Notas iniciais
Ano novo fic nova... E um feliz ano novo! Para quem se dispuser a ler essa fic. E quem desejar continuar a lê-la só me diz que eu posto um novo capitulo amanhã mesmo. A fic é do ponto de vista do Edward. E para quem já me conhece já sabe que eu só sei escrever do ponto de vista dele. E para quem já leu minhas outras fics sabe que eu tenho uma fic chamada minha garotinha, o enredo dessa é em parte parecido e não é por acaso, quando eu fui escrever minha garotinha eu tinha duas linhas de ideias e optei pela outra e deixei essa de lado, mas como eu tinha alguns capítulos prontos e guardados desta, eu agora nas minhas férias resolvi concluí-la, pois não gosto deixar as coisas pela metade, mas os acontecimentos são diferentes, o Edward e a Bella também são um pouco diferentes. Quem leu minha garotinha eu garanto que estarão lendo uma história diferente. Boa leitura!

PV EDWARD

Desci do carro seguido de Esme e Carlisle. E ficamos olhando a nossa primeira casa. Era em uma região isolada do Alasca, não tão longe o bastante da civilização, mas longe o bastante para que possamos ser nós mesmos, sem o disfarce humano, sem se preocupar que algum humano vá aparecer por lá e acabe descobrindo nossa natureza vampiresca. E também era um local estratégico para caçar animais, minha família é “vegetariana” nosso apelido particular, pois nos alimentamos apenas de sangue animal nós nunca matamos um humano. Só tínhamos uma casa “vizinha” há uns seis quilômetros daqui era dos Denali que são outro clã de vampiros vegetarianos, eles são cinco: Carmem, Eleazar, Tanya, Kate e Irina nós os consideramos como extensão de nossa família, mas eles não estavam por aqui, da última vez que tivemos notícias deles, estavam fazendo um tour pela Europa.

De repente várias memórias invadiram as mentes dos meus pais. E como eu não posso controlar meu dom de ler mentes passei a ver cada recordação deles.

Carlisle se lembrou de quando morava aqui sozinho e quando um ano depois encontrou Esme ao sair para uma caçada, ele a encontrou bem machucada, mas viva e a levou para casa para cuidar dela, quando estava bem dos machucados revelou que fugiu de casa e sem saber mais o que fazer havia se jogado do penhasco porque não aguentava mais os maus tratos do marido e a família dela era contra uma separação, pois naquela época a sociedade era muito cruel com mulheres separadas e como não viu mais nenhuma saída a não ser a morte, então se atirou do penhasco. Eles se apaixonaram imediatamente, e Carlisle revelou que era um vampiro, mas Esme não se importou, pois o amava mesmo assim. Alguns meses depois que estavam namorando a família Denali voltou de viagem e conheceram Esme e a adoraram e ajudaram com o casamento.

Um mês depois de casados veio à descoberta da gravidez de Esme, vi a preocupação de Carlisle por não saber o que estava por vir, pois nunca tinha ouvido falar de uma mulher que ficasse grávida de um vampiro e vi também a fé de Esme que tudo daria certo no final, a gravidez era acelerada, e a cada dia Esme ficava cada vez mais fraca, seu corpo depois de um tempo passou a rejeitar qualquer alimento, Carlisle e os Denali pesquisavam em busca de uma resposta, foi quando se deram conta que o bebê precisava não só de comida, mas de sangue também, mamãe teve que ingerir sangue, e assim foi ficando mais forte e passou a conseguir a voltar se alimentar, mas o problema era que eu ficava forte também, e a machucava quando me mexia, fraturei três costelas dela, até que em um determinado momento parei de fazer movimentos bruscos, papai achava que eu tinha adquirido consciência de que meus movimentos a machucavam. E uma semana depois minha mãe entrou em trabalho de parto, eu não parava de me mexer e acabei fraturando vários ossos dela, inclusive sua coluna, Carlisle teve que fazer uma cesariana de emergência com a ajuda de Eleazar, papai teve que usar os dentes para me tirar da placenta, pois a membrana era extremamente resistente, quando conseguiu me tirar e olhar para mim percebeu que minha respiração estava ofegante e deduziu que eu estava sufocando e por isso eu me remexia tanto, pois eu estava tentando sair. Mamãe perdeu muito sangue e assim que nasci o coração dela começou a falhar, papai a mordeu e injetou seu veneno. Foram três dias difíceis, ele se revezava entre minha mãe e eu que havia ficado aos cuidados dos Denali durante os três dias de transformação dela.

