Notas iniciais
*Olá pessoal ;)
*Capítulo ficou um pouco curto, mas eu espero que vocês gostem mesmo assim, e com certeza o final dele vai lembrar o final de um dos episódios de Glee, então...

Lago dos cisnes tocava enquanto a delicada e habilidosa bailarina realizava os mais graciosos movimentos, para uma platéia estupefata com aquela visão, que se assemelhava a um anjo dançando. Um silêncio profundo reinava entre as pessoas, enquanto a música e a dança continuavam.


Assim que a música cessou, uma salva de palmas calorosa de iniciou, e a dançarina olhou para a primeira fila na platéia, onde a aplaudiam de forma fervorosa e em pé um casal, a mulher tinha cabelos dourados e seus olhos estavam repletos de amor, o homem ao seu lado tinha os olhos de um azul profundo, e em seu rosto estava estampado todo o seu orgulho, e por fim, ao lado desse homem, estava uma jovem negra, com um sorriso extremamente encantador e com os olhos brilhando, mas de repente tudo ficou escuro e o desespero tomou conta da bailarina.

18 de Dezembro de 1999.

Brittany era agora uma menina que acabara de completar sete anos, e enchia seus pais e sua avó de orgulho. Na escola ela tinha muitos amigos, e suas professoras a adoravam. Ela era bastante atenciosa e comunicativa, e linda também. Seus cabelos dourados eram lisos e seus olhos tinham um lindo tom de azul, que Suzan achava maravilhoso, mesmo que ficasse claro para qualquer um na rua que aquela menina jamais seria filha legítima de John, com seu cabelo escuro e olhos castanhos, mas ela não se importava, mas de uma coisa o doador que a possibilitou de ter uma filha provavelmente era um homem muito bonito.


Outro ponto bastante interessante em Brittany era o seu talento natural para as artes, principalmente quando envolvia música, mais especificamente dança. A primeira vez que a menina dançou para os seus pais foi aos cinco anos de idade, e eles ficaram tão impressionados que no outro dia John procurou uma escolinha de dança e matriculou a menina, que ficou extremamente feliz e não perdia nem uma aula, a menos que ela estivesse realmente doente.


E naquele dia seria sua a primeira apresentação de dança, uma apresentação natalina.


Era sábado e Brittany acordou mais cedo que o normal. Fazia muito frio e ela se enrolou ainda mais naquela manta de pequenos papais-noeis, que ela tinha desde criança e sua mãe lhe dissera que fora um presente do Dr. Lopez, ou o tio Tony como a menina o chamava.


Brittany adorava o médico, depois de seu pai ele era o homem que ele mais gostava. Ele sempre lhe dava presentes e ia visitá-la com grande freqüência, sendo atencioso e sempre perguntando para sua mãe se tudo estava bem em relação à sua saúde entre outras coisas.


A garota ficou ali se imaginando em sua primeira apresentação, em um palco. Ela havia ensaiado lá algumas vezes, mas ela estava com medo de errar e assim todos ririam de sua cara, mas seu pai lhe disse na noite anterior que ela era uma ótima dançarina, e que com certeza seria a melhor de todos ali, e se seu pai estava dizendo ela acreditou, porque ele nunca mentiu para ela.


“Britt-Britt, pronta para o grande dia?” Sua mãe lhe perguntou assim que entrou no quarto e lhe deu um beijo na testa, percebendo que a menina já estava acordada.


“É... Eu ainda estou com um pouco de medo.” A menina respondeu sentando-se na cama. Suzan sentou-se ao seu lado.


“Eu tenho certeza que você vai arrasar.” A mulher respondeu. “Todos nós vamos estar lá para te aplaudir de pé.” Brittany sorriu mas baixou os olhos, e Suzan percebeu que havia alguma coisa errada com a menina. Apesar de ter apenas sete anos, ás vezes Brittany demonstrava uma profundidade que chegava a ser assustadora para sua pouca idade. “O que foi, querida?”


“Eu sonhei com aquilo de novo.” A menina respondeu. Suzan sabia o que era ‘aquilo’ e o fato da menina sonhar o mesmo sonho mais de uma vez, e sempre se deprimir a cada manhã após isso acontecer a deixava um tanto preocupada.


“Isso não é nada Brittany.” Ela respondeu apenas para acalmar a garota, mas que era estranho a menina sonhar com pessoas que tinham físicos parecidos com o dela, assistindo a uma apresentação de dança onde ela era a bailarina. “É só um sonho bobo.”


