O Começo De Tudo
3 Capítulo 03
Notas iniciais
Tudo certinho?
Não vou enrolar aqui, só lá embaixo... Então leiam as Notas finais ;)
Star City, 17 de Julho 23:16
Como sempre os bandidos retiravam as armas roubadas de um caminhão, enquanto eu e o Robin ficamos em cima de um container esperando o sinal do Roy. Nós... Ou melhor, eu, não tinha falado com ele sobre o monte da justiça, mas acho que Aqualad já estava fazendo o favor de comentar.
A nuvem de fumaça apareceu, era o sinal. Robin desapareceu para completar a parte do plano e eu vi o cara gigante de cabelo branco e pele morena, cujo nome nunca me lembro, rosnar algo para o Ricardito, enquanto atirava nele. Eu apertei minha mão e a arma explodiu bem em seu rosto.
- Sabe quanto custa fazer um terno do meu tamanho? – rosnou para mim.
- Realmente, não estou afim de saber.
Roy estava correndo na minha direção, quando o homem puxou uma rocha do chão e jogou nele. Sorte que Aqualad apareceu e usou água mágica e o destruiu. Meu irmão jogou mais umas flechas de fumaça para distrair o cara.
- A caverna é perfeita, tem tudo que precisamos. – ele falou para o Roy.
- Para missões secretas, sabe de espionagem. – Robin concluiu aparecendo atrás de mim.
- Espere para ver o Superboy e a Miss Marte. – Kid subiu no container correndo e sorriu. – Mas eu a vi primeiro.
Eu já ia falar algo até que vi outro bloco de terra vindo em nossa direção e usei meu poder o devolvendo para o homem e Roy seguiu atirando uma de suas flechas bombas no peito dele. O pior era que nada o derrubava.
- Diga ao Arqueiro para não mandar crianças fazerem serviços de adulto. – comentou o bandido rindo e vi de soslaio Ricardito ficar tenso, e pegar uma flecha de sua aljava e apontar para o sujeito. – Atire.
Roy atirou bem no peito e um material vermelho começou a cobrir todo o homem.
Kid apareceu derrapando na nossa frente.
- Poliuterano de alta densidade, legal. – exclamou.
- Hey, o que acha? – perguntei ao Roy, tirando uma mecha castanha do meu cabelo do rosto.
Ele passou por mim sem falar nada, e parou entre o Robin e Aqualad.
- Estou cansado de deixar o Arqueiro e a Liga mandarem em mim. – respondeu com o tom de raivoso. — Eu não preciso de babá e nem de reunião de clubinho de criança.
- Então você acha que somos apenas um bando de crianças? – questionei e ele se virou para mim. – Faz mais de uma semana que você não falou comigo, com Arqueiro ou a Canário. – rosnei indo em sua direção. – Você sumiu e eu não questionei sua decisão, deixei você pensar e no final você vem falar que eu sou uma criança?
Roy apenas estreitou os olhos dentro de sua máscara, mas eu podia muito bem ver o azul ficando mais escuro pela sua raiva.
- Você, não tem nada a ver com isso!
Passei a mão no meu rosto frustrada. E lá estávamos nós, levando tudo para o pessoal. Grande. Suspirei cansada.
- Eu sou sua irmã e você me abandonou. – sussurrei apenas para ele ouvir.
Eu odeio brigar com esse cabeça dura.
Ele relaxou os ombros e levantou sua mão direita e acariciou minha bochecha.
- Desculpe, mas eu não vou me juntar a vocês. — respondeu tirando a mão de meu rosto dando as costas para mim e aos outros e sumindo entre as sombras.
Sempre, idiota.
Os meninos se aproximaram de mim e vi o olhar curioso do KF em minha direção.
- O que foi Kid? – perguntei tentando não soar grosseira.
- Vocês são namorados? – questionou incerto, como se o chão fosse desaparecer de seus pés.
- NÃO! – exclamei. – Não, lógico que não.
