Notas iniciais
Meninaaaaaaaaas, mil desculpas por sumir, eu prometo que não vou fazer mais isso, e para compensar, vou postar cinco capítulos hoje, porque vocês merecem ♥ ♥ E, eu quero muito agradecer a DM, eu amei, muito, muito, muito e muito a recomendação. Obrigada pelas palavras, de todo coração ♥ Capítulo dedicado à DM e Hellen Lima, obrigada por favoritarem meus amores ♥

Anastásia Steele

Encaro o pequeno coração azul de cristal pendurado a minha frente. Christian está com um sorriso ligeiro no rosto enquanto segura o colar e me encara com expectativa.

—Eu pensei que você perderia apenas o sono, mas a fala é novidade vindo de você. —Ele provoca e eu acabo sorrindo.

—Você está falando sério? —Pergunto ainda meia embasbacada.

—Claro que sim.

—Ah, Christian, é claro que eu aceito. —Sussurro sorrindo e ele me puxa para um abraço.

Eu não posso acreditar nisso. Nem sequer parece real. Tudo que eu tenho feito nos últimos anos é fugir das pessoas, com medo de me apegar a elas e acabar magoada, mas sobre Christian... há algo nele que me fez querer ficar por perto. E agora eu estou sendo pedida em namoro, isso não poderia ser melhor.

Afasto-me com cuidado e vejo o quanto ele está enrijecido, e há um pequeno pavor em seus olhos. Isso me faz recuar, meio insegura... e se isso for demais para ele? Ele tem esse problema toda vez que alguém o toca... e se for demais? Quando Alice quiser um abraço, ou quando eu precisar dele?

—Anastásia, o que foi?

—Christian... eu não quero forçar nada. —Sussurro voltando a encarar a vista. —Você não me conta nada... eu não quero que você se assuste toda vez que eu tocar em você.

—Ei. Olha para mim. —Ordena e eu me viro com cuidado para encara-lo. —O meu passado não tem nada a ver conosco. Entendeu? Eu quero ficar com você, e que se dane se eu tiver medo toda vez que você me tocar, eu prefiro isso a ficar longe de você. E você já aceitou, não tem volta.

Suspiro e reviro os olhos contendo a vontade de rir.

—Se revirar os olhos para mim de novo, e vou dar umas palmadas em você. —Ele sussurra me pegando de surpresa. —Agora vem aqui.

Mordo o lábio ainda meio insegura, mas caminho até ele. Com cuidado Christian segura meus quadris e me vira fazendo ficar de costas. Ele ordena que eu levante o cabelo e eu o faço para que ele possa colocar o colar. Um arrepio me percorre quando, ao terminar de prender o colar, ele percorre as pontas dos dedos em minha nuca e então repousa um beijo suave.

Christian envolve seus braços na minha cintura, me puxando para perto, ele apoia o queixo no meu ombro, e de repente estou vivendo uma cena que nunca imaginei. Estou com um homem maravilhoso, vendo uma das vistas mais maravilhosas do mundo. Isso é um sonho, não é?

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Abro meus olhos lentamente e me deparo sozinha na cama. As portas da varanda estão abertas e o dia já passa por ela com uma leve brisa que faz as cortinas balançarem. Sento-me e observo tudo tão silencioso. Pesco meu celular na cômoda e vejo uma mensagem de Christian.

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Tive que sair mais cedo para uma reunião, espero que possa entender,

Mia irá buscar você para o colégio, tenha um bom dia ♥

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Ótimo. Já começamos o dia bem. Suspiro e jogo as cobertas e o celular de lado me levantando. Caminho até o banheiro para escovar os dentes, então me lembro que não tenho nada aqui. Respiro profundamente e saio do quarto em direção a sala, onde encontro Gail com Alice e Arthur.

—Mamãe. —Alice grita sorrindo e até Arthur se vira para me olhar.

—Bom dia. —Murmuro me aproximando para dar um beijo nas crianças. —Gail, eu estou indo para casa.

—Srta. Steele, o Sr. Grey pediu que você ficasse aqui. —Ela diz encolhendo os ombros.

