Notas iniciais
Olá, essa é minha primeira Fic na vida, espero que gostem e que acompanhem. Quero muitos comentários, lembrando que criticas são bem vindas só não esculachem! Ah eu uso o Polyvore na Fic então vai ter palavras com link. Espero que gostem XOXO.

" — Clara, Clara, Clara, Clara... — A voz me chama no meio da escuridão de um bosque.

- Quem é?! O que você quer de mim?! — Eu já sabia a resposta. Era a mesma a dez anos.

- Você é a cura, você é a salvação para nós, precisamos de você!
— Não, não precisam!" — Um minuto depois acordei com um susto.

Foi só um sonho. Sempre foi um sonho. Eles NUNCA vão me achar.

Mesmo depois de ter esse sonho durante dez anos eu não consigo conter as lagrimas. Meu passado ainda me assombra.

Depois de me recompor, me troquei e arrumei minha bolsa pra mais um dia. No andar de baixo meu pai preparava o café da manhã.

- Bom dia Pai

- Bom dia Clara, dormiu bem? — Meu pai perguntava apenas por educação ele já sabia a muito tempo dos meus pesadelos constantes.

Meu pai era um homem de 40 anos e era mais baixo que eu, o que era estranho e sempre virava motivo de piadas internas. A muito tempo ele não tinha nenhum sinal dos seus velhos cabelos castanhos e a muito tempo ostentava uma barriga enorme, sua pele era morena e tinha olhos castanhos claros. De certa forma não eramos nada parecidos. Ao contrario do meu pai eu era alta, meus cabelos eram castanhos escuros e minha pele era clara, muito clara, motivo pelo qual ganhei meu nome. Tinha olhos azuis turquesa, e sim, eu me orgulhava disso! E eu não estava nem perto de ficar careca já que tinha somente 19 anos. Eu era, como todos diziam, um clone da minha mãe e isso de certa forma era uma tortura para meu pai.

- Só tive o pesadelo uma vez e foi antes de amanhecer — minha resposta era um Não disfarçado.

- Sinto muito — falou meu pai. Ele sempre se lamentava por tudo e isso não me agradava, não suporto pessoas que pedem desculpas toda hora.

- NÃO PAI, NÃO SINTA. NÃO É CULPA SUA, E EU NÃO QUERO QUE VOCÊ PEÇA DESCULPA SEMPRE PORQUE IRRITA! — acabei falando o que não devia.

Meu pai sempre se culpava por tudo, e isso não era legal, mas também não devia falar assim com ele.

- Desculpa pai, só não se culpa por algo que você não tem culpa.

- Tudo bem Clara, só quero que fique bem — mesmo ele falando que esta tudo bem eu sei que o magoei.

- Eu vou ficar pai, mas tenho que ir por que estou atrasada.

Me sentia triste por esse momento de descontrole com meu pai. Depois que minha mãe sumiu pelo mundo ele tem me criado e não deveria falar assim com ele.

Eu e meu pai vivemos em Riderchester desde sempre. Uma cidade úmida e chuvosa no interior dos Estados Unidos onde 99.9% das pessoas eram extremamente religiosas, não que eu não acredite em Deus, só não acredito da forme que eles acreditam e nem com tanta extremidade.

Mesmo com essas características terríveis eu gosto daqui. Tudo que eu preciso fica perto de casa, inclusive o campus da minha universidade. Eu era a unica aluna da Music & Artistic University que não morava sozinha ou em uma republica, mas eu não podia deixar meu pai por mais controlador e protetor que ele fosse.

Eu faço uma faculdade de artes contemporâneas com especialização em música e dança. Eu amo música e é disso que vivo.

Depois de caminhar por cinco minutos chego ao prédio da universidade destinado a dança e canto, tenho aulas aqui o período de aulas todo. Era o prédio mas antigo da universidade, mas teve uma reforma ressente que o deixou com um ar mais contemporâneo. Era o mais bonito na minha opinião.

Eu não tenho amigos, nem colegas, nem conhecidos. As pessoas ate forçam a barra pra falar comigo, mas depois de ignorar umas três vezes elas param.

As únicas que insistiam eram Melissa, Stephany, Deyse e Lena. Na verdade elas não queriam minha amizade e sim minha ajuda, elas estavam aqui pra me convencer a ir com elas, mas eu preferi esquecer esse "mundo" que elas vivem.

Quando estou quase chegando na minha sala de aula e penso que hoje estou livre delas elas aparecem.

- Oi clara, você não "adora" esses dias de calor! — a ironia na voz da Melissa me fazia querer morrer!

Graças ao meu DNA eu não suporto o calor, a luz do dia me deixa fraca.

- Haha! O que vocês querem?! — eu sabia o que elas queriam.

- O de sempre... VOCÊ! — essa garota me da medo!

- Vocês não contem com minha ajuda! Nunca! — queria me livrar logo delas.

- Bom péssimas noticias hoje a gente vai te perseguir o dia todo ate você desistir! — Lena falou isso com um sorriso falso que dava vontade de bater nela.

- Nos não temos as mesmas aulas! Vocês fazem aula em grupo e eu individual! — Rá.

- Péssimas noticias mais uma vez, sua professora esta doente — Stephany falou alegremente.

Algo me dizia que elas tinham algo haver com essa doença repentina.

Não quero ficar aqui pra saber o que elas fizeram com minha professora de balé. Angeline.

Sai andando.

- Clara não de as costas para gente!

Continue andando Clara, continue.

- Clara! — o tom de voz de Lena soou como uma ameaça.

Notas finais
Hey! O que acharam?!