Notas iniciais
Boa Leitura ♥

Anastásia Steele

Fecho meus olhos e abraço o meu próprio corpo, mas tudo o que sinto é minha cintura ser puxada e poso ouvir os gritos de algumas pessoas. Abro meus olhos e vejo Sawyer me soltar e correr para o carro com Ryan deixando os outros seguranças comigo e Arthur. Ele sai cantando pneu pelas ruas atrás do carro e eu fico sem saber ao certo o que acabou de acontecer.

—Srta. Steele, você está bem? —O segurança, cujo nome eu não me lembro, pergunta.

—Eu não sei...

—Você viu quem era no carro? —Ele pergunta preocupado.

—Elena. —Sussurro me abaixando para pegar Arthur, então encaro o segurança. —Era a Elena.

—Eu vou ligar para o Sr. Grey, eu acho melhor você ir para casa.

—Mas e as meninas?

—Elas vão ficar bem, Srta. Steele. —O segurança murmura me direcionando para o carro, mas para o banco de trás.

Ele fecha a porta e eu vejo outro segurança entrar no carro, e enquanto saímos vejo o carro de Taylor chegar, mas minha cabeça está muito atordoada para pensar direito. Apenas seguro Arthur firmemente contra meu peito enquanto tento acalmá-lo. Ele está assustado, e eu acho que possa estar passando isso para ele. Mas... Elena ira me atropelar? Por que diabos ela ia fazer isso? Eu nunca fiz nada para ela.

Sinto as lágrimas escorrerem quando entramos na garagem, desço do carro com Arthur em meus braços e caminho em direção ao elevador com Taylor ao meu lado. Assim que passo pelas portas duplas sinto meu coração se aliviar ao ver Christian falando ao celular. Ponho Arthur no chão e corro para seus braços.

—Ana. —Ele diz me abraçando firmemente. —Como você está?

—Um pouco apavorada, mas bem. —Sussurro. —O Luke me salvou.

—Eu sei. Ele não conseguiu alcança-la. —Christian resmunga. —Eu liguei para Kate, ela está vindo te ver. Você tem certeza que está bem.

—Sim, Christian. Eu estou. Eu só fiquei com muito medo. Por que ela quis me machucar?

—Porque ela é louca, Ana. Ela não pensa direito.

—Sr. Grey. Sr. Grey. —Taylor diz ofegante ao adentrar a sala.

—O que houve, Taylor?

—Nós conseguimos, nós pegamos ela. —Taylor diz e Christian encara-o surpreso. —O delegado Clarck a levou, ela vai ser acusada por falsidade ideológica, por forjar a própria morte, e por ter sequestrado seu filho e entregado a outra pessoa, Sr. Grey.

—Foi ela? —Sussurro encarando Christian e ele apenas balança a cabeça. —Ah, meu Deus. Como ela pode?

—É isso que vou descobrir.

Apavoro-me um pouco quando Christian me solta e se abaixa pegando Arthur no colo.

—Aonde você vai?

—A delegacia..., eu volto logo.

—Christian...

—Agora não, ok?

—Ok. —Suspiro e encaro ele sair com Taylor.

Droga! Eu ainda estou assustada, mas eu me sinto um pouco mais segura sabendo que Elena foi presa, essa mulher é maluca. Muito maluca. Eu nunca vou entender como Christian aceitou casar com ela. Tomo folego e caminho até o sofá me sentando, então vejo Docinho entrar na sala abanando o rabinho, bato a mão na perna e ela vem para o meu colo.

—E você, você está mais tranquila aqui? —Pergunto e ela late, acho que confirmando. —Você é um amor mesmo.

—Ana. —Viro a cabeça para a porta e vejo uma Kate bem preocupada atravessar. —Ah, meu Deus. Como você está?

—Bem, Kate. —Sussurro já sufocada em um abraço.

—Eu fiquei muito preocupada, sabia?

—Certo, mas eu estou bem.

—Você é maluca. Não, aquela Elena é maluca. Por Deus. Eu quase tive um treco quando Christian me ligou. Como você está?

—Bem, na verdade, eu tenho umas coisas para organizar, você quer me ajudar?

—Nossa, só você mesmo, quase morreu, mas está afim de organização. —Kate revira os olhos e eu apenas gargalho. —Claro, o que eu tenho que fazer?

