O Baile Dos Dezessete
10 Capítulo 10 Ver ou não ver? Sentir ou não sentir?
Notas iniciais
A fic está chegando no fim! (Só faltam três capítulos, contando com esse!)
Eu me diverti muito escrevendo esse capítulo, então espero que gostem!
Bjinhos pretos com asas e até lá embaixo!
Reagan segue Ted até o quarto do menino.
Nossa!
O quarto do gêmeo Starling parecia ter sido devastado por um furacão. Peças esquisitas, pequenas e grandes, livros, desenhos, papéis repletos de cálculos. Tudo estava espalhado pelo chão, sobre a cama. Roupas sujas se amontoavam em um canto de parede. As portas do pequeno closet estavam abertas revelando uma verdadeira coleção de desenhos, colados contra as paredes.
Por incrível que pareça, Ted conseguia se localizar muito bem em sua bagunça e, mesmo sem a ajuda de Flamsteed, conseguia caminhar entre tudo aquilo sem pisar em nada.
- Cuidado para não pisar em nada. – Ele adverte Reagan. – Sei onde tudo está, mesmo que você ache que está tudo bagunçado.
— Você é um gênio! – A loira exclama. Graças à suas aulas de balé, que ela praticava desde o fim das buscas pelas pistas, ela conseguia caminhar na ponta dos pés e não mudar nada de lugar.
Ted abre uma das gavetas da escrivaninha e tira uma pequena caixa e a abre.
- Com isso eu vou poder ver novamente. – Ele diz e estende a caixa para Reagan olhar em seu interior. A caixa era dividida no meio e em cada divisão se encontrava um minúsculo chip. – Esses chips vão ser colocados na minha retina danificada e traduzirão as imagens e enviarão um pulso nervoso para o cérebro.
Ted apanha uma pinça do chão e pega um dos chips e o coloca dentro de um recipiente com um tipo de líquido transparente.
Reagan pega uma lupa jogada e olha dentro do recipiente.
- Isso é incrível! Como funciona?
O menino segura a mão da menina e a leva até o closet repleto de desenhos. Os desenhos pareciam incompreensíveis, rabiscos de máquinas e desenhos do protótipo que não foram revisadas ainda.
Ted começa a explicar para Reagan como tudo ali funciona, para diversas vezes para ensinar a ela cálculos complicados. Cálculos tão complicados que os Cahill de outros clãs jamais veriam um Tomas resolver, mas Reagan se mostra uma aluna paciente e sabia.
- Esse fio é conectado aos nervosos ópticos e é por ele que é transmitida a imagem. – O Ekaterina conta, mostrando com o microscópio qual era o fio.
- Então, deixe-me ver se entendi. Uma pequena tela absorve as imagens e as congela como em uma máquina fotográfica. – Reagan consulta os desenhos nos papeis e os pequenos raios de luz que Ted está projetando sobre o minúsculo aparelho. – A imagem congelada é transformada em um pulso nervoso e transmitida por esse fio que você me mostrou para os nervos que ainda estão em funcionamento, aqueles que te permitem ver luz e sombra. Tudo isso acontece em milésimos de segundo.
Ted bate palmas e ri.
- Estou quase achando que você errou de clã!
Agora, ambos riem.
- Esse projeto vai ser testado antes, não vai? – Reagan pergunta, parando de rir e adquirindo uma cara de preocupada. Tantos anos tinham passado e ela nunca tinha se dado ao trabalho de conversar com aquele garoto genial. Hamilton vivia na casa deles, mas Reagan nunca tinha ido junto. Preferia ficar na própria casa, treinando balé. O balé era muito importante para ela, mas... O quanto ela podia ter aprendido com os trigêmeos!
- Já foi testado em um macaco. – Ted responde a pergunta, seu rosto, tão animado alguns segundos antes, adquire um semblante triste. – Mas foi constatado que esse aparelho não transmite a imagem em cores, então eu vou enxergar, mas tudo em preto e branco.
Mesmo não estando frio ali, Reagan se sente de repente arrepiada. Estava tão feliz!
Eu tinha esperança que ele mesmo consertasse um erro meu. Mas eu devia saber que nada volta a ser como era antes.
- Deve ter um jeito de mudar isso!
Ted abre um sorriso carinhoso, porém que não esconde o olhar tristonho.
- Reg, para que só consegue vê luz e sombra, enxergar, mesmo que seja em preto e branco, é uma coisa maravilhosa. Já imaginou quantas pessoas nós podemos ajudar se isso der realmente certo com humanos?
Eu não vou desistir! Reagan agora tinha entrado naquilo e não ia para até que o jovem Starling pudesse vê-la. Era muito esquisito aquilo! Ela queria que ele pudesse vê-lá, sem precisar apenas imaginar baseado pelo que sente.
A loira pega uma caneta e um papel.
- No fim das buscas pelas pistas, quando nós dois estávamos amarrados em túmulos, eu desenhei para você o projeto inicial. – Ela olha bem no fundo dos olhos do menino, desejando que ele pudesse ver sua determinação. – Eu não vou desistir enquanto você não estiver vendo novamente. Em cores!
Eles se sentam juntos e passam as próximas horas completas conversando e pensando juntos.
O que de certa forma foi muito bom, assim Reagan não precisou ver o que acontecia do lado de fora da casa!
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Dan estava molhado de suor quando passou pelo enorme portão da mansão.
Precisava de mais tempo para pensar, então dispensou o motorista e veio correndo da aula de boxe até sua casa.
Estou fora de forma... Foram só oito quilômetros!
Mas ele tinha tomado uma decisão, e isso era muito bom. Tinha passado o tempo todo remoendo o que tinha dito naquela manhã para Natalie.
Saiba que, se você tivesse morrido, não faria nenhuma falta!
