Notas iniciais
ANTEPENÚLTIMO CAPÍTULO BOA LEITURA !

PV EDWARD

Oito meses depois ...

Acordei quando ouvi um resmungo baixo de Gabriel ele havia acordado. E abri os meus olhos ao mesmo tempo em que Bella abriu os dela.

— Deixa que eu pego o Gabriel enquanto você faz a mamadeira dele. – diz me dando um selinho e indo na velocidade vampiro para o quarto de Gabriel.

Levantei-me rapidamente também e fui em direção a cozinha fazer a mamadeira dele, ele sempre acordava com muita fome.

Há dois meses Gabriel havia parado de mamar e havia chegado o momento de transformar Bella.

Eu mordi Bella e injetei uma boa quantidade do meu veneno e logo em seguida ela caiu em um sono profundo.

A cada hora que passava eu ficava cada vez mais desesperado, pois ela nem ao menos se movia.

Minha família tentou me tranquilizar dizendo que o coração dela continuava batendo, o que significava que a transformação estava ocorrendo, mas eu não conseguia ficar calmo, só consegui me acalmar quando depois de cinco horas algumas coisas começaram a acontecer com ela, o que me garantia que estava realmente dando certo, a partir daí à medida que as horas passavam seu coração batia mais acelerado ficando mais próximo do ritmo do meu, sua temperatura aumentava e sua pele ficava mais parecida com a minha, eu via os traços do seu rosto que já eram lindos ficar perfeitos assim como as curvas do seu corpo... e enfim quando completou vinte quatro horas ela abriu seus olhos e lá estava os olhos cor de chocolate que eu tanto amava só que mais brilhantes do que antes.

Bella ergueu-se bem rápido da cama e me abraçou com toda a sua força que agora era igual a minha.

— Deu certo. — digo feliz retribuindo o abraço.

— Sim, e eu te amo muito Ed.

— Eu também te amo pequena e estaremos juntos para sempre.

— Sim para sempre. – e nos beijamos.

Terminei a mamadeira de Gabriel e ouvi Bella conversando com ele lá no nosso quarto.

— Eu não entendo essa sua linguagem de bebê anjinho só seu pai que entende por que ele vê na sua mente o que esses sons incompreensíveis para mim quer dizer, por isso vocês conseguem se comunicar.

Gabriel desde recém nascido se mostra ser mais esperto para a idade, agora com oito meses eu diria que ele tinha um entendimento de uma criança de um ano meio a dois.

— Ele quer passear. — digo entrando no quarto.

— Hoje está sol, que tal ir naquele parquinho? — sugeriu Bella ir ao mesmo parquinho que eu a levava quando ela era criança, lá continuava lindo do mesmo jeito.

Gabriel bateu palminhas aprovando a sugestão.

—Você bem que podia usar mais gestos filho assim daria para a gente se entender melhor.

E Gabriel gargalhou do que Bella disse.

— Está rindo da mamãe, é? Pois eu vou realmente te dar um bom motivo para rir de mim agora. — Bella faz cócegas na barriga nele.

E sua gargalhada gostosa preencheu todo o quarto.

— Papa. – diz Gabriel em meio às risadas.

Ele só falava papa, mama e eira, que era mamadeira. O resto dos sons era o que Bella falou apenas sons incompressíveis mesmo.

Me ajuda papai, faz a mamãe parar.— pediu Gabriel por pensamento.

— Ah cutucou a fera com vara curta agora aguenta filhão. – falo sorrindo da situação em que ele foi se meter.

Papa.— implorou e eu claro não consegui dizer não, meu filho me tinha nas mãos, eu fazia qualquer coisa que ele quisesse.

— Eu acho que nosso filho já aprendeu a lição, não é Gabriel?

Bella o olhou e ele assentiu com a cabeça dizendo que havia aprendido a lição.

— Hum acho que não. — diz Bella divertida.

E ele implorou para ela com o olhar para que não fizesse mais cócegas.

— Ok eu me dou por satisfeita.

Correção, ele tinha eu e Bella nas mãos.

— Eira papa.

— Está aqui filho. – mostro a mamadeira.

— Me daqui a mamadeira que eu dou para ele enquanto você se arruma.

Entregando a mamadeira a ela e fui tomar banho. Quando terminei de me vestir peguei Gabriel e fui dar banho e arrumar ele e a sua bolsa, enquanto Bella se arrumava.

— Já estou pronta, vamos anjinho. – Bella o pega no colo.

E Gabriel sorriu todo feliz.

Peguei a bolsa e a chave do carro e fomos para o parquinho.

Eu e Bella estávamos sentados encostados no mesmo tronco da árvore que eu costumava me sentar nas vezes que levava Bella quando ela era criança nesse parquinho, enquanto Gabriel brincava com seus brinquedos ao meu lado. Ele resolve se apoiar no meu braço para ficar de pé.

