O Conto de Um Aventureiro
8 Capítulo 7
Túlio estava escrevendo um relatório ao chefe dos cavaleiros, Simon, sobre o progresso naquelas matas desconhecidas. Nada. Simplesmente nada. Túlio amassou a carta, furiosamente e a jogou sobre o ombro. Ele já mandara 4 tropas de cavaleiros bem alimentados e treinados, com um lorde como capitão. Mas nenhuma delas tinha voltado. O objetivo deles era fazer contato com a tribo Manuk, mas ninguém conseguira fazer o trajeto. A barraca de Túlio estava uma bagunça, cheia de papeis nos quais continham possíveis desculpas, mas tudo isso feria sua honra. Ele jamais falhará com o governo antes. Seja quem fosse o novo rei, não podia falhar. Todos em Rune-Midgard estavam contando com ele, mas nada de progresso. Ele chutou a mesa, derrubando-a. Um cavaleiro, jovem, mas conhecido seu de muito tempo, apareceu em frente á abertura:
-Senhor, o grupo do lorde Cheváliear ainda não retornou. Devemos fazer uma busca por sobreviventes?-perguntou.
-Não... provavelmente todos morreram...- murmurou Túlio, andando de um lado á outro-Assim como nas outras vezes... Por favor, convoque o cavaleiro Hanz. Preciso falar com ele...
O cavaleiro prestou continência, assentiu e foi embora. Hanz fora seu aprendiz por muitos anos. Na verdade, Marcus começará a lecioná-lo, porém, após seu acidente, Túlio tomou posse como professor. O jovem sempre fora seu amigo e conselheiro, e não pôde deixar de estar no acampamento também, mesmo que sua esposa estivesse esperando um filho de 7 meses. Hanz fazia tudo o que podia para ajudar Túlio, pois este sempre perde a cabeça quando fica nervoso.
Depois de uma hora, o jovem cavaleiro volta, com um rapaz de cabelos azuis o acompanhando.
-Mestre Túlio? O que houve com a sua sala- perguntou Hanz,perplexo.
-Ah... nada de mais- respondeu Túlio, constrangido- Depois de nossa conversa, mandarei alguém chamar a faxineira. Mas, você deve saber o porquê de eu ter chamado-lo, estou certo?-disse, caminhando.
-Sim, senhor- respondeu Hanz, muito sério- As nossas tropas não estão chegando ao final do trajeto por alguma razão. Então, quer que eu lidere um grupo.
O quê? Não... Eu só estava o convidando para tomar uma xicara de café e botar a conversa em dia- disse Túlio, com um sorriso . Hanz corou- Venha, sente-se.- Apontou para duas cadeiras vermelhas, em frente á uma fornalha móvel. Os dois se dirigiram á elas e se sentaram.
-Então... Senhor, qual exatamente é o assunto que iremos debater?- perguntou o jovem de cabelos azuis.
-Bom, para começar, como vai sua família, tudo bem?- O lorde perguntou.
-Ah... sim, sim! Só faltam 2 meses para Helen dar a luz.
-Ótimo! Já escolheram o nome do bebê?
-Sim, será Henry. Era o nome do meu avô...
-Espero que seja tão bom na espada quanto você!-O cavaleiro sorriu, pois admirava muito o professor.
-Realmente, uma boa piada! Mas... como vai a sua, na ilha Delgaldi? Ou seja lá como for...
Túlio ficou sério. Ele não pudera visitar o pai há alguns anos. E a irmã devia estar preocupada, assim como o sobrinho Cloudu. A ilha Delgádi não era muito conhecida pelos aventureiros por ser um lugar pacifico, mas se ele continuasse indo lá, as pessoas de fora trariam para sua casa a maldade do mundo exterior. Hanz preocupou-se.
-Eu... falei algo errado?
Sim... –O jovem abriu a boca para se desculpar, mas... – É Délgadi! E não Delgaldi! Quantas vezes preciso falar?
Túlio não queria deixar o ex- aprendiz se sentir culpado. Ele sempre fora um bom amigo.
Segundos depois, apareceu outra pessoa em frente á abertura. Túlio pensou que fosse o cavaleiro de antes, mas era uma pessoa que ele não esperava ver.
-Olá Túlio! Sua aparência está horrível.-O lorde se levantou furioso- Ei! Pelo menos ouça o que tenho á dizer! Seu sobrinho, Cloudu, não está mais em Délgadi. E você soube?-O homem sorriu, maldoso.- Ele está na ilha Novice!
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