O Conto do Cão Negro

7 Capítulo 07: A Proposta


Fazia quase dois meses que Sirius e Flori estavam juntos. Não haviam contado para ninguém que estavam namorando e tampouco decidiram manter em segredo, no entanto, na segunda-feira depois do passeio, já estavam todos sabendo e Sirius não fazia ideia de como isso era possível. Chegou a temer que as paredes tivessem olhos e que, de alguma forma, sabiam o que havia acontecido no dormitório, contudo, se fosse este o caso, imaginou que já teriam sido chamados até o escritório do Diretor ou ao menos perdido uns cem pontos da professora Mcgonagall.

A única coisa que parecia fazer sentido é que tal notícia havia simplesmente brotado no cérebro dos estudantes da noite para o dia. A teoria de Flori era de que, talvez, algum ocupante de um dos infinitos quadros da escola tivesse pegado ambos em algum momento de intimidade e, assim, espalhado para as outras pessoas, porém, se fosse isso mesmo seria uma explicação particularmente sem graça e Sirius preferia acreditar em sua teoria, que era muito mais extraordinária e empolgante.

As duas primeiras semanas foram incríveis para Sirius, não tanto para Flori, que, após aparecer certa noite com furúnculos por todo o rosto, deixou-o preocupado, e depois de muita insistência da parte dele, lhe confidenciou que muitas garotas estavam furiosas com ela por ter “tirado Sirius de circulação” e se vingaram dela, azarando-a pelas costas. O rapaz ficou tão indignado que por um momento chegou a considerar deixar seu cavalheirismo de lado e fazer justiça à namorada, no entanto, Flori o impediu, afirmando que poderia muito bem se virar sozinha. Contou que já havia cuidado das tais garotas de sua própria maneira e que seu maior trunfo era ignorá-las e continuar saindo com ele.

Depois daquele episódio, Sirius notou uma confiança crescente envolvendo Flori e as garotas não a incomodaram mais, embora ainda lançassem olhares de ódio sempre que os dois passavam juntos pelos corredores.

Superado aqueles patéticos obstáculos, tudo voltou às mil maravilhas, o que aumentou o sentimento de satisfação de Sirius. Eles estavam sempre juntos; fosse à mesa das refeições, fosse aos intervalos entre as aulas ou fosse especialmente durante a noite, quando Flori se sentava a uma mesa da Sala Comunal para terminar os deveres. Ele não costumava fazer os trabalhos que os professores pediam, com exceção da professora Minerva, que acabava descontando pontos da Casa toda vez que deixava de entregar suas lições. Na verdade, Sirius só havia passado até então porque costumava ir muito bem nos exames finais, caso contrário já teria sido convidado a se retirar da escola muitos anos atrás. Todavia, como veio a descobrir, havia algumas desvantagens em ter Flori como namorada, pois a garota o obrigava a manter seus deveres em dia, ou então seus encontros escondidos pelo Castelo seriam suspensos.

Por falar neles, eram as partes favoritas de Sirius e geralmente aconteciam durante a noite, depois que terminava suas lições e Flori as corrigia com uma detalhada leitura. Quando acabavam cedo e a Sala ainda estava repleta de alunos, ambos saíam separadamente e com alguns minutos de diferença e iam se encontrar na primeira sala vazia que achassem aberta. Quando acontecia de concluírem os deveres quando todo mundo já havia ido dormir, permaneciam por ali mesmo e só subiam para seus respectivos dormitórios bem tarde da noite, amarrotados e sem fôlego.

Porém, nem tudo eram flores. Ainda que não interferissem na vida de ninguém, havia algumas pessoas que não eram nada simpatizantes àquele namoro. Lílian era uma delas, contudo, procurava não se meter na vida da amiga e apenas amarrava a cara e ignorava Sirius quando ele estava por perto, diferente de Tiago, que vivia reclamando constantemente que ele já não passava mais tempo com os outros, igualzinho ao primeiro ano, quando Flori e ele ficaram juntos pela primeira vez.

