Notas iniciais
Como eu disse, iria fazer uma coisa muito louca para agradecer os 100 reviews, todo autor faz alguma coisa para agradecer á chegada aos 100 reviews, hoje em dia não é tão importante quanto antigamente, mas vamos lá... Eu poderia dizer "Muito obrigado por acompanharem, amo vocês", mas não vou fazer isso, eu vou agradecer á todos os leitores que postarem reviews aqui, por ordem! Então vamos lá:
Doido que criou á conta em um dia, postou duas histórias, mandou uma ficha e excluiu sua conta. GabyCP8P. Clover Mellark Payne. Lesloat Armadillo. A Chan. JessyFerr. Tanatielly. Buttercup. Sthepanye Blanco Guerra. JuliaTassinari. MianLuis. GigiGold. GabrielT. Janaina Potter Chase Everdeen. Corallyne Elizabeth Gomes. Josy Santos. Avlisgigi. Emily Ilvolover. Nihal.
Também agradecendo á Josy Santos e JessyFerr por recomendarem.

Gabriela –

O estádio era uma só gritaria, as pessoas gritavam e se amontoavam nas arquibancadas do estádio de quadribol. O estádio de quadribol do Instituto Oliver Groon era o maior estádio colegial da América, até porque por ser o maior instituto e nos EUA ser comum á prática de trancabola. Mesmo assim era impressionante o número de pessoas presentes, enchiam á arquibancada do “coliseu” como era apelidado o estádio, já era de noite e as luzes estavam abertas, caia uma chuva fina, na parte de baixo, quase entrando no gramado, tinha um amontoado de jornalistas, dentro do campo gravavam os repórteres, isso mesmo, repórteres, a televisão foi acrescentada ao mundo bruxo pelos irmãos Weasley que fundaram o canal de Tv mais famoso do mundo bruxo, eles cobriam qualquer coisa que fosse importante, e o fim da semana medieval era sim importante.

No outro canto do “coliseu” tinha um imenso portão de ferro de onde saia rugidos assustadores, o Focinho-Longo Português estava lá dentro. Eu tinha um bloco de notas em suspensão ao meu lado junto com uma caneta para escrever os eventos principais da prova, ao meu lado Jordyn segurava a câmera fotográfica, estava prestando atenção até que senti uma mão me puxar e me levar para um canto isolado na parte mais alta do coliseu, percebi que era Helena.

-Por acaso ficou louca?! – Gritei com ela e a morena simplesmente me deu um sorriso e estendeu á mão abrindo uma porta, percebi que era o vestiário das harpias.

Entrei e fui até Mila que amarrava o cabelo, tinha acabado de sair do banho.

-Alguém já foi pra arena? – Ela perguntou enquanto soltou a toalha e buscou suas vestes intimas, corei, nunca tinha á visto nua.

-Não. Ainda estão todos se preparando, mas todos estão eufóricos, desde á torcida até os jornalistas. – Disse enquanto ela já vestia á calça de cor preta.

-Assim é melhor. Não quero ser á última á chegar... – Ela não pôde terminar o que iria falar, pois um grito muito alto da torcida foi ouvido.

-Gabriel Silver. – Falei e logo depois outro grito não tão abrangente quanto o primeiro, mas deu para sentir o chão tremer com os pulos.

-Artur. – Falou Helena revirando os olhos.

Não era novidade para ninguém a rivalidade entre os penachos e os peregrinos, principalmente por causa dos ditos cujos. Gabriel e Artur, grandes jogadores de quadribol e que todo ano disputavam a taça das rapinas, o que não aconteceu ano passado porque o time das harpias estava muito bom, e acabou por pegar o pomo de ouro e vencer os penachos que davam uma surra nos pontos.

Helena ajudava Mila á vestir uma armadura leve prateada por cima da blusa branca que usava, tinha os cabelos loiros amarrados em um rabo de cavalo e estava devidamente perfumada, por último ela colocou o elmo também prateado e pegou sua vassoura que estava encostada ali.

