O Casamento do Século

9 Capítulo 9: Coragem! Estamos Namorando!


Notas iniciais
Neste capítulo, irei relatar a coragem que o Cebola e a Mônica vão ter de confessar que estão namorando para toda a galera. Espero que gostem! Não se esqueçam de clicar nas palavrinhas coloridas e grifadas, pois elas contém imagens, cenas, trajes e etc.

Os dois se beijavam e se abraçavam, rindo muito entre seus beijos. Era como se fosse um sonho. Cebola às vezes até chegava a se perguntar se aquilo era um sonho ou não, porque se fosse, ele não queria acordar. Nunca.

–Meu Deus... Eu... Esperei tanto... Por... Este dia... –disse Mônica, tentando recuperar o ar perdido por culpa de seus beijos. Mas mesmo assim, eles não paravam.

–Me desculpe Mônica... Desculpe-me se eu te fiz esperar tanto pra nada... Eu quero ficar com você pra sempre... Eu te amo muito... –disse Cebola, também tentando recuperar o ar perdido.

Eles se beijavam e depois respiravam freneticamente. Depois, voltavam a se beijar. Até que o Cebola não conseguiu mais e começou a trilhar beijos ao longo do pescoço da Mônica, fazendo-a gemer de prazer. O coração dela batia desesperadamente, assim como o dele.

*Narração do Cebola*

Eu necessito de seus beijos. Eu não consigo viver sem eles. Eu a desejo. Desejo tanto que na próxima vez que esses tipos de beijo rolarem, nem sei se vou poder me controlar. Meu Deus... e agora? Estou perdido no seu olhar e nos seus beijos.

Uma coisa que eu percebi foi que seus lábios tinham gosto de morango. Não sei se ela passou gloss ou algo do tipo, mas era muito bom. Eu saboreava cada lado de seus lábios.

–Mônica, você é minha agora. Só minha. Nunca deixarei ninguém tocar em você. Nunca. Só quem pode tocar em seus lábios e em seu corpo, sou eu. –eu disse, olhando para ela com um olhar encantado.

–Só se eu permitir, cabeção! –disse Mônica, rindo.

–O que não vai acontecer, porque eu confio em você, Mônica. –disse eu novamente, com um imenso sorriso.

–Vem cá, seu bobo... –disse a Mônica, agarrando a minha cabeça com as duas mãos e puxando-a para perto da sua cabeça, esmagando nossos lábios um no outro de novo.

Eu tenho que admitir, eu amei quando ela fez isso.

–Cebola, eu confio em você... Então preciso que você colabore comigo. Sou mulher, e nós mulheres somos muito ciumentas. Qualquer uma que se aproximar de você, eu juro que dou uma voadora nela. Sério. –Mônica disse, fazendo careta, mas depois, caindo na risada.

–Ok, minha princesa. Não me focarei em nenhuma outra mulher a não ser você. Até porque você é e sempre vai ser muito mais bonita do que as outras, tanto por dentro quanto por fora. –eu disse, com a minha boca a centímetros da boca dela, o que a fez cair no blush. É como eu disse. Eu achava aquilo uma gracinha.

Ela me abraçou, para encerrar o nosso momento. Até que ela perguntou algo que me deixou meio bugado:

–Cê... Err... Ahn... Como vamos contar para a galera... Sobre o nosso namoro...?

Eu fiquei parado ali, olhando pro nada, por uns 7 segundos. Depois, eu falei:

–Contando, ora! Vamos chegar até eles e dizer que estamos namorando. Pronto. Acabou.

Ela me olhou de um jeito meio incerta, dizendo:

–E se eles não estiverem a favor do nosso namoro? Tipo, não estiverem nos apoiando no nosso relacionamento?

–Dane-se o que eles pensam. Se nos apoiam, beleza. Se não, os incomodados que se mudem, porque eu não vou sair do seu lado. –eu respondi à ela.

