O Círculo Secreto Da Alvorada

5 O clã do enforcamento


Estava tudo tranquilo naquela tarde. O castelo estava calmo e os escravos trabalhavam normalmente. Tamara entrou na sala mística e logo deu de frente com Gabriel. O garoto estava com os cabelos negros cada vez maiores e as roupas ficavam cada vez mais femininas. Além disso, o garoto estava com a sua fiel adaga na mão e parecia nervoso por não está usando ela a meses. O castelo no qual eles estavam pertencia a ordem do Clã do Enforcamento, um dos mais responsáveis pelo julgamento e morte de bruxos, feiticeiros e criaturas nos séculos passados. O líder do clã, que até hoje se manteve obscuro e escondido havia escolhido a cidade da Irlanda para construir a sede. O castelo tinha 6 andares e era cercados por escravos. Os escravos eram bruxos e outras criaturas que havia perdido suas magias e subjulgados a trabalhar para continuarem vivos. Gabriel, Tamara, Lunna, Pedro e Charlie foram os primeiros a renegarem suas naturezas e se junta ao líder do clã. Juntos criaram rituais e feitiços que tornaram suas magias mais fortes e seus corpos longe das fraquezas dos bruxos. Claro, que alguns se tornaram mais fortes e ganharam posições de destaques, que era o caso de Gabriel, Lunna e Tamara.

— Gabriel logo cedo você por aqui. O que houve, puxaram o lençol da sua cama? – Tamara perguntou com seu ar de maldade.
— Não que eu me lembre dominadora de formigas e já te disse que é Gaah e não Gabriel! – O rapaz respondeu.

- Tanto faz. Não importa como é chamado, merda é sempre merda! – O olhar feroz da garota demonstrava que ela estava querendo uma pequena briga.
— Nem tente, não tenho tempo para te espancar agora, preciso fazer um serviço para o mestre. – O garoto se esquivou de Tamara e passou direto, sumindo pela porta. Tamara não se abateu e com um sorriso seguiu seu caminho. Ela tinha um encontro com a alta sacerdotisa para tentar passar a frente do Círculo. Ela percorreu um corredor feito de pedras e enfeitadas por quadros de pessoas degoladas e pendurados por cordas. Ela adorava aquelas cenas, lhe deixava mais feliz. Do lado de fora ela sentia os olhares de seus animais lhe observando. Ela abriu uma porta e logo estava num aposento. A cama antiga e a janela enorme lembrava as casas dos séculos passados. Sobre uma penteadeira, estava uma mulher de cabelos castanhos curtos. Ela pelo reflexo, deu um sorriso para Tamara e continuou e se maquiar. A garota se aproximou e se agachou em sinal de respeito. Ela tinha muitas coisas para contar, além da fuga do Círculo e do reencontro com o seu irmão. Embora ela tivesse certeza que a alto sacerdotisa de tudo já sabia .
— Tamara minha querida, por um momento pensei que você estava evitando matar seu irmão. Você sabe que fidelidade ao nosso clã é tudo, não sabe? – A voz da mulher era doce e ao mesmo tempo sensual. Com um movimento de dedos, a gaveta de um armário próximo se abriu e um braço em forma de sombras trouxe um frasco de perfume. Sem ao menos desviar o olhar de Tamara, a mulher colocava fortes doses da fragrância pelo corpo inteiro.
— Senhora Sacerdotisa, eu sinto muito pelo o que houve. Sabe que meus poderes se baseiam no ódio e aquele Raphael estava anulando minha raiva. – Dizia a garota de cabeça baixa.
— Estamos somente nós duas, pode me chamar pelo nome, Lunna! – Era muito bom ouvir o seu nome, porque desde que havia ganhando o posto de Alta sacerdotisa quase ninguém lhe chamava pelo nome, exceto o mestre.
— Lunna eu me preocupo com os poderes daquele moleque. Ele pode se tornar um bruxo muito forte se descobrir o seu potencial.
— Todos eles podem se tornar fortes. Eu me preocupo com todos eles há séculos, porém essa nova geração pode nos dar mais trabalho ao mata-los. Enquanto a essa Raphael, ele não usará seus poderes, afinal ele pode matar o grupo. Assim como assassinou seus pais há anos atrás. – A mulher falava calmamente.
— A Mellody já teve seu poder desperto, ou a pequena parte dele. Temo que até a meia-noite de hoje o restante vai manifestar sua magia.
— E não é assim que é bom? Qual a graça de matar gatos pequenos? Eles precisam crescer e criar garras para deixar a caçada mais eletrizante. Por mais que eles aprendam o máximo, jamais podem nos destruir. A geração passada não conseguiu e essa não vai ser diferente. Agora tenho um compromisso, preciso ver como Gabriel vai se sair na missão de homicídio.
— Alguém vai morrer? – Tamara perguntou.
— Sim! Alguém do Círculo vai perder alguém muito especial essa noite! – Dito isso, Lunna foi se encaminhando em direção a parede e atravessou-a como se ela jamais estivesse ali. Tamara ainda ficou um tempo no quarto e logo depois saiu apressada. Ela não poderia deixar Gaah receber todos os créditos. Matar alguém lhe faria bem naquele momento. Ela atravessou o caminho de volta e entrando em seu carro, seguiu rumo a cidade. Se alguém iria morrer, ela já sabia aonde aconteceria o assassinato. O seu carro parou a metros do local e logo ela observou a moto de Gaah estacionada em frente a casa de Luke. As janelas estavam fechadas e parecia não ter ninguém em casa. A rua de Luke era como as outras do bairro. Tinha uma árvore em frente a caixa de correio e um pequeno jardim em frente a casa. Numa barraca de doces próxima, Gaah conversava alegremente e inocentemente com o vendedor, um homem baixo, simpático e careca. Ao longe, o rapaz de vestimentas femininas poderia parecer um inocente, porém ele já carregava milhares de mortes rápidas e silenciosas nas costas. Ele era um caçador de criaturas místicas experiente.