“Eu sei, mas eu vejo nos meus sonhos que essas pessoas são importantes para mim, e de repente, eles... Eles vão embora.” A menina disse, porque sempre que ela se lembrava disso ela sentia vontade de chorar.


“Brittany, essas pessoas nem existem, elas são frutos da sua imaginação.” Suzan a lembrou. “Oh, isso não é nada filha, hoje é um grande dia, você tem que ficar feliz, não triste por causa de um sonho bobo.” Suzan sorriu para a menina que sorriu de volta. “Por favor, não fique triste, luz da minha vida, eu te amo demais.”


“Eu também te amo mamãe.” Brittany abraçou a mãe, e de repente todo o medo e insegurança que ela estava sentindo foram embora.


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Antony tomava seu café-da-manhã junto de Marise, Santana e Juan, seu filho caçula de três anos. Santana estudava no mesmo colégio que sua mãe freqüentara durante toda a vida, o colégio São Francisco, onde após muita discussão com o marido, Marise conseguiu matricular a filha.


“Como estão as coisas da escola, Santana?” Antony perguntou, os finais de semana eram o tempo que ele tinha para conversar com sua família, durante toda a semana ele ficava trancafiado na clínica, saindo junto dos filhos de casa e voltando quase sempre quando eles já estavam dormindo.


“Nós estamos aprendendo a fazer matemática, a professora passou uma folha com cinco contas de mais e eu acabei primeiro, ajudei a Mercedes e a Quinn e ainda acertei todas.” Ela respondeu orgulhosa de si mesma e olhou para a mãe. “A irmã Silverstone me disse que eu sou tão inteligente quanto você, mãe.” Marise sorriu. Santana sempre contava alguma história de como algumas freiras mais antigas do colégio sempre comparavam as duas, apesar dela mesmo enxergar muito mais Antony na menina do ela própria algo muito mais que traços físicos. Santana tinha um olhar desafiador e um nariz um tanto empinado como seu marido, e adorava fazer perguntas, não acreditando em nada que não lhe provassem ser verdade ou existir. Mas o sorriso era idêntico ao dela, e isso ninguém podia negar.


Nesse momento a empregada da família entrou ali com o telefone em mãos.


“Com licença Dr. Lopez, mas o Dr. Larson disse que precisa falar com o senhor, um assunto urgente.” Antony pegou o telefone no mesmo minuto.


“Alô professor Larson, é Antony, algum problema?” A expressão no rosto do médico mudou drasticamente, ela estava leve e descontraída, mas agora estava cheia de preocupação. “Sim, eu estou indo para aí, não se preocupe professor, vai ficar tudo bem.” Antony desligou o telefone e levantou-se no mesmo momento.


“O que aconteceu, Tony?” Marise perguntou, sentindo a reação do marido com a ligação. Ele fez sinal para ela se levantar, visivelmente não queria que Santana ouvisse a conversa. Os dois foram até a sala, onde Antony suspirou fundo e colocou as mãos na cintura. “Antony, o que aconteceu com o tio Albert?” Mesmo após anos da morte de Dominique, Marise não conseguia perder o costume de chamar os pais dela de tio e tia.


“Não com ele, mas com a Elizabeth.” Antony respondeu. “Ela está no hospital, muito mal.” Os olhos de Marise ficaram cheios de lágrimas. “Ele quer que eu vá até lá, falar com ele.”


“Eu posso ir com você?” Ela perguntou, já chorando.


“Não, fique aqui com as crianças, ele quer conversar comigo em particular, eu ligo dando notícias.” Antony deu um beijo na testa da esposa e a deixou sozinha.


Chorando, Marise se sentou no sofá, e ficou ali, com seus próprios sentimentos. Desde a morte de Dominique os Larson estavam praticamente morrendo aos poucos, Albert ainda tinha seu trabalho, um outro ambiente onde ele podia arejar a cabeça pelo por algumas horas durante os seus dias, mas Elizabeth não, ela se fechou em seu próprio mundo, de onde ela não saía nem deixava ninguém entrar. Era triste, e desde o momento em que Dominique partiu, ela soube que o destino da mulher seria esse. Ela tinha absoluta adoração por sua filha, Dominique era quase uma projeção da própria Elizabeth, e com ela morta, não haveria outra projeção de futuro para a mulher a não ser o mesmo destino que a jovem bailarina.