—Como assim? —Pergunto confusa. —Eu tenho a minha casa...

—São ordens dele e...

—Espera, Gail, para. Eu estou indo para casa, me arrumar para o colégio e arrumar a minha irmã. Avise isso ao Sr. Grey.

Levanto-me e seguro a mão de Alice enquanto Gail me encara preocupada, o que é desnecessário. Eu tenho minha casa. Não posso ficar aqui com Christian. Nós nos conhecemos há três minutos. Eu não vou simplesmente ficar aqui só porque ele quer isso. É loucura.

Entro em casa com Alice e ela corre para os seus brinquedos. Sorrio e vou até ela pegando-a no colo.

—Pronta para ir para a casa da babá?

—E o Tuntum?

—Ele vai ficar com a babá dele. —Murmuro dando-lhe beijinhos. —E você vai brincar muito com a tia Marcela. Agora já para o banho.

Alice solta um gritinho animado e corre para o banheiro, quando chego lá ela já está tirando a roupa e a banheira enchendo, mas com o ralo ainda aberto. Reviro os olhos e tampo o ralo, e então a ajudo, depois entro com ela na banheira. Quando terminamos, eu primeiro coloco sua roupa, e ela que escolhe... uma camisa de mangas, sua saia rosa de tutu, e hoje, por incrível que pareça ela coloca sua sapatilha, colar, e uma presilha no cabelo. Eu estou começando a achar que isso tem algo a ver com Christian.

Deixo-a brincando na sala e vou colocar uma roupa. Entro no meu closet e encaro todas as meninas saias, pensando em ignorá-las, mas... eu não posso fazer isso. Eu não posso deixar um garoto como José decidir o que eu sou, pela roupa que eu uso ou deixo de usar. Eu sempre amei saias, e vou continuar amando. E eu não vou ter medo, mas... por Christian eu vou por uma saia e uma meia calça. Só para ele não ficar todo nervosinho.

Termino de vestir minha roupa e vou me maquiar, depois corro para arrumar minha mochila e a bolsa de Alice, e então tenho que voltar ao apartamento de Christian para pegar meu celular, e por fim, posso ir deixar Alice com Marcela. Ela fica aqui no período da manhã, a tarde vai para a escolinha e depois Marcela a pega. Eu estou pensando seriamente em tirá-la da escolinha. Assim passaríamos mais tempo juntas. Ela só tem três aninhos, e precisa de mim.

Quando estou na garagem vejo Mia descendo de um carro.

—Ei, eu ia levar você. —Ela sussurra.

—Eu sei, Mia, mas eu realmente posso ir no meu carro. Eu posso levar você. —Murmuro ajeitando Alice na cadeirinha.

—Eu posso escolher as músicas? —Pergunta semicerrando os olhos e eu sorrio.

—Claro que pode.

Mia sorri animada e deixa seu motorista de lado vindo para o meu carro. O caminho inteiro até a casa de Marcela ela e Alice vão cantando, e eu acho que essas duas juntas são um terror. Deixo Alice com babá, e ela fica de super bom grado, e então vou para o colégio com Mia.

Chegar em um colégio com Mia Grey, tem suas vantagens, ou você é mais amada, ou mais odiada. E no nosso caso, ganhamos ódio de graça. As meninas não param de olhar em nenhum momento, e o ódio parece aumentar com a chegada triunfal de Ethan Kavanagh roubando beijos de Mia Grey.

—Ótimo, eu já vi demais. —Digo passando no meio dos dois para separá-los. —Saiam. Saiam!

Começo a andar em direção ao prédio, e logo o casalzinho está ao meu lado. Eles são bem animados. Muito animados para quase oito da manhã. Paro de acompanhar o casal assim que sinto meu celular vibrando, é uma mensagem de Christian. Leio e respondo meio confusa.

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Por que é tão difícil obedecer o que eu digo?

De você está falando?

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—O que foi, Aninha? —Mia pergunta parando também.

—É o Christian... —Sussurro ainda confusa, principalmente quando ele começa a ligar. Suspiro e atendo. —O que você quis dizer?