A porta da casa se abriu e logo Giovanni adentrou correndo. Os pais estavam na sala sentados, ambos com aparência de preocupação e medo. O garoto se encaminhou até ele e parou na soleira da porta. Sra Sparks foi a primeira a avistar o filho e correu para abraça-lo. A mulher tinha lágrimas nos olhos e suas mãos estavam tremulas de medo. Sr Sparks nem ao menos se deu o trabalho de se movimentar e continuou sentado no sofá com a mesma aparência preocupada de antes. No fundo, ele sabia que o filho havia voltado diferente do passeio. Na verdade ele temia que o filho já não fosse o mesmo desde o início da adolescência. Giovanni apenas deixou ser abraçado, porém não fez nenhum movimento. Ele precisava antes saber por que os seus pais havia escondido muitas coisas sobre eles. Por mais que o garoto fosse problemático e muitas vezes rebelde, ele nunca escondeu fatos importantes de seus pais. Tudo o que Giovanni tinha no mundo, além de sua avó e seu irmão caçula, era seus pais. A questão sobre esconder a bruxaria dele, não tinha nada a ver com sua homossexualidade ou sua facilidade de se envolver em confusões.

— Mamãe precisamos conversar! – Ele iniciou, olhando diretamente para ela. – É um assunto um pouco delicado e espero que não escondam mais os detalhes para mim.
— Precisamos conversar mesmo rapaz. Como você foge do acampamento? Eu tive tanto medo de te perder. – Ela ainda chorava abraçada ao garoto. – Cezar, ligue para a polícia e os avise que o nosso filho já apareceu. Nunca mais faça isso. Porque fugiu?
— Eu não fugi, eu fui pego pelos Puritanos! – O garoto falou.
— O que? – Os dois responderam juntos e Sr Sparks até já havia desistido da ligação.
— Isso mesmo. Eu já sei de tudo o que vocês esconderam de mim. Sei sobre o que eu sou, o que vocês são e toda a porcalhada que vocês esqueceram de me contar por algum motivo. Só quero saber que motivo é esse.
— Para te proteger! – Cezar Sparks falou dessa vez. – Não podíamos contar. Na verdade tínhamos esperança que suas habilidades não se manifestasse.
— Queríamos que você tivesse um outro destino diferente do nosso. Que vocês não precisasse ficar se escondendo ou que não tivesse a família assassinada como aconteceu com muitos do nosso povo. – Melínie Sparks falava diretamente ao filho.
— Essa não era uma decisão que eu teria que tomar? Como esconder uma coisa que precisava saber? Eu quase fui morto porque não sabia da minha história. Eu não sabia sobre o Círculo Místico.
— NÃO EXISTE CÍRCULO MÍSTICO! – Cezar se invocou. – Você não faz parte desse círculo. Essa profecia não vai funcionar sobre você. No passo todos os que pertenceram a esse negócio morreram de formas violentas e brutais e não vou permitir que aconteça o mesmo com você.
— Mais eu faço parte desse Círculo? – Giovanni indagou.
— Não! Quero dizer, sim! – Melínie falava dessa vez. – Pelo menos você levou nossos poderes quando nasceu e de acordo com a profecia, isso aconteceria. Mas filho, você não precisa, eu conheço um encantamento antigo que pode esconder seus poderes e impedir que eles se manifestem.
— Eu não quero! Eu quero fazer minhas próprias escolhas!
