Notas iniciais
Boa leitura!

PV EDWARD

— Vamos naquele parquinho que você gosta? – sugeri a Bella quando terminei de vesti-la.

Ela precisa interagir com outras crianças, não era saudável para ela essa convivência só com adultos e ainda mais vampiros e essa era a única forma que tínhamos no momento, ao menos até ela ter idade para ir a escola.

— Vamo.- diz Bella feliz.

Eu desci com ela para sala.

— Aqui filho. – Esme me entrega a bolsa de Bella.

— Mamãe vamo?

E Esme soltou um suspiro triste.

Ela não poderia aparecer em público em dia de sol, eu sou o único da família que poderia sair com Bella nesses dias, já que minha pele não brilha ao sair ao sol.

— Não dá a mamãe tem que fazer seu almoço, para você comer quando voltar. Mas divirta-se bastante está bem?

—Tá.

— Eu te amo filha.

— Amo mamãe.

E Esme deu um beijinho na bochecha de Bella.

Esme acena da porta quando eu dei a partida do carro. E eu e Bella acenamos de volta.

— Chegamos pequena. – estaciono o carro e a tirei de sua cadeirinha.

Peguei sua bolsa, tranquei o carro e fui andando com ela em meus braços em direção aos brinquedos da pracinha.

— Olha quantas crianças tem aqui hoje Bella, quer brincar com elas?

— Quelo.

A coloquei no chão e lá foi ela correndo em direção a uma menininha loirinha que aparentava ter dois anos como Bella também.

Sentei-me encostado em uma árvore que me dava toda a visão do parquinho.

Acho que é o homem mais lindo que já vi.— vi minha imagem na mente de uma adolescente.

Contive a minha curiosidade de me virar para a jovem que me olhava. Para não dar bandeira.

Acho que vou falar com ele, mas e se ele me der um fora? Mas eu acho que vou tentar de qualquer forma. Ele é lindo demais vale apena arriscar.

E ela veio andando em minha direção e fingi não notar sua aproximação.

— Oi!- falou a garota quando parou na minha frente.

Mas lindo ainda de perto.

Tirei minha atenção de Bella e olhei para ela. Ela tem os cabelos louros e olhos azuis e um corpo bem bonito, acho que devia ter uns dezessete anos.

Apenas assenti em cumprimento.

— A menina que está brincando com minha irmã é o que sua? – apontou para Bella e menina loirinha que era irmã dela.

— Irmã também.

— Vocês não se parecem nem um pouco. – comentou.

— Ela é adotada.

— Ah claro. E desculpa nem me apresentei eu me chamo Melane, mas pode me chamar de Mel e você é....

— Edward. – estendo a minha mão para cumprimentá-la e ela a pegou.

— Muito prazer Edward. – e percebo o duplo sentido na fala.

— Nunca te vi aqui. – Melane se senta ao meu lado.

— Não venho com muita frequência. – comentei simplesmente.

— Você estuda onde?

Queria saber em qual escola eu estudava. Já que ela não havia me visto na sua. E nem poderia, eu não frequentava nenhuma escola.

— Não estudo, quer dizer terminei o ensino médio, estou decidindo para qual universidade eu vou. – menti.

Nessa hora nossa habilidade para mentir era bem útil.

E lá vai minha chance de namorar esse deus grego pro espaço. Ele vai embora em breve.

Reprime um sorriso pro deus grego.

— Ah! Que pena.

— Pena?- perguntei fingindo não entender sua resposta, afinal se eu não lê-se mente seria natural fazer essa pergunta.

— Sim, eu ainda estou terminando o penúltimo ano do ensino médio, então ainda vou ficar por aqui por pouco mais de um ano e você em breve estará de partida.

— Ah. — falo apenas sem saber o que dizer e olhei para a Bella que agora corria atrás de uma borboleta.

— Eu vou pegar minha irmã ela pode se machucar. –digo já fazendo menção de me levantar e ir até Bella.

— Deixa ela se divertir, não tem como se machucar ali só há grama lá e minha irmã também sempre corre atrás das borboletas e nunca aconteceu nada com ela. – diz Melane olhando para a irmã dela que agora também corria atrás das borboletas no meio das flores.

Voltei a me sentar, realmente não perecia ter perigo ali.

Já que namoro esta fora de questão, então ao menos "ficar" estará de bom tamanho. Ele parece bem simpático e educado, acho que não recusará o meu convite. — pensou Melane se animando outra vez.

— Er... bom se você já não tiver planos para hoje a noite, vai ter um DJ ótimo na boate Night, tenho entradas vips, gostaria de ir comigo?

Direta ela. Mas como pensa que vou embora em breve e descartou ter algo sério comigo e faz algum tempo que não saiu com ninguém mesmo. Porque não ir então.

— Eu aceito. Que horas e onde te busco?

Pegou na sua bolsa papel e caneta e escreveu seu endereço e telefone. E me entregou.