“Mãe, por que você está chorando?” Marise olhou para a porta para ver Santana olhando para ela com uma expressão triste. Ela sempre ficava assim quando via Marise chorando, às vezes até chorava também. “Meu pai brigou com você?” Infelizmente havia muitas discussões e Santana sempre acabava ouvindo.


“Não, está tudo bem, a mamãe só está preocupada com uma amiga que está doente.” Marise respondeu, então Santana se aproximou e sentou-se ao lado dela.


“Por que não rezamos? É isso o que eu aprendi na escola, quando uma pessoa que nós gostamos muito está doente, nós rezamos por ela.” Santana falou, e Marise sorriu para ela. “Você não aprendeu isso não?”


“Sim, eu aprendi.”Ela respondeu. “E você está certa, filha, vamos rezar.”


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Assim que Antony chegou no hospital, ele encontrou Albert no corredor, encostado na parede, visivelmente desolado. Ele estava ainda pior do que costumava ser, aquele homem brilhante e cheio de motivação que Antony conheceu em seus anos de faculdade não existia mais. Ele fora substituído por um homem que apenas existia, não vivia, um homem que precisava fazer uma enorme força para se levantar da cama e tentar seguir com sua rotina diária.


“Professor...” Antony falou manso assim que se aproximou do homem. “O que aconteceu, professor Larson?”


“Eu não posso perdê-la Antony, não posso perdê-la.” Albert respondeu, chorando, revelando ao seu ex-aluno a verdadeira face de seu desespero. “Ela é a única razão que eu tenho para viver, a única!”


“Professor, por favor, tente se acalmar, e me diga, o que realmente está acontecendo?” Antony disse ao professor, que sentou-se em um banco, o médico mais jovem sentou-se ao seu lado, e colocou a mão em seu ombro.


“Minha vida está acabada.” Albert murmurou, enxugando as lágrimas. “Primeiro minha filha, agora a minha esposa, Deus deve ter algo contra mim.” Antony esperou pacientemente pelo que Albert falaria depois. “Os órgãos dela estão paralisando, ela está morrendo, o médico que a atendeu disse que nesse ritmo ela não tem mais que alguns poucos dias de vida.”


“Mas, não há nada que possa ser feito para se reverter?” Antony perguntou, ele não queria mais esse sofrimento para o seu professor. Ele tinha que pensar em alguma coisa rápida.


“Ela não quer se curar Antony, a vida dela acabou desde o dia que a nossa filha faleceu, ela nunca mais foi a mesma.” Albert falou desanimado. “Ela nem vai lutar para viver, ela quer morrer para estar junto de Dominique.”


“E se nós encontrássemos uma motivação para ela lutar?” Antony sugeriu, porque ele sabia exatamente onde encontrar essa motivação, e quem ela era ,uma menina de sete anos chamada Brittany Pierce.


“Como? Filho, não existe nada mais doloroso que perder um filho nesse mundo.” Albert começou. “Enterrar um filho deve ser o pior castigo encontrado por Deus para punir os homens, e nada, nada pode trazer de volta a felicidade que lhe foi tomada, ela foi enterrada e permanecerá para sempre no túmulo de seu filho”


“Eu sei...” Antony respondeu, mas naquele momento ele sabia que se Elizabeth encontrasse Brittany talvez ela se motivasse e começasse a lutar por sua vida, vendo que sua filha ainda estava viva. Brittany era parte de Dominique, e filha legítima do casal Larson, mesmo que não vinda do ventre de Elizabeth.


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“Você está pronta, Britt?” Suzan perguntou para a sua filha, que estava arrumando sua roupa para a sua grande noite como bailarina.


“Eu acho que sim.” A menina respondeu e sorriu para a sua mãe, que continuou parada na porta do quarto dela, com um sorriso orgulhoso estampado em seu rosto.


“Não tenha dúvidas que você vai ser a bailarina mais bonita de toda a noite.” A mulher disse outra vez, ela sabia que a menina estava insegura, mas ela tinha certeza de que aquela noite seria especial para a menina.


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Assim que Antony chegou em casa do hospital, Marise veio correndo em sua direção, preocupada com Elizabeth, e a expressão no rosto de seu marido não ajudou nem um pouco.


“Como ela está, Tony?” A mulher perguntou, de braços cruzados e evitando o olhar do marido. Antony colocou as mãos no bolso e soltou um suspiro cansado.


“Ela não está bem, e isso já faz muito tempo.” Ele respondeu. “A situação está grave, mas eu ainda acredito em uma chance de recuperação.”


