O Bar da Esquina
19 Encontro de Almas
Notas iniciais
Minha diva da Broadway...
Aquela frase martelou diversas vezes na cabeça da morena. Não havia dúvidas. Quinn estava entrando de cabeça na situação, ou seja lá o que aquilo era. A respiração quente da escritora batia em seu pescoço, enviando arrepios por toda a extensão de seu corpo. Enquanto o nariz de Quinn fazia um caminho aleatório no mesmo lugar. Rachel suspirou, sentindo seu corpo esquentar.
Oh, Deus! Se naquela ação simples da loira, Rachel já estava quase gemendo, imagine se aquilo se tornasse mais intenso! Mas não, ela não queria que aquilo parasse. Não havia importância se estava sendo rápido demais, ou alguma duvida por parte de Rachel se deveria fazer isso ou não, não havia cogitação dessas hipóteses. Como num estalo, Quinn parou o carinho que fazia, fechou os olhos e respirou fundo. Várias vezes. Rachel estava a ponto de protestar, quando fitou o semblante da escritora.
– Está tudo bem? – tentou esconder a frustração em sua voz.
– Rachel. – Quinn voltou a abrir os olhos e a encarou. Seu olhar estava beirando á algo felino, escuro. O corpo da morena estremeceu. Então era essa a reação que ela estava causando na mulher que havia pintado como Deusa intocável? – Se você me deixar continuar, eu não vou parar. Vai ser impossível. – falava, concisa e séria. – Você é perfeita e só com isso, estou ficando em chamas. Então eu preciso saber se você quer ou não. Está absolutamente tudo em suas mãos agora. – seu tom de voz estava baixo, porém, extremamente carregado. – Como eu já falei, isso é mais forte do que eu. Estamos indo rápido demais?
– Por Deus, Quinn... – sua respiração estava desregulada e Quinn acompanhava seu peito subir e descer descontroladamente. – Se você parar, eu não vou conseguir sair do lugar! Será que dá para, pelo menos uma vez, nessa noite, você parar de pedir minha autorização e ir em frente? Não estou aguentando.
Quinn abriu um imenso sorriso sedutor, deixando Rachel hipnotizada. Aproximou-se vagarosamente, como se quisesse torturar a morena. Os olhares conectados, travando uma batalha entre desejo e sedução, Quinn mantinha um sorriso no canto dos lábios, como se pensasse em algo indecente, mas que não se pode contar a ninguém.
– Preste atenção no que diz, porque depois, eu não quero ouvir reclamações... – deu uma risada rouca, próximo ao ouvido da morena. – Se é que você terá alguma reclamação. – deixou uma leve mordida no pé do ouvido de Rachel, sorrindo travessa. – Vem, vamos para o quarto.
A escritora pegou Rachel pela mão e a puxou para o quarto, falhando miseravelmente. No meio do caminho, prensou a morena na parede e a beijou com ardor. Suas mãos exploravam a parte exposta dos braços e nuca de Rachel, enquanto que com a outra, prendia os pulsos da morena em cima da cabeça da mesma.
– Eu vou ficar louca assim. – murmurou, Quinn. Parando a sessão de beijos e suspendendo a morena pelas pernas, prendendo-as em sua cintura e conseguindo milagrosamente levá-la para seu quarto.
Rachel fez sinal de que iria descer e Quinn a soltou. Ambas de pé, encarando uma a outra.A morena varreu o quarto rapidamente com o olhar e deparou-se com uma cama Quenn Size, no meio do ambiente. A atmosfera pareceu mudar, tudo ficou calmo. A densidade do ar era palpável. Quinn estava ali, mas não a tocava, seus corpos ainda se mantinham conectados o único som audível era da respiração das duas.
A forma que Quinn a encarava era diferente. Seu olhar apaixonado e doce. Vagarosamente, Quinn subiu a mão pela nuca da morena e a tomou num beijo calmo. O oposto de todos os que já haviam trocado. Carinho era a palavra que poderia distinguir certeiramente o que se passava ali. E Rachel de deixou levar. Uma espécie de regra clara, naquela noite. Sem impedimentos.