Mamãe agora estava se lembrando da emoção que sentiu ao me pegar em seus braços pela primeira.

Lembrança de Esme

— Respire Esme. — pediu Carlisle comigo em seus braços.

Ela negou com a cabeça, continuando a prender a respiração.

— Querida o sangue dele não é apelativo para nós, confie em mim, respire.

Então ela respirou e sorriu.

— O cheiro dele é bom, mas não dá sede. – Esme fala aliviada.

— Pegue-o. — Carlisle me passa para ela.

— Ele é bem quente Carlisle. – Esme me ajeita em seus braços.

— Sim a temperatura dele é mais elevada que de um humano, devido seu coração bater mais rápido de que um humano também. Tanto que nem a temperatura daqui do Alasca e nem a da nossa pele fria é desconfortável para ele.

— E forte também. — percebe Esme quando eu agarrei seu dedo.

— Sim querida, e a pele dele parece ser impenetrável como a nossa também.

— Ele é lindo! – Esme olha encantada para.

— Ele herdou seus olhos verdes esmeralda de quando humana.

— Sim, mas os traços do seu rosto são todos seus. E eu adorei esse tom de cabelo loiro acobreado.

— Eu também querida, é diferente mais é lindo.

— Nem acredito que ele está aqui. – Esme me aperta com cuidado em seus braços como se para provar a si mesma que eu estava realmente ali em seus braços.

— Vocês estão. – Carlisle a abraça de lado.

— Quase os perdi. – sussurra Carlisle a si mesmo.

— Mas o que importa é que estamos aqui. Eu, você e Edward seremos bem felizes.

— Adorei o nome que escolheu para ele, e eu te amo muito Esme.

— Eu também te amo Carlisle.

— Me desculpem pelo o que vocês passaram.

— Filho não há o que desculpar. – Esme sai de suas lembranças.

— Eu quase te matei mãe.

Eu não conseguia me perdoar, por isso.

— Eu sabia dos riscos, mas eu sabia que você valia à pena. – Esme faz um carinho em meu rosto.

— Mas...

— Filho você não pode se culpar pela sua natureza, não pode se culpar por eu ser apenas uma humana que estava gerando um híbrido, eu não me arrependo de ter levado essa gravidez adiante. Você está aqui, eu estou aqui para sempre.

Uma lágrima escapou dos meus olhos. E minha mãe a limpou com um beijo.

— Para sempre filho. – acrescentou Carlisle colocando sua mão no meu ombro e me dando um sorriso.

— E nada de ficar mais se culpando por isso. – pediu Esme séria.

Eu assenti.

— Bem, foi aqui que essa família começou. — Carlisle se vira para Alice, Jasper, Rosalie e Emmet que após desceram do carro em que estavam, ficaram apenas nos observando em silêncio respeitando o momento — Eu estava muito ansioso para trazê-los aqui, e construir mais lembranças boas nesse lugar com os demais integrantes dessa família. – o orgulho era evidente em sua voz ao olhar para a linda e grande família que construiu ao longo do tempo.

A segunda filha foi Rosalie uma linda loira que foi encontrada por papai vinte anos depois que nasci, ela havia sido violentada e espancada pelo noivo e seus amigos, que a largaram na rua achando que estava morta, Carlisle se apiedou e a transformou. Um ano depois ao sair para uma caçada Rosalie encontrou Emmet, que estava quase morto após sofrer um ataque de urso, e o levou para casa e implorou que o papai transformasse Emmet, pois ela não tinha controle sobre sua sede o suficiente para isso, Carlisle o transformou e Emmet e Rosalie se apaixonaram e se tornaram companheiros. Depois vieram Alice e Jasper, eles já eram companheiros e entraram para essa família porque Alice tem o dom de prever o futuro, e viu que fariam parte dessa família e vieram até nós.