—Me ajudar a arrumar o quarto da Mel, só algumas coisas, está meio desajeitado e tudo mais.

—Certo, vamos lá. Maluca.

➳➳➳➳

Termino de organizar os ursos na cama de Melissa e suspiro.

—Ei, olha o que eu achei. —Kate diz tirando algo da fronha do travesseiro e chacoalha. —O diário da Mel. Ela sabe escrever?

—Sabe, o Christian deu isso a ela. —Digo sorrindo. —É melhor deixar aí.

—Ah, nem uma paginazinha?

—Não, Kate. Eu não vou ler o diário, dela.

—Eu vou.

Reviro os olhos e cruzo os braços apenas vendo Kate abrir o diário de Melissa, ela percorre os olhos em uma única folha e logo eles estão repletos de lágrimas.

—Kate, o que foi? —Pergunto preocupada. —É melhor guardar isso... ela passou por coisas ruins... eu não...

—Escuta. —Kate sussurra e eu me calo. —Hoje eu incentivei a Anice a jogar farinha pela sala, eu achei que a Ana fosse ficar muito brava, e me mandar ir embora, mas ela me disse que não, e ela disse que me ama, ela e Christian me amam. E agora eu sei um pouco o que é o amor. O amor é quando você faz uma bagunça de farinha na vida de alguém, e mesmo assim aquela pessoa continua cuidando de você. Eu também amo a Ana, ela é a melhor mamãe do mundo. E eu gosto quando ela me dá beijos de boa noite, eu não quero nunca que ela se vá, nem mesmo o Christian, ele é um grande bobo, mas... eu o amo.

Coloco a mão sobre a boca, com os olhos repletos de lágrimas e me viro um pouco para a porta vendo o olhar de Christian, há um amor tão grande em seu olhar, e eu imagino que ele tenha ouvido tudo. Sorrio e enxugo algumas lágrimas, mas elas parecem cair mais.

—Eu só queria dizer... que a assistente chegou, ela vai examinar a casa, e... ela quer esperar as meninas chegarem. —Christian sussurra segurando seu sorriso.

—Tudo bem... —Murmuro fungando. —Como foi lá?

—Nós conversamos depois, ok?

—Ok.

Christian sorri e sai rapidamente do quarto.

—Ele foi chorar, não é? —Kate diz e eu gargalho.

—Claro que foi, agora... —Caminho até Kate e pego o diário de Melissa colocando no lugar. —Vamos deixar isso aqui, logo elas vão chegar.

—Tudo bem, mas ela te ama.

—Eu sim. —Digo sorrindo com uma alegria imensa de criança.

—Ela já falou?

—Não, mas depois disso, eu espero o tempo que for. —Sussurro. —Agora vamos, a assistente está aqui, e as meninas vão chegar logo.

Saio do quarto de Melissa com Kate e nós vamos para a sala, assim que chegamos eu vejo a assistente brincando com Docinho que não para de pular e abanar o rabo para ela.

—Docinho, não seja inconveniente. —Murmuro e ela late e depois sai correndo. —Srta. Potter, que bom te ver.

—Olá, Srta. Steele. Sua cadela é adorável.

—Obrigada. —Sussurro. —Você quer um café, ou algo do tipo?

—Na verdade, eu queria dar uma olhada no quarto da Melissa, e bem, eu quero saber um pouco sobre o que ela faz no dia a dia.

—Tudo bem, então.

—Certo, e eu vou embora, eu tenho que resolver algumas coisas. —Kate diz me abraçando. —Boa sorte.

—Obrigada.

Kate se vai e logo eu vou mostrar o quarto de Melissa para a Srta. Potter, ela observar as coisas com cuidado e sempre anota tudo. Fico preocupada quando ela para em frente a parede de fotos e desenhos e fica olhando por mais de cinco minutos.

—Algum problema? —Pergunto extremamente preocupada.

—Não. —Ela diz soltando um riso abafado. —É só que... todos os desenhos dela demonstram que ela está feliz, e ela tem um sorriso lindo em todas as fotos.

—Isso é bom?

—É ótimo, Srta. Steele. —Ela diz me olhando. —A Melissa não dava um sorriso, e olha só, quantos sorrisos bonitos. Como ela é aqui?

—Bom, ela gosta de ficar quieta, só às vezes. Mas ela também adora ficar com as crianças, e brincar. Hoje mesmo ela encheu a sala de farinha de trigo com a minha outra filha.

