Notas iniciais
Espero que vocês, meus pequenos anjinhos, gostem da minha fanfiction
≧▽≦

̶ Cuide de sua irmã, – falou uma mulher, que estava usando um capuz rasgado e nos cortes da sua roupa, dava para se perceber que ela estava sangrando, com marcas de açoites pelo corpo e os olhos cheios de lágrimas – e tenha cuidado minha pequena guerreira. – disse ao colocar as duas crianças dentro de um caixote feito de tábuas de madeira parcialmente mofadas, mas ainda inteiras, próximo aos escombros de uma antiga loja de doces gerados pela guerra.

̶ Oka-chan, não vá Oka-chan! – disse a criança mais velha, enquanto tentava sair do caixote para alcançar a mulher encapuzada que já estava correndo pelo que uma vez fora uma rua feliz.

Enquanto a criança de cabelos negros como seus olhos observava a fuga da mulher, dois militares pegaram-na e a levaram para uma cabine blindada, que estava há aproximadamente 40 metros da garota, dentro dela haviam vários equipamentos de tortura como a “Dama de Ferro” com espinhos eletrizados, chicotes com pontas metálica, uma versão mais atualizada de um antigo equipamento de tortura conhecido como “Cadeira das Bruxas”, e muitos outros equipamentos de tortura.

Os militares colocaram a mulher na “Cadeira Inquisitória", uma cadeira cheia de espinhos, é geralmente usada para interrogações a fugitivos, os gritos dela eram agonizantes e rasgavam o céu como uma súplica de piedade a Deus para que morresse logo e a tirasse daquela tortura de ver todos que ela ama sofrerem por algo o qual ela se culpava, muitos de seus amigos, muitos membros de sua família morreram e estão sofrendo ao lutar em uma guerra que ela poderia ter evitado, porém não o conseguiu, mas em vez de simplesmente matá-la, como outros militares estavam fazendo com outros fugitivos, eles a estavam torturando como se quisessem algo dela. Depois de um certo tempo a mulher, já havia perdido muito sangue, então os militares a tiraram da Cadeira Inquisitória e a colocaram no “Balcão do Estiramento”, um banco no qual a vítima é colocada deitada, anéis são amarrados a seus pés, os braços são colocados para trás presos a cordas acionadas por alavancas, assim começava o estiramento da vítima.

̶ Parem! – Falou a criança com seus gritos e suplicas que foram abafados pelas tábuas de madeira do caixote – Não façam isso! – disse em prantos, enquanto observava, pelo espaçamento que há entre as tábuas de madeira que formava o caixote, os membros da mulher serem arrancados de seu corpo, e quanto mais a sua mãe agonizava, mais a criança tentava sair do caixote para ajudá-la.

̶ Oka-chan? – falou a criança de olhos cor mel, cabelos negros, usando roupas sujas e surradas por causa da fuga da guerra que enquanto acordava e olhava a seu redor, para depois perguntar para sua irmã:

–Onde eu estou Keiko-nee? – disse ao se aproximar da frecha pela qual a Keiko estava observando a horrível morte de sua mãe.

̶ Kaori! Não, eu não deixarei que seus olhos inocentes observem esta cena horrível! – disse em prantos enquanto agarrava a irmã mais nova.

̶ Keiko-nee, Por que você está chorando?

̶ Tudo vai melhorar, eu prometo que vou te proteger!

Depois de algumas horas, enquanto as duas crianças esperavam em silêncio os militares saírem das ruas, alguém abre o caixote no qual Keiko e Kaori estavam.

̶ Q-Quem é você? – disse assustada.

̶ Keiko, você não reconhece mais o seu tio? – disse com um sorriso no rosto o homem de estatura alta, cabelo castanho escuro, olhos verdes, moreno, usando uma roupa militar, aparentava ter aproximadamente 30 anos e seus olhos eram distantes da realidade, como se estivessem em um mundo de angustias..

̶ Yukio-san, a Oka-chan, ela...– Falou Keiko enquanto saia do caixote, o abraçava e chorava.

̶ Eu sei, – seu sorriso sumiu do rosto, ele se abaixou para ficar da altura de Keiko – sua mãe me procurou, ela sabia que isso ia acontecer, por isso pediu para cuidar de você e da Kaori.

̶ Mentira! Você está mentindo, – disse espantada e chorando – a Oka-chan nunca faria isso, nunca passaria por isso, caso ela soubesse! Se ela soubesse, ela teria lutado como ela sempre fez, como ela sempre me ensinou a fazer! Yukio-san você é um mentiroso! – disse enquanto dava socos fracos no Yukio – Se ela sabia, então por que ela não lutou? – disse chorando enquanto parava de socá-lo lentamente e o abraçava.

̶ Eu sei que é difícil de entender, eu também estou triste, mas levarei você e sua irmã para o QG da resistência – disse ao olhar uma doce criança dormindo no caixote e depois olhar ao redor e ver uma rua inteiramente destruída, casas pegando fogo, e ele se perguntava o motivo por trás de tudo isso, ele deveria ter ouvido mais sua irmã naquele triste dia – pois lá eu explicarei tudo, aqui não é o melhor lugar para falarmos sobre isto – disse ao pegar as duas crianças no colo e as levar sorrateiramente para seu carro 4x4, prateado meio sujo e abatido por causa da fuga da guerra, que estava em uma rua escondida e sem militares ao redor.

