O Cavalo De Bronze - Fic Interativa
8 A adaga que aparata.
Notas iniciais
Cecile Ellard –
Olhei para Jessica que tinha um sorrisinho estampado no rosto, usava um pijama e continuava a segurar o livro de capa bege, marcava a página com o dedo indicador enquanto me observava o capitão já tinha saído e estava apenas nós duas no quarto.
-Como assim você tem planos para mim? – Perguntei e ela abriu um sorriso.
-Simplesmente... Planos. Todo tem planos para tudo não é mesmo, Cecile.
-Sim, é verdade, mas existem pessoas que fazem pequenos planos e outras que fazem grandes planos, você é do tipo que faz planos enormes. – Disse e Jessica riu. Levantou-se da cama deixando o livro com um marcador na página em que estava lendo e pegou sua varinha.
Olhei ela mexer a varinha e rapidamente suas roupas mudarem, apontou novamente a varinha e um baú se abriu revelando um monte de objetos, livros, tecidos, colares e frascos, ela pegou um pano marrom e puxou uma adaga com ele.
-Eu preciso que venha comigo. – Ela estendeu o pano marrom com a adaga prateada, Cecile não estava entendendo muito bem.
-Apenas pegue a adaga... – Jessica disse e Cecile estendeu suas mãos brancas até o objeto e ao mínimo tocar ela se sentiu de novo amassada, rodando de um lado para o outro, e quando menos esperava estava parada em frente á uma casinha de madeira ajoelhada, sentiu seu estômago a trair mais uma vez e voltou a vomitar era a terceira vez naquele dia, logo teria que vomitar as tripas. Sentiu uma mão em suas costas e viu Jessica com um sorriso no rosto, não mais usava as vestes colegiais dos peregrinos, vestia um vestido negro bem folgado até os joelhos, usava luvas cinza aconchegantes, percebi que usava praticamente as mesmas roupas, fazia um frio gigantesco e a casinha muito parecia aquelas velhas casas de pampa gaúcho, tinha uma lareira, uma pequena cerca, carne pendurada do lado de fora, ela andou na frente e fez um sinal para que a seguisse. Quando girou a maçaneta o que vi foi algo diferente.
Não estávamos em uma simples casa gaúcha de pampas, estávamos dentro de uma mansão gigantesca, olhei para fora da porta aberta e era como a casa que tinha visto á pouco, um belo feitiço de ocultação, ela fechou a porta e pediu para eu seguir em frente, tudo era lindo, desde o lustre de cristal no teto, até o belo e polido piso de madeira, tinha duas escadas que levavam para o andar de cima.
Jessica andou até o meio dessas escadas, na parte de madeira que não tinha nada e passou sua varinha, logo a madeira se abriu dando a visão de uma sala simples, que muito parecia uma cozinha, tinha uma mesa enorme de madeira e estava em pé ao lado dela Lucas e Artur que olharam na minha direção, senti minhas bochechas corarem, sentadas a mesa estavam Katherine Marie Parker e Allicia Catherine Von der Field. Lucas e Artur usavam uma blusa com um blazer que tinha no bolso do peito esquerdo um símbolo, percebi que esse símbolo também estava na luva que usava. E na de todas as garotas, que por acaso, usavam a mesma roupa.
-O... O que é isso? – Perguntei e todos sorriram, Jessica estendeu uma folha e eu li o que tinha escrito ali:
“Desde já digo que quando assinar este termo
Não poderá dizer nada sobre o que viu ou
Ouviu para ninguém, a menos que seja lhe
Dada essa permissão.
Caso desobedeça, um feitiço agirá e seu
Coração irá parar de imediato.
___________________________”
Senti meu coração disparar, aquilo não era um termo normal, o papel era velho e dava para sentir a força do feitiço contido ali, seja o que for aquilo, não é normal.
-Veja bem, precisamos manter sigilo sobre o que acontece aqui. Depois de falarmos do que se trata se aceitar participar deve assinar esse termo, se não, apagaremos sua memória sobre isso. – Tremi e Jessica andou até a ponta da mesa e se sentou, os garotos que estavam em pé também se sentaram, ela fez um sinal e me sentei o mais rápido que consegui na outra ponta, precisava olhar para ela.
-Primeiramente quero falar que o nosso principal objetivo é derrubar o ministério da magia. – Meus olhos esbugalharam, todos pareciam calmos com aquilo.
-Nós queremos nos revelar para o mundo, deixar de viver ás escondidas com medo de trouxas que não podem fazer nada contra nós. Devemos coexistir pacificamente com os não-bruxos e para isso derrubaremos e tomaremos posse do ministério integrado das Américas e tornaremos o continente americano o primeiro de coexistência pacífica entre bruxos e trouxas.
-Mas e os trouxas que não quiserem coexistir conosco? – Perguntei a olhando, seu sorriso era de satisfação.
-Deverão morrer. – Ela disse.
-E os bruxos que também não aceitarem? – Perguntei, mas já previa a resposta.
-Morrerão também. – Ela jogou uma de novo o papel para mim, tudo cabia á mim, era um passo sem volta e que deveria ser tomado na hora, fechei meus olhos e decidi seguir aquilo que meu cérebro e meu coração mandaram, peguei a caneta e assinei meu nome por inteiro e joguei de novo o papel.
-Bem vinda. – Jessica disse e todos aplaudiram, eu era um deles a partir de agora.
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