Notas iniciais
Oi, olha quem volteeeeeei! Sim, eu, Annie! Estavam com saudades, não é? Dos capítulo, claro hahahahaha. Então, moçada bonita, esse capítulo vai ter a revelação da Sol & Tomtom, o que será que vai rolar?? Tá curioso(a)? Não vou enrolar então, vejo vocês lá nas notas finais, pra eu poder falar bastante! Boa leitura!

Após as mensagens, procurei no guarda-roupa e decidi por algo que desse para aguentar o calor do Rio. Dera tempo apenas de mordiscar uma maçã na cozinha antes da campainha tocar, e certamente seria Cobra.

“Já vai, filha? Pegou os documentos? E o dinheiro? Cartão de crédito...”

“Calma, seu Gael. Já tá tudo aqui comigo.” Ri, abraçando-o antes de abrir a porta. “E pai...”

“O que?”

“O Zé tá bem?”

“Pra que você quer saber, Karina? Já não basta o que esse cara fez com você?”

“Pai, eu só queria saber se ele tá bem. Mas tudo bem, agora vou lá. Tchauzinho.”

Girei a maçaneta, dando de cara com Cobra escorado na parede. Saí, fechando a porta e caminhando até ele, que sorria.

“Dei valor, ein. Tá gata.” Disse olhando-me de cima a baixo. “Dá uma voltinha agora.” Dei-lhe um soco no ombro.

“Sem gracinhas, Ricardo.” Ele ria. “Tá calor e não dá pra ficar saindo de calça jeans e tênis pelo Rio de Janeiro.”

“Não precisa se explicar, Karina. Só quis deixar claro que você está bonita.” Corei. “Agora vamos lá, que tenho que buscar as meninas.”

Guardei as chaves de casa e saímos, indo até o carro dele. Entramos, ele no banco do motorista e eu no do passageiro. Ele ligara o som e tocava Youth de Daughter, mas já no final. Não contive minha animação já que era uma das minhas músicas preferidas. Cobra percebera e colocara a música no início, rindo enquanto dirigia.

“O que foi?” Olhei para ele desconfiada.

“Você gosta dessa música, né?”

“Eu adoro. Por que?”

“Quando eu tava vindo te buscar, ela começou a tocar e lembrei de você. Não sei por que.” Corei novamente.

“Tá brincando...”

“We are the reckless, we are the wild youth, chasing visions of our futures. One day we'll reveal the truth that one will die before he gets there.” Ele cantarolava junto a música. Rimos. “Talvez seja porque a música lembre a mim também. E nós somos parecidos, K.”

“Somos?” Olhei-o duvidosa e sorrindo de lado.

“Somos sim e você sabe bem disso.”

“Ex-lutadores de muay thai?” Perguntei debochada.

“Karina, você entendeu né.”

“Entendi sim, Cobra.” Riamos. “Por isso somos amigos, certo?” Ele fez que sim e sorriu.

Várias músicas depois, avistei Bárbara e Lorena na calçada, esperando-nos. Acenei para elas, recebendo acenos de volta. Cobra estacionara próximo a elas, e em seguida as garotas já ocupavam os bancos de trás do carro.

“Oi K, oi Cobra.” Disseram juntas, sorrindo.

“Tudo bem, meninas?” Virei-me para olha-las. “Preparadas pras compras?”

“Não!” Todos no carro disseram juntos, rindo a seguir.

“Que bom! Pois achei que seria a única sem saco pra ficar horas e horas andando no shopping.” Lorena disse.

“I know that feel, bro.” Cobra disse, voltando a dirigir.

Continuamos a conversar, até chegar numa loja especializada em roupas de frio, pois precisaríamos. E para a nossa alegria, em menos de uma hora já tínhamos comprado o necessário.

Depois seguimos para um shopping na zona oeste, para comprar mais algumas coisas. Terminada as compras, fomos até o estacionamento, colocamos tudo no porta-malas e fomos para a praça de alimentação. Estávamos azuis de fome.

“Em qual vamos comer?” Perguntei, parando em um ponto que tínhamos visão de todos os restaurantes.

“Podemos ir no Subway, que tal?” Cobra dera a ideia.

“Por mim pode ser.” Bárbara dera de ombros.

“Por que não vamos no Mc Donalds?” Lorena perguntara e a encaramos em dúvida. “Uai gente, lá tem Mc Lanche Feliz. O Cobra pode levar os brinquedinhos pra Gabi.” A morena rira debochada, sendo acompanhada por mim e por Babi.

“Essa zueira tá sem limites, ein...” Cobra disse, deixando-se levar pelos risos e rindo junto.