—Oh, ela fez isso?

—Sim.

—E o que você fez?

—Bem, eu apenas conversei com ela... ela acabou me contando que fez porque achou que eu fosse ficar brava e manda-la embora.

—Oh... —Diz surpresa.

—Mas eu não quero que ela vá, e acho que ela está entendo isso.

—Por que você acha?

—Bem... minha amiga, que acabou de sair, leu um trecho do diário dela... isso não foi legal. Eu sei, mas ela escreveu coisas boas.

—E eu posso ver?

—Claro... —Sussurro um pouco insegura.

Caminho até a cama de Melissa e pego seu diário, então entrego a Srta. Potter, ela sorri e começa a folhear as páginas, e sorri na maioria delas, depois de alguns minutos ela finalmente me entrega o diário e eu o coloco no lugar.

—Ela diz coisas muito boas sobre você aí. —Murmura me encarando. —Eu estou ansiosa para falar com ela... você sabe que hoje é a última visita.

—Eu sei, e eu estou uma pilha de nervos. —Confesso e a assistente social apenas ri.

—Eu sinto que coisas boas vão acontecer, Srta. Steele, acredite.

A Srta. Potter sorri e sai do quarto me deixando sozinha, e assim eu fico por minutos, até ouvir as vozes das crianças. Desço as escadas e sorrio ao ver Alice abraçada a Christian no sofá e Melissa em pé com Arthur nos braços. A Srta. Potter está sentada em um dos sofás, observando ela atentamente.

—Ana. —Melissa diz sorrindo amplamente e meu coração se aquece.

—Mamãe. —Alice grita sorrindo. Pode ficar melhor?

—Mamã. —Arthur.

Ah, meus nenéns.

Encaro Christian e ele apenas sorri puxando Alice para outro abraço. Aproximo-me e sento no sofá encarado Melissa com expectativa.

—A escola é muito legal. —Ela diz com os olhos brilhando. —Eu fiz muitos amigos, e a professora é maravilhosa.

—Ah, meu amor, eu estou tão feliz por isso. —Sussurro sorrindo.

Melissa sorri e coloca Arthur no chão, então se aproxima e me abraça me pegando de surpresa, mas mesmo assim, meu coração de aquece de forma magnifica.

—Obrigada por me encorajar. —Ela sussurra.

—De nada. —Murmuro acariciando seu rosto.

—Melissa... que tal nós conversamos um pouco? —Sugere a Srta. Potter e Melissa suspira.

—Claro... vamos no meu quarto. —Melissa diz.

Logo as duas se vão e eu encaro um pouco preocupada, mas tudo bem... eu sinto que as coisas finalmente estão dando certo.

—Docinho, que tal você ir brincar com seu irmão? —Christian colocando Alice no chão.

—Está bem, papai. —Alice diz e senta com Arthur.

—Vem, eu quero falar com você.

Seguro a mão de Christian um pouco desconfiada, mas sigo com ele até um canto mais afastado da sala. Nós não podemos ir tão longe com Alice e Arthur à solta. Paramos perto do piano e Christian se recosta sobre ele.

—Ela me disse que forjou tudo porque eu não a amava, e ela queria se livrar de mim. E ela sabia que apenas o divórcio não seria o suficiente, os pais dela não iriam aceitar.

—Isso é loucura... —Murmuro exasperada.

—Sim, enfim, ela fugiu com uma cara que ela amava, e ela achou que eu não fosse capaz de encontrar alguém, por isso, ela deixou Arthur, mas ela tinha planos de pega-lo.

—Então foi por isso que ela entregou ele aquela mulher maluca?

—Sim, ela ia pegá-lo de volta, só ia esperar a poeira da suposta morte do Arthur abaixar.

—Isso é loucura. Essa mulher é maluca.

—É, mas agora ela não vai mais atrapalhar em nada. Ela tem processos para responder, e vai ser avaliada por psicólogos. E, eu também conversei com meus advogados, como ela forjou a própria morte, eu consigo anular nosso casamento, e também consigo a guarda total do Arthur, mas eu não quero a guarda total dele.

—Não? —Pergunto surpresa.

—Claro que não, Ana... o Arthur é nosso. Você também merece a guarda dele.