Percebi logo á vassoura que ela usava, era uma Blocklengust 0.1 assim como a de Newt, sendo que tinha uma diferença, á do Lachowski era a versão normal, que seria vendida para alunos usarem em campeonatos colegiais como o do nosso Instituto Oliver Groon, ou para times de quadribol nas mais diversas ligas de quadribol por clubes do mundo. Á versão da Mila era diferente, uma versão especial e modificada, melhor, que seria usada por SELEÇÕES, como a da Bulgária por exemplo.

-Me desejem sorte. – Ela falou, senti de novo um pouco de inveja, mesmo Mila usando uma armadura e parecendo um guerreiro homem franzino, ela se mostrava linda e estonteante, mas logo mudei esses pensamentos porque tive que seguir com Helena, que insistiu em reclamar de Liam durante o percurso até onde ficaríamos em um camarote do pai dela.

O camarote era simplesmente lindo, dava para ver que era para adoradores das harpias facilmente, tinha uma mesa gigante cheia das mais diversas comidas e homens vestidos de terno e rindo enquanto bebiam. Helena correu para abraçar seu pai, o dono de uma empresa de jornais ingleses, ele tinha olhos azuis e era branco, parecia maduro e tinha um sorriso engraçado no rosto enquanto via sua filha.

-Pai, essa aqui é minha amiga Helena, ela é uma arara e quer ser jornalista depois de se formar. – Ele estendeu sua mão sorridente.

-Você foi quem escreveu aquela matéria sobre o primeiro jogo entre Harpias e Peregrinos? – Ele perguntou e eu fiz que sim com a cabeça timidamente.

-Foi uma ótima matéria, espero que queira visitar as instalações de nosso jornal em Londres nas férias.

-Visitarei sim, senhor.

-Aliás, meu nome é Richard Dawson. – Ele falou e se virou para aplaudir quando Mial entrou voando velozmente na arena, o pai e a mão de Mila também estavam lá e gritavam a incentivando, mesmo que ela não pudesse ouvir.

-Vamos, sentem-se para assistir. – Sentei-me em uma das cadeiras do lado de Helena.

O camarote tinha uma visão ampla de todo o campo e daria para ver tudo normalmente, por último entrou com muita animação feminina Tristan Louis McCarty, ele representa as araras na “domação de dragão”, definitivamente seria algo interessante.

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Mila Blocklengust –

Estava dando entrevistas para os jornais e revistas, eu queria realmente ganhar aquilo, a única casa que ainda não tinha ganhado nenhuma modalidade era a dos peregrinos, minha casa, as Harpias tinham vencido “perseguição ao dragão” e “luta de espadas”. Os penachos venceram as justas e a as araras venceram “roubo do tesouro do grifo”, logo, eu precisava ou vencer aquilo, ou torcer pelo Artur vencer, o que já me dava raiva, pois se eu saísse teria que torcer pelo maldito vencer.

Aliás, Artur dava medo em sua armadura, além do casaco longo e preto, dos tipos de quadribol que todos ali usávamos, ele usava uma armadura leve preta também e tinha um elmo todo fechado também preto que deixava espaço apenas para seus olhos e portava uma Maça de aço negro.

Ele sim parecia que ia para uma guerra e nem mesmo tinha feito o esforço de comprar uma vassoura nova, usava sua mesmo TAURUS 5000.2 que ele usava desde o primeiro ano, sua vassoura da sorte de acordo com ele.

Do lado dele estava Gabriel Silver, do último ano, usava um elmo branco cheio de adornos dourados, usava uma armadura leve e vermelha.

Tristan já usava uma roupagem toda azul e a armadura leve era preta, ele parecia perder mais tempo prestando atenção nas meninas do quê no próprio portão que estava prestes a se abrir.