Por fim, decidimos ir para onde Cobra dera ideia e durante o lanche nos divertimos muito. Cobra já era meu amigo e agora estávamos mais próximo, e Lorena e Bárbara pareciam-me ótimas pessoas e parecia que uma amizade nasceria dali.

Talvez sem saber, eles ajudaram-me. Não é normal uma pessoa ficar bem depois do que passei no quarto daquele hotel, mas quanto menos eu lembrasse daquilo seria melhor. E eles estavam ajudando, deixando-me imensamente agradecida. Perdida nesses pensamentos, mal notei que o trio falava comigo.

“Karina?” Acordei da viagem e dei-lhes atenção. “A gente tava falando da banda, que os garotos vão gravar o CD hoje.” Babi explicara.

“Ah sim, eles estão na gravadora.” Disse tomando um gole do meu refrigerante. Todos olhavam com uma cara insinuante. “O que gente?”

“K, o que rola entra você e o Pedro?” Lorena perguntara.

“Nada, por que?”

“Você quer enganar a quem? Porque a gente não cai nessa.” Bárbara disse.

“É, loirinha. Devo admitir que nunca acreditei nesse teu namoro com o Zé.”

“Não quero falar sobre isso.” Repreendi-o.

“Só quero dizer que você parece gostar do Pedro. Não entendia porque estava com o outro lá.”

“Isso é passado. Vamos mudar de assunto?”

Mudaram de assunto, por fim. Mas continuando a zoar Cobra com coisas sobre crianças, devido a sua namorada. Ou a Babi, pela sua dificuldade em falar certas palavras, aconselhando a procurar uma fonoaudióloga. E por fim a Lorena, sobre combinar com o João, já que os dois são loucos por games.

POV PEDRO

Nunca imaginei o trabalho que daria gravar um disco, mas para nós estava sendo divertido e estava valendo todo o trabalho. Gravamos algumas músicas autorais, dentre elas a que eu fiz para a minha Esquentadinha, e alguns covers, dando um total de 9 músicas.

Saímos da cabine de gravação, indo ao encontro do produtor, que conversava com outras pessoas e com Nando.

“Garotos, vocês são ótimos!” Agradecemos e ele continuara. “Agora só falta uma música pra concluir o CD.”

“Mas a gente só ensaiou essas 9.” Sol dissera um pouco confusa, assim como o resto da banda.

“Eu sei, querida. Será uma faixa bônus do CD. Marketing, entende?” Ele explicava.

“E onde está a letra? Preciso ensaiar antes e...” Sol fora interrompida pelo produtor.

“Não, querida. Não é você quem vai cantar.”

“Não?” Todos da banda disseram juntos.

“E quem vai?” Sol perguntara um pouco sem paciência.

“Eu.” Vicky disse enquanto entrava na sala de gravação.

Sol estava visivelmente irritada com a presença dela, e não era para menos, pois eu compartilhava dessa mesma irritação.

“Pedro, lembra que você escreveu uma música pra mim?” Piscara para mim e eu suspirei lembrando.

FLASHBACK ON

“E aí, o que achou? Falta ainda o final, mas já podemos ter uma ideia de como vai ficar.”

“Ficou boa, mas você sabe que eu não a escrevi, certo?”

“E ninguém vai saber disso, ok? Faz parte do acordo, então...”

“Ok, Vicky...” Suspirei, rendendo-me.

“Vamos ensaiar mais uma vez.”

FLASHBACK OFF

“Ah, é mesmo...” Disse desanimado. “Vamos gravar.” Vicky ia para a cabine e eu a seguia, mas Sol impediu-me.

“Pedro, tem certeza disso?” Respirei fundo e fiz que sim. “Eu sei que você não escreveu nada pra ela.” Ela sussurrara.

“E você tá certa.” Sussurrei de volta. “Agora deixa eu terminar com isso logo.”

Entrei na cabine, colocando-me ao lado da garota. Ela tocaria violão e cantaria, enquanto eu faria a segunda voz. Colocamos o fone e quando o produtor dera ok, ela começara a dedilhar o violão.

“(...) Você virou meu mundo, de ponta cabeça
Vou dizer antes que eu esqueça
Você foi o melhor que me aconteceu
E agora nada é igual
E nada importa no mundo quando você me beija
Essa é minha única certeza
Quando tudo em volta parece mudar,
Pra mim devemos ficar pra sempre assim
Pra sempre assim

Quando tudo em volta parece mudar,
Pra mim devemos ficar pra sempre assim.”

Terminamos a canção e fora um alívio para mim. Todos parecem ter gostado da música, menos Solange que permanecia com a cara fechada. Antes de sairmos da cabine, Vicky chamou-me.

“O que foi agora?”