— As dez a busco, está bom para você?

— Está ótimo.

— Bom infelizmente está na minha hora, te vejo mais tarde. — Melane diz me dando um beijo na bochecha e indo pegar sua irmã para ir embora.

Vejo Bella se despedindo da irmã de Melane e em seguida vem correndo até mim.

— Ed.- diz a pequena com o rosto vermelho e quase sem fôlego.

— Hum, correu demais de novo, hein mocinha?- e a coloquei sentado em meu colo.

— Poque que boboeta. E eu num cosigo. Pega pa eu casa.

— Você quer que eu pegue a borboleta para levar para casa. – lhe entrego a garrafinha com suco para ela tomar.

— É.

— Mas eu não posso.

— Poque?

— Por que as borboletas escolheram viver no meio das flores, ali é a casa dela. Você quer que ela fique longe da família dela e dos amigos que ela fez aqui? – tento fazê-la mudar de ideia. Se eu cedesse Bella não largaria essa borboleta por nada, e eu não queria vê-la triste quando a borboleta morresse, pois tinham o ciclo de vida bem curto.

Sua expressão foi de choque com o que eu falei. Era como se tivesse acabado de se dar conta que me pediu para fazer uma coisa horrível.

— Eu num sabia dixo num que mai boboeta não.

— Tudo bem pequena, então vamos deixar ela ali, e prometo que te trago para visitá-la sempre, está bom assim?

— Tá.

Fiquei mais um tempinho ali com a Bella apreciando o sol, era tão raro esses dias aqui no Alasca que eu fazia questão que a Bella aproveitasse ao máximo.

— Mano quando é que você vai deixar de ser um pegador para se tornar um cara sério?- diz Emmet entrando no meu quarto sem a menor cerimônia e se deitou na minha cama, quando eu sai do banho só de toalha.

— Eu não sou um pegador Emmet. – fui ao closet.

— Ah não? Mano eu já perdi as contas de quantas mulheres que tú já pegou.

— Se dividir esse número de mulheres pelos oitenta anos que eu comecei a namorar, você vai ver que é não tanto assim.

Eu não era nem um “pegador”, eu só tinha muitos anos de vida de solteiro.

— Ok, mas quando você vai se aquietar?

Soltei um suspiro frustrado isso não era fácil no meu caso. Até aonde sabemos eu sou o único da minha espécie e então só me resta humanas e vampiras.

— Não é tão fácil. – separo uma boxer preta, uma calça jeans preta uma blusa branca e uma jaqueta de couro preta e os vestir rapidamente.

— Como não?

— Primeiro se eu quiser ter um relacionamento duradouro vou ter de contar que sou um híbrido e que com exceção de Bella os demais membros da minha família são vampiros, só que eu não posso sair falando com todas que eu me interesso revelando minha natureza para saber se ela me aceitará do jeito que eu sou. — olho para os sapatos eu estava em dúvida.

O preto da prateleira de cima. — Alice me fala por pensamento vendo minha indecisão.

Aceitei a sugestão dela e os calcei.

— Mas se você ficar com uma vampira você não corre esse risco.

— Acontece que eu não conseguiria conviver com uma vampira que mata humanos.

Essa ideia de achar normal se alimentar de humanos é repulsiva para mim e minha família, eu não entendia como eles poderia ver humanos só como uma fonte de alimento, sendo que havia uma alternativa. Eu sei que não é fácil, vejo na mente da minha família, que o sangue animal apenas os alimenta, mas não aplaca o desejo por sangue humano, apenas os deixa forte para resistir.

Já no meu caso era mais fácil, eu sinto menos sede que eles tanto que caçava com bem menos frequência que eles já que eu também me alimento de comida.

— Mas você pode convencê-la a se alimentar de animais.

— Eu até poderia, mas até ela aceitar e conseguir iria demorar bastante. Eu não conseguiria vê-la vacilar e não me sentir mal com isso.

— Bom, mas há vampiras vegetarianas Edward. — Rose fala entrando no quarto.

E vou para a frente do espelho.

— Tirando as vampiras Cullen é claro, até onde eu sei só tem as Denali. – arrumo meu cabelo, ou melhor, bagunço já que ele não tinha jeito, ele era desarrumado por natureza, mas era de um jeito bom. As mulheres acham sexy.

— A Tanya te ama Edward. Você devia ao menos tentar.

Rosalie não perdia a oportunidade de me empurrar para Tanya.

— Rose para de alimentar essa ideia para Tanya.

— Porque? Se Tanya é perfeita para você, é vampira e vegetariana, então nada de ter que se preocupar com o segredo e ela não teria de mudar para ficar com você para sempre.

— Mas você esquece que Tanya me viu crescer. – coloco o bracelete com o brasão de minha família em um pulso e relógio no outro.

— Isso não é problema para ela Edward.

