O Caminho das Estações

60 ∾ Você ainda me amaria quando não restasse nada além de nós dois?


Notas iniciais
Olááá, como estão? Preparados para essa reta final? Pois bem, preparem-se que hoje é dois por um!!!!

A visão era espetacular. Como adentrar em um mundo alheio ao real em que vivia seu dia-a-dia. Era o mais perto de um conto de fadas que Juno presenciou.

Duas enormes tendas erguiam-se do centro do jardim, unidas a duas outras menores. De tecido branco e leve, como um castelo feito de nuvens que move-se sob a brisa fresca da noite chuvosa. E embora fosse noite, tantas lâmpadas bem espelhadas em um eterno fio que envolvia as tendas fazia tudo parecer um amanhecer ensolarado com a luz suave e amarelada. Além de tudo, flores ornamentavam cada canto, somando para a sensação de um conto de fadas que a decoração trazia. Eram flores coloridas, diferente das tendas tão alvas, destacavam-se em pétalas amarelas, laranjas e vermelhas, com seus formatos mais diversificados que enchiam tanto os olhos com a beleza quanto as narinas com o doce perfume.

Caminhando pela entrada, um véu fino separava a realidade da cerimônia, tão íntima quanto especial, como se fosse um segredo compartilhado fora da vista do restante do mundo. Um tapete vermelho com estampas antigas estendia-se até o altar improvisado, cortando entre as cadeiras artesanais. Por ali, mais tarde, os noivos adentrariam. Por enquanto, era uma bela recepção aos convidados que atravessavam o véu e abandonavam o exterior para contemplar o amor que tomaria forma diante de seus olhos em alguns instantes.

De braços dados com sua tia, Juno caminhou pelo tapete em direção às primeiras fileiras, como destacado no convite chique que receberam na véspera. Outros convidados chegavam junto com as duas, procurando seus devidos lugares para comportar-se de acordo com o roteiro sugerido. Ninguém gostaria de estragar um momento como aquele.

Ao lado de dentro, tudo era tão belo quanto o lado exterior. As cadeiras artesanais eram todas brancas, com entalhes destacados em dourado antigo, que descascava um pouco. Em cada uma, uma almofada bordada guardava os lugares com conforto. Em volta, um grande lenço tão branco quanto as tendas, corria de cadeiras em cadeira, presos com arranjos de flores coloridas que, de quando em quando, derrubavam uma pétala ou outra. Além do tapete bonito, o altar improvisado era um tronco de árvore que guardava o contrato de casamento junto do juiz, que vestia um belo terno justo. E atrás do altar, estava a orquestra de violinos que acalentava os ouvidos com suas melodias suaves, misturando-se com o ruído da chuva ao lado de fora.

E chovia bastante do lado de fora. O vento forte trazia pingos grossos e gelados de uma chuva forte com direito a raios e trovoadas. Tal chuva obrigava os convidados a se adiantarem em busca da proteção das tendas, mas em nada prejudicava a cerimônia. Pelo contrário, Juno acreditava que a chuva era o complemento perfeito. Sem a chuva, o efeito dramático não seria o mesmo.

Sob os sons agitados de trovões mesclados à melodia lenta dos violinos, Juno se acomodou ao lado de Octavia, que tinha em seu semblante um olhar admirado. “Nunca soube que Florencia tinha casas tão chiques”, dissera-lhe antes, quando desceram do táxi no bairro nobre da cidade. Assim que entraram nos portões da casa, seus olhos de amêndoas brilharam com a beleza da casa que, embora tão imponente e requintada, parecia em segundo plano diante da decoração do casamento. Por um momento, teve um receio bobo. “Será que não estou arrumada o suficiente?”, perguntara também. Mera bobeira, Juno pensava.

