O Cara Certo E A Mulher Certa.
20 Capítulo- 20
Notas iniciais
PV EDWARD
Um mês depois de Bella ter saído do coma, ela já havia feitos inúmeros progressos, a fisioterapia para restabelecer seus movimentos já tinha acabado com as dores no corpo por ela ter ficado muito tempo imóvel e tinham dados excelentes resultados, ela já até havia sido liberada para andar desde que não exagerasse. A fonoaudióloga falou que não tinha mais necessidade de fazer sessões, porque voz de Bella já estava normal, e Bella estava se alimentado bem tanto que até já estava com o peso normal para uma gestante de seis meses.
Mas o que não havia progredido era nosso relacionamento, Bella não me deixa falar do que aconteceu naquele dia e nossa relação desde que acordou nem parece que um dia existiu. O único assunto que tínhamos em comum era sobre sua saúde e a do bebê.
Eu não estava mais aguentando não poder abraçá-la, beijá-la, ela estava ali tão perto mais ao mesmo tempo tão longe de mim.
Carlisle entrou no quarto.
Acho que agora é o momento filho. — me fala por pensamento.
— Pai eu vou aproveitar que você está aqui e vou comer algo na lanchonete. – uso isso como desculpa para os deixarem a sois.
— Pode ir tranquilo filho eu te espero voltar.
— Como está filha?
Ouvi Carlisle dizer quando eu estava me retirando do quarto eu não ia a lanchonete eu iria ficar no corredor do quarto dela ouvindo a conversa deles.
— Bem. Quando eu vou poder ir para casa pai? – pergunta ansiosa, ela não aguentava mais ficar no hospital.
— Logo. Os resultados dos seus exames foram ótimos, mas a equipe médica ainda vai se reunir para discutir sobre sua alta.
— Ok.
— E você já conversou com o Edward sobre o que aconteceu naquele dia?
— Pai eu não quero falar daquilo, eu e Edward teremos um filho e isso é tudo.
Bella só me aceitava ao seu lado por causa do bebê. Ela não me quer mais.
A situação para mim está pior do que eu pensei.
— Edward me falou que tentou explicar a você o que aconteceu naquele dia, mas você não quis ouvi-lo.
— Não tem o que explicar, eu sei muito bem o que vi.
— Mas as coisas nem sempre são como parecem ser.
— Como assim pai?
— Não sabíamos, mas Lara tem o dom da hipnose, ela usou em Edward e o fez beijá-la bem na hora que você entrou na sala de música, mas ela só fez isso porque foi chantageada...
— Pela Tanya.
— Como sabe Bella?
— Edward me contou eu só me lembrei agora.
— Mas ele disse que não quis ouvi-lo... espera, você nos ouvia quando estava em coma?
— Sim.
Um alívio enorme tomou conta de mim agora. Ela ouviu a verdade por mim não podia ser melhor.
— Incrível! Isso filha.
O que era só uma suspeita agora sabíamos que era verdade.
— Céus! Eu fui tão injusta com o Ed todo esse tempo. Ele deve está com raiva de mim.
— É claro que ele não está filha, Edward te ama mais que tudo.
— Mas pai eu o tratei de forma tão fria todo esse tempo, eu estava com raiva de algo que ele não fez e achei que ele continuava aqui só pelo bebê.
— Nunca foi só pelo bebê, foi por você também. — digo ao entrar no quarto e parando ao lado da cama de Bella.
E papai nos deixou sozinhos.
— Me desculpa. — pediu começando a chorar.
— Pequena não chora, odeio te ver chorar.- limpo suas lágrimas.
— Me desculpa por ter acreditado que você havia me traído, se eu tivesse confiado no seu amor por mim eu não teria saída de lá de casa daquele jeito, nem teria entrado em coma e colocado á vida do nosso filho em risco...
— Ei pare de dizer absurdos. – seguro seu rosto entre minhas mãos. – Você não tem culpa de nada, fomos vítimas de uma armação bem elaborada.
— Mas...
— Mas nada Bella. Tanya tentou nos separar, mas não conseguiu, por que nosso amor é maior que tudo e o que importa agora é que estamos bem, não é?
