E isso importa pra você? – A voz saiu baixa, questionadora.
Antonnie pareceu ponderar a pergunta. Será que seria capaz de enfrentar tudo e ficar com Mikael? De enfrentar a família pelo seu amante?
– É complicado Mikael...
– Não vejo complicação nisso.
– Claro que não! Você não é o chefe de uma família da máfia, eu sim!
– E vai ficar escondendo que é gay e que está com seu guarda-costas? Tem vergonha de mim, Ann?
– Não! Sabe que não.
– Então poderia assumir isso, e evitar que outro verme como esse cara apareça.
– Não é bem assim...
– Já chega, Ann. Deixe isso para lá.
Mikael contornou a mesa e foi em direção à porta, saindo e fechando-a, sem olhar para trás. Mesmo que Antonnie não tenha visto seu rosto quando saiu, sabia que ele estava magoado, mas nada podia fazer se queria erguer o nome da família Leonhardt no mundo do tráfico de armas. Suspirou, parece que realmente não poderia ter tudo.
***
– Tenho que ir Mike. – Nanaba entrou na sala do loiro mais alto e continuou – Preciso ir para o ponto de ônibus antes que ele passe.
– Ônibus? E seu carro?
– Eu te falei que ele quebrou. Está na oficina.
– Ah, sim. Esqueci disso.
– Normal, está cheio de coisa na cabeça.
– Estou terminando aqui, daqui a pouco eu saio. Vou te levar para casa.
– N-Não precisa... – Nanaba estremeceu ao perceber a situação em que estava. Sabia que alguma coisa aconteceria se ele o levasse para casa. Mesmo que o loiro mais baixo realmente desejasse que acontecesse algo.
– Faço questão.
A opinião de Mike não estava aberta a discussão. Sabia que o mais alto iria fazer o possível para ter certeza que ele chegasse bem, nem que tivesse que pegar o mesmo ônibus que ele. Queria pensar que aquela proteção toda ia além do fato dos dois serem parceiros, que sentia algo mais, mas preferia não imaginar demais.
Sentou-se no sofá da nova sala de Mike, anteriormente usada por Erwin. Podia ver várias referencias ao outro loiro, como os móveis, os utensílios espalhados pela mesa, tudo continuava no lugar. Percebeu que Mike ainda esperava que Erwin voltasse, que aquela sala nunca seria dele e sim do seu antigo parceiro.
Depois que o barbudo finalmente terminou tudo que havia para fazer, segui-o em direção ao estacionamento, entrando no carro sem dizer uma palavra. Assim passaram toda a viagem, apenas observando o maior com o canto do olho, evitando encará-lo.
– Bem... Chegamos. – Disse Mike, assim que parou no estacionamento do condomínio que o menor morava.
– Sim. – Nanaba não sabia o que falar. – Quer... entrar e tomar... um café?
– Eu... estou cansado. – Afirmou Mike até ver a expressão de decepção no rosto de Nanaba – Mas se não for demorar muito, tudo bem.
O mais baixo sorriu e esperou até que Mike saísse do carro, acompanhando-o até seu apartamento.
– Vou fazer o café. – Começou o mais novo, colocando suas coisas em cima do sofá. – Prefere que eu peça uma pizza?
– Tudo bem... Eu posso ligar.
– O telefone está aqui, na cozinha. Vou tomar um banho antes disso.
Nanaba foi em direção ao banheiro enquanto Mike pedia a pizza. Suas mãos tremiam enquanto a água quente caia em seu corpo, fazendo com que seus pensamentos ficassem cada vez mais confusos. Estavam ali, sozinhos, depois de tudo que havia acontecido com os dois. Podia sentir a tensão entre os dois, mas não queria arriscar dizer algo errado. Pensou apenas em seguir tranquilamente com o curso da noite. Tomaria café, e quando Mike saísse, descansaria e pensaria melhor no que fazer.
O menor vestiu um short e colocou uma toalha no cabelo molhado. Havia esquecido de pegar uma roupa de baixo, e esperava chegar no quarto antes que o mais velho percebesse. Estava tão entretido com seus pensamentos que nem ouviu a campainha ser tocada, indicando que a pizza chegara. A pizzaria era a uns duzentos metros do condomínio, o que adiantava a entrega. Mike tinha pego a pizza e colocado na cozinha, agora estava sentado na sala, observando o corredor por onde Nanaba saia para ir em direção a seu quarto.
– O que foi? – Perguntou o menor, ao ver Mike observá-lo.
– Nada. Está preocupado com alguma coisa?
–Não.
– Desde que perguntei se gostaria de uma carona, seu cheiro me diz que está preocupado.
– Impressão sua.
– O que está pensando? – Mike se levantou do sofá, indo em direção a Nanaba.