Eu adoro cada um dos meus irmãos. Emmet é enorme e bem musculoso, é o vampiro mais forte que existe, apesar disso ele é um “crianção”, sabe se divertir como ninguém, não há tempo ruim para ele, mas ao mesmo tempo é bem responsável devo ressaltar. Rosalie é bem legal até ver um espelho, é extremamente vaidosa e tenaz também, mas uma boa irmã, que defende a família com unhas e dentes. Jasper tem o dom da empatia, ele é mais na dele, fez parte de um exército de vampiros, foi transformado contra a sua vontade e o seu corpo traz vária marcas de batalhas, têm um passado marcado de dor e tristeza, mas conseguiu superar, ele é um irmão-amigo daqueles com quem você sempre pode contar. Alice e eu temos uma afinidade intrigante, talvez por causa dos nossos dons, meus irmãos odiavam nossas conversas silenciosas. Como eu leio sua mente e Alice previa minhas respostas nós não precisávamos de palavras para se comunicar.

E vi meus irmãos assentindo felizes para as palavras de Carlisle, eu podia ser o único filho biológico de Esme e Carlisle, mas eles não faziam distinção, para eles todos eram igualmente seus filhos.

— Entrem meus filhos e conheçam sua casa. – Carlisle abri a porta e em seguida todos nós entramos.

— É tão acolhedora! — diz Rose.

— E linda! — Alice fala encantada.

— Ela está precisando de uma pequena reforma. — Esme fala com os olhos brilhando, pois ama fazer reformas.

— Dê as ordens mestre de obras. — diz Emmet para a mamãe que lhe abriu um lindo sorriso.

— Bom eu vou comprar algumas coisas que vamos precisar e enquanto isso vocês podem indo tirando o pó, removendo o que não está em boa condição, ah e a neve da frente de casa também.

— Claro mãe, antes de voltarem ela já estará no ponto de iniciarmos a reforma. – garantiu Jasper.

— Ok meus filhos. — Esme sai com Carlisle para comprar o que precisaríamos.

E nos dividimos para fazer tudo antes deles voltarem. No fim das contas, percebemos que a estrutura estava ótima, a reforma seria puramente estética.

Alice estava tendo uma visão e eu narrava para meus irmãos o que eu estava vendo.

Visão de Alice

Esme e Carlisle na volta para casa viram que um carro havia batido em uma árvore e a frente do carro estava bem destruída.

E saíram do carro para prestar socorro.

Carlisle constatou que o homem já estava morto, abriu a porta do lado da mulher, verificou seu estado e percebeu que não havia mais nada o que fazer por ela só teria mais alguns instantes de vida.

— Cuide da minha filha. – pediu a mulher.

Havia um bebê no bebê conforto no banco traseiro e a bebê felizmente estava bem.

— Vocês têm algum parente com quem eu possa deixá-la?- perguntou Carlisle.

— Não.

— Então eu vou encaminhá-la para as autoridades, e eles saberão o que fazer com ela.

— Não cuide dela vocês mesmos... não quero que a levem pa...ra um orfanato. — a mulher fala com dificuldade.

Ela não aguentaria por mais tempo.

— Eu queria, mas não podemos. – diz Esme triste.

Vampiros cuidar de humanos era perigoso.

—Podem, sei ...que podem.

— Você não sabe o que está nos pedindo. — Carlisle fala apreensivo.

— Sei que ela estará em boas mãos. Pro...metam que vão cuidar dela, só assim par...tirei em paz.

Esme e Carlisle se olharam.

— Prometemos. – disseram juntos.

Mamãe pegou a bebê nos braços e a mulher morreu em seguida.

Papai tirou tudo do carro que indicasse que havia uma criança ali e em seguida ligou anonimamente para a polícia e informou do acidente.

