O Cara Certo E A Mulher Certa.
23 Capítulo -23
Notas iniciais
PV EDWARD
Acordei ao sentir Bella se mexer na cama.
Eu dormia, mas meu corpo estava sempre em alerta e agora mais do que nunca, Bella já havia completado noves meses de gestação e Gabriel poderia nascer a qualquer momento.
A gente estava dormindo de conchinha e ela começou a tirar meu braço delicadamente de cima de sua cintura ela ainda não havia notado que eu estava acordado.
— Está pensando em fugir?- digo divertido.
— Droga! Eu sempre acabo acordando você. – diz frustrada.
— Já disse que é para sempre me acordar, mas aonde ia?
— Só ia beber água não precisava te acordar para isso.
Me sentei na cama e olhei para ela.
— Ei desmancha essa cara de emburrada.
— Eu odeio te acordar à toa.
— Não é à toa, já disse que faço questão de te ajudar no que for preciso. Você já faz tanto gerando nosso bebê e lidando com todas as consequências disso, que tudo o que faço ainda vai ser pouco comparado ao que você faz.
— Não seja exagerado Ed.
— Eu não estou sendo exagerado e você sabe disso. — a ajudo a se sentar.
— Vou pegar sua água.
Voltei rapidamente ao quarto e lhe entrego o copo com água.
— Hum quando você vai sair dai filhão?- acaricio a barriga de Bella.- Estou doido para te pegar nos braços.
Foi quando senti um cheiro estranho, me lembra o cheiro de líquido a...
— Acho que seu desejo acaba de se realizar. – Bella aponta para o meio de suas pernas, a bolsa havia acabado de estourar.
— Fique calma vai dar tudo certo.
— Eu sei que vai Ed.
Ouvi minha família se aproximando daqui de casa.
— Alice teve uma visão de você nos ligando. – Carlisle explica entrando no quarto junto com a mamãe e meus irmãos carregando várias coisas, ali tinha tudo que ele precisaria para fazer um parto normal como se estivesse num hospital.
E todos desejaram força e um bom parto a Bella antes de saírem do quarto e irem para a sala ficar esperando meu filho nascer.
Eu olhei para papai sem entender.
— Eu estava preparado para qualquer possibilidade filho.
— Não é mais seguro levá-la ao hospital?
— Quando você decidiu nos ligar avisando que ia levar Bella ao hospital Alice viu que não dará tempo, se a levarmos Bella terá o bebê no banco de atrás do carro há poucos quilômetros do hospital.
— Vai ser tão rápido assim?
— Prefere que ela passe horas em trabalho de parto?
— Claro que não, é só que parto normal demora. Só estou surpreso que o dela irá ser bem rápido.
— Em geral sim, mas seu filho está com pressa de sair. Então vamos começar.
Sentei-me apoiado na cabeceira da cama e sentei Bella entre minhas pernas apoiando as costas dela no meu peito.
Carlisle posicionou as pernas dela e as cobriu com um lençol.
— Lembra-se de como treinamos a respiração pequena?
Esse era o nosso maior medo o de ela ter uma crise de asma bem na hora do parto.
— Sim.
— Quando sentir a contração Bella eu quero que empurre com toda a força que tiver. – instrui Carlisle.
— Certo pai.... Aiii.....- Bella gritou de dor quando veio a contração e cravou as unhas em minhas pernas.
Mas eu peguei suas mãos e as segurei com as minhas. Minha pele era dura demais ela ia acabar se machucando assim.
— Agora respire devagar pequena.
Mais uma contração e dessa vez ela não foi pega de surpresa e fez força como Carlisle pediu.
— Isso muito bom filha.
Depois de algumas contrações e muita força de parte de Bella...
— Já estou vendo a cabeça filha.
— Só mais um pouco de força e veremos nosso filho. — a incentivo a continuar.
Veio outra contração e Bella fez bastante força e segundos depois vi Carlisle erguer o Gabriel que estava chorando bastante alto para que eu e Bella o víssemos.
Ouvi minha família vibrar de felicidade na sala e eu e Bella chorávamos feito duas crianças olhando para nosso filho.
— Parabéns meus filhos, me ajude aqui Edward, corte o cordão umbilical.
Eu sai de atrás de Bella e apoiei as costas dela no travesseiro.
Olhei para o rosto dela e ela estava exausta, mas com um lindo sorriso estampado no rosto.
— Você me fez um homem muito mais feliz agora. Te amo. — lhe dou um selinho. E fui até meu pai e cortei o cordão umbilical.
Carlisle deu uma rápida inspeção em Gabriel e viu que estava tudo bem com ele. Então eu o peguei nos braços.
— Calma anjinho está tudo bem agora. — o embalo em meus braços e ele parou de chorar e o levei para Bella ver.
— Finalmente ele está aqui. — Bella fala acariciando o rostinho dele.
— Sim está. A temperatura e a pele dele são como a minha. Ah e o coração dele está batendo como o meu também.
— Isso é bom assim ele não se machuca e nem senti frio.
— Isso é uma coisa boa mesmo.
— Os cabelos deles são da cor dos meus.
— Realmente é exatamente da cor do seu pequena.
Gabriel abriu os olhos.