—Eu pedi que ficasse em casa até Mia chegar, e por que diabos Alice não está lá?

Ele está bravo? Eu não entendo.

—Christian... eu vim com Mia, e eu precisava me arrumar. Alice está com a babá dela! —Digo impaciente enquanto Mia e Ethan me olham.

—Mas que droga, Anastásia! Por que é tão difícil para você fazer o que eu peço?

—O que você pede, ou o que manda? Christian, eu tenho que ir, ok? Tchau.

—Não... —Antes que ele possa terminar eu desligo e guardo o celular.

—O que houve? —Mia pergunta preocupada.

—Ele está bravo comigo. —Sussurro e começo a morder os lábios.

—Se acostume. —Ela diz rindo. —Essa é uma das coisas que acontece quando você namora o cara mais possessivo de toda a América.

Droga! Eu não havia pensando por esse lado. Mas eu realmente gosto de Christian. Por que diabos ele tinha que agir dessa forma comigo? Respiro fundo e sigo Mia e Ethan para dentro da escola, e enquanto andamos pelos corredores, vejo algo que faz meu coração parar.

É José, ou... o que restou dele. Ele está andando mancando pelo corredor, e está todo machucado, e com óculos escuros. José está carregando uma caixa, com as suas coisas.

—Christian fez um ótimo trabalho... —Ethan sussurra e eu o encaro pasma.

Droga! Então foi isso? Christian bateu nele..., mas que merda. Ele está horrível... se bem que ele mereceu, mas Christian passou dos limites. Ele poderia ter matado José.

Prendo a respiração quando José passa por nós, ele nem sequer nos olha.

Ah, Christian.

Balanço a cabeça e me despeço de Mia e Ethan antes de ir para a minha primeira aula. É tudo muito confuso, e vai ser bem difícil me concentrar quando Christian está bravo comigo, e todas essas coisas têm acontecido.

Me esforço o máximo para me concentrar nas aulas, mas na terceira aula eu não conseguir absorver nada. Tudo porque não paro de pensar em Christian. Como ele pode ficar com raiva de mim, tão fácil? Eu não sei se vou conseguir acompanhar essas mudanças de humor, ele é uma pessoa difícil.

Suspiro e tento ouvir o que o professor fala, mas então uma mensagem chega no meu celular... é Marcela.

Leio as mensagens e meu sangue simplesmente esquenta. Que droga! Respondo apenas para acalmá-la, porque eu não estou nada calma.

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Ana, eu realmente estou muito mal... eu sei que não deveria, mas um cara veio aqui e levou Alice.

Me desculpe. Mas ela aceitou ir com ele. Ele disse que se chama Christian, e que você não veria problemas quanto à isso.

Eu estou muito mal, tentei te ligar, mas você devia estar em aula.

Droga! Tudo bem, eu o conheço, mas talvez depois disso, ninguém vá conhecê-lo. Não se preocupe tanto. E obrigado por avisar.

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Peço licença ao professor e saio da sala indo diretamente para o banheiro, mas que merda! Que merda! Eu não acredito que ele fez isso!

Como ele foi capaz de ir pegar Alice sem a minha permissão. Ele quer que eu obedeça, mas sempre está passando por cima de tudo o que eu faço! Eu odeio isso. Odeio!

Aperto meu celular, várias e várias vezes antes de digitar uma mensagem para Christian. Ele responde e sua resposta me deixa com mais raiva ainda. Então decido não discutir com ele agora. Quando eu for para casa eu falo com ele. Eu já estou muito desatenta as aulas.

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Como você pode pegar Alice sem a minha permissão?

Você tem noção do quanto eu estou brava com você?

Ela pode ficar com Gail, não vejo motivos para você ter tirado ela de casa.

Christian! Olha. Eu não vou discutir agora. Eu tenho aula, mas nós vamos conversar muito sério.

Aguardo ansioso.

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Suspiro quando olho ao redor e percebo que todos já saíram da sala, então começo a guardar minhas coisas. Eu ainda estou com tanta raiva de Christian. Eu não consegui me concentrar em nada, e isso me prejudica muito. Eu não entendo. Não entendo. Por que ele sempre tem que agir como um idiota?

