O Coração de Mudança
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Pov. Lucy
Estava correndo pela cidade, procurando sobreviventes, meu nível de magia estava baixo, minha marca ardia um pouco, via corpos e mais corpos “Sinto-me rodeada pela morte” pensei, vi um mago andando ao longe e gritei.
–Esta ferido?- mas ele não respondeu e continuou vindo em minha direção, estremeci quando ele chegou perto, tinha vestes negras, assim com seus olhos que não possuíam nenhum branco, apenas o negro, avia uma aura em sua volta igualmente negra, brandia um cajado com uma caveira branca que criava um contraste macabro com o restante da roupa, ele chegou batendo palmas como em sinal de ironia.
–Seu esforço e o de seus amigos foi realmente formidável, sacrifícios feitos, batalhas ganhas e perdidas, mas receio em dizer que tudo isso não valeu de nada- disse com um sorriso sádico.
Pov. Levy
Cheguei à arena, choro e gritos podiam ser ouvidos ao longe, que me deixou desesperada, vi magos atendendo os feridos mais urgentes, procurei por todo lado, não avia sinal de luta apenas os feridos, vi Gajeel em uma das arquibancadas, o chão estava quebrado embaixo dele, que estava estirado no chão, seus olhos estavam fechados, Wendy tentava cura-lo com lagrimas nos olhos, corri para lá.
–Levy, eu tentei de tudo, mas ele não abre os olhos- diz Wendy, meus olhos se encheram de lagrimas e eu me desesperei, cai de joelhos no chão a seu lado.
–Seu idiota- gritei- você não pode me deixar sozinha!- lagrimas escorriam fartas por meu rosto, pensei- Eu não posso criar um filho sozinha!- gritei sem pensar, Wendy me olhou com surpresa, eu socava o corpo do Gajeel- você ouviu? Seu idiota! Responda!- senti um movimento sob mim, me afastei, Gajeel se sentou, lagrimas de em emoção escorreram por meu rosto.
–Baixinha...
–Era isso, era isso que eu ia te contar- o abracei com força, ainda em lagrimas- eu estava com medo, desculpa, eu não sabia o que pensar, eu, sei que devia ter falado, mas... — não pude continuar, Gajeel levantou meu rosto e o juntou com o seu, senti seus lábios quentes e sua língua invadir minha boca, não sei se o beijo durou um minuto ou uma eternidade inteira.
–Eu amo tudo e qualquer cos que você trouxer para minha vida, imagino o que Metalicana diria, ele sempre disse que a melhor coisa que se pode ter é uma família grande, desculpe pelo que eu falei entes, acho que o fato de começar essa família me lembrou de mais a dor de perde-lo- falou serio, as lagrimas na conseguiam parar de sair- pare de chorar, baixinha chorona- disse bagunçando meus cabelos sorrindo.
–Eu te amo- falei o abraçando de uma vez, o fazendo cair.
–Me deixe respirar- reclamou, eu ri.
Pov. Juvia
Estava ofegante, algumas criaturas de fogo surgiram, magos ainda lutavam, os civis entraram mais para a floresta, uma das criaturas tentou ataca-los se distanciando dos magos segui, não podia deixar um massacre acontecer, o monstro me encarava com ódio, olhei ao redor, estava sozinha, lembrei de meus nakamas, me lembrei de Gray, “Ele vai voltar, e eu vou esperar por ele, não vou desistir”, criei meu chicote de agua derrotando o monstro, minha visão estava turva, já lutava a algum tempo, me apoiei em uma arvore, andei procurando alguém, estava cansada mas continuei andando, “Não posso desistir”.
Pov. Lucy
–O que você quer dizer?- perguntei, ele riu.
–Sabe, Lucy Heartfilia eu sempre a imaginei como você seria, mas nem em meus mais quentes sonhos imaginei uma beleza assim- disse com um olhar malicioso, que me encheu de nojo.
–De onde você me conhece?
–Quem não conhece você? A mais poderosa maga de espíritos estelares.
–Sempre ouvi uma possibilidade de perdermos, fiz um feitiço, um bem trabalhoso, admito, mas forte o bastante para ressuscitar todos os magos da minha guilda, eles voltando com seu poder total, esmagando os vermes que entrarem no caminho, isso seria uma bel visão, mais bela ainda agora que poderei fazer você virar parte dela- disse me olhando de uma forma que me deixou enjoada- fez um movimento, senti meu corpo pesar, não podia me mexer, algo me segurava, o mago pôs cajado em frente ao corpo falando uma língua que não reconheci, não podia laçar um ataque, eu não aguentaria, a energia do ar se tornou pesada, sombras rodearam os mãos negros caídos, “Não posso deixar isso acontecer”, pensei em meus espíritos, meus nakamas, em minha mãe, meu pai, Natsu “Me perdoem” pensei, sentindo uma lagrima rolar, me levantei, a dor em meu corpo era enorme, concentrei toda a minha mente, esqueci de onde estava, vi tudo passando por minha cabeça, os momentos felizes, os tristes, tudo, mais lagrima escorreram, “Fiquem bem”, pensei no fogo, em seu calor, suas chamas, seu poder, ergui minha mão.
–Queime nas chamas do inferno!- gritei, senti a energia me abandonar, vi uma explosão, a maior que já tinha visto em todo a minha vida, meu corpo foi jogado longe, bati as costas em uma parede.
Fale com o autor