— Olha ele tem seus olhos verdes esmeraldas.
— Mamãe ficara eufórica quando o vê.
— Bom eu preciso limpar, medir e pesar o Gabriel meu filho. E você tem de cuidar de Bella. – diz Carlisle quando terminou os procedimentos do parto em Bella.
— Ok. — entrego Gabriel a Carlisle e fui ajudar Bella com o banho.
Minha família após “babar” muito em Gabriel foi embora quando ele dormiu.
Já fazia algumas horas que eu e Bella estávamos apenas deitados na cama, Bella apesar do cansaço disse que estava feliz demais para conseguir dormir.
— Está sentindo alguma dor?
— Não e isso é até estranho, eu senti uma dor tão forte na hora que parecia que sei lá que eu ia ser rasgada ao meio, não sei explicar essa dor direito.
— Mas eu entendo o que quer dizer.
— Entende?
— Sim, não se esqueça que já me formei em obstetrícia, durante a residência e realizei partos normais. Então vi na mente da mãe como é a dor. E acho incrível como as mulheres acham tanta força no meio de toda aquela dor. Você pode me explicar isso?
— Acho que vem da vontade de querer ver o bebê que você gerou por nove meses.
— Hum deve ser isso mesmo.
— Ed eu estava pensado aqui. Será que Gabriel vai querer só leite? Ou terá sede de sangue?
— Bom vamos descobrir isso agora. – vejo na mente de Gabriel que ele estava prestes a acordar.
E segundos depois chorou ao acordar com fome.
Fui pega-lo no berço e voltei para o quarto.
— Calma filho a mamãe já vai dar o que você quer. — me sento na cama ao lado de Bella.
Bella abriu a camisola e o sutiã e o passei para seus braços, ela o aninhou em seus braços com uma tremenda habilidade que era como se já estivesse feito aquilo inúmeras vezes.
Quando Gabriel sentiu o cheiro do leite abocanhou o bico do seio de Bella rapidamente.
E Bella solta um gemido de dor.
— É normal doer um pouco no começo, mas isso logo passa.
Ela assentiu.
— Ele é lindo! — o admiro mamar.
— Claro que é ele é a sua cópia.
— Nem tanto ele tem seus cabelos e...
— E só.
Calei-me, pois ela estava certa.
Depois de um tempo Gabriel dormiu satisfeito.
— É meu amor, leite é o bastante para ele.
— Ed?
— Sim.
— Agora eu terei de esperar ele parar de mamar para me transformar, não é?
— Bem nós poderíamos tentar o leite em pó...
— Não, eu não vou dar leite em pó próprio para bebês sendo que tenho bastante leite no seio e sei da importância que é para os bebês mamarem no seio por pelo menos seis meses, é só que eu não queria ser mais velha que você.
— Bella eu tenho cento e dezoito anos.
— Mas fisicamente dezoito Ed.
— Bella você fará dezenove anos, um ano a mais não é tanto assim, você ainda se passará por uma mulher de dezoito, acredite sua aparência não mudará nada. Não se preocupe com isso esse um ano a mais não fará diferença alguma.
— Está bem, mas assim que ele parar de mamar você me transforma.
— Será como deseja. Agora me deixe colocá-lo no berço.
— Não, deixa ele dormir aqui.
— Eu sei o quanto é bom tê-lo nos braços, mas não podemos acostumá-lo a dormir aí, depois vai ser difícil tirar essa mania dele.
— Você está certo. — e me passa Gabriel.
O levei ao quarto dele. Olhei para o edredom que cobria o colchão do berço e o tirei de lá. Lembrei-me de quando eu era bebê e minha mãe me cobria quando eu ia dormir e eu ficava inquieto tentando tirar o edredom e nunca conseguia e meu pai sempre vinha a meu socorro e tirava o edredom de cima de mim e sempre dizia a minha mãe que a minha temperatura mais elevada fazia com que eu não sentisse frio, mas ela nunca se convencia de que eu não estava sentindo frio e pensava também que eu poderia acabar ficando doente por conta do clima frio do Alasca, na época eles não sabiam o quão imune eu era a doenças, mas papai ao contrário da mamãe suspeitava que eu era bem resistente, mas o duro era fazê-la acreditar nisso, ela sempre foi muito protetora com relação a mim, não que meu pai não era, mas é que ele sempre teve uma percepção melhor da minha natureza híbrida que minha mãe.
Coloquei Gabriel no berço.
— Tenha bons sonhos filho. — lhe doo um beijinho na testa e voltei para o quarto.
— Agora pequena aproveite para dormir, ele deve acordar daqui a três horas.
— Acordar para dar de mamar a cada três horas, não é? – diz um pouco triste.
— Bom nem tudo são flores na maternidade Bella. Mas mesmo assim vale apena, não é?
— Com certeza que sim. – diz sorrindo- Ah e cadê a babá eletrônica?
— Não precisa, mesmo dormindo eu vou acordar ao menor som que ele fizer. Agora vamos dormir.
Aconcheguei Bella em meus braços e cantarolei sua música de ninar até ela adormecer.
Fiquei admirando minha linda mulher e agora a mãe de meu filho dormir até que peguei no sono também.
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