Eles não sabiam que somos irmãos, acho que o único que sabe é o Robin, mas ele não conta. Bem, não somos irmãos de sangue, mas nos consideramos como se fôssemos.
- Mas é que vocês pareciam...
- Kid Flash, vamos embora. – ordenou Aqualad, e eu quase o beijei por ter calado a boca do ruivo.
Eu até poderia contar a eles hoje, mas meu humor não ajudaria. Talvez seja estória para outra ocasião.
E espero que nesse momento Roy esteja ao meu lado, me ajudando com os detalhes.
Monte da Justiça, 18 de Julho 11:16
- Reconhecido: Robin: B-Zero-Um, Kid Flash: B-Zero-Três.
Os dois apareceram e correram direto para Aqualad, Superboy e Miss Marte que olhavam o mapa holográfico.
Eu suspirei cansada. A noite de ontem foi exaustiva. Quando cheguei na minha casa meu celular tinha uma mensagem de texto do Roy me pedindo desculpas novamente, e pedindo paciência. O que ele não sabe é que apesar de eu ser calma, tudo tem seu limite. E o meu já estava transbordando.
- Hey, Levina. – Kid me chamou e eu vi eles seguindo para fora da caverna. — Vamos falar com o Tornado Vermelho.
Já fazia mais de uma semana desde que está equipe foi formada, mas a Liga não nos deu nenhuma missão ainda.
Eu precisava de ação, para tirar Roy dos meus pensamentos, ou eu vou ficar louca.
Quando cheguei lá fora KF já estava cumprimentando o herói mais velho animado.
— Existe uma razão para vocês terem me interceptado fora da caverna? — Tornado Vermelho perguntou.
- Esperávamos que tivesse uma missão para nós — explicou Aqualad.
Tornado nos olhou brevemente.
- As atribuições da missão são de responsabilidade do Batman.
- Mas já passou uma semana e nada. – Robin protestou.
— Vocês serão testados em breve, mas por enquanto, desfrutem da companhia um do outro. — respondeu Tornado Vermelho.
- Esta equipe é um clube social. — Aqualad disse.
- Não. – Tornado Vermelho falou. — Mas fiquei sabendo que integração social é um importante exercício em um grupo. Talvez possam se manter ocupados conhecendo melhor a caverna. — ele passou por nos seis e se dirigiu para dentro da caverna.
- Será que ele acha que vamos cair nessa? – zombei cruzando os braços.
- Eu vou descobrir. – Miss Marte falou e então se virou para olhar para Tornado Vermelho com um olhar concentrado.
- Reconhecido: Tornado Vermelho: Um-Seis.
- Desculpe-me – falou com o olhar decepcionado. – Eu esqueci que ele é uma máquina... Inorgânica. Eu não posso ler sua mente.
- Pelo menos você tentou, mas então, você sabe o que eu estou pensando agora? – Kid perguntou e eu quase soquei esse garoto por ser tão idiota.
- Nós todos sabemos o que você está pensando agora. – reclamei dando uma cotovelada nele.
- Agora, vamos fazer um tour pelo club. – Aqualad disse triste.
- Bem, Superboy e eu moramos aqui. Podemos ser os guias. – Miss comentou e todos nós olhamos para o Super.
- Não olhem para mim. – falou o nervosinho.
- Tudo bem. — Kid Flash disse antes de se virar para Miss Marte. – Um tour particular é mais divertido.
Sério. Por que ele continua com isso? Irrita muito.
- Ela não disse particular. – Robin interviu.
- Integração social. — Aqualad falou. – Todos nós iremos.
Nós seguimos Miss Marte de volta para a caverna, onde ela nos apresentou a cada quarto havia.
No final do tour eles comentaram sobre os vilões saberem do monte, o que não faz muito sentido. Então, praticamente temos uma seta em nossas cabeças piscando “ataque”.
- Sinto o cheiro de fumaça. – Superboy falou de repente e a Miss Marte voou para a cozinha falando algo como biscoitos.