— Você não sabe o que é escolha moleque! Eu e sua mãe sabemos o que é melhor para você!
— Não sabem não! – Giovanni se desvencilhou dos braços da mãe e se preparava para subir as escadas, quando observou um vulto de uma pessoa na porta de entrada. A principio parecia que iria apertar a campanhinha, porem depois ficou evidente que estava forçando a fechadura da porta. Era dia e nenhum assalto ocorria nesse horário, não com a rua toda movimentada. Se não era assaltante, só poderia ser uma coisa, os caçadores de bruxos. No momento em que ele percebeu, Cezar também observou e empurrando a mulher para atrás, correu em direção a porta. No momento em que encostou na porta, houve uma explosão. O homem deu vários passos para atrás e logo ficou preso na parede. Melínie já havia se levantando e estava servindo de escudo ao filho.
— Giovanni fuja! Eles querem você! Se salve! – A mulher gritava aos prantos.
— Não posso abandona-los mãe! – O menino sentia e dizia.
— Não seja bobo! Fuja, é você que eles querem! Corra agora! – Ao dizer isso, uma força sobre-humana empurrou Giovanni até o quinto degrau da escada. Ele olhou mais adiante e viu sua mãe e algo feito como uma barreira atrás dela. Ela não havia perdido os poderes como havia dito, mais o porque da mentira, ele só saberia depois. Com muita dificuldade ele conseguiu passar pelo corredor até a cozinha. Abrindo a porta dos fundos, ele pulou a cerca dos vizinhos e ganhando a estrada, ele sabia para aonde teria que ir. Correndo desesperadamente Giovanni começou a seguir até a casa de Luke. Os Círculo havia marcado de se encontrar mais tarde naquele local. Ele não conseguia tirar da mente a sombra na porta e os seus pais e seu irmão abandonados naquela casa. Assim que tudo se acalmasse ele ligaria para saber se estava tudo bem ou possivelmente avisaria a policia de um assalto.



Luke havia acabado de voltar da delegacia. Tinha sido muito difícil explicar ao delegado local que ele havia apenas fugido por rebeldia e não por outros motivos. A ausência de sua tia na casa, quase fez com que John e Simmone fosse parar num abrigo para menores de idade. Mais graças ao aviso rápido do rapaz, as crianças ainda estavam sobre sua proteção. O próximo passo, era descobrir um lugar para deixar seus irmãos. Não era mais seguro te-lôs por perto. Ele caminhava a sua rua e estava em frente a sua casa, quando viu a moto e logo a voz doce de Simmone conversando e chorando com alguém em sua casa. O seu coração deu pulos de medo e logo ele estava invadindo a casa com toda a força. Simmone estava com um vestido rosa e amarrada sobre uma cadeira. A sua frente tinha um homem, ou quase homem. Ele usava uma calça jeans apertada e uma blusa que de ângulos diferentes lembravam uma blusa-bata feminina. O sapato era masculino, porem tinha um pequeno salto de 3 centímetros. Ele entrou em pânico quando viu John no outro sofá. O garoto estava deitado com os olhos fechados e com uma adaga clavada no peito. John de apenas 12 anos havia tido uma morte violenta. Os olhos de Luke tremeram diante a cena e um ódio mortal tomou conta dele. O garoto investiu o corpo contra o adversário, porem logo ficou preso no ar. Era como se ele estivesse paralisado.

