O Colar de Gelo
2 Capítulo 2 - EU DISSE PARA MATÁ-LA
Notas iniciais
– Como assim vocês não a mataram? – gritou a Rainha se levantando de seu trono – Fui bem específica, ACABEM COM TODOS OS STARKS! Isso incluía a garota!
– M-me desculpe Vossa Graça. – disse um demônio de aproximando – Mas não encontramos a garota.
– TRATEM DE ENCONTRAR! Tenho que acabar com eles, vingar a morte de minha irmã! Sua querida rainha antes de mim! Eles têm que pagar.
– Até quando ela vai continuar com isso... – murmurou outro demônio do gelo, mas infelizmente, não tão baixo.
– Quer dizer que não respeita minhas ordens? Pois bem... MORRA! — num estrondo, a Rainha tacou uma espada de fogo no demônio, cortando sua cabeça – Mais alguém vai me desrespeitar?
Silêncio.
– Ótimo. Jar prepare o meu banho, vou para os meus aposentos. – e se deu por fim a reunião – A propósito, quero a garota morta.
12 anos depois...
– De novo Do Contra? — disse o Irmão mais velho, Nimbus – Já disse para não entrar no meu quarto enquanto treino!
– Nimbus, ainda acho que você não vai ser um feiticeiro, mas tenho que pegar minha roupa!
– Pega logo e sai!
– Brigando de novo garotos? – disse Mônica entrando no aposento – Não importa, vou caçar. Você vem DC?
– Claro!
Os dois desceram as escadas correndo, um apostando corrida com o outro. Eles eram assim, irmãos. Mônica foi à cozinha e pegou uma maçã, logo dando uma mordida nela.
– Cuidado pra não engasgar!
– Bléé – ela disse mostrando a língua.
– Aonde vamos primeiro hoje?
– Não sei DC, mas acho que deveríamos começar perto da muralha.
– Onde os caras da patrulha vivem? Sem chance. Você sabe muito bem que não posso nem chegar perto de lá.
– Foi o seu pai que desistiu de ser um Patrulheiro, não você. Mas seu pai já morreu, eles não tem motivos para encostar um dedo em você.
– Prefiro não arriscar.
– Cadê o Do Contra que eu conheço? Aquele que contraria tudo o que queremos?
– Estou fazendo isso agora! – disse dando um sorriso divertido – Estou contrariando a SUA vontade de ir pra lá da muralha.
– Do Contra, nós vivemos na Floresta Negra, o que é mais perigoso que isso?
– Demônios do Gelo, javalis, os caras da patrulha...
– AI! DEIXA DE SER MOLE! Vamos logo! VAAAAAAAAAAAI!
– Está bem, está bem.
– Ótimo!
Mônica queria muito ir à muralha, desde os nove anos, quando foi trazida pra cá, que não via outra coisa a não ser mato. Agora com seus vinte e um, queria aproveitar enquanto podia. Saiu correndo pela porta, se jogando na neve.
– Ainda não entendo como não fica doente na neve Mônica. – disse DC com um sorriso – Vamos logo, ainda quero passar no cemitério.
– Ainda? Ver seu pai de novo?
– É minha condição para irmos para a muralha.
Mônica bufou de frustração, mas o que podia fazer? Bater nele como fazia sempre? Agora já era adulta, não iria fazer isso, só se fosse realmente necessário.
– Agora vamos logo, não quero chegar de noite e me deparar com certos demônios. Ultimamente eles estão atacando frequentemente.
Mônica por impulso segurou seu colar. Não havia o tirado um só dia desde que ganhara, mas tinha medo. Tinha medo que a única lembrança de Cebola sumisse de sua memória.
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