Nós a seguimos até o cômodo, que liga a área do salão e vi ela levitando uma bandeja com algumas coisas queimadas dentro e colocando em cima do balcão da cozinha.
- Acho que você exagerou um pouco no tempo. – comentei e ela suspirou triste.
- Eu tentei fazer a receita do episódio dezessete da Vovó Jones... Mas deixa para lá. – explicou.
Episódio? Ela estava fazendo uma receita de uma série? Acho melhor comprar um livro de receita para ela, é mais promissor.
Eu ouvi um barulho de alguém mastigando algo bem crocante e me virei para o Kid que mastigava uns dos biscoitos.
- Ah... Eu tenho um metabolismo estranho. – tentou explicar sem graça.
- Posso fazer mais? – perguntou Miss Marte sorrindo.
— Foi gentil de sua parte fazer esses. — Aqualad apontou. Eu balancei a cabeça em concordância.
Olhei para o moreno e sorri sem nenhum motivo. Ele é lindo.
Jenny foco.
- Obrigado, Aqualad. — Miss Marte sorriu.
- Nós estamos de folga. — disse Aqualad. – Meu nome é Kaldur'ahm. Mas, meus amigos me chamam Kaldur.
- Eu sou Wally. – o ruivo falou se debruçando no balcão, sorrindo para a Miss. – Viu só, eu já confidenciei minha identidade secreta. Diferente do meu amigo de óculos escuros. O Batman proibiu o garoto prodígio de revelar seu verdadeiro nome.
Robin olhou para o Kid como se fosse o abater na hora. Eu coloquei minha mão em seu ombro e sorri para o mais novo.
- Eu sou a Jenny. – falei.
- O meu não é nenhum segredo. — Miss Marte deu uma risadinha. — É M'Gann M'orzz! Mas, vocês podem me chamar de Megan. É um nome Terráqueo, e nós estamos na Terra agora.
Superboy que até agora estava em silêncio, se virou para deixar a cozinha, mas de repente ele parou.
- Saía da minha cabeça! –exclamou de repente.
De repente, ouvi a voz de M'Gann na minha cabeça e doeu muito.
- O que há de errado? Eu não entendo. Todos em Marte se comunicam telepaticamente.
- Megan, pare. — Kaldur a repreendeu com firmeza. — As coisas aqui na Terra são diferentes. Aqui, o seu poder é uma extrema invasão de privacidade.
- Além disso, os terríveis G-Gnomos deixaram uma impressão muito ruim no cérebro dele. – Wally sussurrou, mas não tão silenciosamente.
— Eu não queria...
- Só. Fique. Longe de mim. – Superboy rosnou e saiu da cozinha.
Está certo que é ela deu mancada, mas o Super não precisava ser grosseiro.
Megan de repente bateu a mão em sua na testa me assustando.
- Alô, Megan! Eu sei o que podemos fazer! – e então, ela saiu voando para fora da sala.
Eu ri pelo nariz e a segui junto com os outros.
Miss Marte voltou para a sala enquanto eu, Aqualad, Kid e Robin ficamos esperando no elevador com a porta aberta. Depois vi ela voltando e o nervosinho a seguiu indo em nossa direção e quando entraram, descemos para hangar.
As portas se abriram e eu vi uma coisa esférica vermelha. Eu pisquei e Megan saiu primeiro.
— É a minha Bio-nave marciana. – exclamou alegre.
- Bonito. — disse Wally primeiro. — Não é aerodinâmico, mas bonito.
- Ela está em repouso, bobo. – ela sorriu. – Vou acordá-la.
Megan levantou a mão e a nave começou a se transformar em uma espécie de nave super legal. Ela virou a espaçonave de costas diante de nós e a porta se abriu.
— Vocês vêm?
Nós a seguimos em silêncio e quando estávamos lá dentro, surgiu seis assentos do chão.
- Isso é muito legal. – exclamei me sentando no último assento e rapidamente o cinto de segurança me prendeu. – Cara, eu quero um desses. – sorri para Megan que sentou ao meu lado, onde era o controle principal.