Enquanto Yukio as levava até as proximidades de Barcelonnette, perto da fonteira da França com a Itália em seu 4x4. Enquanto dirigia, ele se recorda da época em que havia paz na França, ou ele pelo menos era enganado pensando que ela existia, será que ele deveria sentir saudades da época de sua ignorância ou será que o que ele está fazendo agora valerá mesmo a pena.

̶ Keiko, me desculpe por não ter ido com sua mãe naquele dia, eu deveria ajudá-la naquele momento, mas minhas idiotices atrapalharam tudo.– disse ao olhar a criança dormindo no banco que estava a seu lado no carro – deveria ter acreditado quando ela me contou sobre o que ela havia descoberto em relação a nova lei, como eu fui idiota, minhas lágrimas e minhas angustias não serão suficientes para trazê-la de volta, não serão suficientes para reverter nossa situação de agora. Por minha culpa você terá que entrar nessa guerra.

Depois de percorrer aproximadamente 750km de Limoges até Barcelonnette, Yukio entra em uma estrada não habitada e sai de seu carro, após percorrer mais a dentro dela, com as duas crianças enquanto anda por uma serra.

̶ Yukio-san, para onde estamos indo? – disse Keiko olhando ao seu roedor e só encontrando uma densa floresta que aparentava não ter fim.

̶ Nós estamos indo para o QG da resistência, lá eu explicarei tudo sobre o que está acontecendo para você, – disse sorrindo – lá será onde viveremos por um tempo e você treinará artes maciais e aprenderá a manusear algumas armas comigo.

̶ Mas a Oka-chan disse que eu só aprenderia isso quando fizesse 8 anos.

̶ Mas você já tem 7 anos, e foi isso que a Kyoko pediu para mim antes de... – seu sorriso havia sumido de seu rosto e seu olhar era distante – Bom, já estamos chegando no QG, não se preocupe.

̶ Hm... Ok. E a Kaori, ela treinará comigo?

̶ Não, ela tem apenas 2 anos.

Depois de um certo tempo andando pela densa e inabitável floresta, ou pelo menos parecia ser inabitável, Yukio pega um dispositivo de seu bolso, similar a um controle, e usando ele abre um caminho subterrâneo. O chão começa a tremer e dele abre uma fenda, e após a fenda se abrir aparece uma rampa metalizada da qual surge um túnel extenso, os três entram nele e Yukio fecha o túnel.

̶ Yukio-san, onde estamos – disse Keiko assustada olhando ao seu redor e vendo paredes metalizadas em um corredor escuro.

̶ Calma esse caminho nos levará ao QG, por que você não fica tranquila que nem a sua irmã?

̶ A Kaori só está tranquila por que ela está dormindo – disse ao olhar para uma garotinha que estava no colo de Yukio dormindo tranquilamente.

̶ Pois é, não tinha pensado por esse lado. Nossa já chegamos. – disse ao olhar uma porta blindada no fim do túnel.

Yukio colocou a Kaori no chão, essa que tinha acabado de acordar, e se aproxima da porta, digita a senha, depois coloca sua mão no sensor e a porta se abre. Quando a porta se abriu, uma mulher loira de olhos castanhos claros usando uma roupa com estilo militar disse:

̶ Então o ex-militar finalmente resolve se juntar a resistência?

̶ Amaya? Você fazia parte da resistência?

̶ Cale a boca! – disse ao dar um tapa nele – Por sua culpa a Kyoko teve que lutar sozinha naquele dia! Eu até teria ido com ela, mas ela acreditava que você iria ir, ela acreditava que você daria ouvidos a razão!

̶ Me desculpe...– disse ele ao tentar evitar contato visual com ela, pois sua presença o constrangia, ele sabia que não era digno de pena pelo que ele fez a sua irmã.

̶ Me desculpe? Diga isso para a Kyoko! – disse já chorando – Eu descobri hoje que ela morreu...

̶ Depois falamos sobre isso, – disse ao olhar as duas crianças já assustadas – essas são as filhas da Kyoko, ela pediu para cuidar delas e treinar a mais velha.

̶ Ah sim, me desculpe pelo escândalo. – disse enxugando as lágrimas – elas já sabem do motivo pelo qual a Kyoko morreu?

̶ Não, eu contarei para elas depois que elas descansarem, elas devem estar abaladas pelo que passaram hoje.

̶ Ah, entendi, podem entrar. Nós dois continuaremos com essa conversa depois Yukio, mas tenha certeza de uma coisa: Eu ficarei de olho em você – disse com um olhar ameaçador.

̶ Eu compreendo sua desconfiança.

Depois que eles entraram, foram tomar banho e descansar. Em seu novo quarto, Keiko se recorda das cenas que havia visto. Seus olhos negros já estavam distantes da realidade, não estavam nesse mundo, mas sim em um mundo de dor, angústia e questionamentos. Quem são as pessoas nas quais ela deve confiar naquele lugar, o que realmente aconteceu naquele dia que havia começado como todos os outros de costume, porém um desastre acaba com a felicidade na França.

Após horas de refletimento, Keiko resolve dormir em seu novo quarto cor cinza, que era a sua favorita, ela deita na cama, tira o laço cinza que havia ganhado de sua mãe e o coloca em cima do criado-mudo que estava ao lado de sua cama, se envolve no seu cobertor e finalmente dorme naquela melancólica noite.

Notas finais
Limoges e Barcelonnette são duas cidades que ficam na frança, Limoges fica mais próxima a capital, Barcelonnette fica próxima a fronteira da França com a Itália (~*w*)~
Comentem, preciso melhorar onde, onde eu errei, faltou informações, o que acharam, sejam sinceros meus anjinhos (*~*)