—Espera... você está falando sério? —Pergunto sentindo as lágrimas chegarem.

—Claro que sim, você sabe, eu quero me casar com você, quero ficar com você numa casa grande, vendo nossos filhos correndo pelo jardim com a Docinho.

—Ah, Christian. —Abraço-o e fico alguns minutos assim.

Sabe quando... quando chega um momento exato, de que você tem certeza de tudo o que quer para a vida? Todos os seus planos, todas os sonhos. Você sabe exatamente como quer seguir a vida. E nesse momento, a certeza que eu tenho, é de que eu quero seguir a vida com esse homem maravilhoso e nossos três filhos, e todos os outros que tivermos.

Eu com certeza não poderia ter outra certeza, ou ser mais feliz, eu quero me casar com Christian.

—Eu aceito. —Sussurro olhando em seus olhos.

—Aceita? —Ele diz um pouco confuso, mas logo a clareza se faz presente. —Espera, você está dizendo que aceita se casar comigo, é isso?

—Sim, Christian, eu aceito me casar com você.

—Por Deus, Ana! —Christian diz sorrido.

Ele me tira do chão num abraço apertado e me rodar fazendo-me ter uma boa visão da sala e das crianças brincando.

—Eu te amo tanto. —Christian diz me pondo no chão. —Alice, Tuntum, a mamãe e eu vamos nos casar.

—Eba. —Alice grita batendo palmas e Arthur repete o gesto

—Vocês vão casar? —Viramos ao mesmo tempo e vemos Melissa e a Srta. Potter descendo as escadas.

—Sim. —Christian diz sorrindo e vai até ela, agora é ela que é tirada do chão e rodada em um abraço. —Nós vamos casar, Melissa.

—Eu estou tão feliz por vocês. —Melissa diz abraçando Christian.

—Parabéns à vocês. —Srta. Potter diz sorrindo. —Eu preciso ir. E eu acho que o juiz ouvirá coisas muito boas sobre vocês.

—Obrigada, Srta. Potter. —Murmuro sorrindo amplamente.

Quando a Srta. Potter se vai, eu troco um olhar com Christian e Melissa e os dois sorriem ao mesmo tempo. Ele vira sua atenção para a ruivinha em seus braços e a joga para cima fazendo-a sorrir. Ah, eu realmente preciso agradecer minha mãe por ter me encorajado a ficar com Mel. Eu não poderia estar mais feliz.

➳➳➳➳

Alguns Dias Depois...

Levanto-me quando Taylor avisa que minha mãe está subindo, então deixo Christian e as crianças brincando no chão em frente ao sofá. Eles estão num projeto bem sério de casa de palitos de picolé, e isso já faz mais de duas horas. Os dias têm sido tão calmos e bom, e isso me deixa muito tranquila. Mel está mais carinhosa conosco, e isso me deixa tão feliz. Ela tem pedido mais abraços e está aprendendo piando com Christian. Ela é realmente um doce.

Sorrio quando mamãe atravessa as portas duplas com Clarck ao seu lado.

—Mamãe, Clarck. —Digo cumprimentando os dois. —Eu não esperava vocês. E já é tarde.

—Eu sei, querida, mas eu não ia aguentar até amanhã. —Mamãe diz enquanto caminhamos até o sofá. —Olá, crianças. Oi Christian.

—Oi. —Christian e as crianças dizem juntos, mas sem nem olhar mamãe.

—Eles estão concentrados hoje. —Ela murmura sorrindo.

—O que você queria me dizer?

—Ah, certo. Isso é para você. —Mamãe diz tirando um papel da sua bolsa e me entrega.

—O que é?

—Saiu hoje... Ana, parabéns, agora, você o Christian são oficialmente os pais da Melissa... Melissa Grey. —Mamãe diz e meus olhos se enchem de lágrimas.

—O que? —Mel sussurra soltando os palitos. —É verdade?

—É sim, meu amor. —Mamãe diz sorrindo.

Encaro Melissa e Christian e depois abro os papéis da adoção. Meu coração se enche e logo as lágrimas começam a escorrer. Melissa se levanta chorando e pula em meus braços.

—Eu estou tão, tão feliz. —Ela diz dando pequenos soluços. —Obrigada, mamãe. Obrigada.

—Ah, meu amor. —Digo completamente emocionada.