– Em nada. – O mais novo abaixou a cabeça, evitando olhar para Mike, que o encarava.
– Olhe pra mim, Nanaba! – O mais alto segurou o rosto do outro, trazendo para cima, de modo que ele pudesse encará-lo. – Estar perto de mim preocupa você?
– Sim.
– Por quê?
– Porque...Eu não sei.
– O que quer que eu faça?
– Esqueça, Mike.
Nanaba estava abaixando novamente a cabeça quando Mike o beijou. Mesmo que estivesse receoso, sentiu seu corpo começar a esquentar rapidamente. Mike o envolveu com os dois braços e invadiu sua boca com uma língua faminta, antes de apoiá-lo na parede. Os dois ansiavam por aquilo, mesmo Mike tentando evitar gostar de outra pessoa, ainda sentindo seu coração ferido por uma decepção anterior, naquele momento desejava o novo parceiro. Vê-lo com o cabelo e o corpo molhado, além de estar apenas de short, foi a gota d’água para perder seu autocontrole.
– Você queria isso? – Perguntou Mike, assim que se separam.
– Sim.
– Imaginei.
– Qual o meu cheiro agora, Mike?
– Cheiro de desejo.
Beijaram-se mais uma vez, essa vez tão intensa quanto a primeira, talvez até mais. Mike pressionou ainda mais o corpo de Nanaba na parede, sentido-o completamente. O menor podia sentir o cheiro de suor do mais velho, começando a abrir a camisa clara que este usava para trabalhar.
Nanaba sentiu as mãos de Mike passear por sua cintura e ir em direção às suas nádegas, apertando-as, e puxando-o mais para si. Um gemido baixo saiu por sua garganta quando sentiu seu membro – envolvido apenas pelo short fino -, ser pressionado contra a calça de Mike. Nanaba abriu a camisa do maior jogando-a no chão, antes de puxá-lo para si. O desejava, mais do que qualquer coisa, o queria naquele momento e não deixaria nada nem ninguém impedi-lo.
– Vamos para o quarto. – Conseguiu falar entre gemidos, sentindo Mike começar a beijar seu pescoço.
Antes que pudesse falar mais alguma coisa, o mais alto o segurou pelo tronco e pelas pernas, carregando-o e levando para o quarto. Colocou o menor na cama e passou a observá-lo. Nanaba podia sentir o olhar de Mike em si, como se ele medisse cada parte sua. Sentou-se, puxando o maior para mais perto e abrindo a calça, deixando-o apenas de cueca. Passou a mão pelo volume que se formava na cueca do outro, ouvindo-o suspirar, antes de levantar e o empurrar na cama, sentando em seu colo posteriormente.
Mike o abraçou enquanto voltavam a se beijar. Com a proximidade, pôde sentir o membro endurecido de Nanaba em seu ventre, ao passo que o menor sentia o falo ereto de Mike embaixo de si. Nanaba se movimentava no colo de Mike, provocando-o, fazendo com ele suspirasse e voltasse a beijar seu pescoço.
– Mike... – Conseguiu dizer Nanaba, desesperado por algo mais intenso. – Eu quero... você...
Sem que falasse nada, Mike empurrou Nanaba na cama, ficando em cima do menor. Passou sua grande mão pelo rosto do mais novo, parando alguns segundos enquanto ele a segurava e chupava um dos dedos. Fez um caminho pelo corpo menor, passando pelo pescoço, apertando de leve os mamilos, e parando em sua virilha, em cima do volume do seu short. Puxou-o com um movimento rápido, deixando Nanaba totalmente exposto, enquanto abria um pouco as pernas.
Aquela exposição deixou Nanaba mais corado do que gostaria. Queria que Mike o visse, o tocasse, o possuísse, mas não podia evitar ruborizar. Ver o maior a observá-lo só fez com que ficasse mais excitado, deixando de lado o pudor e a vergonha que o tomava antes. O mais novo sentou na cama, ajudando Mike a tirar a cueca, deixando seu membro exposto. De começou surpreendeu-se com o tamanho, mas sentiu seu corpo estremecer só de imaginá-lo dentro de si. Passou a masturbá-lo enquanto mantiam um contato visual. Observava seus olhos azuis, a barba maior que o normal, os cabelos que agora estavam despenteados em um arranjo selvagem e desprendido. Desejava aquele homem desde o dia em que o viu. Nunca havia sentido algo assim por alguém do mesmo sexo, mas Mike parecia despertar nele um desejo que não conseguia controlar. Perdera as contas de quantas vezes se masturbou pensando em como seria ser possuído pelo maior, e agora ali estava ele, com o falo dele em sua frente, ouvindo-o suspirar e jogar a cabeça para trás enquanto substituía sua mão por sua boca, passando a chupá-lo veemente.