Robin sentou na minha frente, no lado direito do avião. Wally sentou do outro lado de Megan. E Superboy na frente do baixinho e Aqualad na frente do ruivo.
- Tornado Vermelho, por favor, abra as portas.
As grandes portas se abriram diante de nós, e a Bio-nave voou sem problemas.
- Ricardito iria adorar isso. – comentei e depois cobri a minha boca com as mãos. Droga, falei alto.
- Sério, o que você tem com ele? – Wally perguntou curioso, e todos me olharam com a mesma expressão curiosa.
- Fica na sua Kid! – exclamei, tentando mudar de assunto. Ele deu de ombros e voltou com a sua postura de idiota. – Meg, sua nave é incrível. – ri e ela me devolveu um sorriso tímido.
- Ela é – Wally suspirou sonhador olhando para a marciana. – Eu quis dizer a nave. Aliás é ela.
- Rápido com os pés, mas nem tanto com as palavras. – Dick comentou e eu soltei uma gargalhada da cara de tacho que o ruivo fez.
- Cara! – protestou.
Olhei para frente e vi Super e Aqualad conversando baixinho. O perfil do nervosinho é bem bonito. Se eu não soubesse que ele é um grosseiro, poderia até dizer que ele seria um bom namorado.
O Atlante percebeu que eu estava os encarando e me deu um sorriso. Oh, droga. Senti meu rosto esquentar e virei meu olhar rapidamente para a janela.
- Ei, que tal nos mostrar algumas transformações. — ouvi Robin sugerir.
Eu me virei, querendo ver isso. Eu vi como Meg se transformou numa versão feminina do garoto prodígio. Depois, ela se transformou em mim, cabelo castanho longo ondulado, olhos mel, a mesma calça jeans azul clara e minha blusa branca e meu tênis rosa claro.
- Uau! – exclamei maravilhada. – Parece que estou me vendo no espelho. — Ela riu e se transformou na versão feminina do Wally.
- É errado eu me achar atraente? – perguntou suspirando.
- Vindo de você, nada parece estranho – comentei irônica e ele me olhou furioso. Eu apenas acenei com um sorriso falso.
- Impressionante. – Robin falou tirando a tensão do ar. — Mas... Você sabe que você não vai enganar ninguém com isso. Com exceção da Jenny.
- Imitar meninos é mais difícil. – Megan disse timidamente.
— E as suas roupas? — Kaldur questionou.
- Elas são orgânicas, como a nave. Elas respondem aos meus comandos mentais. – respondeu.
- Contanto que eles sejam os únicos. – e o bonitão do Super falou e ficou aquele silêncio desconfortável.
- Você consegue atravessar as paredes como o marciano? – perguntei tentando aliviar o ar.
- Mudança de densidade? Não. É uma técnica muito avançada.
- O Kid pode vibrar suas moléculas para poder atravessar uma parede. – Robin começou, e fez uma pausa para rir. – Mas quando ele tenta, o nariz sangra. – eu comecei a rir junto com o baixinho.
- Cara! – Wally protestou novamente.
- Uma coisa eu posso fazer. Modo camuflagem.
- Tornado Vermelho para Miss Marte. Um alerta de emergência foi acionado na usina elétrica de Happy Harbor. Sugiro que investiguem, secretamente. Estou enviando coordenadas.
- Recebido. Ajustando rota.
- Tornado nos mantendo ocupados de novo. – o garoto prodígio suspirou.
- Bem, um simples incêndio os levaram para o Superboy. Devemos descobrir o que causou o alerta. — Megan respondeu e assenti concordando.
Superboy estava olhando para fora da janela do lado direito, quando ele disse:
- Eu acho que sei a causa.
Olhei assustada para o tornado que veio em nossa direção e balançou a Bio-nave rapidamente. Meg tomou controle da situação e a jogou para fora do tornado, ela o deixou pairando ao chão e soltamos para baixo.