Gabriel ainda não andava sozinho era cedo, mas já andava com apoio, então me levanto segurando as duas mãozinhas dele e ele começou a andar agarradas as minhas mãos as usando como apoio, eu apenas o acompanhava o deixando livre para escolher para onde ia e começou a andar em direção as flores.

— Bella ele tem o mesmo fascínio que você tinha quando eu te trazia aqui quando criança.

— Pelo que?

— Pelas borboletas.

— Verdade? — diz pegando o celular, ela ia tirar fotos de Gabriel.

— Edward. — me chamaram e eu automaticamente olhei para quem me chamava e era Melane.

E me amaldiçoei mentalmente pela minha reação involuntária. Agora não dava mais para sair dali.

Bella ficou sem reação, já que ela não sabia quem era essa mulher.

— Edward é você mesmo? Como pode? Já se passarem dezoito anos que o vi. Como pode estar igualzinho ao quando te conheci? – diz Melane parando na minha frente me olhado incrédula. Ela havia mudado bastante mais continuava bonita.

E agora como eu saio dessa?

— Anthony. – diz Bella vindo até mim entendo a situação.

— Anthony?- Melane fala sem entender.

— Sim. Por quê?

— Tem certeza que o nome dele não é Edward?

— Ele é meu marido é claro que eu tenho certeza que ele se chama Anthony. – Bella soa bem convincente.

Santos genes de vampiro que nos tornavam excelentes manipuladores com relação a humanos, que em tese eles eram nossa fonte de alimentos e saber fingir, mentir e ludibriar é essencial para atrair nossa presa e essas habilidades eram algo nato de vampiros, por que se Bella ainda fosse humana ela com certeza não conseguiria mentir de maneira tão convincente, sendo que era uma mentirosa horrível quando humana.

— Mas você me olhou quando o chamei.

— Edward é o nome do meu filho, por isso eu olhei. – usei toda a minha habilidade de enganar humanos para que ela acreditasse nisso.

— Papa. – diz Gabriel num tom irritado ele estava tão impaciente para ir até onde as borboletas estavam que felizmente nem estava dando atenção à situação, assim eu não teria de lhe explicar o porque de eu ter mentindo que ele se chamava Edward e seria mais fácil me livrar dessa situação com Melane também.

— Eu não sou quem pensa e se nos der licença meu filho está louco para ver as borboletas. –pego Gabriel no colo.

— Ah! Desculpe-me, mas é que você é idêntico ao meu amigo Edward, mas você não pode ser ele, pois ele agora estaria com uns tinta e quatro anos.

— Mas como pode ver meu marido não tem. – Bella me abraça de lado.

— Sim é verdade, me desculpem mais uma vez. – e sai de perto de nós um pouco atordoada.

Eu soltei um suspiro de alívio, felizmente ela está acreditando que a aparência física era apenas uma coincidência.

— Vai me dizer quem é ela? — Bella se separa de mim e fica a minha frente.

Coloquei Gabriel no chão e ele foi engatinhando em direção as flores onde havia várias borboletas pousadas nelas.

— Eu a conhece aqui quando você tinha dois anos e meio, você começou a brincar por acaso com a irmã dela e ela veio falar comigo para saber quem era eu e você.

— Só isso mesmo? Porque eu tive a impressão que quando ela falou amigo ela queria dizer outra coisa.

Bella é extremamente perceptiva.

— Ela me chamou para ir a uma boate e eu aceitei, mas só sai com ela essa única vez.

— E você teve uma noite de sexo sem compromisso. – e vi sua expressão se fechar.

— Sabe que não precisa ter ciúmes de nenhuma mulher do meu passado, por que eu só tenho olhos para você. – me aproximando mais dela.

— Não estou com ciúmes. — Bella dá um passo para trás.

Ela estava com ciúmes e ainda por cima bem brava comigo.

— Está sim. – dou mais um passo á frente.

— Não estou. – dá outro passo para trás.

— Sua teimosia nunca a deixará admitir. -a passos rápidos me aproximo e envolvo sua cintura com meus braços não permitindo que ela se distancie de mim novamente- Mas eu repito, você não precisa ter ciúmes de mulher alguma por que eu te amo minha pequena ciumenta.

— Eu não sou ciu.... – a calei com um beijo.

— Papa.

Eu ri em meio ao beijo.

— O que foi?

— Gabriel só pode ser seu filho mesmo Bella.

— Por quê?

— Ele também quer levar uma borboleta para casa.

E nós dois sorrimos. E a crise de ciúme ficou para trás e fomos dar atenção ao nosso filho.

Eu usei a mesma desculpa que dei a Bella quando ela quis levar uma borboleta para casa e ele também se conformou em apenas vir visitar a borboleta.

E ficamos ali mais um tempo aproveitando o sol e nos divertindo.

Notas finais
Até !