Depois de mais de meia-hora esperando o diretor mandou nós ficarmos em posição, um do lado do outro e de frente para o portão de onde sairia o dragão, da esquerda para direita ficou primeiro o Gabriel, depois vinha Artur, Tristan e eu. Gabriel e Artur pareciam falar alguma coisa, eu já tinha ido até o local das armas e pegado um arco e uma aljava cheia de flechas que coloquei nas costas. Gabriel tinha uma espada toda branca com alguns rubis, uma espada que ele mesmo trouxe. Tristan segurava uma lança leve e tinha uma espada pequena, a torcida peregrina gritava ensurdecedoramente, era uma torcida para lá de fanática por sua casa, toda final de campeonato de quadribol acontecia á mesma coisa, os homens ficavam apenas de calça e pintavam seus rostos de preto e branco, as meninas se vestiam de preto e branco, e como aquela era a última chance dos peregrinos ganharem pelo menos uma vez, eles decidiram que torceriam do mesmo jeito.

Tristan chegou perto de mim com um sorriso galanteador e ao chegar perto do meu ouvido falou:

-Eu te cubro, baby. – Falou com seu sotaque espanhol, meu rosto corou um pouco.

O enorme portão de ferro se abriu e aos poucos um dragão enorme de escamas verdes começava á sair, não estava acorrentado e podia sentir seu olhar sobre todos nós com seus olhos amarelos que podiam ser vistos de longe, parecia faminto e com raiva, mas mesmo depois de ter saído do lugar onde estava continuava no chão, em nenhum momento pelo menos pareceu que levantaria vôo.

-Vamos lá Artur, deixa de ser maricas e ataque! – Disse Gabriel sorrindo.

-Eu sou maricas? Pelo que eu sei você que é afeminado, tanto é que nunca ganhou uma final contra mim.

-Meu time não é tão bom quanto o seu...

-Calem a boca! Se fossem viados talvez não fossem tão frouxos! – Gritei e desci em alta velocidade contra o dragão que cuspiu uma grande quantidade de fogo, puxei uma flecha da aljava e a vassoura se desviou praticamente sozinha do fogo em um giro que me deixou abaixo da rajada de fogo, o que me deu espaço para lançar uma flecha contra o canto da boca do dragão, que visivelmente causou um desconforto no dragão.

Para meu azar o Focinho-Longo Português era rápido e rapidamente levantou seu longo pescoço abrindo a enorme boca e quase me abocanhando, mas antes que isso acontecesse à boca dele foi para baixo e vi Artur segurando a maça com as duas mãos, ele tinha dado uma bela pancada no focinho do dragão.

-Tira ela daqui! – Ele gritou e me senti ser pega por Tristan, rapidamente alçamos vôo juntos e vi o porquê daquilo, o dragão cuspiu fogo primeiro no chão e voltou à cabeça como um martelo e por pouco o peregrino não foi queimado, tinha fogo por todos os cantos da arena onde acontecia á luta.

-Vamos descer! – Disse para Tristan que me respondeu com um “Hm?” e antes que ele pudesse compreender desci em alta velocidade com minha vassoura, peguei algumas flechas e as deixei prontas para atirar, se não fosse a minha ótima vassoura eu provavelmente não conseguiria fazer isso, porque precisaria de minhas mãos para diminuir á velocidade, essa vassoura quase que entendia meus pensamentos, vi Gabriel fazer um corte no canto inferior da boca do dragão e sair dali rapidamente, acelerei novamente e atirei as flechas contra o dragão, uma acertou mesmo na língua da criatura logo após ter terminado á rajada de fogo, o animal cuspia fogo direto para poder destruir á madeira da flecha e derreter á ponta metálica, quando o dragão conseguiu começou a nos perseguir ainda por terra, foi quando por um momento minha vassoura falhou e o dragão estava logo atrás de mim, me virei e pude ver as chamas em seus olhos amarelos e o fogo saindo por sua garganta, Tristan estava longe, atrás do dragão e pensei que seria meu fim, foi quando novamente a boca do dragão virou, dessa vez pro lado, novamente era o capitão dos peregrinos com sua maça, sendo que quem estava do lado e vindo para me salvar também era Gabriel, o fogo saiu contra ele e minha boca se abriu, mas logo apareceu no telão que um auror o havia salvado. Isso me deixou mais relaxada, mas logo Tristan mais uma vez passou e me pegou, subimos juntos e Artur vinha logo atrás.