— Mas é para mim, eu tenho memória desde quando eu nasci. Lembro-me dela me pagando no colo, me dando banho, comida, brincando comigo, me ninando. Você não tem ideia do quanto me soa estranho ao menos cogitar ter um relacionamento com ela Rose?

— É vendo assim, é complicado mesmo.

— Então eu agradeceria se você parasse de empurrar a Tanya para cima de mim.

— Eu já parei.

— Obrigada Rose.

— Faço sempre o que for melhor para você, mesmo quando erro, pode acreditar que eu achava que estava fazendo o melhor para você.

— Eu sei Rose. — dou um beijo na testa dela.

— Então mano não vejo uma saída para você. – Emmet fala preocupado comigo.

— Existe Emmet.

— Qual?

— Encontrar a mulher certa. – me lembro das palavras de meu pai.

Todos têm o seu par Edward é só ter paciência e esperar.

Ele disse ao contar que Esme só apareceu na vida dele quando já tinha três séculos de existência.

— A mulher certa?

— Sim, aquela que me ame como eu a amo e que me faça confiar cem por cento nela ao ponto de contar a minha verdadeira natureza e de minha família e que nos aceite como somos.

E pensando mais além, eu tenho veneno e se ela quiser eu posso transformá-la. Não que eu tenha tentado transformar alguém, mas acho que é possível, se não for, eu poderia pedir para meu pai transformá-la em vampira se ela não se importar em ser uma, para mim não fazia diferença.

— E onde vai encontrar essa mulher perfeita? Essa idealização de mulher que deseja é utópica irmão, não acho que exista. Desculpa o pessimismo, mas é a verdade.

— Não concordo Emmet, existe um exemplo nessa família, esqueceu que nossa mãe aceitou nosso pai? Acho que posso ter a mesma sorte, não é?

— Putz, verdade. – ele se dá conta da história de nossos pais. — Há uma saída então. — diz feliz por mim.

— Sim há, e tenho toda a eternidade para encontrá-la. – pego minha carteira, o celular e a chave do carro.

— Estou torcendo para você achá-la logo.

E enquanto não encontra a certa vai se divertindo com as erradas mesmo mano. — Emmet completa em pensamento.

Só revirei os olhos para ele.

Eu não usava as mulheres só saia com elas quando o desejo era mutuo.

— Ed boito. – diz Bella quando aparece nas escadas.

— Acha que eu estou bonito? – me aproximo dela.

Ela assentiu sorrindo.

— Se você diz eu acredito pequena. – a pego nos braços e lhe dou um abraço apertado e ela boceja.

Já estava meio tarde para ela dormir mesmo. Mas como se cansou no parquinho acabou dormindo boa parte da tarde e acabou que não estava com sono por volta das oito que é quando costuma dormir.

— Está mesmo bonito, tenho pena do coração dessa pobre moça, ela vai enfartar quando te vê irmão.

— Não exagera Alice. – passo Bella para ela.

— Vou indo nessa.

— Juízo filho.

— Eu sempre tenho mãe. – dou um beijo na bochecha dela.

— Se divirta. –deseja Carlisle.

Mas com responsabilidade e no caso de você ir mais além com essa moça não esqueça a camisinha, se eu pude engravidar uma humana certamente você também pode. — completou em pensamento.

Eu assenti discretamente para ele.

Papai sempre me alertava disso, mesmo sabendo que minha memória é permanente, bastava avisar apenas uma vez. Eu sabia os riscos e não podia deixar nenhuma humana passar pelo que minha mãe passou quando engravidou de mim, eu usar camisinha era sempre necessário, mas ele é pai e se preocupa comigo, por isso eu sempre escutava essa recomendação como se fosse a primeira vez que me dizia.

— Tau Ed.- diz Bella com a voz arrastada por causa do sono.

— Tchau pequena. Dormi bem. — a desejei e fui para meu encontro.

Já era de madrugada quando estacionei meu carro no galpão há alguns metros de casa que servia de garagem, já que tínhamos muito carros uma garagem convencional não teria espaço o bastante.

Emmet e Rose estavam fazendo revisão no Mercedes do papai, ele estava trabalhando em uma cidade um pouco longe de onde morávamos e o Mercedes sofria com as longas viagens constantes que papai faz para dar seus plantões no hospital de lá.

— E ai como foi o encontro?

— Me divertir Emmet. –não entro em detalhes.

— Mas não é ela. – Emmet não perguntou e sim afirmou.

— Não. – reprimo um suspiro triste. — Bom vou dormir.

— Boa noite! – diz Emmet e Rose ao mesmo tempo.

— Boa noite!

Fui em direção ao meu quarto, mas ao passar pela porta do quarto de Bella que era ao lado do meu fui vê se dormia bem. Fiquei um bom tempo a vendo dormir, isso me acalmava e quando o sono bateu em mim fui dormir também.

Notas finais
Até amanhã!