Notas iniciais
É pessoal, mil desculpas pelo meu atraso, como sabem minhas postagens são diárias mas não pude escrever ontem porque passei a tarde estudando para as minhas provas finais com um amigo(É, eu estudo de manhã), e quando cheguei em casa, bem... Eu peguei no sono.
Tenho que me desculpar pelo tamanho do capítulo também, não gosto de escrever capítulos muito longos, mas também não gosto de escrever eles muito curtos, por isso espero que aproveitem.

Cecile Ellard –

Os raios de sol vinham contra a minha cara atrozes e dificultavam minha visão, já havia passado do horário de almoço mas todos estavam indo em direção ao círculo onde aparatavam as pessoas, todos iam para o “Roubo do tesouro do grifo”, era uma das modalidades mais esperadas, atrás apenas da “Domação de dragão” , entrei no círculo e o professor de aparatação do 6º Ano estava ali, fiquei parada por um momento e senti meu corpo se achatar e começar a girar e quando vi estava em uma maca, tinha desmaiado, era um grande avanço, pelo menos dessa vez não tinha vomitado.

Depois de um bom tempo convencendo á enfermeira que eu estava bem e poderia ir me encontrei com Artur e Lucas na frente da tenda montada ali para atendimentos médicos.

–Você estava tão lindo tostado Lucas. – Dei um sorriso e ele fechou a cara, não gostava nem um pouco de passar por bobo, e ter sido tostado pelo dragão mais fraco de todos foi uma bela humilhação, além de claro, ter perdido para um primeiranista.

–Cala a boca, Cecile. – Lucas disse movendo seu cabelo castanho para o lado, as madeixas estavam muito longas, diferente do seu cabelo de manhã que estava normal, provavelmente efeito colateral de algum remédio.

–Vamos logo, eu quero muito assistir isso. – Artur partiu sem nos esperar nos forçando a correr, era um baita de um mal-agradecido, afinal, tinha ajudado a acalmar ele por não poder participar das justas nem das lutas de espada porque ainda competiria naquele dia. As justas e a batalha de espadas já haviam acontecido e os representantes das casas já estavam posicionados para começar a nova prova. Tobias novamente apareceu para apresentar, fez algumas brincadeiras sobre já estar cansado de correr de lá para cá fazendo apresentações.

–Bem, antes de qualquer coisa gostaria de avisar que todos aqui foram voluntários de suas respectivas casas para essa tarefa. – O diretor falou usando seu feitiço de amplificação de voz. – Os grifos são animais raríssimos e caçados o tempo todo por sua peculiaridade... Esses animais colocam ovos de ouro em um ninho igualmente feito de ouro, sua carne é considerada uma das mais saborosas carnes exóticas do mundo, logo, o grifo é por muitas vezes ligado á riqueza, mas também a fúria e a coragem desses animais assustam, esses animais são capazes de morrer para proteger seus herdeiros... Lá dentro daquela caverna se encontra um grifo e ele as espera dormindo, no ninho existem város ovos de ouro, peguem quantos acharem necessário, a vencedora será aquela que pegar mais ovos, aliás, os ovos que pegarem serão seus.

As pessoas que se encontravam reunidas em torno da caverna ficaram explosivas, o diretor falava no feminino porque na prova apenas existiam mulheres competindo, o cheiro masculino despertaria a grifa fêmea que se encontrava lá dentro.

Allicia que estava ao lado de Lucas já há algum tempo parecia mais ansiosa que os demais ali, logo vi o porquê, Marianna, uma garota que sempre andava com ela iria competir pelos penachos, estava realmente pensando em torcer pela garota, não iria torcer para Julieta, queridinha do Artur uma ova! Aliás, a arara também estava ali concentrada e abraçava o primeiranista que ela namorava. Aquela história dos dois ainda estava entalada na garganta de todo mundo do Instituto. Vagueei meus olhos pelo local até achar á representante das harpias, Janaina Cristina Black, fiquei um pouco assustada, ela não me parecia o tipo de garota que se candidatava para essas coisas, por último chegou atrasada, mas á tempo a voluntaria dos peregrinos, Katherine Marie Parker, as vezes achava que a francesa era parente de Alan Ackerman pelo tanto que ela se atrasava... Tobias chegou perto da ruiva penacha, Marianna. Artur e Lucas comentavam baixo, mas o suficiente para eu escutar sobre como á ruiva era “potente”, aliás, estava começando a ficar desconfortável porque eles comentavam que todas ali eram “potentes”, conversa de homem, será que eles me olhavam assim? Que... Besteira! É ótimo que eles não comentem sobre mim, nunca aceitaria ser um simples objeto de desejo dos homens...

Não tive muito mais tempo para pensar antes de ver á ruiva adentrar á caverna escura...


***********************************************************************

Marianna Alcantara –

Tenho que revelar que tomei um susto quando senti á mão gorda e fria de Tobias encostar-se às minhas costas, aquele bosque dava uma tensão á mais para prova e não era difícil ver que quase todos os presentes eram homens, as mulheres que tinham ou eram jornalistas acompanhando á prova para por nas suas matérias ou eram namoradas tentando arranjar motivos para chantagear seus namorados mais tarde, chantagens do tipo: ”Mas você gostou da Julieta naquela roupa, não é?”.