Argh! De onde ele tinha tirado aquilo?
A mansão estava silenciosa. O único barulho vinha das conversas dos empregados. O som se perdia pela casa.
Subindo para o seu quarto, Dan arranca a camisa suada do corpo e a joga sobre a cama. Estava quase entrando no banheiro para tomar um bom banho de água gelada, quando resolve ir falar com Amy antes.
Em frente à porta de seu quarto, do lado oposto do corredor, repousava entreaberta, a porta do quarto de Amy.
Dan abre a porta e se depara com o vazio. As portas de vidro que levavam à varanda estavam abertas, ventilando o quarto e trazendo o barulho de risos e água.
Indo até a varanda, que a vista dava para a parte de trás da mansão, onde tinha a piscina, o menino viu que quase todos estavam tomando banho.
Amy estava nas costas de Ian e Sinead estava nas costas de Hamilton. Os casais brincavam de “briga de galo”. Sinead conseguiu derrubar Amy e, ela e Ham, saíram pulando dentro d´água e rindo da derrota dos primos.
Nellie pegava sol, com seu novo iPod no ouvido. Ned e aquela amiga de Amy... Como é mesmo o nome dela?... Estavam se beijando, sentados juntos em uma espreguiçadeira.
Madison conversava com alguém no celular, rindo aos berros com o que a pessoa misteriosa dizia.
Nenhum sinal de Reagan ou Natalie.
Isso não é bom... Talvez ela estejam se matando agora ou... ou...
Dan olha para o lado e vê Natalie na varanda do próprio quarto, olhando para a cena na piscina. Os cabelos molhados dançavam conforme o vento e...
O cabelo!
O corte estava incrível. Dan ficou tanto tempo ali, olhando ela, que nem se deu conta que seria sua maior chance.
Saiu em disparada do quarto da irmã, esquecendo totalmente do banho que iria tomar, Dan bate na porta do quarto de Natalie.
- Nat... Eu posso falar com você?
A resposta vem segundos depois, do outro lado de porta:
- NÃO! – Dan a ouve fechando o trinco da porta.
Droga, a porta estava aberta!
Ok, hora do plano B.
Qual era o plano B mesmo?
Ah, é! Ele não tinha.
Ou será que tinha...?
Dan voltou correndo para o quarto da irmã. Se ele não podia entrar pela porta, iria entrar pela varanda.
A varanda particular de cada quanto mantinha cerca de um metro de distância entre uma e outra.
Dan passou a perna por cima da barreira de proteção e se esticou o perna até ela tocar a outra varanda.
Tinha que ter muito cuidado, porque, se caísse, no mínimo, quebraria uma perna. Mas Dan Cahill era Dan Cahill, O Vencedor Da Busca Pelas Pistas, então aquilo não era nada.
Ele enfim conseguiu se equilibrar na barreira da varanda ao lado.
Aquele era o quarto de quem?
Bom, a julgar pela bagunça, ele diria que era o das gêmeas Holt. Estava vazio. Onde Reagan tinha se metido?
Você não pode ficar com as duas! Dan repetiu para si mesmo enquanto passava para a varanda de Natalie.
A porta de vidro estava aberta, então ele entrou e seu coração bateu mais forte quando ele viu a morena de costas para ele, enquanto empurrava uma cadeira para travar a porta.
Dan franziu o cenho.
- Isso é para impedir que eu entre?
Natalie dá um grito e se vira. Ainda gritando, ela fala:
- Como você conseguiu entrar?
- Pela varanda. – O menino dos sonhos de Natalie aponta para o lado de fora, como se aquilo não fosse nada de mais.
A morena bufa e passa por ele, indo para o lado de fora do quarto. Ela fica observando e pensando como ele tinha chegado ali, que nem percebe quando ele se aproxima.
Ela se vira e fica com o rosto a centímetros do dela. Para disfarçar as bochechas coradas, ela reclama:
- Como, se eu morrer, você iria ficar feliz, acho que eu deveria ficar feliz em saber que você vai voltar por onde veio.
- Eu ainda não falei com você. – Dan segura o pulso da menina quando ela tenta escapar.
- Nem vai falar! – Ela tenta se soltar, mas Dan é mais forte que ela.
- Eu quero pedir desculpas! – Dan fala, indignado.
- Ótimo. Quando eu morrer você pede. – Ela tenta se soltar de novo. Sem sucesso. – Me solta agora, Dan!
Mas, ao invés de soltá-la, ele a aperta na parede, o rosto a poucos centímetros do dela. Dan tem que se segurar muito para não se deixar levar pelo desejo e beija-la imediatamente.
- Eu estava nervoso e perdi a cabeça... Eu nunca quis dizer o que eu disse.
- Vai contar suas historinhas para a Reagan!
- Eu não quero a Reagan. – Dan diz, aproximando o rosto ainda mais. – Eu quero você!
Quando os lábios de Dan tocam os de Natalie, ela simplesmente desiste de resistir e se entrega.
O primeiro toque se transforma em um beijo urgente, quente. Ele a prende ainda mais na parede e ela contorna os braços no corpo dele, sentindo a pele suada dele se grudar a dela e o resquício do cheiro de shampoo nos cabelos.
Ela nunca diria isso para ninguém, mas não somente Dan foi o primeiro garoto que ela gostou de verdade como também era o primeiro a tocar seus lábios.
O primeiro... E único.
Notas finais
E ai, o que acharam do Danatalie???
eu, modestia a parte amei esse capitulo.
A fic já está toda pronta, enfim, os dois proximos capitulos já estão prontos, mas como eu sou mmmmuuuiiiitttooo má, vou esperar um pouco para postar. (kkk segurem a anciedade!)
Bjinhos pretos com asas.
COMENTEM!(Fica a dica, Anne Felinto!!! ;)
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