O Conto de Um Aventureiro
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Dois anos se passaram desde que o tio de Cloudu havia visitado a aldeia. As pequenas crianças daquela época já haviam crescido e chegaram á pré-adolescência. Estavam debatendo em uma campina o que iriam ser quando chegassem á maior idade. Um rapazinho corpulento falou, convencido:
-Serei o líder da vila, assim como meu pai!-Alguns garotos riram, deixando o gordinho irritado- Ei! Vocês vão ver só!
Ele começou a perseguir-los enquanto as outras crianças riam da cena. Uma garotinha de óculos levantou-se e disse, um pouco tímida:
-Err... Eu posso ser a médica da vila...
-É verdade! Ela é muito boa em primeiros socorros.-comentou uma amiga dela ao lado, para elevar seu ânimo. Os outros concordaram.
Enquanto isso, apareceu um outro menino, correndo com o seu cachorro, ambos completamente encardidos. Ele chega perto dos outros, se senta e acaricia o pescoço do cachorro.
-Oi pessoal! O quê eu perdi?-pergunta sorrindo.
-Nós estávamos conversando sobre o quê queremos ser quando crescer- comentou o garoto gordinho.
-Ah! Essa é um ótimo jogo de perguntas!-comentou Cloudu, com um sorriso maior. Ele estufou o peito e cruzou os braços- Eu serei o maior herói que essa terra já produziu- gritou Cloudu, com uma voz grave – Destruireimosntros poderosos, salvarei as pessoas frágeis de seus destinos cruéis!-Cloudu descruza os braços e finge estar empunhando uma espada invisível – Eu serei um aventureiro!!!
As crianças tentam se controlar, mas não conseguem. Em um segundo, as pessoas da vila podemouvir gostosas gargalhadas vindas da montanha. Cloudu sabia que tinha feito um papel cômico e também começou a rir.
Ao passar do tempo, eles começaram a se acalmar e voltaram ao debate. Ficaram horas conversando sobre seus futuros, e Cloudu expressava sua louca vontade de ir á Rune-Midgard, assim como seus sonhos e fantasias sobre como era o tal lugar. Quando estava anoitecendo, Cloudu enrolou a corda que usava como coleira em torno do pescoço do cachorro, Jellopy (Cloudu achará o nome belíssimo, mesmo o tio contando que pertencia ao excremento de um monstro chamado Poring) e voltaram juntos para a taverna.
Depois de ter recebido uma bronca da mãe por chegar tarde, um abraço do avô e uma deliciosa sopa de brócolis, Cloudu levou Jellopy para os fundos da taverna e tomaram banho:
-Não é? Só falta um mês pro meu aniversário, eu nem acredito-disse Cloudu jogando um balde de água fria no pobre cachorro.
Cloudu tinha 11 anos e seu tio lhe falará que uma pessoa devia ter no mínimo 12 anos para se aventurar. Mas também tinha um outro problema. O pai de Cloudu havia morrido em uma das perigosas cavernas do exterior, no reino de Rachel, e sua mãe acreditava que ele teria o mesmo destino se fosse para lá, por isso tentava com todas as forças tirar essas idéias da cabeça do filho. Cloudu se enxugou a si e á Jellopy, vestiu novos trajes e ajudou a mãe com o preparo dos quartos. Depois disso foi ter seu merecido descanso.
Três semanas depois, Cloudu percebeu que ele devia pedir permissão á sua mãe para viajar, senão todos os seus sonhos iriam por água á baixo. Ele tomou seu café da manhã, se despediu e quando ia sair, um homem com uma roupa engraçada, um estrangeiro chamou sua atenção :
-Ah...Com licença, essa é a estalagem Marcus(nome dado em homenagem ao pai de Cloudu)?
-Sim, você está no lugar correto. Na verdade é uma taverna, mas também alugamos quartos.-Disse Cloudu sorrindo, feliz por trazer novos clientes ao negócio do avô.
-Obrigado! Ei... espere um instante- O homem, como se tivesse notado algo que tinha deixado escapar antes, pôs as mãos nos ombros de Cloudu e aproximou os olhos dos dele, deixando Cloudu assustado, pois não estava acostumado com pessoas de fora- Você não seria... Ah!- O homem deuum sorriso enorme e parecia estar muito feliz- Você não seria o pequeno Cloudu? Você se parece muito com seu pai!
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