–Marianna, você será a primeira á entrar. – Tobias falou baixo e assenti com a cabeça, olhei para á primeira fileira e encontrei Allicia preocupada me olhando, sorri pra ela, estava do lado de alguns peregrinos, ela tinha trazido o time de quadribol dos peregrinos quase inteiros para me assistir. Meu coração só faltou saltar pela boca quando vi Tobias fazer um gesto para eu ir até ele, me levantei e andei até o diretor que tinha um sorriso acolhedor na face, me pegou pelos ombros, vários aurores me esperavam na porta da caverna, cumprimentei a todos e peguei uma pequena bolsa de dois fechos, no fecho maior tinha poções, ingredientes e outras coisas que eu escolhi á dedo para levar comigo quando adentrasse á caverna, e no outro fecho menor tinha um feitiço de expansão que me permitiria pegar quantos ovos de ouro quisesse.

–Está preparada? – Tobias perguntou. Lembrei-me da história que um dos irmãos de Tobias tinha sido morto por um grifo enquanto ele tentava levar o máximo de ovos de ouro possíveis. Acenei a cabeça positivamente, á verdade é que não estava preparada, poderia desistir, mas estaria colocando á moral da minha casa para baixo, poderia ser a única á desistir. O diretor soltou meus ombros e andei para frente desaparecendo na escuridão da caverna.


Já fazia certo tempo que apenas andava para frente e não via absolutamente nada, sentia muitas coisas ao meu redor, plantas fofas eu diria, mas não conseguia ver nada além da absoluta escuridão, após mais de meia-hora andando já estava com as batatas da perna formigando de cansaço, não tinha certeza sobre o tempo, mas tinha certeza sobre o cansaço. Á caverna parecia sugar as minhas forças, fiquei aliviada quando do nada fui jogada para fora daquilo que parecia estar dentro e parei em uma grande sala inteiramente de pedra.

Na sala tinha uma escrivaninha de madeira e uma estante cheia de livros, logo me deparei com o grifo marrom dormindo no seu ninho de ouro, mas á forma como ele dormia dava brecha para pegar alguns ovos de ouro, vi uma “fita” rosa me encobrir e quando chegou em minha cabeça se dirigiu ao grifo, fiquei desesperada, a criatura iria acordar, minha surpresa foi quando o que parecia um pano rosa de tão delicado e fino e que talvez fosse apenas uma fumaça ou espectro encostar no bico do grifo e ele simplesmente mexer á cabeça e não fez nada, logo entendi o que era, meu cheiro, o cheiro masculino natural deveria acertar o bico do grifo e acordá-lo automaticamente, deveria ter sido isso que aconteceu com o irmão de Tobias.

Andei e abri a bolsa me encostando-se ao ninho, meus olhos brilharam. Tanto ouro poderia ser meu e eu poderia pegar quantos eu quisesse, o grifo parecia que não iria acordar, sorri comigo mesma e puxei o primeiro ovo, a criatura não dava sinal que iria acordar por isso peguei o segundo, isso talvez me garantisse vantagem, mas logo depois que o peguei por impulso estiquei o braço e agarrei mais um, senti um leve movimento do grifo, mas quis arriscar pegar mais um, tinha verificado quantos galeões valiam cada ovo daquele na noite anterior, quatro ovos era o suficiente para garantir minha vida por muito tempo!

No momento que peguei o outro ovo e o coloquei na bolsa o olho do grifo se abriu, um olho vermelho com íris verde olhou para mim e senti meu coração parar, em um momento a criatura se levantou pude ver pelo menos uns cinquenta ovos abaixo dela, era muito dinheiro, andei para trás e puxei minha varinha, me condenei pelo que ia fazer, sou uma grande defensora dos animais.

–Estupefaça! – Gritei e um raio azul saiu da minha varinha acertando em cheio o grifo que pouco se moveu, balançou a cabeça, mas nada aconteceu, o grito de uma águia encheu meus ouvidos de tal forma que tive que tapá-los, esse foi meu pior erro, á criatura me pegou com o bico e me balançou, fez com que eu fosse para cima e para baixo e logo me jogou contra a parede de pedra. As garras afiadas me fizeram um corte na altura da barriga e me fez gritar de dor, senti que morreria ali mesmo quando á besta olhou nos meus olhos e pude ver sua fúria imensa, abriu o bico e desceu contra meu rosto, mas quando vi estava acordada do lado de fora nos braços de um homem, um dos aurores que tinha cumprimentado antes, ele saiu me levando á uma tenda-enfermaria exclusiva para os participantes da prova e me deixei cai em um sono profundo enquanto via as luzes do flash e um grito desesperado de Allicia.


Notas finais
Iai, o que acharam da nossa nova personagem? A Marianna.
Bem, ainda não disse mas "Semana Medieval" será uma verdadeira saga pois terá vários capítulos situados durante o evento, até pra maior proveito do tema, acho que será bem legal.
Obrigado também pelos mais de 80 reviews mandados até agora, não sou do tipo que fala "Amo vocês", sou do tipo que fala "Obrigado mesmo por terem mandado os reviews e por sempre me incentivarem á continuar á escrever essa história", e claro, obrigado ás duas recomendações da JessyFerr e da Josy Santos.