Octavia estava tão bela e tão arrumada quanto os demais, usando o vestido longo, com os cabelos presos em uma trança comportada. A cor de pêssego realçando sua pele pálida, trazendo um ar saudável para suas bochechas. Para acompanhar a delicadeza de seu vestido, Octavia trazia joias prateadas no pescoço e orelhas. Uma maquiagem mais simples finalizava o traje cerimonial. Enquanto Octavia trajava um conjunto mais delicado e alegre, Juno apostava em uma sensualidade recatada e formal. Com o longo vestido justo, que estampava o azul escuro daquela noite chuvosa, a generosa fenda em suas costas desenhava suas curvas esguias. Com os cabelos erguidos em um coque, sendo apenas duas madeixas soltas em volta de seu rosto levemente maquiado, seu colo e decote eram realçados pelo belo colar em forma de folha.

No restante, todos os homens trajavam ternos com tons sóbrios, ainda que em tons mais descontraídos como vermelho ou azul escuro. As mulheres, em sua maioria, optaram por vestidos também longos, com as mais diversas cores que, sem querer, combinavam com as flores ao redor. Além das roupas imponentes, todos estampavam o mesmo sorriso satisfeito no rosto ao esperar a cerimônia que uniria um casal tão querido.

Juno sentia-se ansiosa pelos amigos. Tentava, de alguma forma, imaginar como deveriam estar se sentindo, mas quando se tratava de Theo e Hester, nada parecia o suficiente. Afinal, como explicar um amor tão duradouro e resiliente? Entre eles, havia uma conexão tão forte que não precisavam dizer as palavras para que se fizessem entendidos. Um elo tão único que conflitos e brigas podiam arranhar ou riscar, mas nunca quebrar. Uma paixão tão forte que nada parecia ser capaz de explicar e um casamento era pouco diante de tal sentimento.

Não os invejava, no entanto. Pelo simples motivo de poder fazer parte da história que construíram. Considerando o lugar de privilégio de ter tido a chance de, por um tempo, ter acompanhado um amor tão único florescer diante de seus olhos, era o suficiente para deixar seu coração sonhador satisfeito. Talvez nunca fosse viver algo do tipo, pois desconfiava que sentimentos assim eram únicos e ocorriam apenas uma vez ou outra na vida. Porém, ter um pequeno espaço para poder ver tal amor era, de certa forma, ter feito parte disso também. E era grata aos seus amigos por, depois de tantos problemas, ser possível ver também a concretização desse sentimento.

Mas se dissesse que não estava nervosa, então estaria mentindo. Estava grata, feliz e satisfeita, sim. Porém, também tinha seus receios e nervosismo mordiscando sua alma naquele momento. Considerando os pequenos conflitos e as demais desavenças, era difícil não temer como estava sua relação com seus amigos. E tinha tanto medo de estar ali apenas por uma mera formalidade, não como uma verdadeira amiga, que não conseguia se controlar. Os olhos ansiosos procuravam, de um lado ao outro, algum rosto conhecido para que pudesse ter uma noção de como seria encarada. E só restava torcer para não ser mal encarada.

De repente, para seu alívio, alguém surgiu no seu campo de visão. E parecia tão aliviado quanto Juno. Vestindo um belo macacão listrado em azul e branco, com os cabelos coloridos arrumados em uma bagunça formal e sem nenhum tipo de maquiagem, Sarah adiantou-se em sua direção quando lhe viu. O sorriso que estampava seu rosto era um anúncio que Juno sentia-se aliviada em receber.

— Oh, aí está você! E como está tão linda... Essa é a sua tia? — ela perguntou, radiante de empolgação.

— Minha tia, Octavia. Esta é Sarah, namorada de Helena.

— Um prazer, minha querida.

Elas se cumprimentaram com um abraço generoso e, depois, Sarah pulou em seus braços.

— Oh, queria tanto ver você! — ela se afastou para segurar seus ombros. — Eu sei que deixamos isso de lado, mas...

Juno a interrompeu, se recusando a investir naquele assunto novamente.

— Por favor, está tudo bem. Já passou. Está tudo bem.

— Certeza? — ela suspirou angustiada. — Não quero que pense por nenhum momento que...

— Sarah — chamou-a. — Você está tão linda!

Ela sorriu, aliviada.