- Robin, os tornados são comuns na Nova Inglaterra? – Aqualad perguntou, mas o baixinho não estava lá. Apenas ouvi sua gargalhada.
- Ele estava bem aqui. – apontou Miss Marte.
- Caramba, ele não sabe o que é trabalho de equipe? – rosnei.
As janelas da Usina explodiram e nós corremos para dentro do galpão, encontrando o pirralho tentando se levantar.
- O melhor que podemos fazer é... – fui cortada por Super que foi até o Robin. Olhei para os outros e eles o seguiram me deixando sozinha. Grande. Fui até os meus “grandes” companheiros de equipe e ouvi robô dizer que seu nome é Mister Twister.
O cara aumentou a velocidade do vento e fez um redemoinho jogando o Superboy na parede, o deixando inconsciente. Kid, Aqualad e Meg se olharam e foram correndo em direção do inimigo.
- Gente, espera! – gritei. – Merda.
Vi o Aqualad e Meg voando em minha direção, depois de serem abatidos pelo Twister e eu levitei os dois para o chão evitando o impacto com as vigas de apoio.
- Eu estava preparado para ser desafiado por um super-herói, eu não estava esperando crianças. – o bandido zombou.
Olhei para o Robin e vi que ele não gostou da comparação.
- Nós não somos crianças! – o garoto exclamou, e jogou algumas bombas que nem fizeram cócegas no inimigo.
- Objetivamente são. — disse ele. — Tem alguma supervisão de um adulto? Acho a presença de vocês bem perturbador.
- Hey, garoto. Calma. – sussurrei para o Robin que não me deu ouvidos.
O inimigo estava apenas brincando com agente, é os idiotas ainda não entenderam. Mas se eles querem seguir assim, o máximo que posso fazer é ajudar.
- Bem, não queremos que fiquei perturbado. – o menino falou sarcasticamente. — Vamos ver se você fica animado depois de chutarmos sua cara. – completou irritado.
Em cima do Twister tinha um cano de gás e eu quebrei a tampa para uma distração, e Superboy tentou atacar o cara sendo abatido e levando Meg junto. Kaldur e Robin e eu fomos para cima do inimigo, mas fomos pegos por um outro redemoinho.
- Galera, precisamos trabalhar em equipe. – sugeri, enquanto Aqualad me ajudou a levantar.
- Nós já estamos fazendo isso. – o garoto prodígio exclamou, e saiu correndo para fora com os outros.
- Idiota. – murmurei fazendo o mesmo caminho deles.
Quando cheguei do lado de fora vi Megan levitando Wally.
- Eu pensei que vocês até essa altura tivessem aprendido suas limitações. – disse Twister.
- O que você quer? — Kaldur exclamou, enfurecido.
- Não é óbvio? — Twister questionou. — Estou esperando um herói de verdade.
- Gente, ele está apenas tentando fazer agente ficarmos nervosos. – argumentei.
- Oh, e ele conseguiu. – Super falou.
- Ler a mente dele e encontre um ponto fraco. — Kaldur ordenou a Meg.
- Eu pensei que eu não deveria fazer isso!
- Com os vilões pode fazer. – Robin gritou com ela.
Megan se concentrou alguns segundos e depois relaxou.
- Nada! Não consegui nada. — em seguida, ela bateu a mão na cabeça. — Alô, Megan! Mister Twister é o Tornado Vermelho disfarçado! Ele é inorgânico! Um androide! E quantos androides vocês conhecem que podem gerar tornados?
Fazia sentido e ao mesmo tempo não. Mas o resto da equipe parecia concordar, então melhor não discordar.
- Ele nos enviou para cá. – Kaldur comentou.
- Depois falou que seríamos testados, em breve. Esse é o teste dele! – concluiu Robin.
Os meninos pareciam todos frustrados e foram caminhando em direção ao Tornado Vermelho.
- Já sabemos quem é, e o que quer. – Kaldur exclamou. Ele parecia bem mais furioso. – Agora acabe com isso.