— Não podemos travar uma luta sem antes eu me apresentar. Eu tenho educação e é o mínimo que eu posso fazer depois de matar seu querido irmãozinho. Sastifação, Gaah! Eu sei que eu deveria me apresentar antes e matar depois, mais você demorou demais. Eu quase me decidi matar essa pequena aqui também, mas resolvi te esperar, as vezes tenho gesto de bondade. – Gaah começou a rodear Luke e a observar cada traço do seu rosto. – Você é até que bonitinho pra pertencer ao Círculo. Ainda há tempo de mudar. – O garoto cochichava. – Sabe fiquei sabendo que a comida do Círculo não é tão gostosa assim e que os alojamentos inundam em tempos de chuva. Não te contei nada. – Luke observa com fúria que Gaah lembrava aqueles homens psicopatas que ele tanto havia assistido na televisão. Visto de perto, os olhos do garoto dava medo. – Sabe Luke, eu estava pensando enquanto tentava achar a válvula sanguínea do seu irmão. Minhas condolências. Acho que vou matar você também, não estou fazendo nada de útil no momento.
— Pode até matar, mas primeiro vai ter que lutar comigo! – A porta se escancarou e Northon entrou na sala. – Coisa feia Gaah, matar pessoas inocentes.
— Olha, eu estava mesmo pensando quando você iria aparecer, estava começando a ficar sem graça. – Com um sorrisinho e uma risadinha demoníaca, Gaah falava diretamente olhando para Northon. Nesse momento, Luke sentiu uma eletricidade passando pelo seu corpo e uma fúria que brotava do seu interior e fazia uma força para sair. Era demais para ele se controlar. Com um ardor de ódio, a sua voz foi solta da magia e com potencia, as janelas próximas explodiram. O seu poder havia sido desperto. Com o susto e o baque, Gaah perdeu o controle e logo soltou Luke de sua magia. O corpo do rapaz perdeu as forças e tombou ao chão.
— Estou sentindo magias se manifestando. A curiosidade para saber qual é, mas tenho pressa! – Dito isso o corpo de Gaah rodeou no ar e logo desapareceu e apareceu novamente atrás de Northon. O guerreiro não prevendo esse ataque, foi pego desprevenido. Gaah aproveitou a oportunidade e dirigiu um soco que pegou certeiro. O sangue jorrou no nariz de Northon. Agora sabendo da posição do caçador, Northon desferiu-lhe um chute que passou centímetros de Gaah. Giovanni apareceu a porta soltou um grito quando viu Luke no chão. Se afastou da porta e logo sentiu uma lamina encostar no seu pescoço. Ele olhou vagarosamente e viu Tamara. No lado de dentro da casa, os dois guerreiros ainda lutavam corporalmente. Northon tinha todos os ataques bloqueados ou anulados por Gaah. Num momento de sorte, Northon grudou em Gaah e passando a mão sobre as costas do rapaz invocou.
— Sacra Arrow! Flecha Sagrada! – A flecha de luz brotou no coração de Gaah e saiu pelo outro lado. Gaah soltou um sorriso e caiu ao chão. Tamara vendo essa cena do outro lado, soltou Giovanni ao chão e começou a dar passos para atrás, porém Northon ainda não havia notado sua presença.