— Precisa ver Helena, então. — Assim, sentou-se ao seu lado direito enquanto sua tia sentava-se ao seu lado esquerdo.

Enquanto comentavam sobre a bela cerimônia, as pessoas terminavam de chegar e ocupar os lugares restantes. Em sua fileira, aproximaram-se duas pessoas. Um homem alto e de pele retinta, com a cabeça raspada e um cavanhaque bem cuidado, usando um belo terno borgonha. E uma mulher baixa e arredondada, com longos cabelos trançados e escuros, usando um saree preto e prateado, tão belo que roubou toda a atenção de Juno. Notando seu olhar admirado, a mulher acenou em sua direção. Então, pareceu reconhecer sua tia.

— Octavia, não é? — ela se sentou ao lado de sua tia. — Eu conheci o filho de sua esposa...

Octavia soltou uma exclamação.

— Adhira?! — ela pareceu se atrapalhar por um instante, entre cumprimentos e saudações, até que se voltou para Juno, que não estava entendendo nada muito bem. — Você chegou a conhecer minha sobrinha Juno?

Adhira abriu um largo sorriso único, como se tivesse a compreensão de algo que ninguém mais tinha. Juno estendeu a mão para cumprimentá-la, sentindo o coração acelerado por alguma razão.

— Então, essa é a nossa Juno — seus olhos brilharam ao vê-la, e ela deu tapinhas gentis em suas mãos. — Você não me conhece, mas eu conheço você.

Juno riu, nervosa.

— Sério? Eu não...

Adhira olhou para Octavia que também era toda sorrisos.

— É a mãe de Nirav.

Oh. De repente, notou o rosto similar, com os olhos serenos e escuros tão parecidos. E o nariz, longo e delineado, idêntico ao do filho. Sentiu-se uma boba por não perceber tamanha semelhança.

— É um prazer conhecer você — sentiu a voz se perder por um instante.

— O prazer é todo meu.

Então, ela introduziu o novo namorado. Juan, um homem simpático, ainda que reservado. E, naquele instante, Juno quase se perdeu ao se lembrar das vezes que Nirav citou a mãe em suas intermináveis conversas. Era como conhecer uma amiga que não sabia que tinha e, ao mesmo tempo, o receio de saber como era percebida pela mãe do homem que amava. Não sabia reagir e, portanto, muito menos manter uma conversa.

Subitamente, a música aumentou o tom dando abertura para um cantor iniciar uma letra em italiano. E assim, fez-se silêncio sob a enorme tenda.

Aos poucos, os convidados viraram os rostos para acompanhar a procissão dos padrinhos que começava a vir. De dois em dois, atravessaram o longo tapete belo em direção ao altar.

Helena foi a primeira a entrar, acompanhada de um rapaz desconhecido que era ofuscado pela beleza estonteante da companheira. Seus cabelos cacheados estavam soltos, volumosos como uma coroa ao redor de sua cabeça preenchendo até seus ombros, destacando seu rosto com maquiagem dourada e lábios vermelhos, realçando sua pele preta. O vestido laranja não tinha alças, era justo na cintura acentuada e com uma longa saia volumosa. O rapaz desconhecido passava despercebido com sua palidez, terno simples e cabelos escovados para trás. Ao passarem próximos da fileira em que estavam, Helena piscou em direção a Sarah, que tomou a cor de um tomate. Juno riu, se divertindo.

Em seguida, Louise adentrou com um rapaz familiar, embora seu nome não recordasse. Ele usava terno preto com algumas estampas, seus cabelos loiros e cacheados combinavam com seus olhos azuis. E ela usava um vestido azul e solto, revelando uma fenda generosa em sua coxa direita. Seus cabelos vermelhos estavam soltos, balançando ao redor de seu belo rosto maquiado, com olhos acentuados e boca roxa. Um sorriso tímido foi direcionado a Juno, assim que a viu.