- Vocês acham que eu sou o Tornado? Que ironia. – o androide falou e começou a formar uma grande tempestade.
- Acho que não é o nosso cara. – comentei.
Então houve uma grande explosão e eu lancei meus braços na minha frente para me proteger. Fui jogada para trás e cai com força no chão.
- Eu tenho que ouvir mais meus instintos. – gemi e vi o Super ser jogado ao nosso lado e arrastando com ele uma boa parte da terra.
- O que aconteceu? — Perguntou Wally.
- Eu coloquei a Bio-nave entre nós. — Megan relatou.
O nervosinho se levantou e se aproximou da Miss com raiva.
- Isso deveria compensar? Você nos fez acreditar que o Twister era o Tornado Vermelho. – exclamou.
- Calma, bonitão. – interrompi e recebendo um olhar duro dele. – Ela não fez de propósito. Se acreditamos, a culpa é toda nossa, e não só dela.
- Foi um erro de principiante. – Robin soltou.
- Caramba! – gritei frustrada, chamando atenção deles. – O problema não é esse. O problema somos nós. – agitei a mão enfatizando
Wally colocou as mãos no bolso e olhou para Megan e para mim.
- Você é muito inexperiente. Pode sair de campo, agora é com agente.
- Sendo assim, o nosso bonitão é tão inexperiente quanto ela. – apontei. – E fiquei sabendo Wally, tenho o mesmo tempo de experiência que vocês.
- Mas eu não estava falando de você. – Kid tentou se justificar.
O Superboy deu as costas para mim e saltou fora atrás do inimigo. Kid me lançou um olhar estranho e o seguiu. Robin e Kaldur fizeram o mesmo.
- Garotos. São. Tão. Idiotas. – rosnei apertando meus punhos.
- Obrigado por me defender. – Meg falou de repente e me virei para ela. A garota parecia bem chateada.
- Sem problemas. – dei de ombros.
- Você pode ir com os outros, eu vou voltar para o Monte.
- Nem pensar garota. – sorri. – Vamos ajudar os meninos, mas dessa vez. Como uma equipe.
Ela sorriu confiante para mim.
- Ele tem os mesmos poderes do Tornado...
- Sim, e até imunidade a telepatia. – completei.
- Alô, Megan. – ela bateu a mão na sua testa. – Já sei o que podemos fazer. Mas só espero que os outros me escutem.
- Se eles não escutarem eu vou socá-los até que entendam.
Miss Marte se concentrou e senti uma pontada chata na cabeça.
- Ouçam - a voz de Megan apareceu. - Todos vocês.
- Eu sei! – ela falou de repente. Com certeza alguém reclamou. – A Jenny pode ter me defendido, mas eu sei que errei. Por isso, conseguimos bolar um plano. Por favor, confiem na gente.
Meg explicou todo o plano enquanto eu corri atrás do resto do grupo. Encontrei os garotos no cais da cidade, e alguns segundos depois o Tornado Vermelho apareceu.
- Retirem-se, vocês cinco. Eu esperava que dessem conta. Claramente, vocês não podem.
- Mas nós temos um plano agora! — Robin protestou.
- O assunto não está em debate – Tornado Vermelho o cortou.
Todos nós nos afastamos, e eu encontrei um lugar para me esconder.
Esperei minha hora, e assim que vi o androide voando, eu o levitei o batendo ao chão duas vezes, antes do Superboy o socar três vezes e na última o Twister caiu na água. Houve uma explosão e o inimigo saiu da água.
Arranquei seus braços, e Robin lançou várias bombas para ele. Explodiu novamente e caiu no chão.
Seu peito se abriu, e em seguida um homem saiu de dentro dele.
- Eu me rendo. – disse.
Megan não disse nada. Ela apenas levitou uma grande rocha.
- Megan, não! – Kaldur exclamou, mas era tarde demais. Ela deixou cair sobre o homem.
