Sua vez finalmente chegara. O garoto se levantou da poltrona e caminhou em direção ao balcão.

-Ei! Você quer se tornar um espadachim, não é?-começou o homem sentado do outro lado, com uma voz grave. Cloudu assentiu.-Escreva seu nome aqui.

O espadachim lhe ofereceu uma espécie de caderneta. Depois disso, foi instruído á entrar na pequena porta á esquerda. Oaprendiz se sentia muito nervoso, principalmente por não ter ninguém ao seu lado. Sempre treinara com Kaleb, um protegendo o outro. Mas desta vez, era diferente. Se falhasse, morreria, e ninguém viria ajudá-lo.

Cloudu pode se ver num quarto, com uma passagem ao lado. Lá estavam uma mulher, trajando roupas pretas e um guarda. A mulher lhe chamou a atenção. Explicou-lhe os procedimentos do teste. Teria que passar por várias pontes sem cair. Na mente de Cloudu, ele teria que andar sobre cordas, e se caísse, seriam em chamas ardentes. Sentiu um arrepio pela espinha. O guarda o levaria até o local. Entraram pela abertura na parede, e se viram em um local completamente escuro, onde o único caminho era uma trilha de pedra.

-Boa sorte, rapaz.-o guarda lhe deu alguns tapinhas nas costas e lhe ofereceu uma tocha. Depois disso, voltou ao quarto inicial.

‘’Tudo ficará bem’’ pensou Cloudu ‘’Meu pai e meu tio passaram. Por quê eu não passaria?’’ Começou á se dirigir á ponte. Não conseguia ver um fim, tudo era a escuridão. Engoliu em seco. Com as pernas tremendo, o garoto andou sobre a pedra, na qual haviam algumas escadas, para dificultar o trajeto. Quase caiu uma vez, quando não havia visto um buraco no chão. Continuou a caminhada por 2 minutos, até ver uma porta. Cloudu entrou alegre. Lá havia um guarda, e um estranho portal mágico.

-Já acabou? Foi fá...-começouo aprendiz.

-Não. Ainda temos mais dois estágios.-corrigiu o guarda- Não ouviu a instrutora?

-Eu estava nervoso na hora. Me desculpe.

Assim como um condenado, ele pisou no portal. Levando-o á outro caminho.

Visualizou o local, e teve um susto. Só haviam duas finas e enormes talas de madeira. O garoto pisou em uma delas, e continuou á andar. Uma vez vira um menino de sua ilha andar com as pontas dos pés apontando para os lados. Achara engraçado na hora, mas hoje poderia ser útil. Era impossível andar depressa daquele jeito, mas ele não queria ser rápido, de forma alguma. Se fossem necessárias duas horas para seguir em segurança, ele demoraria, mesmo que precisasse terminar em um certo tempo. Um minuto depois. Cloudu vê a entrada e fica animado. Tenta aumentar o passo, mas erra a posição segura do pé esquerdo, e acaba caindo. Desesperado, agarra a tala e luta para voltar ao topo. Com o coração na garganta, chega ao outro lado, e mais um teste de inicia.

Ficou desapontado com o terceiro teste. Em sua opinião, o segundo parecia bem mais difícil. Era uma passagem bem larga, com alguns buracos cobertos com algo verde e de aparência asquerosa. Foi correndo. Pisou por alguns desses buracos, e eles tinham fundo. Tudo estava muito bem, e logo aquilo tudo acabaria. Chegando ao final, haviam duas superfícies que pareciam dividir a ponte do teste, e a segurança, além do titulo de espadachim. Pulou ali. Algo deu errado. A gosma em seus sapatos tirou lhe a estabilidade, fazendo o escorregar. Caiu de costas. Ia se levantar, mas o liquido ficara no chão, e era muito escorregadia. O garoto derrapou para fora da superfície, caindo na escuridão sem fim.

O tempo parou enquanto caia. Então seria assim? Nem sequer conseguira sua primeira profissão a já estava destinado a morrer? E quanto a tudo que passara? Os amigos, família, haviam acreditado nele, e assim se acabaria? Não. Cloudu caiu sobre o próprio braço, partindo o osso. Uma dor horripilante se espalhou, mas estava vivo. Comemoraria, se não estivesse chorando de agonia. Levantou-se, pegou a tocha com o braço saudável e tentou achar uma saída daquele local assustador. Viu alguns fabres no caminho, mas os ignorou. Estava em uma caverna, com algumas poças de água leitosa.

Achando a saída, apareceu no lugar onde havia começado o teste. Memorizara o trajeto da primeira parte, e correu, com o braço pendendo inutilmente ao seu lado. Teve mais coragem no segundo, e evitou as poças de gosma verde no terceiro. Terminou o teste e desmaiou de dor, sendo acolhido pelos guardas.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

-Ora, está acordando!- Era Cody Joker. O menestrel estava sentado ao lado de sua cama. Cloudu estava com uma tipóia. Estava seguro e com trajes novos.

-Olá... Como vai?-perguntou o garoto, como se nada tivesse acontecido. Cody divertiu-se.

-Parece que você está recuperando-se. Parabéns, você agora é um espadachim.

O menino sorriu, ele estava bastante feliz. Passaram alguns minutos sem se falar. Cody começou com um tom de voz baixo.

-Me desculpe só lhe contar isso agora, não queria que fizesse um teste ruim. Mas não posso esconder.- Cloudu ficou atento, mas não assustado. Como poderia, em tamanha felicidade?- Seu tio... teve alguns contratempos.

-Como assim?- perguntou o recém-formado espadachim.

-Ele tinha um acampamento em um lugar perigoso.- O menestrel mordeu o lábio inferior- Nós estávamos em uma expedição, mas fomos atacados.

O garoto estava nervoso agora.

-Seu tio esta morto... Sinto muito.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Alguns dias se passaram enquanto o garoto se recuperava. Andara muito triste. Ele nunca perdera ninguém, e estava muito abalado. Cody pedira para dar uma volta com ele. Foram até a entrada de um castelo, em Prontera.

Um homem, vestindo roupas largas e negras, seguido por um garotinho usando uma capa branca com detalhes cor laranja.

-Quero lhe apresentar ao mestre do clã HalfLand, Rick.-apresentou Cody.

Os dois apertaram as mãos.

-Olá, senhor Rick. Meu nome é Cloudu. Eu perdi meu tio, soube?-falou o menino, com o lhar abalado, sempre mirando o chão.

Todos o olharam com pena. Provavelmente estava traumatizado. Mas Rick recomeçou a conversa.

-O-Olá Cloudu, é um prazer conhece-lo. Sinto muito pelo seu tio. Ele foi um grande homem. Bom, algum dia você irá superar, certo- disse o líder do clã, tentando mudar de assunto.- Enfim, este é o mais novo membro do nosso clã Caspersi. Ele também virou mago á pouco tempo. Vocês podem ser grandes amigos- o mago, que tinha cabelos vermelhos, e um penteado da realeza, estendeu lhe a mão. Cloudu continuou onde estava- Você gostaria de se juntar á nós?

Pela primeira vez, o menino levantou o olhar.

-Vocês podem me dar o poder... para vingar meu tio?- Rick assentiu, engolindo em seco- Certo... estou com vocês.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Marcus estava sentado em um confortável trono de pedra, enquanto admirava sua recente conquista.

-Tsc tsc. Só faltam dois. Isso não é ótimo?

Havia um enorme recipiente, no qual Túlio estava, envolto em uma luz amarela.

Notas finais
Último capitulo desta temporada. Continuarei depois com a segunda. Até mais.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!