—Ana? Vamos? —Levanto a cabeça e encaro Mia parada a porta.

—Claro. —Murmuro me levanto, mas paro assim que recebo uma mensagem. —Droga.

—O que foi?

—É da ONG. —Sussurro abrindo as mensagens e começo a responder.

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Ana, precisamos de você.

O que houve?

Docinho está se recusando a comer... e nós temos uma emergência. Um cachorrinho abandonado numa vala. Ele está atacando todos que tentam se aproximar.

Certo, Meg. Eu estou indo.

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—Está tudo bem?

—Sim, Mia, você pode ir com meu carro, deixe a chave na casa de Christian. Eu vou de Taxi. Tenho que passar na ONG.

—Você prefere que eu te deixe lá?

—Não, está tudo bem. —Sussurro forçando um sorriso.

Sigo com Mia para a saída e dou me chave para ela, pego o primeiro táxi que vejo e sigo para a ONG. Só Meg está aqui hoje, ela me contou que Paul está doente, e ela está se virando com os outros funcionários. Converso com ela por alguns minutos e logo vou ver Docinho, é só ela me ver que já começa a ficar animada, então eu me sento um pouco com ela e converso sobre ela precisar comer.

Enquanto converso com Docinho, recebo algumas mensagens de Christian, mas tudo o que faço é ler. Eu não quero falar com ele agora. Eu não tenho cabeça para isso.

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Você não me disse que iria para outro lugar!

Onde você se meteu?

Eu realmente estou ficando bravo.

Onde você está?

Eu te encontro então!

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Fico mais um tempo com Docinho e depois vou com Meg e a equipe de resgate. Há algumas pessoas na rua, em volta de uma vala, e me surpreendo ao ver um cachorrinho da raça Pinscher caído e latindo para todo mundo.

—Eles estavam com medo disso? —Pergunto encarando Meg que já está gargalhando. Descemos do carro e eu suspiro ao ver alguns fotógrafos se aproximando.

—Nós podemos gravar o resgate? —Um deles pergunta sorrindo para Meg.

—Claro. —Ela murmura sorrindo.

Reviro os olhos e sento-me no banco do carro para tirar minhas botas e colocar galochas, ponho as luvas e caminho em direção a vala, desço com a ajuda da equipe e começo a me aproximar na mini fera.

—Oi neném... você está com a patinha presa... —Sussurro com distância. —Olha, tudo bem. Eu não vou machucar você, ok? Eu trouxe uns biscoitos.

O cachorrinho me olha rosnando, e se ele não tivesse menos de 30 centímetros de altura, eu estaria apavorada. Tiro alguns biscoitos do bolso e posso ver o rabinho abanando, então esse é o primeiro gesto de confiança, que faz com que eu me aproxime um pouco e lhe entregue um biscoito.

Ele continua rosnando, conforme vou me aproximando, mas toda vez que ganha um biscoito, se acalma mais. Faço o primeiro carinho embaixo da sua boca e ele se joga no chão derrotado. Sorrio e acaricio sua barriga lhe entregando biscoitos.

—Isso garoto. —Murmuro sorrindo. —Meu namorado deveria ser assim também.

Começo a tirar as pedras que predem a patinha do cachorro e logo o tenho em meus braços todo derretido e pedindo mais biscoitos. Subo a vala e levo o cachorro para a gaiola no ganho, jogo uns biscoitos para ele e fecho a porta.

—Pronto gente, a fera está resgatada. —Digo para a pequena multidão e todos começam a rir e bater palmas.

E adivinhem... ele é bem parecido com meu namorado, a única diferente é que o outro eu não consigo convencer com biscoitos.

—Srta. Steele? —Viro-me assusta e encontro Taylor parado ao lado do SUV de Christian.

—Oi, Taylor. —Sussurro encolhendo os ombros.

—Ei, esse não é o cara que quase matou todo mundo quando você caiu? —Meg pergunta se aproximando.

—Sim... esse é Taylor. Ele é motorista do... Christian. —Sussurro suspirando.