- Não sei como as coisas são feitas em Marte, mas na Terra, nós não executamos nossos prisioneiros! — Robin gritou com raiva.
- Disse que confiaria em mim — Meg respondeu. Ela ergueu a pedra e vi os destroços de um robô. — É por isso que eu não podia ler sua mente.
Garota esperta!
- Souvenir — Wally pegou o olho do robô.
Kaldur colocou um braço sobre o ombro de Meg.
- Nós deveríamos ter acreditado em você.
- Com certeza. – comentei lançando um olhar furioso para eles. – Ela é tão boa quanto nós. – sorri para ela.
- Yeah! — Wally concordou. — Você destruiu a missão! Entendeu? Destruiu?
- Ignore-o. – Robin falou. – Nós estamos muito animados com você na equipe.
- Obrigado. — Meg agradeceu e olhou para mim. – Obrigado, por ter me ajudado.
Senti meu rosto esquentar, e coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha disfarçando.
- Então... Pessoal. Vocês deveriam voltar para a caverna e mostrar o Twister para o Tornado. – falei.
- Você não vai voltar com agente? – questionou Wally.
- Preciso resolver algo, mas vejo vocês em breve. – pisquei para eles e sai em direção ao centro da cidade, antes que eles falassem algo.
Assim que encontrei uma praça, sentei em um banco branco em frente a uma árvore. Peguei meu celular e apertei o número um da discagem rápida. Esperei atender e ouvi sua voz do outro lado.
- Oi.
- Roy, será que podemos conversar agora? – perguntei e ouvi sua respiração do outro lado.
- Claro.
- Por que você saiu de casa? E ainda sem me avisar? – questionei sentido minha garganta fechar. Eu sentia tanta falta dele, mesmo sentido vontade de soca-lo até ficar irreconhecível.
- Jenny, eu não sou mais criança. – ele suspirou e continuou. – Eu já estava pensando em ir morar lá, antes de tudo. Desculpe por não comentando nada, mas eu sabia que ficaria triste.
- Eu não ficaria. – exclamei. – Você precisa do seu espaço, eu sei. Mas poderia ter avisado. Eu, eu, droga Roy! Eu sinto sua falta.
- Também sinto a sua falta maninha. Mas sempre vamos nos esbarrar nas patrulhas, certo? – perguntou. – E se você quiser posso ir pegar você depois do treino das líderes, quando voltar à escola.
- Sério?
- Mas é claro! – ele ficou em silêncio, antes de continuar. – Eu vou ter que desligar agora. Mas me prometa antes, não se arrisque muito nessas missões de equipe.
Eu ri, ele é um idiota! Eu salvo pessoas, não tem como eu não me arriscar.
- Claro. – menti. Melhor que começar uma discussão, tenho que aproveitar seu bom humor.
- Ok. Beijos e eu amo você, maninha.
- Também te amo.
Desliguei o celular e coloquei de volta para o bolso da minha calça. Eu queria ter falado da questão da Liga, mas Roy é muito orgulhoso. Ele não iria aparecer aqui, e aceitar todas as regras do Batman, não mesmo. Talvez seja melhor ele ficar fora de toda essa coisa de equipe do que arrumar mais briga para o seu lado. Porém, ele magoou o Olie. E eu odiava ver o Arqueiro do jeito que estava. Dinah consolava ele, mas eu sei que ele sente falta do seu filho em suas patrulhas.
E eu sinto todos os dias a falta do imprestável.
Notas finais
Jenny toma as dores alheias. Eu sempre achei esse episodio que os meninos foram idiotas com a coitada da Megan u.u HAHAHAH ok voltando para a fic.
Vocês já perceberam né? Talvez um romance pode sair...
Ok. Vou parar de falar senão começo contar coisa que eu não devo.
Bom, eu estou muito feliz com quem deixa reviews. Sério. Vocês não tem ideia de quanto isso me deixa mais animada para escrever *o*
Realmente, obrigada :)
Vejo vocês na próxima.
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