O Castelo

1 One Shot (por enquanto)


O Castelo

Essa história começa como qualquer outra história, que é para ser aterrorizante, começaria:
Em uma noite tempestuosa, com trovões estrondosos e raios caindo e queimando árvores, em um castelo, que poderia muito bem ser mal-assombrado, ou como diria meu pai bem-assombrado porquê se é mal quer dizer que os espíritos e outras entidades não estão fazendo bem seu trabalho....mas estou me desviando da história, afinal sou apenas uma narradora, e um personagem um tanto pequeno nesse conto (por enquanto).
Como dizia, antes de me atrapalhar com minhas próprias palavras, estamos em um castelo, há muitos e muitos anos atrás....duas menininhas estavam apenas brincando, ou era isso que queriam que suas mães acreditassem que estavam fazendo....
—Mirella! Mirella! Onde se meteu essa menina?
Um relâmpago. Um grito. A mulher segurou firme o seu terço.
— Oh, céus! Que Deus nos proteja! Detesto tempestades, e esse castelo parece ficar ainda mais assustador em dias assim.-e falando bem baixinho, mais para si mesma- E ainda com essa maldição.
Novamente outro grito, mas dessa vez decifrável:
— Está vivo! Está vivo!
— De onde vem isso? Só podem ser as meninas....
E caminhando na direção do grito de pura insanidade que só poderia ser de Frannie, amiga de sua filha Mirella, a mulher andou pelo corredor escuro, tentando ignorar as vozes loucas que não paravam de sussurrar feitiços e maldições, monstros que se escondiam nas sombras e o sangue escorrendo pelas paredes. A mulher tentou ignorar o fato de querer lamber o sangue da parede, ela não podia sucumbir a esse desejo.
Como estaria sua filha, ela pensou, sua filha não era muito controlada e com toda certeza poderia fazer algo com a indefesa Frannie, "Espere? Indefesa, eu realmente pensei isso?Hunf, é mais fácil aquele projeto de insanidade mirim fazer algo com a minha filha!".
Ela está certa. Frannie, apesar dos óculos cor de rosa, cabelos louros curtinhos e encaracolados, olhos grandes e azuis e voz doce, não era flor que se cheire, ela era uma cientista mirim louca, para não dizer psicopata. Frannie tinha a mania de costurar coisas e reviver coisas que já estavam mortas, quando não cortava a si mesma, e no outro dia aparecia com os pulsos, pescoço e etc, tudo costurado.
A mulher estremeceu ao lembrar que hoje mesmo a menina havia aparecido com um olho azul e o outro totalmente verde, a mulher não queria nem pensar em como isso tinha acontecido. A mulher parou, sacudiu a cabeça para espantar esses pensamentos e seguiu em frente, tentando ignorar a maldição, que era falada a cada segundo pelos espiritos, que caia sobre ela e principalmente sobre sua filha.
Finalmente chegou ao cômodo em que as crianças estavam, e não pode conter um grito. O que elas tinham feito? Por quê fizeram isso?
— Mamãe que bom que você chegou.- disse Mirella, com a boca cheia de sangue.
— Filha...o que aconteceu aqui?- perguntou a mãe com cautela.
— Está viva madame, está viva!- disse Frannie com seus olhos brilhando de insanidade.
— O que está "viva", Frannie?- perguntou novamente com cautela.
— O castelo é claro! O que mais seria?- devolveu a menina com seu olhar de reprovação, que também poderia significar "não faça mais perguntas".
— Agora nosso castelo tem vida mamãe! Não é formidável?
A mulher assustada não conseguia dizer mais nada, não sabia o que pensar, como assim o castelo estava vivo? O que isso queria dizer?
Lá fora, a tempestade seguia, com trovões e relâmpagos, cada vvez mais fortes e assustadores.
Nossa história não termina aqui, é claro! Esse é só o início.... do fim.

Notas finais
Espero que tenham gostado, do início dessa jornada ^_^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.