—Christian? Quem é esse? —Meg pergunta preocupada.

—Christian Grey, meu mais novo namorado. —Digo sem empolgação alguma.

—Mas... eu... hã... como? —Pergunta incrédula.

—Eu explico depois. Preciso ir. —Murmuro já pondo minhas botas e tirando as luvas. —Bye...

—Bye...

Caminho até o carro e Taylor abre a porta, entro no carro e logo estamos indo para casa. E minha raiva parece ficar a cada quilometro maior. Eu não posso acreditar nisso, em um dia de namoro ele já atingiu todos os limites possíveis. Passou por cima de mim pegando Alice. E agora simplesmente resolveu mandar o seu guarda-costas atrás de mim. Christian Grey realmente não conhece limites.

Tento me manter calma quando chegamos a garagem do Escala, mas quando Taylor estaciona eu simplesmente desço do carro batendo a porta e caminho pisando fundo até o elevador. Minha raiva se torna maior quando as portas do elevador se abrem e eu chego ao último andar, caminho até a casa de Christian e abro a porta sem cerimonias. Ele está sentando no sofá com Alice, e sua cara não é nada boa, mas a minha é ainda pior. Todos estão aqui. Elliot, Kate, Mia e Ethan, mas isso não me importa.

—Eu não acredito que você mandou o seu capanga atrás de mim! —Grito tirando minha bolsa e jogo no sofá. —Qual o seu problema, Christian?

—Eu não vou discutir com você na frente da Alice. —Ele murmura com o olhar impassivo.

—Alice, vai para o quarto do Arthur, agora. —Murmuro sem nem olhar para ela, e ela não contesta, levanta e sai da sala. —Feliz?

—Hã... gente, que tal nós irmos ficar com as crianças? —Kate sugere se levanta e todos saem da sala sem contestar.

—Você ultrapassou todos os limites hoje! Eu não posso acreditar nisso.

—Eu não tenho culpa se você não consegue obedecer ao que eu digo! —Rosna se levantando.

—Te obedecer? Você não manda em mim, isso que eu quero que você entenda! Você tirou a Alice da babá, sem a minha permissão, ela é a minha filha. E ela tinha que ter ido a aula. Você nem sequer pensou nisso! Você não tinha direito algum de fazer isso, sabe o quanto me chateou?

—E você? Você sabe o quanto me chateou quando ignorou tudo o que eu disse? Eu pedi que esperasse Mia, depois você simplesmente sai para outro lugar e ignora todas as minhas mensagens.

—Sim, porque você é um Asno!

—O que? —Ele pergunta surpreso. —Anastásia, eu estou tentando proteger você. Você já se machucou uma vez caindo daquele córrego.

—Como... não, eu não quero saber! Você está invadindo o meu espaço, Christian! —Grito frustrada.

—Se você me obedecesse, eu não teria que fazer isso.

—Olha, você quer saber, eu não vou ficar passando por isso. —Sussurro sentindo as lágrimas virem. Arranco o colar do meu pescoço e jogo em cima do sofá enquanto Christian me olha pasmo. —Alice! Está na hora de ir.

—O que você está fazendo? —Ele pergunta desesperado.

—Eu não sou uma criança, nem um cachorro, no qual você manda e desmanda. Quando você entender o que é uma relação, você me preocupa. Eu estou indo para casa.

Alice entra na sala meio preocupada e se aproxima. Abaixo-me e pego-a no colo, depois pego a minha bolsa.

—Ana... não faça isso. —Ele sussurra com desespero e mesmo que isso me doa, eu não consigo.

—Adeus, Christian. —Sussurro. —Alice, dê adeus.

—Adeus... —Alice sussurra me abraçando.

Encaro-o uma única vez antes de me virar e sair, e tudo que consigo ver é o desespero e o pavor em seus olhos, mas eu não posso levar uma relação assim para frente. Eu jamais conseguiria. Eu preciso de alguém que cuide de mim, não que me prenda em um pote de vidro para eu não fazer as coisas que gosto. Eu não sou uma submissa, e Christian terá que entender isso.