Notas iniciais
Eu sei que demoreei muuito pra postar, mas eu que eu estava com um pouco de preguiça e sem criatividade. Bom... mas ta aai. espero que gostem! beijos

Já havia se passado uma semana desde que tudo aconteceu e eu não conseguia esquecer aquela moça, a Luiza. Confesso que isso até me incomodava. Como você só pode ter visto a pessoa uma vez na vida e ficar lembrando-se dela o tempo todo? Tinha vezes que eu achava que ter visto ela no meio das pessoas.

Em quanto eu estava com os meus pensamentos perdidos na bela morena, ouvi o meu celular tocar.

– Alô?

– Alô Marcus? Onde você está?

– Estou em casa Rique por quê?

– Você não viajou nessas ferias?

– Não, estava pensando em ficar sem arrumar mala durante esse período, por isso estou aqui em casa deitado na rede, apreciando a vista da praia aqui do meu apartamento. E como está ai na Disney? Cadê o Chris?

– Ele está com a Hellen se divertindo com o Mickey.– sorri ao imaginar um garotinho gritando de alegria — Mas eu te liguei na verdade para te pedir um favor.

– Peça.

– Tio Thomaz tem uma consulta com a psicóloga, Dra. Luiza, hoje à tarde, só que a bateria do carro dele deu problema e eu gostaria de saber se você poderá leva-lo ao consultório?

No momento que ouvi aquele nome, pensei na possibilidade dessa psicóloga ser a moça que eu tinha atropelado há uma semana. Nesse mesmo instante alguns questionamentos passaram-se pela minha cabeça. Será que é quem eu estou pensando? Seria possível uma coincidência desse tipo? Se a resposta fosse sim pra essas perguntas, eu não iria perder essa oportunidade de tirar a prova.

– Mais é claro. Onde é esse consultório?

– É naquele centro empresarial de recursos humanos, fica na frente da praia ai perto de onde você mora.

Voltei no tempo. Lembrei que foi da direção daquele prédio que ela estava indo atravessar o sinal antes de ser atropelada por mim. Mal dava pra acreditar que aquilo estava acontecendo. Mas foi ai que a minha razão falou mais alto. Poderia ser outra mulher, alguém com o nome igual o dela e que por ironia do destino trabalhava naquele prédio. Não, eu não ia criar expectativa de encontra-la.

– Marcus? Você tá ai? – o Rique me chamou, eu devia estar muito tempo calado pensando naquilo tudo.

– T-to, eu estou sim. Pode deixar Rique, eu levo o Tio Thomaz. Qual é o horário?

– Catorze e trinta. Vou avisa-lo que você irá busca-lo.

– Ok. Até, manda um beijo pra Hellen e um abraço pro Chris.

– Mando sim. Até mais!

Desliguei o telefone e por mais que eu não quisesse, um sentimento de ansiedade crescia em mim. Tentei ignorar todos aqueles pensamentos de que poderia ser a Luiza, e se não fosse?

Levantei da rede e fui me arrumar para almoçar, dali à uma hora teria que levar o tio Thomaz a consulta e depois iria ao ensaio do casamento da minha irmã mais velha, a Débora. Ela iria se casar a um mês e meio e estávamos nos preparando pra sair tudo do jeito que ela sonhou. Eu achava aquilo desnecessário, ensaiar pra entrar numa igreja e dizer ‘’sim’’, não precisava de mais detalhes do que isso, mas o casamento era dela e eu não tinha que opinar.

Cheguei à frente casa do tio Thomaz e buzinei e em dois segundos ele já estava saindo e fechando a porta.

– Boa tarde Tio Thomaz! – falei sorrindo escancaradamente, eu gostava muito dele.

– Boa Tarde meu rapaz. – respondeu ele sorrindo do mesmo jeito e fechando a porta do carro. – quero te dizer muito obrigado Marcus por me levar a consulta hoje, você não sabe como a Dra. Luiza está me ajudando. – disse ele colocando o sinto de segurança.

– Não tem de quê Tio, é uma honra minha ajudar o senhor- liguei o carro e pisei no acelerador. — Eu percebi até que está até sorrindo mais.

– É verdade. A doutora falou que eu preciso esquecer-me dos momentos tristes que existiram durante aquele incêndio. Eu preciso me lembrar das coisas boas que aconteceram em quanto a minha família ainda estava viva. – deu uma pausa. – Confesso que fico tardes e mais tardes olhando as fotos e me lembrando de como éramos felizes apesar de tudo. Agora que eles não estão mais aqui, eu preciso começar de novo, quem sabe ate um novo relacionamento.

Olhei para o tio Thomaz e pela primeira vez, depois de um ano, eu o vi de cabeça erguida e olhando pra frente.

– Que bom! Então pelo que pude perceber essa psicóloga esta te ajudando mesmo.

– Você não sabe como, ela e uma moça adorável. Sofreu um acidente tem mais ou menos uma semana, mas ela está bem, me parece que só quebrou o braço.

Quando eu ouvi aquilo aconteceu uma coisa estranha comigo. O meu coração acelerou e eu me mexi no banco do carro com o frio na barriga. O tio Thomaz percebeu a minha agitação e me olhou franzindo a testa.

– Marcus você está bem?

– E-estou tio. – respondi tentando controlar os meus impulsos.

Demoramos mais uns vinte minutos até chegar ao edifício. Queria subir e verificar com os meus próprios olhos se era mesmo a Luiza que eu estava pensando, ‘’ e se não fosse? ‘’ pensei, era melhor evitar frustrações, conclusão: eu não iria subir.

– Tchau Marcus, e obrigada mais uma vez – disse tio Thomaz após ter saído do carro sem eu perceber.

– Tchau Tio.

Quando eu ia ligando o carro para dar a partida eu olhei para o banco do passageiro e vi que ele tinha esquecido a sua carteira. Olhei pra cima e ele não estava mais ali, pois já devia ter entrado do prédio. Peguei a carteira e fui entregar para ele. Quando cheguei à recepção, olhei para os lados e o vi entrando no elevador, corri para alcança-lo, em vão. Olhei para cima e o andar em que ele parou foi o decimo terceiro. Corri para entrar no outro elevador que também estava subindo. Quando eu cheguei, vi o tio Thomaz caminhando em um corredor que levava a porta do consultório. Cumprimentou a secretária, e foi ai que eu consegui chegar perto dele.

– Tio Thomaz! – o chamei ofegante – sua carteira.

– Ah! Obrigado.

– De nada.

Quando já estava indo embora, escutei uma voz conhecida.

– Olá senhor Thomaz!

Mesmo tendo escutado aquela voz apenas uma vez eu sabia que era ela, Luiza. Dei meia volta do corredor e me aproximei deles. Ela olhou pra mim surpresa e eu sorri involuntariamente, percebi que o tio Thomaz olhava pra nós dois com uma expressão confusa, como se estivesse pensando: ‘’ vocês se conhecem? ‘’.

– Oi – disse sem graça.

– Oi – ela respondeu sorrindo e foi naquele momento que eu percebi que poderia ficar olhando para aquele sorriso todos os dias da minha vida.

Notas finais
Heey... e aai? ahahaha gostaram? Até a proxima, bye bye!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.