— Eu posso explicar. – Carlisle fala ao entrar em casa com Esme que segurava a bebê nos braços.

— Não precisa pai, eu vi tudo o que aconteceu e já estão todos a par da situação. – diz Alice.

— Vocês sabem que eu já me indispus com Aro uma vez, quando ele descobriu sobre Edward e que só me perdoou, porque Esme já era vampira e também porque eu consegui provar que Edward não é uma ameaça já que ele é mais parecido com nossa espécie, então o segredo da existência de vampiros estaria preservado. Mas ela é totalmente humana, Aro não irá perdoar isso. Vocês sabem que isso é contra as regras. Sei que eu e Esme prometemos a mãe dela de ficar com ela, mas ela só ficará se todos vocês concordarem, pois isso nos coloca em uma situação arriscada. Então quero que pensem bem na decisão de vocês.

E todos pararam para analisar a situação.

— Apesar dos riscos eu quero que ela fique conosco. — Rosalie é a primeira a si decidir olhando encantada para a bebê.

— Eu também quero. E além do mais vou ficar de “olho” nos Volturi, para não correr o risco de eles descobrirem. — Alice se refere ao seu dom.

— Eu também quero, acho que vai ser divertido ter um bebê em casa. E além do mais somos uma família boa de briga, se por acaso os Volturi descobrirem tenho certeza que daremos um jeito na situação. — Emmet fala empolgado coma possibilidade de uma boa briga.

— Eu também quero que ela fique. — diz Jasper.

— Eu não...

Edward não a quer ...- Era o pensamentos de todos.

— Eu não consigo ler a mente dela. — vou até a bebê.

Todos me olharam espantados, ninguém até hoje foi imune ao meu dom.

— Como não?

— Eu tento pai, mas não escuto nada é como se a mente dela estivesse envolta de algo impenetrável, meu dom não passa por ele. Como pode ser isso? Ninguém até hoje foi imune a mim. – me sinto frustrado.

Carlisle se lembrou de Renata da guarda dos Volturi que é um escudo físico, ninguém consegue passar por ele. Então...

— Talvez ela seja um escudo mental filho.

— Talvez você tenha razão pai.

— Tão pequena e tão poderosa.

— Isso porque ela um bebê humano Jasper imagina sendo uma vampira. – comentou Carlisle.

—Pai você pensa em transformá-la um dia? – perguntei.

— Se ela for ficar conosco, quando for madura o bastante saberá sobre o acidente, da nossa verdadeira natureza e assim poderá escolher seu destino filho.

Eu assenti.

A bebê me olhou fixamente com aqueles lindos olhos cor de chocolate. Percebi que tinha um olhar esperto de mais para um recém nascido.

Passei uma mão em sua cabeça e os poucos fios que havia ali indicava que seriam do tom castanho avermelhado, em seguido eu fiz um carinho em sua bochecha e ela ficou corada, sorri daquilo.

Ela estendeu seus bracinhos para mim.

— Ela quer que você a pegue filho. — diz Esme.

Então eu a peguei em meus braços.

— Então, er... sabe qual o nome dela?

— Isabella Marie Swan. – me respondeu Carlisle.

Ele já havia visto a certidão de nascimento dela que estava bolsa dela.

— Não é Isabella Marie Cullen agora. — corrigi.

— Nossa Bella. — mamãe fala feliz por eu ter concordado em que ela ficasse.

— Seja bem-vinda a essa família Bella. – ela sorri para mim, o que inevitavelmente me fez abrir um sorriso também.

E os meus irmãos gritaram felizes. Pois só faltava eu concordar para que ela ficasse.

E Bella se assustou com a gritaria.

— Se acostume pequena, porque essa família é doida assim mesmo... – falo com a voz calma para não assustá-la mais.

— Edward! — mamãe me repreende.

— Mas de um jeito bom. — completo minha fala.

E Bella sorriu como se estivesse entendido tudo o que eu disse.

Notas finais
E ai? Alguém ficou afim de acompanhar a história .