Notas iniciais
Boa leitura!

PV EDWARD

Acordei ao sentir Bella se mexer na cama.

Eu dormia, mas meu corpo estava sempre em alerta e agora mais do que nunca, Bella já havia completado noves meses de gestação e Gabriel poderia nascer a qualquer momento.

A gente estava dormindo de conchinha e ela começou a tirar meu braço delicadamente de cima de sua cintura ela ainda não havia notado que eu estava acordado.

— Está pensando em fugir?- digo divertido.

— Droga! Eu sempre acabo acordando você. – diz frustrada.

— Já disse que é para sempre me acordar, mas aonde ia?

— Só ia beber água não precisava te acordar para isso.

Me sentei na cama e olhei para ela.

— Ei desmancha essa cara de emburrada.

— Eu odeio te acordar à toa.

— Não é à toa, já disse que faço questão de te ajudar no que for preciso. Você já faz tanto gerando nosso bebê e lidando com todas as consequências disso, que tudo o que faço ainda vai ser pouco comparado ao que você faz.

— Não seja exagerado Ed.

— Eu não estou sendo exagerado e você sabe disso. — a ajudo a se sentar.

— Vou pegar sua água.

Voltei rapidamente ao quarto e lhe entrego o copo com água.

— Hum quando você vai sair dai filhão?- acaricio a barriga de Bella.- Estou doido para te pegar nos braços.

Foi quando senti um cheiro estranho, me lembra o cheiro de líquido a...

— Acho que seu desejo acaba de se realizar. – Bella aponta para o meio de suas pernas, a bolsa havia acabado de estourar.

— Fique calma vai dar tudo certo.

— Eu sei que vai Ed.

Ouvi minha família se aproximando daqui de casa.

— Alice teve uma visão de você nos ligando. – Carlisle explica entrando no quarto junto com a mamãe e meus irmãos carregando várias coisas, ali tinha tudo que ele precisaria para fazer um parto normal como se estivesse num hospital.

E todos desejaram força e um bom parto a Bella antes de saírem do quarto e irem para a sala ficar esperando meu filho nascer.

Eu olhei para papai sem entender.

— Eu estava preparado para qualquer possibilidade filho.

— Não é mais seguro levá-la ao hospital?

— Quando você decidiu nos ligar avisando que ia levar Bella ao hospital Alice viu que não dará tempo, se a levarmos Bella terá o bebê no banco de atrás do carro há poucos quilômetros do hospital.

— Vai ser tão rápido assim?

— Prefere que ela passe horas em trabalho de parto?

— Claro que não, é só que parto normal demora. Só estou surpreso que o dela irá ser bem rápido.

— Em geral sim, mas seu filho está com pressa de sair. Então vamos começar.

Sentei-me apoiado na cabeceira da cama e sentei Bella entre minhas pernas apoiando as costas dela no meu peito.

Carlisle posicionou as pernas dela e as cobriu com um lençol.

— Lembra-se de como treinamos a respiração pequena?

Esse era o nosso maior medo o de ela ter uma crise de asma bem na hora do parto.

— Sim.

— Quando sentir a contração Bella eu quero que empurre com toda a força que tiver. – instrui Carlisle.

— Certo pai.... Aiii.....- Bella gritou de dor quando veio a contração e cravou as unhas em minhas pernas.

Mas eu peguei suas mãos e as segurei com as minhas. Minha pele era dura demais ela ia acabar se machucando assim.

— Agora respire devagar pequena.

Mais uma contração e dessa vez ela não foi pega de surpresa e fez força como Carlisle pediu.

— Isso muito bom filha.

Depois de algumas contrações e muita força de parte de Bella...

— Já estou vendo a cabeça filha.

— Só mais um pouco de força e veremos nosso filho. — a incentivo a continuar.

Veio outra contração e Bella fez bastante força e segundos depois vi Carlisle erguer o Gabriel que estava chorando bastante alto para que eu e Bella o víssemos.

Ouvi minha família vibrar de felicidade na sala e eu e Bella chorávamos feito duas crianças olhando para nosso filho.

— Parabéns meus filhos, me ajude aqui Edward, corte o cordão umbilical.

Eu sai de atrás de Bella e apoiei as costas dela no travesseiro.

Olhei para o rosto dela e ela estava exausta, mas com um lindo sorriso estampado no rosto.

— Você me fez um homem muito mais feliz agora. Te amo. — lhe dou um selinho. E fui até meu pai e cortei o cordão umbilical.

Carlisle deu uma rápida inspeção em Gabriel e viu que estava tudo bem com ele. Então eu o peguei nos braços.

— Calma anjinho está tudo bem agora. — o embalo em meus braços e ele parou de chorar e o levei para Bella ver.

— Finalmente ele está aqui. — Bella fala acariciando o rostinho dele.

— Sim está. A temperatura e a pele dele são como a minha. Ah e o coração dele está batendo como o meu também.

— Isso é bom assim ele não se machuca e nem senti frio.

— Isso é uma coisa boa mesmo.

— Os cabelos deles são da cor dos meus.

— Realmente é exatamente da cor do seu pequena.

Gabriel abriu os olhos.