—Ei, e eu não ganho abraço? —Christian diz fazendo beicinho. Melissa sorri e me solta encarando-o.

—Meu pai. —Diz completamente emocionada e abraça Christian, fazendo-o chorar em segundos.

—Ah, querida. —Ele murmura abraçando-a.

Levamos um bom tempo para acalmar as emoções, e já com a notícia que mamãe deu, eu decido falar sobre aceitar casar com Christian, então só temos mais e mais emoções. Ela fica até as crianças dormir, o que demora, já que Melissa estava bem ativa, e ajudou a deixar Alice ativar.

Então agora, finalmente ela está se preparando para ir embora.

Caminho até a porta com ela e Clarck e abraço firmemente.

—Eu preciso te dar algo. —Ela murmura tirando um outro papel da bolsa, mas agora acho que é uma foto. —Eu sei que você não queria saber disso, mas... eu precisava contar.

—Quem é? —Pergunto encarando o belo homem de olhos azuis na foto vestido de bombeiro.

—É seu pai, Ana. —Mamãe diz e meu coração dispara. —Ele um herói. Um grande herói. Eu contei a ele sobre você, e ele está me odiando um pouco..., mas ele quer te conhecer.

—Quer? —Sussurro e mamãe balança a cabeça.

—Dê uma chance a ele. Edward é um ótimo homem, e bem, ele não tem outros filhos.

—Eu vou pensar sobre isso, ok?

—Ok, eu anjo. Boa noite. Eu amo você.

—Eu também te amo, mamãe. Boa noite. Boa noite, Clarck.

Mamãe e Clarck se vão e eu encaro a foto na minha mão. Então esse é meu pai... como eu imaginei. Eu sempre imaginei meu pai como um herói, logo quando Ray se afastou de mim, eu criei uma versão melhor de um pai. Eu não sei se isso é uma boa ideia, eu não quero me magoar de novo, mas... ele quer me conhecer.

—O que é isso? —Levanto a cabeça e encaro Christian se aproximar.

—Meu pai... —Sussurro erguendo a foto.

—Bombeiro? —Ele diz surpreso.

—Bombeiro. —Murmuro sorrindo. —Minha mãe disse que ele quer me conhecer... você acha que eu deveria me aproximar dele?

—Eu acho que você deve tentar se aproximar dele. Ele pode ser bom para você.

—Certo... eu vou pensar sobre isso, ok?

—Ok.

Christian sorri e me puxa para seus braços, e nesse momento eu me sinto tão segura, tão bem. Eu fiz ótimas escolhas, não é mesmo?

➳➳➳➳

Duas Semanas Mais Tarde...

Tamborilo meus dedos nervosamente no volante do carro quando o estaciono em frente ao batalhão 51. Suspiro e encaro o batalhão vendo alguns bombeiros conversando. Ah, eu estou tão nervosa. Eu nem sequer sei como chegar no meu pai, mas mamãe disse que ele trabalha aqui.

E eu passei as duas últimas duas semanas com todos me encorajando a isso. E depois... depois de finalmente conhecer o pai de Christian, e ele me pedir desculpar por pensar errado sobre mim, eu entendi que todos merecem uma chance. E por mais que minhas pernas estejam bambas, eu estou aqui.

Pego a foto do meu pai dentro do porta-luvas e desço do carro abrindo a porta para Melissa. Isso não foi combinado, nós estávamos no café, e ela meio que me obrigou a estar aqui, então... bem... vamos ver no que vai dar. Seguro sua mão firmemente e começamos a atravessar a rua, logo estamos no quartel, mas eu não avisto ele.

—Posso ajudar, senhorita...? —Um dos bombeiros pergunta.

—Srta. Steele. —Sussurro soltando a mão de Melissa para aperta a sua.

—Severide. —Murmura balançando a cabeça. —Você procura alguém?

—Eu estou procurando Edward, me disseram que ele trabalha aqui nesse batalhão.

—Me procurando? —Viro-me com o coração disparado e vejo-o sair de um dos caminhões.

Meu Deus. Minhas pernas parecem gelatinas. Eu acho que vou desmaiar.

—No que posso ajudar? —Ele pergunta se aproximando.

—Bem... minha mãe disse que você queria me conhecer. —Sussurro encolhendo os ombros e ele apenas me olha confuso.

—Desculpe, sua mãe?