“Eu quero falar pra você que o nosso acordo acaba aqui.” Encarei-a. “Gravamos essa música juntos e acho que é o suficiente.”

“O que você tá tramando?” Perguntei desconfiado dessa boa vontade dela.

“Nada, Pedro. Acho que isso já deu, não acha?” Fiz que sim. “Eu não quero ficar mal com você, entende? Ajudei a banda a gravar um CD, não acha que foi maneiro da minha parte?”

“Ok, Victória. Obrigado por isso.”

“Amigos?” Ela estendera a mão, sorrindo.

“Amigos.”

POV SOL

“O que esses dois tanto falam dentro dessa cabine?” Pensei alto.

“O que você disse, Sol?” Paula perguntara ao meu lado.

“Nada não.” Sorri. “Acho que já acabou aqui, não é?”

“Acabou sim, Sol.” Nando disse.

“Então eu tô indo, galera. Beijinhos para vocês.” Disse acenando para todos e saindo da sala.

Já era pouco mais de cinco da tarde, e todos já deviam ter terminado seus afazeres. Peguei o celular, discando para Bianca, em três toques ela atendera.

“Oi, Sol.”

“Bianca, a gravação acabou. Vou buscar a Tomtom em casa e vamos para sua casa. Pode ser?”

“Vou ligar para o Cobra, ele quer participar também.”

“Mas ele não tá com a Karina?”

“Putz, é mesmo. E agora?”

“Deixa que eu resolvo isso, liga pra ele e vai juntando o pessoal ai que eu já chego. Beijos.” Desliguei, já discando para outra pessoa. Segundos depois ela atendera.

“Oi, Sol.”

“João, preciso da sua ajuda.”

“Espero que seja algo importante, porque eu vou ficar bolado se parei o jogo a toa.”

“Cala a boca e me escuta. Você precisa ligar pra Lorena e perguntar em qual shopping ela tá.”

“Ué, ela tá no Barra Shopping com as outras meninas e o Cobra. Mais alguma pergunta?”

“Ótimo, agora você precisa ir lá e segurar a Karina o máximo que você puder.”

“E por que eu faria isso?”

“Não dá pra explicar agora. O Cobra vai ter que me encontrar, mas a Karina não pode vir com ele, entende?”

“Ahhh, saquei. A tal reunião do Team Perina. Minha mãe contou...”

“Então, vai poder ajudar?”

“Não.”

“Como não, João?”

“A Lorena e a Bárbara já estão no esquema. Depois que eu contei pra dona Dandara que elas iam sair com a K, ela pediu pra eu contar a história pra elas e pedir pra que enrolassem lá no shopping.”

“Nossa, vocês são rápidos, ein.”

“Sagacidade que chama.” Rimos. “Era só isso?”

“Era sim, obrigada!” E desligamos.

Peguei um táxi e direcionei-o para a casa de Pedro. Em questão de minutos já estávamos parados em frente sua casa.

“O senhor espera aqui, porque vou precisar ir em outro lugar.”

“Tudo bem, senhorita.”

Toquei a campainha e a mãe de Pedro atendera.

“Oi, Delma. Tudo bom? A Tomtom tá ai?”

“Oi, Sol. Ué, cadê o Pedro?” Ela perguntara, procurando pelo filho no táxi.

“Ele e os outros da banda ficaram lá no estúdio conversando.” Expliquei.

“Ah sim, a Tomtom...” Fora interrompida pela filha.

“Tô aqui, mãe. Vou na casa da Karina com a Sol, posso?”

“Fazer o que, mocinha? Posso saber?”

“Tentar ajudar o Pedro a se acertar com ela.” Tomtom fazia uma cara fofa que ninguém resistiria.

“Essas crianças...” Delma ria. “Vai lá, filha. Mas não demora, ein.” Beijou o topo da cabeça da menor.

“Não se preocupe, Delma. Depois eu trago ela de volta. Tchauzinho.”

Voltei para o táxi junto com a Tomtom e pedi ao taxista para levar-nos até o Catete. Não demorou muito para que chegássemos até a casa dos Duarte. Paguei a corrida e subimos para a casa onde todos já nos aguardavam ansiosos. Duca abrira a porta quando tocamos a campainha.

“Nossa, demoraram ein...”

“Nem demoramos, Duca. Vim o mais rápido que consegui. E o Cobra? Já chegou?”

“Tô aqui, Solange.” Ele estava sentado no sofá, próximo a Gael e Dandara.

“Bom, acho que podemos começar então, não é Tomtom?” Olhei para a menina.

“Vamos lá.” Sorrira, caminhando até os outros.

Eu, Tomtom, Bianca, Duca, Cobra, Gael e Dandara acomodamo-nos nos sofás e poltrona da sala, para dar início a tal reunião.