Northon correu até Luke e segurou-lhe a cabeça. A eletricidade ainda passava pelo corpo do rapaz, porém ele estava recuperando a consciência. Giovanni ainda se recuperava do susto quando ouviu os gritos de Tamara atrás dele. Ele avisava a alguém e dizia para tomar cuidado. Northon ouviu a voz da irmã e notou sua presença, porém antes de pode se levantar ele viu Gaah de pé ao seu lado.
— Nulla Gravitalis! Seu corpo ao meu prazer! – Gaah ordenou. – O corpo de Northon paralisou no ar e logo depois flutuou batendo na parede e depois em cada móveis da casa de Luke. – Você pensou mesmo que poderia me matar? Pensou que eu seria tão fraco desse jeito? Você e sua irmã são dois fracos, a diferença é que ela é minha aliada e você meu inimigo. Sabe o que eu faço com meus inimigos? – Os olhos de Northon estavam assustados olhando para Gaah. Northon havia tido uma vida inteira de treinamento, porém nunca se iludiu. O Círculo que o mestre do enforcamento havia criado, era muito mais forte que ele. Northon olhou para Luke se recuperando e logo sentiu que não iria mais estar próximo do Círculo novamente. No outro lado, Gaah sorria freneticamente. – Vamos acabar logo com isso! Bom sono Northon. — Acutus Era! Faca de Mil Cortes! – O ar se tornou pesado e logo depois afiado e passando pelo corpo de Northon causava ferimentos cada vez mais profundos. O guerreiro gritava de dor e logo depois teve a voz silenciada. O guerreiro havia morrido. Gaah ainda tinha o sorriso nos lábios e os seus olhos dessa vez brilhava de prazer. Ele estava muito contente agora. Giovanni não sabia o que fazer e nem que reação tomar. Olhando para trás, ele viu Tamara deixar gotas de sangue cair dos seus olhos. Ela parecia realmente triste. Voltando a atenção para Giovanni, Tamara deu um pulo e antes de cair no chão, só havia as roupas. Um pássaro negro sobrevoava o céu e se encaminhava para bem longe. O corpo de Northon caiu no chão e logo depois Luke acordou de vez. Os seus olhos queimavam de ódio e só fez aumentar quando observou seu amigo guerreiro no chão. Ele foi com tudo para cima de Gaah e segurando-o pelo braço tacou o caçador na parede. Sua força parecia triplicada e com o impacto Gaah chegou a cuspir sangue. Parando de sorrir, o caçador entendeu que aquela talvez não fosse uma luta simples e apenas sumiu no ar. No lugar onde ele estava, apenas sua risada era ouvida. Giovanni correu para dentro da casa e foi em direção a Northon, enquanto Luke tentava ganhar forças para tocar no cadáver de seu irmão. Com os dedos trêmulos, ele tocou levemente e percebeu algo diferente. Apertando mais, ele viu que o corpo não passava de um boneco. Ele correu para Simmone e quando tocou-a, ela virou cinzas e no seu lugar palavras apareceram: |Eu queria apenas um corpo hoje e esse corpo era do idiota da luz. Enterre-o num lugar bem grande, pois em breve todo o círculo se juntará a ele. Gaah do Vento |

Ao mesmo tempo em que Luke respirava com calma, ele respirava triste, afinal a morte do Guerreiro era verdade. Luke se abaixou ao lado de Giovanni. Os olhos de Northon estava abertos ainda, porém Giovanni os fechou. O restante do Círculo entrou pela porta e todos tiveram o mesmo baque. Mellody chorou profundamente e Kyara que quase não demonstrava sentimentos, deixou seus olhos ficarem úmido. Melissa colocou as mãos sobre Luke e tentava apoia-lo, deixando-o mais tranquilo. Raphael ao ver o corpo de Northon no chão nem teve o trabalho de entrar na casa, ficou do lado de fora observando tudo.
— Precisamos leva-lo para algum lugar! Não podemos deixa-lo aqui, porque a policia pode pensar que foi você Luke. – Melissa falava.
— Você tem razão! Eu acho que descobri meus poderes e talvez eles possam ajudar! – Luke falou.
— Eu também tive umas coisas estranhas e descobri o meu. – Kyara falou. – Mais eles não podem ajudar nesse momento, eu acho!
— Abra um portal e os envie! – A voz velha de uma senhora surgiu atravessando a parede.
— Quem é você? – Luke já se preparava para atacar.
— Vovó? Como? O que? Hã? – Mellody tentou dizer.
— O que a senhora está fazendo aqui vovó? – Kyara perguntou.
— Passei anos lendo histórias sobre o Círculo e agora que eu posso ajuda-los, eu vou ficar parada? Larguei meu tricô e resolvi cair no pau com vocês. – A velha falou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.