Mike tentou evitar em vão soltar um gemido quando Nanaba passou a chupá-lo. Antes que percebesse, estava segurando a cabeça do outro, estocando em sua boca. Não demorou muito para que chegasse ao clímax, fazendo com que o menor engolisse tudo.
Ainda sem que trocassem uma palavra, o mais novo deitou-se enquanto sorria. Sabia o que tinha que fazer, e mesmo depois de já ter gozado, já estava ereto novamente. Posicionou-se entre as pernas do parceiro.
– Vai doer no começo, Nanaba.
– Tudo bem, eu aguento.
– Tem certeza disso?
Nunca tive tanta certeza em minha vida. – Pensou, mas apenas respondeu: — Sim.
O barbudo posicionou seu falo na entrada do mais novo e começou a penetrá-lo lentamente. Ouviu o gemido de dor ser abafado pelo travesseiro que Nanaba mordia, e arrependeu-se de não ter preparado-o antes, quem sabe com os dedos. Estavam tão apressados que nem se tocaram que a primeira vez poderia doer. Queria muito estar dentro dele, e pela forma como Nanaba agia, percebia que ele também o desejava desesperadamente. Mesmo com toda a preocupação, a sensação de afundar-se nele valia a pena. Suspirou quando seu membro entrou inteiramente, parando para deixar que ele se acostumasse com a invasão.
– Tudo bem? – Perguntou, chamando a atenção de Nanaba que agora virava o rosto em sua direção.
– S-Sim.
– Posso...?
– Pode.
Mike puxou um pouco o membro, como se fosse tirá-lo e o enterrou novamente fazendo Nanaba soltar um gemido de surpresa. Começou com movimentos leves, aumentando gradativamente. Abriu ainda mais as pernas do menor, observando seu membro entrar e sair, além do falo de Nanaba balançar com o choque dos corpos. Envolveu o membro do parceiro com uma mão enquanto se apoiava na cama com a outra, aproximando-se e beijando o menor.
Os gemidos eram abafados por beijos. O quarto ficava cada vez mais quente, os corpos suados se chocavam enquanto Nanaba gemia alto, abraçando o pescoço de Mike que o estocava com força. Todos os desejos, os sonhos eróticos de Nanaba estavam longe do que sentia. Ser possuído com a intensidade que estava sendo, ia além do que imaginava antes de dormir, enquanto se masturbava e gemia o nome do maior. Ali, permitia-se gemer e pedir por mais, pedido que lhe era concedido, fazendo Mike ir cada vez mais forte, mais rápido, mais intensamente.
Estavam tão sincronizados que quando chegaram ao ápice, fizeram quase que ao mesmo tempo. Mike se derramou dentro de Nanaba, antes de atingir pela ultima vez sua próstata fazendo-o chegar ao orgasmo com um gemido alto.
Ambos estavam ofegantes e suavam. Demoraram alguns segundos recuperando o fôlego antes de deitarem um ao lado do outro.
– Durma aqui. – Pediu Nanaba, passando a mão pela barba do parceiro.
– Tudo bem. – Respondeu Mike, trazendo o menor para seu peito.
Ali, o maior se permitiu apenas aproveitar o momento sem pensar nas preocupações que o afligiam. Estava com um novo parceiro, podia recomeçar com ele. E assim o faria.
***
O engarrafamento naquele horário estava pior do que o normal. Ligou o rádio do carro, pelo noticiário matinal, uma árvore tinha caído e atrapalhado todo o trânsito. Mike suspirou, se continuassem nesse ritmo, tanto ele, quanto Nanaba – que havia dormido com ele – chegariam atrasados.
– Assim só chegaremos amanhã. – Começou o menor.
– Parece que vamos demorar aqui...
– Sim. Mas pode cortar caminho.
– Por onde?
– Por aquela rua que passa perto das docas. A essa hora, acho que está vazia.
– Apenas com traficantes, aposto.
– Verdade, mas se queremos chegar ainda hoje, temos que passar por lá.
– Tudo bem.
Mike passou alguns carros e seguiu em direção a uma rua à direita. Estava observando Nanaba com a visão periférica enquanto entrava pela rua estreita para cortar caminho. Quando o menor começou a rir depois de contar um fato que havia ocorrido na delegacia, Mike se virou para olhá-lo enquanto esboçava um leve sorriso. Estava quase voltando a prestar atenção à rua, quando viu uma figura alta e loira, junto com um mais baixo e moreno. A forma como andava, o cabelo partido do lado, a barba bem feita e a postura imponente... Não podia ser. Pensou ter visto coisas parando o carro. Nanaba não entendia o que estava acontecendo, apenas viu os olhos do barbudo se arregalarem enquanto ele balbuciava:
– Erwin...
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