Sirius sabia que o amigo tinha uma certa razão, mas por mais que tentasse, não sabia o que poderia fazer para agradar a todos. Chegou até mesmo ao ponto de procurar um feitiço que pudesse usar para se dividir em dois, mas se havia algo assim, provavelmente se encontraria na Seção Reservada e sempre que o via por aquelas bandas, Madame Pince colava nele como um voraz urubu, por isso logo abandonou a ideia.

Ao notá-lo cada vez mais taciturno, Flori o sondou acerca do que poderia estar acontecendo e como preferia não esconder nada sempre dela que podia evitar, Sirius lhe disse a verdade e, numa atitude que considerou muito madura, a garota lhe disse que não se importava que Sirius não estivesse o tempo todo com ela e que, apesar de gostar imensamente dele, amigos eram tão importantes quanto namoradas, e que eles teriam muito tempo para se encontrarem durante os finais de semana e conversarem nos corredores a caminho das aulas.

— Nem mesmo pessoas casadas ficam grudadas o tempo inteiro, Sirius. – Dissera ela naquela ocasião. – Faremos isso dar certo. – Garantiu.

Ele se sentiu extremamente aliviado ao ouvi-la afirmar aquilo, ainda que suas palavras estivessem causando o efeito contrário e o fizessem desejar passar ainda mais tempo com a namorada.

Depois disso, sua vida voltou a entrar nos eixos. Via Flori um pouco menos, o que diminuía as ocasiões em que ambos podiam se encontrar às escondidas e, consequentemente, aumentavam seu tempo como animago. Mesmo vendo o melhor amigo feliz novamente, sentia-se melancólico na maior parte do tempo e seus momentos como um grande cão negro eram o que o fazia se sentir em paz.

***

Faltavam poucos dias para as férias de Natal começar e como havia cortado definitivamente os laços com toda a sua família, Sirius iria passar o feriado na casa de Tiago, onde era muito mais bem-vindo do que em seu próprio lar. Isso não o entristecia, pois há muitos anos chegara à conclusão de que não era igual a seus parentes e aceitara isso havia muito tempo, de modo que não se incomodava. Contudo, não podia dizer a mesma coisa sobre Flori, que passaria o Natal com os próprios pais, o que significava quase duas semanas sem se verem.

Flori lhe garantiu que lhe escreveria um dia sim e outro também, mas não era a mesma coisa para Sirius se não pudesse interromper seus monólogos com um beijo. Ao perceber que o amigo parecia se encontrar em um dilema interno, Remo comentou que ele estava procurando olhar as coisas apenas pelo lado negativo, e sugeriu que poderia tentar fazer algo diferente com ela antes de partirem, que serviria para consolá-lo durante as férias. Segundo ele, era melhor aproveitar os próximos dias ao invés de se lamuriar pelos cantos.

— Aliás, isso não é nada próprio do Almofadinhas que conheço. – Declarou. – Estou quase achando que é algum inimigo dele que está fazendo uso da poção Polissuco. – Brincou o rapaz, arrancando uma gargalhada do amigo.

— Tem razão. – Concordou Sirius, desencostando-se da parede e seguindo ao lado do companheiro pelo quinto andar. – Agradeço pelo sermão, Aluado, apesar de já ter ouvido o bastante do Kettleburn esta manhã. – Murmurou. – Mas você acabou me dando uma ideia. Acho que já sei de algo que podemos fazer.

— O que tem em mente? – Indagou Remo, interessado.

Sirius o olhou de maneira perspicaz.

— Hum... acho mesmo que irei precisar de você. Mas é melhor falar com os outros antes.

— Eu conheço esse seu olhar. O que quer que esteja pensando, com certeza não vai sair algo bom.

***

— Eu ainda não entendo o que nós temos a ver com a sua “Fuga Romântica”. – Debochou Tiago, desarrumando os cabelos displicentemente.