“Bom.” Iniciei. “Quero deixar bem claro que é apenas uma suspeita minha e da Tomtom.”

“Não enrola, Sol.” Bianca dissera.

“Ok.” Respirei fundo antes de começar. “Quando eu entrei pra banda, fui procurar saber sobre a tal ex-vocalista.”

“Era a Vicky, ela saiu da banda porque o pai dela conseguiu um contrato pra ela gravar um CD.” Tomtom complementara. “Ela namorava o Pedro, mas nem meus pais nem eu gostamos dela, porque ela só fazia mal a ele.” Todos pareciam muito atentos a tudo que estávamos contando e não ousavam nos interromper.

“Eu achei que eles tivessem terminado depois que ela foi embora. Porque a K parecia afim dele e poderiam ficar juntos.” Continuei.

“Sim, mas a Vicky não gosta de perder. Ela nunca deu muita moral pro Pedro até descobrir que tinha a K na jogada. Por isso ela voltou.” Tomtom continuava. “Mas o Pedro, mesmo não gostando mais da Vicky, não iria trair. Ele estava disposto a terminar com ela, mas ai ela veio com esse papo de gravação de CD. Ela mexeu com dois sonhos dele: o de gravar um cd com a banda e o de ser livre dela.”

“Até aí não tem nada de errado, não é? Mas depois disso, teve o baile de formatura do Zé. Onde a K conheceu a Vicky.” Já estava perto de esclarecer tudo.

“E foi depois dessa festa que o Zé começou a chantagear a K, certo?” Cobra entrou no meio do raciocínio. Fiz que sim. “Desculpa gente, mas acho que sei aonde vocês querem chegar.”

“Sabe?” Perguntei assustada.

“Se tem uma coisa que eu sei, é que o Zé não é capaz de tramar algo desse tamanho.” Ele tava chegando na conclusão. “Ele não pensaria nisso sozinho.”

“Bingo!” Tomtom disse alegre.

“Vamos aos fatos: o Pedro sendo chantageado pela Vicky. Depois a K sendo chantageada pelo Zé. Os dois casais se encontram sem querer no mesmo restaurante e o Pedro descobre que a K tá namorando...” Fui pontuando os fatos e eles parecem ter entendido.

“Yo! Agora eu tô começando a entender.” Gael disse da poltrona, como se uma luz tivesse acendido sob sua cabeça.

“Gente, isso é coisa de novela. Não é possível,” Bianca não acreditava naquilo. “Que imaginação fértil.”

“Sol, fala aquele detalhe da festa que só você sabe.” Tomtom pediu.

“Que detalhe?” Bianca voltara seu olhar para mim.

“Quando o Zé foi buscar algo, vi que a Vicky foi atrás ele. Ela provavelmente percebera que ele estava com a K.”

“E o que isso tem a ver?” Bianca estava irritando-me com essa lerdeza.

“Bianca, todo mundo aqui já sacou, menos você.” Cobra disse sem paciência.

“Bianca, o Zé e a Vicky estão juntos nessa.” Gael concluíra. “Não vê que tudo se encaixa? Ou acha que foi o destino que levou os 4 ao mesmo restaurante naquele dia que o Pedro descobriu que a K tava com o Zé?”

"E se eu bem conheço a Vicky, ela não vai desistir tão fácil do Pedro, mesmo depois da gravação do CD." Tomtom finalizara, deixando o clima um pouco tenso.

Notas finais
E ai?? ZB & VV = dois recalcados! Fala sério, né? Se eu que escrevo não aguento, imagino vocês hahahahhaha. Sobre a música que o Cobra lembra da Ka, meu amor todinho por essa música! Amo demais, se alguém não conhece, ouve ai rapidão, é muito boa MESMO! HAHAHAHA Pedro e Vicky gravando um dueto? E agora, pessoal? Como a Ka vai reagir quando escutar isso? Segura o forninhooo, galera! Team Perina é o melhor, maior orgulho! Espero que ele apareça na novela, porque eu tô sofrendo demais com esses dois separados (e olha que não tem nem 3 dias direito)! Pedro merece sofrer? Merece. Mas minha bichinha tá sofrendo demais, armaria nãaaaaam! Só uma última coisa, eu fui pegar o capítulo pra repostar e vi as notas e quero dedicar essa parte pra minha mica que me ajuda a repostar: "E como uma querida mica minha disse uma vez, eu falo mais que a boca :( mas no caso, eu escrevo mais que os dedos." Acho que o jogo virou, não é queridinha? HAHAHAHAHA te amo, mica! Quero comentários ein, senão faço greve de postagem (...) brinks (...) ou não! HAHAHA Beijão