Ali mesmo, Rachel tateou o corpo de Quinn á procura do zíper de seu vestido, abaixando o rapidamente. Quinn se afastou milimetricamente, deixando todo o material escorregar por seu corpo alvo. Os olhos de Rachel brilharam, a lingerie preta que Quinn usava dava um belo contraste com seu corpo. As pernas e barriga torneadas, seios médios. Tudo era perfeito. Quinn era perfeita! A loira, em seguida fez o mesmo. Girou em torno de Rachel, até achar o zíper na lateral do corpo da morena. Seus dedos descerem, dispensando o zíper, mas subiram fazendo uma leve carícia nas costelas da diva, que se arrepiou.
O momento era de pura calmaria, admiração, carinho e paixão ardente. Quinn distribuía beijos molhados pelos ombros e nuca de Rachel, vagarosamente.
– Vem... – Quinn sussurrou, puxando a cintura da morena até a cama.
Dali em diante, as coisas entraram num ritmo acelerado. Delicadamente, Quinn terminou de se despir, fazendo o mesmo com Rachel, entrando em êxtase com o maravilhoso e escultural corpo da morena. Por mais que fosse a primeira vez de Rachel com uma mulher, a mesma não tinha tempo para completar esse raciocínio. Isso não importava. Ela estava sentindo como se fosse sua primeira vez... E era! Seu mundo mudaria a partir desse ato. Não haveria apenas Rachel ou Quinn. Tornar-se-iam duas em uma só. O corpo de Quinn seria a extensão do de Rachel e vice-versa. Um simples momento que mudaria o padrão de visão das duas. Um encontro de duas almas... Avalassadoramente o amor batia em suas portas e aguardava para tomar forma e construção.
A boca de Quinn explorava todo o corpo de Rachel. Pescoço, clavículas, ombros, barriga e voltava para a boca. Rachel mantinha a respiração acelerada, seu corpo contorcia embaixo do de Quinn. Os toques da loira pareciam pegar fogo em sua pele, ardiam. E a ansiedade de ambas só aumentava e por incrível que pareça, a morena não conseguia controlar. A escritora, desceu os beijos até chegar ao vale dos seios de Rachel. Rodeou o seio direito da morena com a língua, enquanto que com a mão esquerda, massageava o seio esquerdo da mesma. A diva deixou escapar um gemido de sua garganta e aquilo foi como combustível para Quinn, que aumentou o ritmo de suas lambidas e chupadas, deixando Rachel fora de órbita.
– Oh, Quinn... – puxava o ar com força pelo nariz. – Isso é...
– Shhh... – Quinn subiu rapidamente pelo corpo de Rachel e sussurrou em seu ouvido. – Não fale nada, só sinta. E por favor, gema meu nome. – deixou uma mordida forte no pescoço da morena. – Você é perfeita e linda... maravilhosa. Vou entrar em você agora...
Sem mais delongas, Quinn introduziu um dedo na intimidade de Rachel, fazendo a se contorcer ainda mais abaixo dela e outro gemido escapar de sua suntuosa boca. A escritora recebeu isso como uma nova passagem, deixando mais um dedo escorregar para dentro da morena, começando num ritmo devagar a penetrá-la. Rachel rebolava em seus dedos, enquanto ainda explorava o sabor maravilhoso da pele da morena, enlouquecendo com os gemidos da mesma.
– Vem pra mim, Rach... – introduziu o terceiro dedo na morena. Sentindo uma contração em seu próprio abdome. Rachel estava quase lá, a loira já estava sentindo as paredes da morena apertar seus dedos. Num simples e rápido movimento, Quinn tirou seus dedos da intimidade de Rachel substituindo por sua boca, sem dar tempo para que a mesma protestasse.