Os quatro estavam sentados a um canto do pátio durante o intervalo, longe dos outros estudantes. Sirius sabia a quantidade de curiosos que havia naquela escola, por isso tomara o cuidado de lançar um feitiço que Flori aprendera com Lílian, e que era muito útil quando não queriam ser incomodados em algum lugar que costumava ser movimentado.

Abaffiato. – Murmurou Sirius, apontando a varinha para além deles. – Só para o caso de Pontas continuar anunciado para o Castelo inteiro sobre os meus planos. – Zombou. Tiago lhe lançou um olhar aborrecido. – Não é uma fuga romântica, seu cretino. – Retrucou. – É só um encontro normal e estou pedindo a ajuda de vocês em alguns detalhes. – Explicou.

— Onde vai ser esse encontro? – Indagou Pedro, observando o outro com uma expressão estranha na face.

Sirius deu de ombros, tentando parecer despreocupado. Ele sabia a reação de seus amigos assim que descobrissem aonde pretendia levar Flori.

— Estava pensando em um lugar especial, como... o banheiro dos monitores.

Tal qual imaginava, Pedro soltou uma exclamação horrorizada, enquanto Remo o olhava contrariado e Tiago dava uma risada.

— Aposto como ela vai adorar! – Provocou. – Por favor, me leve junto quando for contar a novidade a Flori, vai ser incrível ver você apanhando!

— Sirius, você não está realmente pensando em... em... – Remo parecia tão constrangido que não conseguiu continuar.

— Você é um cara de pau! – Acusou Pedro. – Flori com certeza vai acabar interpretando essa sua proposta de outro jeito!

Sirius não disse nada. Na verdade, ele meio que gostaria que ela interpretasse seu convite de outro jeito, mas não diria isso aos amigos, porque não era da conta deles e também porque não suportaria ver seus sorrisinhos presunçosos se acabasse por quebrar a cara.

— Vocês não têm que se preocupar com isso, podem deixar que eu me entendo com ela. – Assegurou.

— E por que precisa da gente? Quer umas dicas? – Zombou Tiago, sorrindo estupidamente e arrepiando novamente os cabelos.

— Como se você soubesse de alguma coisa. – Devolveu Sirius.

O sorriso desapareceu da face do outro.

— Não enche!

— Certo, continuando... Preciso de ajuda com algumas coisas como – ele virou na direção de Remo – a senha do banheiro.

O rapaz pareceu desconfortável.

— Eu não sei se isso é uma boa ideia. – Comentou. – Se alguém descobrir vão saber exatamente quem lhe passou a senha.

— Ora, ninguém vai descobrir, afinal, não existem tantos monitores assim e eu lhe garanto que iremos em um horário em que todos estarão dormindo.

— Sirius, você não pode estar pensando em fazer... isso na escola!

— Fazer o quê? – Indagou Sirius, com um sorriso disfarçado. Ele resolveu continuar. – Posso contar com você?

Remo suspirou.

— Como se alguém conseguisse lhe negar alguma coisa. – Retrucou.

— É verdade. – Concordou Tiago. – Até mesmo Flori vai fazer parte do clube dos que gritam sim pra tudo o que Almofadinhas... Au!

Sirius o silenciou com um soco no braço.

— Melhor calar a boca, seu grosseirão! Eu preciso da sua Capa.

— Agora você enlouqueceu de vez. – Retrucou Tiago, esfregando o membro atingido.

— Eu sei que não é um objeto qualquer que você deva ficar emprestando a torto e a direito, mas você me conhece e sabe que irei tomar conta dela. – Argumentou. – Além do mais, você bem que me deve uma depois de reclamar tanto sobre mim e Flori. É graças a você que estou vendo menos ela.

Sabia que aquilo já era chantagem, mas não se importou com o fato no momento; ele faria de tudo para que aquele encontro desse certo, até mesmo apelar para a consciência culpada do melhor amigo.

— Só dessa vez. – Concordou Tiago finalmente.

— Ótimo. – Aprovou. – Uma última coisa: quero levar o Mapa comigo e como ele é criação nossa, estou pedindo permissão.