-Me dêem cobertura! Eu vou arremessar á lança contra o olho do dragão! – Ele gritou e pude o ver segurando o cabo de madeira da lança mais forte.

Partimos juntos contra o dragão, na primeira rajada de fogo, contra mim, desviei, a chama procurou Artur que também desviou, mas as chamas pegaram na sua capa o que fez Artur ter que se livrar dela, prontamente vi Tristan com sua lança, não daria tempo para o dragão se movimentar contrariamente ou jogar ás chamas contra o Arara, ele lançou á lança com firmeza, ela tinha um único destino, os olhos amarelos do Focinho-Longo Português á nossa frente, mas para o nosso azar uma textura do olho dele se fechou rapidamente e não permitiu que a lança atingisse o olho, a pata do grande réptil atingiu velozmente Tristan o fazendo cair da vassoura sobre o chão, a criatura se preparou para lançar fogo contra ele, mas um dos aurores o salvou antes.

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Gabriela –

Á torcida das harpias e do camarote explodiram com a saída de Tristan, com isso independentemente de quem ganhasse, as Harpias já eram campeões , a Mila e o peregrino continuaram a atacar o dragão mais um pouco mas logo desistiram e foram para o alto começando aparentemente uma discussão, todos prestavam tanta atenção na discussão dos dois que só perceberam que o dragão alçou vôo depois que a poeira já havia subido, pelo telão dava para ver os dois tentando fugir das chamas do dragão, era impressionante á velocidade, mas tudo terminou quando Mila foi acertada pelo rabo do Focinho-Longo Português, e caiu e antes de chegar ao chão foi pega por um dos aurores, mesmo assim Artur ainda não tinha ganhado, no sistema de contagem de pontos ao dragão Mila ainda tinha feito mais danos ao grande réptil que Artur, aliás, o garoto fugia da forma que podia dos avanços do dragão no céu escuro.

O garoto desceu velozmente para o chão junto ao dragão, quando chegaram ao chão uma rajada de fogo gigante do Focinho-Longo Português quase o acertou, mas ele surfou na sua vassoura e se jogou contra o focinho da criatura enquanto sua TAURUS 5000.2, sua vassoura da sorte de seis anos de uso caia no chão.

A seguir o dragão fez a pior coisa que podia fazer. Em vez de jogar á cabeça para baixo para ele cair, o dragão português levantou á cabeça o jogando em direção ao seu olho, antes que se pudesse fazer uma proteção, Artur segurou suas pálpebras e pegou sua maça e deu um grito para todos poderem ouvir.

-Volte para o inferno! – E fincou sua maça no olho do dragão fazendo jorrar sangue, a mãe de Mila era uma grande e importante editora de uma revista de moda bruxa, mas também era uma fiel defensora das criaturas mágicas, estava pasma com aquilo que via.

Artur puxou com raiva o olho da criatura e pôde se ver os músculos e veias e tudo mais da parte interna do olho do dragão que não parava um segundo sequer de soltar fogo, Artur se desequilibrou e caiu do Dragão levando junto á ele o olho, o fogo virou em sua direção e se não fosse os aurores ele teria morrido. Os peregrinos haviam ganho “Domação de dragão”.

Mas o dragão ainda estava descontrolado, os aurores entraram na arena e ao verem que nada resolveria tomaram uma decisão difícil, Tobias entrou e disse.

-Avada Kedavra! – Uma luz imensa e verde saiu de sua varinha e atingiu o dragão, que caiu morto no chão. Mas enquanto alguns estavam chocados, outros comemoravam insanamente.

Eu tinha certeza que no outro dia os jornais teriam muito para contar... Mas ainda tinha muito mais para acontecer.

Notas finais
Gostaram? Deu uma pena do dragão, mas fazer o quê.