— Olha ele tem seus olhos verdes esmeraldas.

— Mamãe ficara eufórica quando o vê.

— Bom eu preciso limpar, medir e pesar o Gabriel meu filho. E você tem de cuidar de Bella. – diz Carlisle quando terminou os procedimentos do parto em Bella.

— Ok. — entrego Gabriel a Carlisle e fui ajudar Bella com o banho.

Minha família após “babar” muito em Gabriel foi embora quando ele dormiu.

Já fazia algumas horas que eu e Bella estávamos apenas deitados na cama, Bella apesar do cansaço disse que estava feliz demais para conseguir dormir.

— Está sentindo alguma dor?

— Não e isso é até estranho, eu senti uma dor tão forte na hora que parecia que sei lá que eu ia ser rasgada ao meio, não sei explicar essa dor direito.

— Mas eu entendo o que quer dizer.

— Entende?

— Sim, não se esqueça que já me formei em obstetrícia, durante a residência e realizei partos normais. Então vi na mente da mãe como é a dor. E acho incrível como as mulheres acham tanta força no meio de toda aquela dor. Você pode me explicar isso?

— Acho que vem da vontade de querer ver o bebê que você gerou por nove meses.

— Hum deve ser isso mesmo.

— Ed eu estava pensado aqui. Será que Gabriel vai querer só leite? Ou terá sede de sangue?

— Bom vamos descobrir isso agora. – vejo na mente de Gabriel que ele estava prestes a acordar.

E segundos depois chorou ao acordar com fome.

Fui pega-lo no berço e voltei para o quarto.

— Calma filho a mamãe já vai dar o que você quer. — me sento na cama ao lado de Bella.

Bella abriu a camisola e o sutiã e o passei para seus braços, ela o aninhou em seus braços com uma tremenda habilidade que era como se já estivesse feito aquilo inúmeras vezes.

Quando Gabriel sentiu o cheiro do leite abocanhou o bico do seio de Bella rapidamente.

E Bella solta um gemido de dor.

— É normal doer um pouco no começo, mas isso logo passa.

Ela assentiu.

— Ele é lindo! — o admiro mamar.

— Claro que é ele é a sua cópia.

— Nem tanto ele tem seus cabelos e...

— E só.

Calei-me, pois ela estava certa.

Depois de um tempo Gabriel dormiu satisfeito.

— É meu amor, leite é o bastante para ele.

— Ed?

— Sim.

— Agora eu terei de esperar ele parar de mamar para me transformar, não é?

— Bem nós poderíamos tentar o leite em pó...

— Não, eu não vou dar leite em pó próprio para bebês sendo que tenho bastante leite no seio e sei da importância que é para os bebês mamarem no seio por pelo menos seis meses, é só que eu não queria ser mais velha que você.

— Bella eu tenho cento e dezoito anos.

— Mas fisicamente dezoito Ed.

— Bella você fará dezenove anos, um ano a mais não é tanto assim, você ainda se passará por uma mulher de dezoito, acredite sua aparência não mudará nada. Não se preocupe com isso esse um ano a mais não fará diferença alguma.

— Está bem, mas assim que ele parar de mamar você me transforma.

— Será como deseja. Agora me deixe colocá-lo no berço.

— Não, deixa ele dormir aqui.

— Eu sei o quanto é bom tê-lo nos braços, mas não podemos acostumá-lo a dormir aí, depois vai ser difícil tirar essa mania dele.

— Você está certo. — e me passa Gabriel.

O levei ao quarto dele. Olhei para o edredom que cobria o colchão do berço e o tirei de lá. Lembrei-me de quando eu era bebê e minha mãe me cobria quando eu ia dormir e eu ficava inquieto tentando tirar o edredom e nunca conseguia e meu pai sempre vinha a meu socorro e tirava o edredom de cima de mim e sempre dizia a minha mãe que a minha temperatura mais elevada fazia com que eu não sentisse frio, mas ela nunca se convencia de que eu não estava sentindo frio e pensava também que eu poderia acabar ficando doente por conta do clima frio do Alasca, na época eles não sabiam o quão imune eu era a doenças, mas papai ao contrário da mamãe suspeitava que eu era bem resistente, mas o duro era fazê-la acreditar nisso, ela sempre foi muito protetora com relação a mim, não que meu pai não era, mas é que ele sempre teve uma percepção melhor da minha natureza híbrida que minha mãe.

Coloquei Gabriel no berço.

— Tenha bons sonhos filho. — lhe doo um beijinho na testa e voltei para o quarto.

— Agora pequena aproveite para dormir, ele deve acordar daqui a três horas.

— Acordar para dar de mamar a cada três horas, não é? – diz um pouco triste.

— Bom nem tudo são flores na maternidade Bella. Mas mesmo assim vale apena, não é?

— Com certeza que sim. – diz sorrindo- Ah e cadê a babá eletrônica?

— Não precisa, mesmo dormindo eu vou acordar ao menor som que ele fizer. Agora vamos dormir.

Aconcheguei Bella em meus braços e cantarolei sua música de ninar até ela adormecer.

Fiquei admirando minha linda mulher e agora a mãe de meu filho dormir até que peguei no sono também.

Notas finais
Até !