“E por que você acredita nisso?” A mulher perguntou, estranhando, já que seu marido era a pessoa mais descrente em quase tudo que ela já conhecera em sua vida, e agora ele estava falando em esperança?


“Porque a ciência pode fazer milagres, ou quase isso.” Ele respondeu de uma forma estranha. “Eu vou descansar um pouco, e tentar pensar em algo para ajudar o professor e a Sra. Larson.” Ao dizer isso, Antony, subiu caminhou em direção à escada e subiu até seu quarto, deixando Marise intrigada.


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“Papai, eu já estou indo.” Brittany falou sorridente, para o seu pai que assistia um jogo de beisebol na TV. “Você vai mesmo me ver hoje a noite?”


“Claro que eu vou.” John respondeu abraçando a menina. “A promessa de um Pierce jamais é quebrada, se lembra disso?” Ele falou antes de dar um beijo na bochecha da menina. Essa era uma frase que seu pai lhe dizia, e segundo ele, era dito pelo seu pai e assim por diante.


“Claro.” A menina respondeu sorrindo. “Você vai levar o Artie também, não vai?”


“Claro, se ele é seu amigo, então ele é meu amigo também.” John respondeu. “Agora vai lá, fica tranqüila, porque vai dar tudo certo, você vai ser a melhor bailarina da noite, e todo mundo vai te aplaudir de pé.”


“Britt-Britt, vamos logo, não podemos nos atrasar.” Suzan chamou a menina, que correu ao encontro de sua mãe e avó que já esperavam por ela na porta, e antes dela sair de sua casa, acenou para o homem, que acenou de volta.


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Já se passava das sete, quando John ficou na frente de sua casa, esperando pelo menino Artie, o melhor amigo de Brittany aparecer para ele levá-lo a apresentação da menina, que começaria as oito horas.


Graças a um acidente de trabalho, o pai do menino se impossibilitou de levá-lo, e a mãe dele tinha que ficar em casa para ajudar seu marido, que estava com o pé imobilizado.


Não demorou para o carro dos Abrams parou em frente da casa, e um menino desceu correndo.


“Tchau mamãe, eu prometo que me comporto direitinho.”O menino disse, assim que se inclinou na porta do carro para falar com a mulher. John se aproximou, sorrindo.


“Não se preocupe, eu sei que Artie é um bom garoto.” O homem falou, e o menino sorriu para ele. “Por volta das dez, ele já vai estar entregue em casa, eu prometo.”


“Tudo bem, então, nós vemos mais tarde, e mais uma vez, comporte-se, hein, Arthur?” A mulher falou.


“Eu vou me comportar, mamãe, eu já disse.” Ele falou mais uma vez.


“Então, até mais filho, até mais John.” A mulher se despediu.


“Até mais Betty.” Assim que o carro saiu, John olhou para o menino, que sorriu. “Vamos? Nós não queremos nos atrasar e deixar a Britt esperando por nós, não é?”


“Sim, Sr. Pierce.” O menino concordou.


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Albert sentou-se na cadeira do hospital, e olhou para a esposa que estava dormindo na cama. Mesmo dormindo, a expressão em seu rosto não demonstrava nem um pouco de paz, e isso só fazia o homem se entristecer ainda mais.


Em suas mãos havia uma pequena caixinha de música que pertencia a Dominique, que Elizabeth guardava em seu quarto, no criado ao lado da cama.


Ele abriu a caixa a caixa delicadamente, e começou a tocar ‘lago dos cisnes’, a música favorita de Dominique para dançar balé. Quando ele ouvia aquela música, ele podia realmente sentir sua presença, e tinha esperança que mesmo dormindo, o subconsciente de sua esposa ouvisse a música, e se acalmasse por sentir Dominique ali também.


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John dirigia, enquanto Artie sentado no banco de trás se distraía enquanto cantava baixinho a música que tocava no rádio, uma dos Backstreet boys, a banda do momento.


John olhou para o relógio e viu que já era vinte para as oito, e pela distância que eles estavam do teatro municipal, não chegariam a tempo.


O homem acelerou um pouco mais, e olhou pelo retrovisor o garoto que continuava cantando distraído, quando ele ouviu uma buzina, e o choque de um veículo grande, contra o seu carro.



Notas finais
*Esse é o penúltimo capítulo da primeira fase, só mais um capítulo e finalmente teremos Brittana adolescentes =), e logo depois o seu encontro.
*Por favor, deixem reviews, essa é uma fic difícil de se escrever, e eu gostaria muito de saber o que vocês estão achando, certo?
*Obrigada por lerem e até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.