Os três garotos se entreolharam, parecendo debater em silêncio, por fim assentiram.

— Obrigado. – Agradeceu. – Agora só preciso falar com Flori.

Sirius se ergueu.

— É melhor lançar o feitiço escudo antes de falar com ela, meu amigo. – Recomendou Tiago, com um sorrisinho debochado na voz.

***

Encontrou-a sentada sob o alçapão que levava a aula de Adivinhação. Flori havia sido a primeira dos alunos a chegar e, enquanto aguardava até o fim do intervalo, estudava o livro exigido por aquela aula. Sirius aproximou-se e leu por cima de seu ombro:

— “Estudo dos Sonhos”? Isso realmente vale de alguma coisa? – Perguntou, apoiando as costas na parede e deixando-se escorregar até o chão, a fim de sentar-se ao lado dela.

Flori ergueu a cabeça do exemplar e bufou.

— Não. Essa aula é uma perda de tempo! – Redarguiu. – Não vejo a hora de desistir dela no próximo ano.

— Devia ter feito como eu e escolhido somente uma matéria opcional. Não teria pegado nenhuma, pois acho que já aturamos demais com as que temos, mas como fui obrigado...

— Eu sei, mas ela parecia interessante. – Justificou, fechando o livro e guardando-o na mochila. – Mas é um monte de bobagens. Se soubesse disso, teria pensado duas vezes antes de me inscrever para ela, ao menos teria algum tempo livre agora. – Lamentou.

— Ao invés disso, você é a estudante com mais matérias. – Constatou Sirius. – São quantas com essa?

— Quatro. Gostaria de ter me aplicado para Alquimia, mas não havia pessoas o suficiente. – Ela parecia realmente triste pelo fato, o que arrancou uma risada do rapaz.

— Bom, mas ainda havia Estudo dos Trouxas. – Lembrou. – Muito me admira que não quisesse estudar essa também.

— Cheguei a considerá-la por um momento, mas não havia como conciliar todas por conta dos horários. Já deu o maior trabalho para a professora Minerva administrar as outras com as obrigatórias.

— Mesmo assim... ainda acho impressionante como consegue lidar com todas essas. – Confessou. – Eu mal consigo me virar com as que tenho e são bem menos matérias.

— Você poderia ter escolhido mais uma. Pelo menos seria uma aula que frequentaríamos juntos.

Flori recostou a cabeça em seu ombro, enquanto Sirius abraçava-a de lado.

— Eu sei. – Suspirou desanimado. – Se ao menos eu soubesse que a senhorita acabaria por ceder aos meus encantos... – Lamentou.

— Ah, é mesmo? – Ela o espiou. – Porque, segundo o que eu lembro, foi você que confessou que não conseguia mais me tirar da cabeça e viver sem mim.

— Não foi exatamente isso o que eu disse.

— Mas o significado é o mesmo.

Eles deram uma risada e beijaram-se.

— Ouça – começou, após se soltarem -, como as férias de Natal estão próximas e cada um vai para um lado, estava pensando em fazermos alguma coisa diferente enquanto ainda não partimos. – Sugeriu. – O que acha?

— É uma excelente ideia. – Concordou Flori. – O que tem em mente?

Havia chegado o momento. Ao contrário do que garantira aos amigos, sentia-se extremamente ansioso com a resposta que a namorada poderia lhe dar assim que revelasse seus planos. Por mais que tentasse, não conseguia imaginar sua reação. Pelo que sabia, a garota poderia ficar assustada com a proposta ou até ofendida. Com certeza seria uma surpresa para ela. Porém, o que o fazia seguir com aquilo era justamente uma parte sua que teimava em se perguntar: “E se ela aceitar?”. Por isso, tentou parecer relaxado ao dizer:

— Bom, não existem muitos lugares em que possamos nos encontrar com... privacidade. Mesmo quando usamos o Abaffiato em alguma sala, estamos sempre correndo o risco de alguém aparecer, e mesmo que não estejamos fazendo nada de errado, aposto que ainda assim receberíamos uma detenção ou, no mínimo, uma bronca. Por isso, nos sobram poucos lugares. E eu me lembrei de um deles recentemente.