— Sim.
Aproximei meu rosto do dela.
— Vai virar o rosto dessa vez? –digo divertido.
— Com certeza eu...- faz suspense- não vou mesmo.
E então matei a minha vontade de beijá-la.
— Eu te amo muito pequena.
— Eu também te amo Ed.
— E eu amo você também filho. – Bella fala sorrindo olhando para a sua barriga, eu pus minha mão lá e ele estava se mexendo bastante.
Devia estar comemorando por eu e sua mãe estarmos bem agora.
— Onde está Tanya e Lara?
— Lara voltou com o pai para o Brasil naquele mesmo dia e Tanya sumiu. Ela não é nem doída de ficar perto de mim. – me sento na beira da cama.
— Você não está pensando em matá-la, está?
É exatamente o que eu irei fazer se Tanya cruzar meu caminho, mas Tanya é esperta, sabe que eu nunca a perdoaria pelo o que fez, então ela se manterá longe de mim. E como eu não posso deixar Bella e meu filho para caçá-la só me resta esperar, mas o mundo não é tão grande assim, uma hora nosso caminhos vão se cruzar e a farei pagar e tenho toda a eternidade para isso.
— Ed eu te fiz uma pergunta.
Olhei para Bella, ela é tão boa e pura, que mesmo com todo o mal que Tanya a fez eu sei que ela não estaria de acordo com o que eu planejo com relação à Tânia, mas eu não teria essa conversa sobre isso agora com ela, eu quero mais é curtir esse momento de felicidade e deixar as coisas desagradáveis de lado por hora.
— Esquece a Tanya ela não merece atenção alguma. – acaricio a barriga de Bella. Eu amo sentir meu filho se mexer.
— Tem razão Ed.
— É tão agitado nosso anjinho.
— Ed?
— Sim?
— Você já escolheu um nome para ele?
— Não.
— Você o chama de anjinho que tal Gabriel é nome de anjo.
— É perfeito pequena.
— Ei anjinho gosta de Gabriel? — e o senti se mexer mais ainda. – Acho que isso é um sim.
— Com certeza é. — concordou e em seguida bocejou.
— Hora da mamãe aqui dormir. — a ajudo a se deitar e a cobri.
— Tenha bons sonhos. — e lhe dou um selinho.
Comecei a cantarolar sua música de ninar. Mas ela começou a se remexer na cama.
— A posição está ruim?
— Essa cama não é boa para dormir.
— Posso virá-la de lado se quiser.
— Eu quero.
Coloquei-a com cuidado de lado.
— Gabriel se agitou acho que está ruim para ele assim.
— Talvez isso resolva.- coloco um travesseiro abaixo de sua barriga.
— Ele parou. — diz aliviada. – Coloca um entre as minhas pernas também, por favor.
Coloquei e a cobri com o edredom. Pus outro travesseiro em suas costas, apoiando na grade de proteção da cama. E ajeitei o de sua cabeça.
Quatro travesseiros depois e enfim ela relaxou e dormiu.
Carlisle entrou no quarto.
— E então tudo certo entre vocês?
— Sim, e obrigado pai. – lhe dou um abraço.
— Eu não fiz nada filho, ela já sabia a verdade por você, só não se lembrava.
— Mas você a fez se lembrar pai.
— E só, o resto do mérito é todo seu filho.
— Pai não é possível mesmo mudar a cama dela? Na hora de dormir ela sempre acha ruim.
Eu já havia feito esse pedido várias vezes, mas os médicos dizem que essa é a cama ideia para pessoas hospitalizadas. Mas será que eles não viam que para uma grávida de seis meses essa cama não parecia o ideal? Eu já estava ficando irritado com isso.
— Não é necessário.
— Mas pai olha a quantidade de travesseiros que eu tive de botar para ela conseguir dormir. Como pode dizer que não é necessário?
— Não é preciso porque amanhã bem cedo você vai levar sua família para casa.
— Está dizendo que ela vai receber alta?
— Sim Bella finalmente vai voltar para casa. Acabou filho, agora é só felicidade.
— Sim só felicidade de agora em diante. — faço um leve carinho no rosto de Bella.
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