Por último, entraram Alice e Nirav com os braços dados. Ela tinha os cabelos soltos, que deslizavam por seus ombros desnudos, o rosto com maquiagem suave e belos pares de brincos acompanhados de um colar em forma de gota. Seu vestido era deslumbrante em tom de oliva, desenhando seu corpo com a saia rodada e seus delicados babados. Ao seu lado, Nirav chamava menos atenção, mas não isento de beleza e elegância. Usava um paletó sóbrio e escuro aberto sobre uma blusa clara de botões e calça alinhada. Seus cachos estavam úmidos, bem penteados assim como a barba aparada, ainda que espessa. Estava tão bonito. Era impossível não sorrir ao vê-lo.

Então, tendo todos os padrinhos entrado, restava apenas o noivo que se aproximava. Tão radiante quanto nervoso, Theo parecia um rei usando um paletó vermelho escuro sobre uma blusa social preta e calças estampadas. Seus cabelos retornaram às antigas tranças, valorizando o rosto que crescia uma barba recente. Uma vez de pé no altar, ele parecia não ser capaz de se conter de tanto nervosismo.

Restava apenas esperar a entrada da noiva. Mas para isso, era necessário um suspense maior. Portanto, enquanto pausavam as entradas, todos pareceram sentir um certo alívio, exceto o noivo.

Sufocada de expectativa em ver Hester, Juno olhou ao redor, embora soubesse que não a veria. E olhando de um lado para o outro, foi impossível não pousar o olhar em Nirav. Ele conversava baixinho com Alice, que apontou para frente. Ele acenou em direção a mãe, que sorriu orgulhosa. Juno notou-se sorrindo. E notou que ele a olhava de volta.

Um breve olhar de alguns segundos. Incapaz de piscar para não perder aquela mínima oportunidade. Juno olhou para Nirav que a olhou de volta. Poderia ter sorrido, queria ter sorrido. Porém, quando se lembrou de Alice ao seu lado, Juno não conseguiu sustentar mais o olhar. Com um suspiro, tentou aceitar o fim. Era o melhor para ele, afinal. Se olhasse para os dois, teria certeza disso. Mas não conseguia fazê-lo.

— Eles são bonitos juntos... — disse, de repente, para ninguém em especial.

Sarah ouviu, entretanto.

— Como assim?

— Ah, eles combinam... — gaguejou. — Ela combina com ele. Calma, serena. — mordeu o lábio. — Como o nome dele.

Sarah hesitou, sem saber o que responder. Era óbvio. O que Juno esperava que ela pudesse dizer? Sentiu-se estúpida.

— Vocês também são bonitos juntos — ela respondeu, para sua surpresa. — Como dois extremos. Você é calor, enquanto ele é frio. Ele é quieto, enquanto você é vibrante. Há beleza nisso... Quer dizer, é o jeito perfeito, eu acredito. Peças iguais de um quebra-cabeça não se completam.

E peças tão distintas também não, pensou em responder, mas apenas sorriu. E deu-lhe a mão.

Em seguida, houve um grande silêncio cheio de expectativa. Era como se todos prendessem a respiração por um longo tempo. A música pausou e até a chuva pareceu dar uma trégua. Assim, a noiva deu seu primeiro passo em direção ao altar.

Não havia palavras que Juno pudesse descrever tamanha beleza de Hester. Não era uma noiva convencional, o tradicional não lhe vestia bem. Não usava véu, nem buquê. O enorme e volumoso vestido branco tinha veios bordados em dourado, percorrendo toda a renda até os pés da saia larga e rodada, e as alças eram meras tiras de tecidos entrelaçadas que deslizavam por seu braço até o cotovelo. Os cabelos permaneciam soltos, com suas centenas de cachos definidos balançando sob uma tiara dourada. Ela sorria em direção ao futuro marido, totalmente impactado com sua beleza, com as mãos sobre a boca aberta e os olhos marejados com a emoção.

Ao vê-los se unirem diante de um altar com olhares tão apaixonados, Juno sentiu que poderia chorar. Nunca entendeu o motivo de as pessoas chorarem em casamentos alheios, porém, agora começava a compreender. Vê-los ali, tão felizes, preparando os votos a serem jurados por toda uma eternidade era difícil de não se emocionar. Olhando para os lados, sua tia também estava emocionada.