E Rachel explodiu chamando pela loira. Oh, ela mal conseguia raciocinar direito! Elas haviam feito amor! Quinn, depois de provar a morena até a última gota, acompanhou suas reações. O peito subindo e descendo rapidamente, o corpo suado e quente tremendo abaixo do seu, os lábios da morena entre abertos, o cabelo todo desgrenhado e os olhos agora fechado. Oh, agora ela podia chorar de emoção. Ela havia consumado daquele corpo perfeito. Feito amor com Rachel. Era demais para acreditar, e não havia palavras para descrever o momento e a sensação que habitava dentro de Quinn.
A segunda melhor noite de sua vida, depois de ter conhecido a morena...
Rachel, tentou erguer seu corpo, mas Quinn a impediu, carinhosamente. Deixou seu corpo cair ao lado do da morena, quase que instantaneamente, Rachel se aninhou a ela, com a cabeça no peito da loira.
– Durma bem, pequena... Boa noite. – deixou um beijo carinhoso no topo da cabeça de Rachel, sentindo o sono tomar conta de si também.
~.~
Os raios de sol entravam pela janela do quarto de Quinn. Era manhã de sábado, uma linda manhã. Rachel abriu os olhos, incomodada com a claridade. Como na velocidade da luz, flashes da noite anterior bombardearam sua cabeça. Tudo começou num dia angustiado sem notícias de Quinn e acabou em sua melhor e mais perfeita noite de sua vida, com a mesma pessoa que morava em seus pensamentos. Os toques, os beijos, o olhar, o cheiro, a sensualidade, o carinho, tudo de Quinn. Deixou um sorriso escapar de seus lábios e virou a cabeça, deparando-se com Quinn ao seu lado de barriga para baixo. A cabeleira dourada que alternava entre cair sobre o travesseiro e o rosto de Quinn, a respiração calma e profunda e o corpo desnudo. A fitava com intensidade e carinho. Era quase inacreditável saber que aquela mulher, deitada ao seu lado estava disposta a ser sua.
Em meio aquela análise, os olhos de Rachel pousaram nas costas de Quinn. Arregalou os olhos no mesmo instante. Quinn estava toda marcada! Rachel havia a arranhado inteira. Levantou-se da cama com cuidado para não acordá-la e procurou, por alguns segundos, o banheiro dentro do quarto. Olhando-se no espelho, ficou estarrecida com as marcas espelhadas por seus ombros, pescoço, clavículas, seios... Aquilo não se comparava com o que havia deixado em Quinn, mas não sentia arrependimento. Era uma forma de marcar território. Ambas já pertenciam. Entrou no chuveiro e deixou a água escorrer por suas costas, apoiando seus braços na parede.
Ficou ali por minutos, até que sentiu um calor em suas costas, enquanto mãos firmes agarraram sua cintura. Quinn.
– Bom dia. – sussurrou, ainda com a voz sonolenta em seu ouvido.
– Bom dia. – sorriu. – Tudo bem?
– Perfeitamente bem, Rach... – beijou os ombros da morena.
Não precisavam de conversa. De nenhuma palavra para se entenderem. Tomaram banho calmamente. Quinn acariciava a pele da morena inocentemente a ajudando lavar os cabelos e esfregar seu corpo, depois Rachel fez o mesmo.
E assim correu aquela manhã, repleta de carinho e ternura por parte de ambas. Quinn conversava com a morena sobre assuntos diversos, fazendo a rir e manter aquele clima calmo e feliz. Nem por um segundo Quinn perdeu o charme, atenção e carinho por Rachel. O que a deixava completamente encantada e entorpecida pela escritora. Perto das uma da tarde, Santana e Brittany retornaram e todas desfrutaram de um descontraído almoço. Cheio das brincadeiras irônicas por parte da latina e a fofura por parte de Brittany. O destino de todas já estava escrito: se tornariam inseparáveis amigas.
~.~
Começava o cair da tarde, quando Quinn recebeu uma ligação de Frannie.
– Hey, Quinnie! Adivinha? Já descobri a empresa que opera dentro da de Michelle! Agora, só estamos esperando a senhorita para botarmos a mão na massa!
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