Mônica me abraçou de uma maneira ainda mais forte, o que, por impulso, me fez beijar a testa dela e começar a esfregar de leve a minha mão em cima da cabeça dela. Ela fechou os olhos, abraçada comigo ainda. Palavras não podem descrever o momento que estávamos passando ali mesmo. Estávamos perdidamente apaixonados um pelo outro. Eu por ela e vice-versa.

Até que ela se afastou, quebrando o nosso abraço, se levantou e disse:

–Cê... Eu tenho que ir... Desculpa... Eu...

–Me encontre no parque às 13:30, amanhã. –eu disse à ela.

–Estarei lá então. –disse ela, me mandando um beijo de longe ao sair do meu quarto.

Quando ela saiu do meu quarto, eu me joguei na cama. Velho, como eu amei aquela tarde. Parecia um sonho. Eu até cheguei a dar umas beliscadas em mim mesmo, mas não. Aquilo estava realmente acontecendo. Ou melhor, aquilo tinha realmente acontecido. A Mônica é minha namorada.

*Narração da Mônica*

AI MEU DEUS. EU SOU NAMORADA DO CEBOLA.

Eu pensei e repensei sobre isso à noite toda. Eu ficava tipo: não acredito que isso está acontecendo comigo. Depois de tanto tempo, ele finalmente me propôs em namoro. Eu não poderia estar mais feliz hoje.

Nos beijamos muito hoje. O que foi uma sensação incrível. Os beijos dele sempre me acalmavam, e seus beijos de agora não estão nada diferentes, só com o acréscimo de um brinde: paixão.

Eu percebi quando ele começou a se descontrolar, por exemplo, quando ele colocou a mão por dentro da minha blusa. Eu não tinha a intenção de parar. É porque eu... Sei lá... Eu queria que fosse em uma hora melhor, sabe? Na moral: eu estava usando uma blusa pólo azul e uma calça jeans. Eu estava da maneira mais simples possível. E eu também não imaginava que iria acontecer isso. Quer dizer, eu achei sim que ele iria conversar comigo... E eu até deduzi que iríamos nos beijar e tal... Mas não cheguei ao ponto de pensar nessas coisas. Outro motivo de eu ter o parado foi a minha vergonha. Meu Deus, que vergonha. Eu imaginei que se eu deixasse logo de primeira, ele ia ficar achando que eu dou para qualquer outro menino que dá em cima de mim. E isso não é verdade, porque a minha vida toda só pensei no Cebola.

O Cebola é o amor da minha vida. E fico feliz de saber que eu também sou a dele.

No dia seguinte...

*Narração do Cebola*

Esperei a Mônica por uns 15 minutos. Eu não saí dali porque ela tinha me certificado ontem de que viria. E também, se ela não viesse, teria me ligado ou me mandado uma mensagem no whatsapp ou no messenger do facebook.

Depois desses 15 minutos, ela chegou correndo. Consegui vê-la de longe. Ela estava correndo, e quando chegou, vi que ela estava com um vestido florido “tomara que caia”, com um cinto de couro marrom, pulseiras e um anel. O cabelo dela estava meio esvoaçado e usava um par de tênis do estilo vans. Ela estava agachada, com as duas mãos nos joelhos, respirando ofegantemente. Desesperadamente pedindo ar. Mas eu tenho que admitir: ela estava loucamente bonita.

–Você não precisava vir correndo desse jeito. -eu disse dando uma pequena risada.

–Eu já estava atrasada até demais. Não queria deixar você esperando aqui sozinho por minha causa. -disse ela, rindo também.

–Mudando de assunto, que roupa é essa? -perguntei num sorriso.

–Ué? Você não gostou? -perguntou ela, também num sorriso.

–Tecnicamente eu não sei, porque um lado meu está babando e meu outro lado está furioso porque várias pessoas estão te olhando de forma apaixonada. -eu respondi, dando uma risadinha.

–Há há, vai ter que se acostumar com isso, NA-MO-RA-DO! -disse ela, brincando.

–Além de seus atrasos?! Ai Senhor dai-me paciência... -eu disse, brincando sarcasticamente.