—Eu me chamo Anastásia... e eu acho que sou sua filha. —Murmuro com os olhos marejados e vejo a emoção tomar seus olhos. Encolho os ombros e levanto a foto. —Ela me deu isso... e bem... eu não sei ao certo como fazer isso.

—Por Deus! —Ele murmura me puxando para seus braços.

A tensão não está presente como eu pensava, e eu não sinto como se estivesse sendo abraçada por um estranho. É diferente. É um abraço aconchegante. Eu não sei explicar. Ele me segura por alguns minutos e se afasta enxugando as lágrimas.

—Eu mal posso acreditar. Quero apresentar você a todos. Eu estava tão ansioso por conhecer você. —Ele diz sorrindo com orgulho e eu apenas me sinto a garota mais especial de todo mundo. —E quem é essa garotinha.

—Bem... essa é a Melissa, minha filha mais velha.

—Filha, mas você só tem 19. —Ele diz surpresa.

—Bem, eu a adotei com meu futuro marido.

—Meu Deus, eu sou avó de uma linda garotinha, tenho uma filha linda e ela vai se casar, tem como ser melhor?

—Bem... —Sussurro trocando um olhar com Melissa. —Você é meu pai, não é? Eu vou me casar dentro de alguns meses, e eu acho que deveria conhecer o homem que vai me levar ao altar.

—Ah, Anastásia. —Ele diz novamente com sua emoção de menino.

As próximas quatro horas seguintes, eu fico conversando com o meu pai, e eu não poderia estar mais encantada. Melissa já o adora, e ele me apresentou para todos do seu batalhão, e eu fiz um pequeno resumo da minha vida e ouvi um pouco da dela. Meu pai está noivo também, de uma russa chamada Natasha, para quem está louco para me apresentar. E ele já está louco para conhecer Christian e as crianças.

No tempo em que conversamos eu pude perceber a manteiga derretida que ele é. Ele chorou quase o tempo todo, e falou o quanto estava feliz em me conhecer, e eu, eu só pude me sentir ainda mais especial. Eu estava tão insegura, mas agora... agora eu o quero na minha vida. Eu sinto como se ele sempre tivesse sido parte de mim.

Nós tivemos pouco tempo hoje, mas agora, nós temos toda uma vida para nos conhecer, e eu estou muito, muito feliz por isso.

➳➳➳➳

Três Anos Depois...

Meus olhos se enchem de lágrimas quando vejo Alice, Arthur e Melissa atravessarem a porta do quarto correndo e gritando meu nome.

—Shii... —Sussurro colocando o dedo em frente e boca e encaro o pequeno embrulho azul em meus braços.

—Ah, mamãe. Ele é tão lindo. —Melissa diz acariciando os cabelos do seu mais novo irmãozinho.

—Ele é. —Christian murmura pegando Alice no colo.

—Mamãe, qual vai ser o nome dele? —Ela pergunta curiosa.

—Alice, Arthur e Mel... eu quero apresentar para vocês, seu irmãozinho, Thomas Edward Grey. —Sussurro com orgulho e as crianças comemoram com palmas, e logo Thomas abre os seus grandes olhinhos cinzas.

—Ele atodou, mamãe. —Arthur diz me fazendo sorrir. —Olá Tom.

—Diz oi para o seu irmãozinho, Thomas. —Sussurro balançando sua mão e ele sorri ganhando por completo o coração dos irmãos.

Troco um olhar com Christian e ele me lança uma piscada seguida por um largo sorriso. Tem como ficar mais perfeito que isso? Eu acho que não. Com certeza não.

➳➳➳➳

Horas Mais Tarde...

Sorrio encarando as crianças dormindo agarradinhas as minhas pernas na cama de hospital e encaro Christian ao meu lado.

—Eles estão crescendo rápido. —Murmura com um pouco de insegurança.

—Estão sim. —Digo sorrindo. —Mas sempre vão ser nossos bebês.

—Nós fizemos um ótimo trabalho, não é? —Christian sorri e encara Thomas. —Ele tem uma ótima mãe.

—E um pai maravilhoso.

—Você acha?

—Ah, Christian. Eu tenho certeza, nossos filhos de adoram, e com Thomas não será diferente, você é um grande homem.

—E você uma grande mulher. Eu te amo Sra. Grey.

—E eu amo você, Sr. Grey

Notas finais
Fim... ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!