— Que seria? – Insistiu Flori, parecendo verdadeiramente interessada. Sirius tomou isso como um bom sinal.

— O banheiro dos monitores. – Respondeu.

Como o esperado, a garota ficou em choque. Levou alguns segundos para que ela se recompusesse e falasse de novo.

— Você está pensando em... tomarmos banho lá? – Perguntou e ele podia notar que, apesar de tentar aparentar tranquilidade, seu rosto começava a ruborizar.

— Como eu disse... eu estava a procura de um lugar em que pudéssemos ficar sozinhos, sem nos preocuparmos com a possibilidade de alguém aparecer. – Tentou explicar. – Ouvi dizer que os monitores não costumam usar o lugar com frequência, por isso sei que estaríamos seguros.

— Mas o que você pretende fazer lá? Quero dizer... é um banheiro e nesses lugares as pessoas costumam ficar...

— Nuas? – Ajudou ele.

— Sirius, o que é que você está tramando? – Indagou nervosamente. – Não me diga que está pensando em nós...?

Ele não respondeu de imediato. Os dois costumavam ser muito tranquilos, porém, havia uma regra, que era a de que deveriam sempre ser sinceros um com o outro, independente se o parceiro gostasse ou não do que iria descobrir. Tirando certas questões que não diziam respeito somente a ele, Sirius seguira aquele princípio a risca até o momento. Por conta disso, sabendo que poderia colocar tudo a perder com sua resposta, resolveu dizer:

— Eu penso nisso sim, Flori. – Admitiu. – E venho pensando cada vez mais nessas últimas semanas em que não temos mais passado tanto tempo juntos.

— Então é por isso que você sugeriu o banheiro dos monitores? – Quis saber.

— Foi uma das razões. – Confessou, sentindo que afundava ainda mais suas chances com a verdade. – Mas também porque seria divertido, você não acha? Quero dizer... o lugar tem uma banheira do tamanho de uma piscina!

— Eu não sei se estou preparada para esse tipo de coisa ainda.

— Certo. Eu... eu entendo totalmente. – Assegurou. – Não quero que se sinta obrigada a nada por minha causa, mas gostaria de passar esse momento com você.

— Bem, se você não se importar que eu prefira permanecer com algumas roupas, então... acho que não tem problema.

Sirius sentiu um peso sair de seus ombros e sorriu com alívio.

— De maneira alguma. – Afirmou. – Mas algum dia vamos ter que superar essa barreira, não acha? Caso contrário, vai ser um verdadeiro choque quando nos casarmos. – Brincou.

A expressão nervosa de Flori mudou para uma de assombro, contudo, aconteceu tão rápido que ele não teve certeza se realmente tinha visto algo.

— Eu espero conseguir alguém melhor do que você até lá, Black. – Provocou.

— Boa sorte. – Retrucou ele, com um sorriso convencido. – Dificilmente alguém chegará aos meus pés. – Completou com uma piscadela.

A garota riu e sacudiu a cabeça, como se dissesse que não havia mais jeito para ele.

— Seu ego é tão grande que não sei como ainda não fez um buraco nessa sua cabeça e saiu flutuando por aí.

— É que eu o controlo com uma poção. – Flori riu. – E então? Aceita minha proposta?

— Eu devo estar louca, mas sim, eu aceito me esgueirar pelo Castelo à noite para tomar um banho com você em um banheiro, cujo acesso não nos é permitido. – Disse.

— Maravilha. – Sorriu Sirius.

— E quando será?

— Estava pensando em amanhã à noite, já que no sábado iremos para casa. Tudo bem para você?

Flori assentiu. O sinal tocou naquele momento. Sirius despediu-se da namorada com um rápido beijo e partiu para o andar de baixo. Mal conseguiu se concentrar nas aulas daquela tarde e sentia-se tão ansioso que tampouco dormira naquela noite. Mal podia esperar para aquele encontro.