–Sou mulher! Posso fazer nada à respeito desses instintos! -disse ela brincando, me empurrando pelo braço enquanto caminhávamos pela praça. -Mas e aí? Vamos pra onde?

–Nós vamos dizer para a galera que estamos namorando. -respondi com um sorriso.

–O QUÊ?! TIPO... HOJE? TIPO... AGORA? TIPO... NESTE EXATO MOMENTO? -ela me perguntou simultaneamente, um pouco preocupada.

–Relaxa, meu amor. Lembra do que conversamos ontem? Se eles forem a favor, beleza. Se não forem, dane-se. -respondi, esticando meu braço e colocando minha mão esquerda no ombro esquerdo dela.

–Hm... Então tá... -ela disse, abaixando a cabeça.

–Você não quer que eles saibam do nosso namoro? -perguntei.

–Claro que sim! É porque eu estou meio nervosa... Tipo, eu não sei como vou falar isso pra eles... -ela disse, olhando para mim novamente.

–Se quiser eu falo por você. -eu disse, num sorriso.

–Não, seu besta. Claro que estou nervosa, mas eu quero falar de qualquer jeito. -ela disse, franzindo a testa num sorriso irônico.

–Besta? -perguntei por curiosidade.

–É. -ela respondeu na maior naturalidade.

–Mas você ama esse besta, não ama? -perguntei num olhar ainda mais curioso.

Ela deu uma risadinha e sem mais nem menos me puxou pela nuca do meu pescoço e me beijou. E eu, maravilhado com o seu ato, correspondi ao seu beijo ali mesmo.

Separamos os nossos lábios e a Mônica disse:

–Vamos. A galera vai desconfiar da gente.

–A galera pode esperar. -eu disse, a pegando pelas pernas e pelas costas até carregá-la em estilo noiva.

–Ai, não Cebola! Me põe no chão! -ela gritou dando risada, me socando e me batendo pra eu deixá-la no chão.

–Ai, tá bom, tá bom! -eu disse a soltando. -Vamos então...

Chegamos num parque em meio a floresta da praça, onde a galera se encontrava toda reunida, fazendo um piquenique.

–Aê! Cebola, meu brother! Mônica! Chegaram atrasados hein? O Xaveco já tá comendo! -gritou Titi.

–Por que será? -perguntei sarcasticamente, olhando para a Mônica num sorriso.

–Eu também não sei, Senhor Cebola! -respondeu ela sarcasticamente, também num sorriso.

Nos sentamos na roda de nossos amigos, conversamos e rimos muito. Até que eu achei um momento bom para eu contar sobre meu namoro com a Mônica. Me levantei e respirei fundo.

–Gente, eu e a Mônica gostaríamos de compartilhar um evento recente e histórico! -eu gritei, ganhando a atenção de todo mundo.

Estendi meu braço para a Mônica se levantar. Nós decidimos falar juntos, então demos uma respirada profunda e gritamos:

–NÓS ESTAMOS NAMORANDO!

A galera vibrou em alegria. Todos gritavam (com exceção de certas pessoas como o Do Contra e o Toni), e isso nos alegrava muito.

–UM BRINDE AO NOVO CASAL! -gritou Cascão, levantando um copo de vidro cheio de refrigerante.

–BRINDE! -gritaram todos, levantando seus copos de vidro com refrigerante, e logo em seguida, parando para nos olhar, esperando na expectativa de nós dois brindarmos com eles.

–UM BRINDE ENTÃO PRA NÓS! -gritamos eu e a Mônica, levantando nossos copos de vidro também com refrigerante e brindando com eles.

Foi tudo muito perfeito, e só está ficando melhor.

Notas finais
Gostaram? Não se esqueçam de comentar, acompanhar e favoritar a história! Próximo Capítulo: Voltando ao dilema Cascão e Magali, Quim volta para visitar a sua namorada. As coisas vão ficando mais tensas. Após o que aconteceu na festa de formatura, qual será a relação entre a Magali e o Quim?