Em um instante, Hester iniciou os votos:

— Quando comecei a pensar no que diria a você, Theo, cheguei a uma conclusão precipitada de que, em todos esses anos, eu já havia lhe dito tudo o que deveria. E que tudo isso era mera formalidade. Você sabe o que eu sinto por você, eu já lhe disse inúmeras vezes. E diria inúmeras outras vezes, mas não seriam suficientes para descrever. Bem, de qualquer forma, eu estava enganada. Há coisas que nunca foram ditas, embora sempre estivessem entre nós. Nunca precisamos dizer, pois já sabíamos em nossas almas. Pontuar agora é apenas um detalhe que vai ficar eternizado. Pois bem, eu conheço você a vida inteira, desde quando me entendo como uma pessoa. E por conhecer você toda a vida, conheço você melhor do que si mesmo. E você é tão fácil aos olhos, meu querido Theo. E toda vez que olho para você, eu me apaixono outra vez, pois você sempre me olha de volta. E como me olha a vida inteira, você me vê como eu sou, você vê a melhor parte de mim. E sempre que vê a melhor parte de mim, eu me sinto comprometida a entregar a você a melhor parte de mim pelo resto da vida.

Enquanto Theo tentava se manter, Juno sentiu-se desmoronar. Seus lábios tremeram e os olhos arderam. Com o súbito pranto engasgado na garganta sufocante, sentiu a necessidade de desviar o olhar para qualquer outro lugar, enxergar outra coisa, outra pessoa...

Nirav.

Uma vez outra, entre tantos outros olhares, Juno encontrou o olhar de Nirav procurando pelo seu. E olhando para o homem que a olhava de volta, também viu a verdade em sua mais pura e genuína forma. Olhou nos olhos do amor e não desviou.

A verdade é que, no instante em que o conheceu, sabia que o amaria para o resto da vida. Apenas um olhar – como agora -, um mero olhar cruzado em um lugar remoto traçou o seu destino ao dele. Um apertar de mãos, um cumprimento gaguejado, foi o suficiente para consolidar o sentimento que jamais perderia. Só bastou um instante, a mera chance de estarem no mesmo lugar ao mesmo tempo. E, no fim, não importou a distância ou tempo. Continuou a amá-lo com toda parte de seu ser, como um juramento silencioso perpetuado em uma simples troca de olhares.

E, no entanto, o que restava desse sentimento agora? Talvez, tudo fosse apenas um meio para um fim. Mas seria a vida assim tão traiçoeira para enganá-los àquele ponto? Quão injusto era o destino para brincar com seus sentimentos dessa forma e performar uma crueldade tão grande ao dar a chance de ter o seu amor e tomá-la no instante seguinte.

A vida continuava a encenar uma pantomima com eles. E o destino fazia deles meras peças em seu teatro, cujo qual temia saber o final. Deram-lhe o grande espetáculo e cobraram o preço mais caro, obrigando-os a viverem separados por uma vida inteira, sem saber se haveria um próximo ato juntos. Então, outra vez, após o interlúdio doloroso, encontrarem-se em cena. Como grandes atores interpretaram seus personagens, rasgaram seus sentimentos uns contra os outros até o âmago. E, agora, como uma brincadeira de mau gosto de um roteiro cruel, foram postos de lado novamente, substituídos em seus papéis. O entretenimento da vida era empurrá-los um ao outro e então afastá-los. Seus destinos estavam eternamente se encontrando sem nunca se terem de verdade.

Mas, no fundo, seu coração seria sempre de Nirav. Não importava quanto tempo se passasse ou o que viesse a acontecer, ela sabia, seu coração sempre seria dele. E se algum dia, qualquer dia desses, Nirav estivesse disposto a tentar, talvez Juno também estaria.

Notas finais
Bem, não vou me estender aqui, afinal vão poder presenciar o que vem em seguida sem muita espera! ♥